quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Aprendam a gostar e a ter mais respeito por vocês mesmas!

Tendo em conta que estamos no final do mês de Outubro Rosa e que em Portugal se comemora hoje o Dia Nacional da Prevenção do Cancro (Câncer) da Mama, passei durante o dia, em vários locais de Curitiba e São José dos Pinhais e fiquei impressionado com o desconhecimento reinante de que nesta época, se incentiva as mulheres a olharem mais por si (de uma forma continuada!).

Mesmo aquelas que sabiam que alguns monumentos ficavam cor-de rosa durante a noite, não sabiam o porquê!

Por isso hoje, só posso alertar a todas as minhas leitoras (com o apoio dos meus leitores) que tem a faca e o queijo nas mãos para ganharem a guerra contra esta doença terrível em vários sentidos.

Duas coisas que devem fazer:

- melhorarem o vosso Estilo de Vida, principalmente na questão alimentação acompanhada de hábitos não sedentários (melhor forma de evitarem o seu aparecimento!)

- e regularmente fazerem o auto-exame das mamas e periodicamente uma mamografia ("65% das mulheres não sabem que a mamografia é o melhor método para diagnosticar o câncer de mama precocemente")

Não vos vou incomodar com estatísticas, mas deixo-vos dois links (entre tantos que existem), para que possam AGIR e/ou tirarem qualquer dúvida que tenham:

http://www.institutoavon.org.br/beijopelavida/Exames.aspx

http://www.rosamovel.com.br/#0

Aprendam a gostar e a ter mais respeito por vocês mesmas (as caras metades, filhos, pais...., agradecem)!


Abraços saudáveis

Mas papai, não são anúncios, são só uns "recadinhos"!

A minha filha Carolina que está com 5 anos, sabe muito bem, que quando vê desenhos animados (não violentos!) ou outros programas infantis (adequados para a idade dela), deve tirar o som, sempre que nos intervalos estiverem passando anúncios.

No entanto, aqui há uns dias, eu reparei que ela não tinha respeitado a regra e disse-lhe:

- Carolina, já sabe que tem que baixar o som, quando estão passando anúncios.

Ela, de imediato e com toda a certeza e inocência do mundo, respondeu-me:

- Mas papai, não são anúncios, são só uns "recadinhos"!

Vejam até que ponto os anunciantes estão "antenados", para conseguirem captar a atenção dos nossos filhos, com o intuito destes pressionarem os pais a comprarem um monte de coisas que não necessitam ou pior ainda, que lhes faz mal à saúde, numa etapa tão importante do seu desenvolvimento.

Pais, estejam atentos, porque os tais "recadinhos", vêm embutidos nos programas infantis.

Conseguirmos gerir, de uma forma traquila e não obsessiva, o tipo e volume de informação que chegam às nossas crianças nos primeiros anos de vida, também é Qualidade de Vida!

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mulheres acima do peso são 4 vezes mais propensas a desenvolver câncer, enquanto a obesidade aumenta o risco em 6 vezes!

A Folha de São Paulo publicou ontem, dia 27, o artigo “Mulheres não sabem que câncer atinge mais obesas, diz pesquisa” , que considero de extrema importância, tendo em conta algumas das conclusões que se podem tirar da sua leitura:

“Além de evitar pressão alta, diabetes e doenças cardiovasculares, quem se preocupa em manter um peso saudável pode contar com uma motivação a mais: prevenir o câncer.

(...) há evidências "fortemente sugestivas" de que o excesso de peso seja fator de risco para o surgimento de tumores como os de pâncreas, vesícula e próstata.

(...) nos EUA, essa ligação ainda é pouco conhecida. Das 1.545 voluntárias entrevistadas, 58% não sabiam que mulheres obesas correm mais risco de ter câncer de endométrio -a camada que reveste o útero internamente.

