quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

"(...) Tua Enfermidade vem de Ti Mesmo e Tu Não Te Dás Conta"


Um artigo publicado na última Revista da Folha de São Paulo, pelos jornalistas Marianne Piemonte e Paulo Ribeiro, sobre a nutricionista holística Gillian Mckeith, levou-me a pesquisar mais sobre o tema em causa, tão pouco simpático, mas tão importante para a nossa saúde (entre outros problemas, cito, por exemplo, o câncer de intestino que já "é o segundo tipo de câncer maligno que mais acomete homens e mulheres nos centros urbanos do mundo" (público alvo dos meus artigos)).

Curioso saber que a Gillian Mckeith optou por se especializar no campo saúde e nutrição (aonde, entre outras funções, vai a casa das pessoas analisar as suas fezes!) , por causa de uma "enxaqueca interminável" e alguém a "orientou a seguir o caminho da alimentação saudável".

Apesar de alguma polêmica que existe sobre a metodologia por ela usada e a forma como se tornou uma celebridade no Reino Unido, algumas das respostas que transcrevo abaixo, coincidem com as opiniões de outros especialistas:

Porque analisar cocô? "(...) para obter uma visão geral do que acontece no organismo, (...)”.

Porque é necessário olhar as fezes antes de dar descarga? "Para ver como esta a cor, tamanho, formato, textura e cheiro. É uma análise que fala muito de sua digestão e do que se passa no seu organismo. Você deve olhar sem medo ou vergonha."

O que podemos observar sobre a saúde com tal tipo de análise? "O estado do fígado, a hidratação do corpo, o tipo de comida que se está comendo e a qualidade da sua digestão. Se a mastigação é apropriada, se faltam nutrientes em seu corpo, se há bactérias ruins ou deficiência em alguns tipos de gorduras vitais ao organismo. Vermes, parasitas, problemas no cólon. A lista é longa. Cocôs muito mal cheirosos, que deixam marcas na privada, são problemáticos. Assim como em bolinhas, pálido, mole, fino, ou despedaçado."

O que se deve analisar? "Deve-se ver se há pedaços de alimentos, se vai com a descarga ou se boia. Quantas vezes você se limpa com o papel higiênico? Se passar mais de cinco vezes o papel é sinal de que precisa de mim. Olhar o cocô pode salvar a sua vida. Sangue nas fezes pode ser hemorróidas ou algo mais sério. Os participantes do programa que têm o cocô mais fedido são os que comem sempre "junk food". Geralmente tenho que usar três máscaras e, ainda assim, o cheiro é horrível.”.

Como deve ser o cocô perfeito? "Deve ter cor de castanha-da-índia. Preto ou amarelo não me deixa feliz. Deve ter o formato de salsicha. O ideal é que fique atado ao bumbum assim que alcanca a água. Um bonito longo e grosso coco. Não deve ser muito fino nem ter um cheiro forte, daqueles que fazem você sair correndo do banheiro. Não deve haver pedaços de comida ou ser muito quebrado."

Qual segredo para o intestino funcionar bem? "Os alimentos que ingere, quanto de água toma-se diariamente e exercícios. Uma boa sugestão é tomar um copo de água morna toda a manhã, seguido por uma xícara de chá de urtiga e uma salada de frutas (N.A.- os meus clientes sabem que existem alternativas saudáveis!). Também ensino os meus pacientes a abaixar lentamente (como se fossem ficar de cócoras), antes de se sentarem no vaso. Isso irá criar um movimento de ondas no intestino para que o cocô saia confortavelmente (N.A.- tal como caminhar, correr, etc, também ajuda!). Outra ideia é arrumar um banquinho de 30 cm de altura. Coloque os pés no banco quando sentado na privada, isso estimula uma posição que proporciona evacuação completa. Se não tiver o banquinho, use pilhas de jornal." Relembro os meus leitores que (informação tirada do site www.colonterapia.com.br )

Como nos alimentamos em média 3 vezes ao dia, deveríamos evacuar de 2 a 3 vezes ao dia, de preferência após cada refeição como fazem os bebês que ao mamar em seguida evacuam isso devido ao reflexo gastro-cólico.

As fibras desempenham papel fundamental na manutenção fisiológica do intestino e das vilosidades. Atuam mecanicamente na limpeza da mucosa intestinal, evitando acúmulo de toxinas e resíduos, além de participarem da regulação hídrica do bolo fecal. Assim contribuem para uma evacuação satisfatória. Quando consumimos pouca quantidade de fibras, compromete esta limpeza, acumulando toxinas e aumentando a permeabilidade intestinal.