De acordo com os pesquisadores, mulheres que estão acima do peso são quatro vezes mais propensas a desenvolver esse tipo de câncer, enquanto a obesidade aumenta o risco em seis vezes. "Escolhemos o câncer de endométrio porque ele detém a mais forte associação com a obesidade", disse à Folha a coordenadora da pesquisa, Pamela Soliman, do M.D. Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas.

Segundo Soliman, as entrevistadas tinham um nível de escolaridade maior do que a média dos americanos, e o fato de haver um desconhecimento considerável mesmo nesse grupo torna a questão "ainda mais forte". "É preciso encorajar os médicos a conscientizarem os pacientes sobre o tema", diz.

Para especialistas brasileiros (...), a situação por aqui [no Brasil] deve ser tão ou mais preocupante.

"(...)Acho que no Brasil o desconhecimento seria maior. Inclusive há médicos que não têm essa informação, apesar de haver fortes dados nessa linha", diz o endocrinologista Amélio Godoy, presidente do Comitê Internacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

"A crescente prevalência de sobrepeso e obesidade em pré-adolescentes e adolescentes deve aumentar a incidência de câncer no futuro", afirma um relatório deste ano da Sociedade Americana de Câncer.

"(...) Quem está acima do peso tem refluxo com mais freqüência, e o conteúdo ácido que volta pode irritar a mucosa, tornando a pessoa mais predisposta ao câncer", diz o oncologista Paulo Hoff (...).

Outra explicação para a associação entre sobrepeso e câncer se refere à maior ocorrência, em obesos, de resistência à insulina (quando as células precisam de mais insulina para internalizar a glicose). Essa insulina, circulando em maior quantidade, ativa enzimas e fatores de crescimento que estimulam algumas células tumorais, explica Amélio Godoy.

Para Paulo Hoff, porém, a hipótese mais importante envolve a pior qualidade da dieta e o sedentarismo que em geral são mantidos por pessoas obesas. Como alimentação pouco saudável e falta de exercício são fatores de risco para o câncer, isso ajudaria a explicar a relação entre o sobrepeso e a doença. "A mensagem é que é preciso melhorar a dieta e a prática de atividades físicas. São medidas simples, baratas e de impacto."

De uma coisa eu tenho a certeza, para os meus leitores esta associação entre sobrepeso/obesidade e o câncer não é novidade. Para os responsáveis de RH, ressalto a mensagem do Dr. Paulo Hoff é preciso melhorar a dieta e a prática de atividades físicas. São medidas simples, baratas e de impacto”.

E para os médicos menos atentos, acredito que esteja na altura de falarem com os seus pacientes sobre esta triste tendência, que cada vez mais atinge os NOSSOS FILHOS.

Abraços saudáveis,

domingo, 26 de outubro de 2008

Situações totalmente inaceitáveis nas Escolas!

São totalmente inaceitáveis as situações descritas pelo Walcyr Carrasco, no seu artigo “Mais amor, menos descaso”, na revista Veja.

“Alice, minha sobrinha, tem 5 anos. Recentemente descobrimos que sofre de diabetes. Foi um choque, pois é o primeiro caso da família. Meu irmão e minha cunhada amam demais a filha e seu irmão. Aprenderam os difíceis cálculos para administrar a dose correta de insulina a cada refeição. Alice é corajosa. Coopera e nem reclama das muitas espetadas diárias. Ela mora em Campinas, mas há alguns anos freqüenta com o irmão uma escola particular em Paulínia, cidade próxima. Inicialmente, a professora e a coordenadora se mostraram acessíveis. Aprenderam a administrar a insulina. E meu irmão respirou aliviado porque o diabetes é uma doença que exige disciplina no tratamento.

Há algumas semanas ele e minha cunhada foram chamados pela escola. A coordenadora sacou um parecer de um advogado segundo o qual a escola não tem obrigação de ministrar medicamentos à garota. Avisaram que não dariam mais insulina a Alice. Meu irmão caiu no choro. Mais tarde, reuniu-se com a dona do colégio, que buscou um paliativo: um funcionário que estuda enfermagem. Mas às vezes o rapaz falta!

A relação de muitas escolas com crianças doentes é complicadíssima. Beira o escândalo. Em um colégio caríssimo de Campinas uma garota quase entrou em coma com crise de hipoglicemia porque ninguém quis lhe dar uma colher de açúcar. É política do estabelecimento não tocar nos alunos. Pior ainda: outros simplesmente recusam a matrícula de crianças diabéticas. Ou tiram as que já estão lá. (Aliás, minha impressão foi que a dona da escola de minha sobrinha está pavimentando o caminho para não aceitá-la no ano que vem. Senão, por que teria permitido a entrega da carta do advogado pela coordenadora, antes de procurar uma solução menos cruel?)

Se um aluno cair com convulsões, ninguém fará nada porque a lei não obriga? Uma doença crônica pode provocar seqüelas para a vida toda. Há casos de mães que largam o emprego para cuidar dos filhos na escola. Justamente quando são necessários remédios caros a pessoa é obrigada a cortar o orçamento doméstico?

Certa vez, em uma palestra, presenciei um caso terrível em uma escola de primeira linha. Uma aluna sofrera um acidente e tornou-se paraplégica. Existiam salas de aula no térreo, mas a direção manteve sua classe no segundo andar, sem elevador. Os amigos revezavam-se para carregá-la escada acima. Até que a garota se transferiu.

Sinceramente, não me importa o que diz a lei, embora, até onde eu sei, todo o nosso código jurídico proíbe a exclusão. A atitude é chocante, ainda mais vinda de educadores. Diante da enfermidade, seria possível estimular todos os colegas a refletir sobre solidariedade. Os órgãos responsáveis pela educação deveriam olhar para esses casos. Talvez obrigar as escolas a ter ambulatórios, porque sempre haverá uma criança doente. Os pais deveriam se unir. Mas, com medo de represálias sobre os filhos, tentam botar panos quentes. Acredito no contrário. Será muito pior se minha sobrinha for vista como um problema. Talvez até receba os remédios, mas com má vontade. Ela se sentiria rejeitada, e isso afeta profundamente uma criança. Alice é guerreira. Melhor que saiba de seu problema e de seu direito a uma vida saudável. E que há gente a seu lado: os pais que a amam e eu, que sou seu tio. Sinto uma imensa dor, vontade de chorar. Não só pela Alice. Mas pelas centenas, milhares de crianças enfermas ou deficientes cujos professores e coordenadores deveriam estar oferecendo amor, e não descaso.”

Cada vez existem mais crianças com problemas de saúde, por causa do Estilo de Vida que levam (bem como os respectivos pais) e soluções tem de ser encontradas para inverter esta tendência (eu já tenho apresentado algumas e estou disposto a participar em projetos neste sentido). Mas enquanto houver uma criança que necessite de uma atenção especial na escola, é desumano agir ou permitir atitudes daquelas.Voltando à escola da sobrinha do Walcyr Carrasco, o que a coordenadora e a dona farão no caso de algo semelhante acontecer com um de seus filhos? E se todos os pais tirassem os filhos da escola, por acreditarem que eles estarão crescendo num ambiente não seguro, egoísta, insensato, ...., no qual é impossível existir um verdadeiro amor por eles, já que são considerados meros números pagantes no final de cada mês? Neste cenário, será que a dona e a coordenadora iriam de novo chamar um advogado ou optariam por criar procedimentos sensatos nesta área?

Qualidade de Vida, também é agir com firmeza e em bloco nestas situações e deixarmos de ser covardes com receio disto ou daquilo. Amanhã, cada um de nós, poderá vir a necessitar da solidariedade que agora faltou à Alice e aos pais dela.

Abraços saudáveis (com um carinho especial para a Alice)

sábado, 25 de outubro de 2008

50% da NOSSA saúde, depende do NOSSO Estilo de Vida!