Considero o conteúdo desta mensagem, como algo que todos podemos fazer, como forma preventiva e em tempo útil. Se não gostarem do que virem ou cheirarem, priorizem um tempo para fazerem algo em prol da vossa própria saude. A família e a empresa onde trabalham, com certeza agradecerão essa vossa ATITUDE.

"Tua Medicina Está Dentro de Ti, E Tu Nao Sabes. Tua Enfermidade vem de Ti Mesmo, E Tu Não Te Dás Conta" (Hyazrat Ali, tirado do site www.hidrocolon.com.br ).

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Podemos viver em SP (São Paulo), sem termos que ouvir que "SSPP"

Assisti ontem ao Workshop Anew – Qualidade de Vida na Terceira Idade e tive a oportunidade de ouvir a palestra do Dr. José Roberto Kater (ginecologista, obstreta, acupunturista e médico antroposófico, onde, como simples cidadão preocupado com as questões da saúde, absorvi várias informações importantes e práticas para repassar para os meus leitores (hoje e nas próximas semanas), conjugando-as com alguns trechos de vários artigos publicados na Folha de São Paulo deste domingo, sob o título principal “Pesquisa mostra que brasileiros comem mal”:

Primeira frase do Dr. Kater: “Bom dia futuros centenários” – infelizmente muito de nós ainda não entenderam a importância de investirmos hoje na saúde, tendo em conta o numero de anos que ainda vamos viver!“3ª idade pode ser a melhor fase da nossa vida”; “vamos ter de criar a 4ª idade (acima dos 90 anos)”; ”em 2100 acredita-se que possamos chegar aos 180 anos”

Para desfrutarmos tranqüilos este tempo “extra” que já é uma realidade, o Dr. Kater destacou 3 itens, onde o primeiro foi:
- alimentação adequada, onde a mastigação lenta tem um papel relevante. A digestão dos carboidratos começa na boca. Salientou a importância da água e de alguns suplementos.

A Folha de São Paulo de hoje deixa claro que neste quesito vamos sofrer bastante nos (muitos) últimos anos da nossa vida (Vivem no país cerca de 117 milhões de pessoas com sobrepeso ou obesidade). Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (Luiz Vicente Berti), os brasileiros comem errado por pura falta de informação.(...) “A maioria da população tem hábitos muito ruins, que mais cedo ou mais tarde terão repercussões sérias na saúde.As pessoas aprenderam com a mãe e com a avó que a comida tem de ser pesada... Acham que comer bem é deixar o estômago cheio”(...)

À mesa, na cozinha, estavam o marido, as duas filhas e o pai. Bebiam guaraná. (...) "Sei que fritura não faz bem", admite Sueli, acrescentando, entre risos, não ter "dor de consciência" ao comer. "Até aceito ter problema de colesterol. Só não quero ficar de estômago vazio."
Concordo que inúmeros brasileiros ainda tem muita falta de informação sobre o que estão fazendo com a sua própria saúde, a dos seus filhos etc, ao adotarem um estilo de vida como o acima descrito pela Folha de São Paulo (falaremos nas próximas semanas sobre dados desconhecidos de muitos de nós), mas o comentário da Sueli revela que a falta de sentido critico, ou de definição de prioridades com base naquilo que já sabemos sobre a nossa alimentação, é igualmente grave!

Por isso, se não for pela saúde em sentido estrito, delas próprias, ou dos filhos que o façam tendo em conta uma anedota contada pelo Dr. Kater:

“Um homem fez um teste de virilidade e teve como resultado, SP. Perguntou o significado desta sigla e o médico respondeu-lhe: Super Potente. Anos depois o resultado do mesmo exame deu SSPP. Entusiasmado com o resultado o paciente aguardou a resposta do médico, achando que estava mais “saudável” do que nunca, mas recebeu como resposta: Só Serve Para Pipi”

Relembrando a saudação inicial do Dr. Kater, significa que quem não se cuidar hoje, poderá viver neste ultimo “estágio” descrito no parágrafo anterior, por muito anos! Nem que seja por isso, melhore o seu estilo de vida.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A partir de agora, quando alguém buzinar na estrada ou "xingar" por alguma razão, mande-o tomar suplementos


A Folha de São Paulo publicou recentemente um artigo do Jeremy Laurance do "Independent", que, de uma forma diferente, valida bem aquilo que vimos afirmando, semana após semana – É fundamental darmos o devido valor a uma nutrição balanceada (saudável), porque todos mudamos para melhor, quando a praticamos de forma regular.