Respondi hoje, num fórum sobre "Cuidados Paliativos", sobre a ideia do câncer ser uma doença de origem genética:

O teu comentário é extremamente importante para esclarecer o seguinte:

- o grande perigo das doenças (epidemias!) atuais é que TAMBÉM PODEM ser genéticas e por isso as pessoas acreditam (sinceramente!) que não vale a pena mudar o atual Estilo de Vida, porque se tiver que acontecer, a "CULPA" não é delas!

ERRADO!!!! e coloco em letras grandes para ALERTAR que não é assim e passo a explicar:

a) existem vários números, mas basicamente acredita-se que a saúde das pessoas depende de:

a.1) 10% acesso aos "sistema"
a.2) 20% ambiente (que por sua vez é influenciado pelo Estilo de vida de TODOS)
a.3) 20% genética
a.4) 50% Qualidade de Vida (ou Estilo de Vida)

b) por outro lado, já existem estudos suficientes para validar que o nosso Estilo de Vida, também altera a genética de cada um, ou seja, o que NÓS FAZEMOS hoje, pode alterar alguns dos nossos genes e com certeza vai influenciar os dos filhos, ......

Ou seja, o nível de saúde que temos HOJE, que vamos ter AMANHÃ (especialmente na fase final da nossa vida) e a dos NOSSOS FILHOS, depende de:

- CADA UM DE NÓS
- da EMPRESA onde trabalhamos (é um canal excelente para promovermos saúde e fica aqui uma forte sugestão para os RHs - e donos/responsáveis do "$$$", porque estamos a falar de importantes REDUÇÕES DE CUSTOS, AUMENTO DE PRODUTIVIDADE, etc
- do GOVERNO que pode criar uma VERDADEIRA política de SAÚDE e não colocar (quase) todas as fichas na gestão da doença

E por isso, temos que deixar de acreditar que a nossa saúde depende de terceiros e os números estão aí, incluindo os que validam o SOFRIMENTO de quem necessita de cuidados paliativos.

Se o que disse fizer sentido para vocês, o que falta a cada um para mudar?

- o primeiro susto grande que venham a ter?
- assistirem um filho vosso a sofrer por uma doença que poderia ter sido evitada?

Relembro que pela primeira vez corremos o risco de em uma ou duas gerações, os filhos virem a morrer primeiro que os pais!

Abraços saudáveis

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Criando um monstro!

O texto abaixo, valida que está na altura dos pais voltarem a tomar as rédeas da educação dos seus filhos (acredito que concordarão comigo que a autora, Karina dos Santos Cabral, está de parabéns pela clareza da sua exposição!)


"O que pode criar um monstro?

O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência?
Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade?

O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns,assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?

O rapaz deu a resposta: "ela não quis falar comigo". A garota disse não, não quero mais falar com você.
E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.

Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único.

Faltaram muitos outros não's nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19.
Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha.
Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde,
com sorte, já tinha escapado com vida.
Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.
Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal
seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.
Simples assim. N Ã O.
Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de não's.
Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.
Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ).
Pessoas têm medo de dizer não aos amigos.
Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros.

Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas.

Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.
Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.
Os pais dizem, "não posso traumatizar meu filho". E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos.
Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.
Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho.
Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.
Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.
Não, você não vai passar a madrugada na rua.
Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.
Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.
Não, essas pessoas não são companhias pra você.
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
Não, aqui não é lugar para você ficar.
Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.
Não, essa conversa não é pra você se meter.
Não, com isto você não vai brincar.
Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles.
E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha.
Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário.
Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre,conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não.
Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade.
E quem ouve uns não's de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.
Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem.

O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito
que é hora - e tento respeitar também os não's que recebo.
Nem sempre consigo, mas tento.
Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor.
E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias."

Caro leitor, vai conseguir dizer não ao seu filho(a) , quando o Bom Senso assim o sugerir ?

Abraços saudáveis,

Descobrir os pontos fortes (talentos) de cada um e potencializá-los!


Hoje tive a oportunidade de assistir a mais um café palestra da ABRH-PR sob o tema "Gerenciamento do Stress", com a psicóloga Adriana Katia Potexki (com o apoio do motivador José Carlos Barbosa Junior).