“Alguns dos presidiários jovens britânicos mais problemáticos receberão doses diárias de suplementos alimentares com a intenção de que seu comportamento agressivo diminua.
Cientistas da Universidade de Oxford afirmam que o efeito da nutrição sobre a conduta tem sido subestimado. Eles afirmam que o aumento no consumo de comida mal balanceada ("junk food") é em parte responsável pelo aumento dos índices de violência nos últimos 50 anos(...).
Em um estudo piloto com 231 prisioneiros feito pelos mesmos pesquisadores, publicado em 2002, incidentes violentos durante o período de custódia caíram em mais de um terço entre aqueles que receberam os suplementos.
"Se for possível uma projeção a partir desses resultados, talvez vejamos uma redução de um terço a um quarto em uma prisão", diz John Stein, professor de fisiologia da Universidade de Oxford. "Seria possível reduzir os ataques violentos em uma comunidade em um terço. Isso traria um enorme benefício econômico."

O cientista acrescenta: "Nossas descobertas iniciais indicaram que melhorar o que as pessoas podem comer as leva a se comportar de modo mais sociável e também melhora sua saúde. Isso não é algo levado em conta atualmente nos planejamento nutricional de dietas. Não estamos dizendo que a nutrição é a única influência sobre o comportamento, mas aparentemente nós estávamos subestimando bastante a sua importância."

Mark Walport, chefe do Wellcome Trust, que está financiando o estudo de três anos, diz: "Se esse estudo mostrar que os suplementos nutricionais afetam o comportamento, isso pode ter uma importância profunda para diretrizes nutricionais, não apenas no sistema judiciário criminal mas na comunidade mais ampla e em escolas, por exemplo. Temos o costume de pensar em diretrizes de dieta para nossa saúde física, mas esse estudo pode levar a repensá-las, considerando nossa saúde mental".

A teoria por trás do teste é que quando o cérebro está carente de alguns nutrientes essenciais -especialmente os ácidos graxos da classe ômega 3, que são um "tijolo" molecular fundamental para a construção de neurônios- ele perde a "flexibilidade". Isso debela a capacidade de atenção e prejudica o autocontrole. Mesmo quando a comida de cadeia é nutritiva, prisioneiros tendem a fazer escolhas pouco saudáveis e precisam de suplementos, dizem os pesquisadores.
Bernard Gesch, pesquisador sênior no departamento de fisiologia e diretor da Natural Justice, entidade filantrópica que investiga as causas de agressões, afirma que os prisioneiros deveriam receber suplementos contendo 100% da dose diária recomendada de mais de 30 vitaminas e minerais, mais três cápsulas de óleo de peixe, totalizando 2,25 gramas acima de sua dieta normal.

"Estamos tentando reabilitar o cérebro para a justiça criminal", diz. "A lei assume que o crime é um ato de livre arbítrio. Mas você não pode exercer o livre arbítrio sem usar seu cérebro, e o cérebro não pode funcionar adequadamente sem um suprimento de nutrientes adequado."
"Essa é uma abordagem positiva para prevenir problemas de comportamento anti-social e criminal. É simples, parece ser altamente efetiva e o único "risco" de uma dieta melhor é uma saúde melhor. É uma rara situação de ganho de mão dupla na justiça criminal."

A partir de agora, quando alguém buzinar na estrada ou “xingar” por alguma razão, mande-o tomar suplementos. Quem sabe quando se cruzarem outras vez, a pessoa a deixe entrar na sua frente e ainda abra a janela e lhe agradeça por tê-la ajudado a melhorar a sua própria Qualidade de Vida.

Cuide do seu intestino ("cérebro desconhecido") e seja mais feliz!


Extratos do capítulo “O Resgate de um Órgão-chave” do livro “O Cérebro Desconhecido” do Dr. Helion Póvoa que todos deveríamos ler:

Os dados conhecidos hoje sobre o sistema gastrintestinal são impressionantes. Nada menos do que 80% do nosso potencial de imunidade se concentra na mucosa do intestino, que é ainda um grande produtor de hormônio de crescimento, o maior trunfo moderno do combate aos sintomas do envelhecimento. (...)

Quanto à serotonina, pesquisas recentes demonstraram que este neurotransmissor está intimamente relacionado com a digestão e a absorção. Isso porque sua secreção depende fundamentalmente da boa absorção pelo intestino de alguns minerais, especialmente o zinco, que vão garantir a síntese das substâncias precursoras da serotonina.

Enquanto os tratamentos clássicos da depressão procuram fazer, por meios artificiais, que a serotonina atue por mais tempo no cérebro dos deprimidos, terapias modernas preferem outro caminho: garantir que o organismo recupere a sua capacidade de fabricar a serotonina, conduzindo novamente o indivíduo ao bem-estar e à felicidade. Este caminho passa, certamente pela integridade do sistema gastrintestinal.

Acredita-se hoje que a depressão é uma bola de neve de deficiências nutricionais, que vão impedindo a fabricação de serotonina, noradrenalina, dopamina, e demais neurotransmissores que são responsáveis pelo nosso bom humor. É possível que muitas pessoas que hoje vivem à base de antidepressivos necessitem na verdade de uma profunda investigação sobre suas condições de digestão e absorção.(...)

Entretanto, precisamos de serotonina não apenas para evitar a depressão, mas também para encontrar soluções para os nossos problemas, selecionar as melhores amizades, manter um trabalho prazeroso e enxergar na vida os seus aspectos mais positivos. Isso é a inteligência emocional, que é na realidade o maior fator preventivo da depressão.(...)

É interessante notar também que o próprio desenvolvimento científico, com sua ênfase nos processos curativos em detrimento das práticas preventivas, fez com que certas doenças acabassem dissociadas do seu órgão gerador, principalmente quando este era o intestino. O remédio pronto na farmácia, acabou tomando o lugar de práticas mais simples de cura, como mudar a dieta alimentar.(...)

A adaptação ao modelo industrializado, pobre em nutrientes e rico em substâncias artificiais, pode ter rompido em muitas pessoas, mecanismos importantes da digestão e da absorção. A doença é o resultado desse rompimento.(...)

Acredito que em breve nossa medicina se verá obrigada a repensar muitos dos seus conceitos, aproximando-se finalmente da sabedoria oriental, que sempre afirmou estar no intestino a origem de todas as doenças. Somos o que comemos, e a nossa própria aparência reflete o tipo de dieta que adotamos - a aparência da nossa pele é um bom termômetro. É a obesidade, porém, o sinal mais claro de que há algo errado na forma como lidamos com as questões gastrointestinais.(...)

Afinal, não são as doenças – que, como acreditam os orientais, começam no intestino – os maiores obstáculos para a felicidade? (...)

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Podômetro (ou pedômetro) - ferramenta que gera saúde, diversão e ainda une a família


A dupla nutrição saudável e o “não sedentarismo”, tem um impacto enorme na nossa Qualidade de Vida e hoje vou compartilhar mais um exemplo prático da importância de definirmos objetivos e termos como monitorá-los de uma forma simples.

Sempre procurando soluções que façam a diferença e que sejam acessíveis á maior parte dos meus clientes e leitores, recebi no Natal passado, um podômetro (aparelho que entre outras funções, calcula o número de passos que damos por dia!).

Defini um objetivo, considerado por muitos especialistas como um número mínimo que uma pessoa saudável deveria fazer diariamente: 10.000 passos por dia
Quarenta dias depois, tinha 433.708 passos acumulados (33.708 passos acima do objetivo acumulado para o período).
Algumas conclusões sobre o que vivenciamos em casa :

a- Vários dos dias, foi fácil alcançar os 10.000 passos, porque já incorporei o hábito de usar escadas em vez de elevadores e de fazer o máximo de coisas a pé, inclusive ir a reuniões com clientes que fiquem num perímetro aceitável do ponto de partida onde estou em cada momento.

b- Quando não tenho reuniões (é impressionante como o mundo virtual nos vai permitindo resolvermos tudo em frente desta máquina a que chamamos notebook), a média de passos caía para algo em torno de quatro a seis mil passos (atenção para quem faz tudo de carro, este número, sem outro tipo de atividade física, classifica a pessoa como sedentária)

c- Então como tinha uma meta a alcançar e um meio de controlar o desvio em cada momento, tinha que encontrar algumas soluções práticas e três delas foram:
c.1) se tinha que ir ao banheiro por exemplo, em vez de fazer o caminho mais curto fazia um trajeto mais cumprido. Idem quando ia á cozinha, etc
c.2) saia para dar umas voltas no quarteirão, no final do dia
c.3) mas a mais lúdica é, quando por exemplo, faltavam cerca de dois mil passos e digo á minha filha Carolina (4 anos): “filha, o papai precisa de fazer 2 mil passos!”. Ela vem a correr e orienta toda a operação que variava entre marchar pela casa, pular em cima da cama, jogar de esconde esconde, dançarmos, etc

RESULTADOS:
1- Média de 10.842 por dia (8,4% acima do objetivo)
2- Mais saúde
3- Mais um pretexto para me divertir com a Carolina (a mãe Sandra, por vezes também se junta á brincadeira)
4- Exemplo de pai para filha sobre hábitos saudáveis
5- Mesmo quando já tenho os 10.000 passos feitos, várias vezes a Carolina pergunta – “papai, vamos brincar de podômetro?”, o que gera ainda mais união na família

Uma dica para as empresas que vendem podômetros. Incorporem estes benefícios reais, na divulgação que façam dos vossos produtos.

Abraços saudáveis e Bom Carnaval (quem já tiver o seu e samba no pé, com certeza vai validar que fará mais do que 10.000 passos dia, até á próxima terça feira).