Passo para vocês parte do que vi, ouvi e senti:

Segundo um estudo (creio que da Galluper nos EUA) feito com executivos constatou-se que:

- 95% não vêm os filhos como gostariam
- 89% têm insônia
- 89% estão frustados com a vida
- 91% tomam calmantes
- 97% temem perder o emprego
- 85% não tiram férias há anos
- 10% se dizem bem casados

"Estamos esquecendo que somos humanos" (Marcus Buckingam da Galluper)

O mundo está negativo:

- existem 40.000 estudos sobre depressão e apenas 400 sobre a alegria
- existem "n" estudos sobre casos de separação e não há estudos de casais que vivam felizes
- 90% das consultas por causa do stress.

A pós modernidade desconstruiu 4 virtudes:

- Verdade, beleza, bondade e unidade

Tempo usado para para potencializar os seus pontos fortes:

2005: 17% ; 2006: 14%; 2007: 12% quer adivinhar para 2008?

Líderes não estão sabendo usar pontos fortes dos seus colaboradores (e os seus próprios!)

Aproveite os seus pontos fortes e descubra como conviver com as suas fraquezas

Descubra os seus talentos e utilize-os tal como Paul Potts fez com o dele (a sua voz!)

Validei a importância do E.M.D.R (falarei sobre isto um dia destes)

Caro leitor, está-se revendo nas palavras da Dra Adriana Katia Potexki ? Se sim, o que vai começar a fazer para mudar?

Uma palavra especial para quem esteja atualmente ocupando cargos de responsabilidade de gestão de Talentos:

a missão que tem pela frente é grandiosa, mas tem solução - selecione os parceiros certos e apresente projetos concretos com previsão de resultados à sua diretoria. Esta com certeza lhe agradecerá por essa proatividade, bem como todos os colaboradores, respectivos familiares e os próprios acionistas

Parabéns ABRH-PR e Dra Adriana Katia Potexki

Abraços saudáveis

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"Com medo da fita métrica"

Li hoje no avião que me trouxe de São Paulo para Curitiba, um artigo intitulado "Com medo da fita métrica", publicado no jornal "salavip - congonhas hoje" onde no final estava escrito:

" Alerta - a gordura abdominal é reconhecida por 58% dos médicos como fator de risco significativo para doença cardíaca. No entanto, 45% reportaram nunca ter medido circunferência da cintura de seus pacientes. 59% dos pacientes sob risco de doença cardíaca dizem que nunca foram informados por seu médicos sobre a relação entre gordura abdominal e aumento no risco desenvolver doenças cardíacas"

Bem sei que hoje acordei ás 4 horas da manhã e estou um pouco cansado, mas alguém me consegue explicar por é que um percentual tão elevado de médicos, ainda não dá a devida importância, a esta questão tendo em conta que , segundo o mesmo artigo:

"(...) o aumento da medida da circunferência é um importante fator de risco para doenças cardíacas (que matam 17 milhões de pessoas por ano no mundo)
(...)
Segundo a Organização Mundial (OMS), a previsão até 2010 é de que a doença cardíaca será a principal causa de óbito nos países desenvolvidos. Um outro fator que contribui para a epidemia da DCV é a prevalência de diabetes - que até o ano de 2025, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes, deve aumentar cerca de 72 %."

Porque não vai buscar a fita métrica à caixa de costura e tira as sua próprias medidas?

Mulheres - cintura abaixo de 80 cm
Homens - cintura abiaxo de 94 cm

Se os SEUS valores estiverem acima destes, sugiro-lhe fortemente que tome VOCÊ a iniciativa de falar com o seu médico, para que ele o(a) ajude a mudar o seu Estilo de Vida, de uma forma tranqüila mas sustentada.

Não queira fazer parte da estatística pouco simpática!

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Até os moradores de rua estão ficando obesos?!

No último dia 15, o G1 (side de notícias da Globo) publicou uma pesquisa que "revela que 15% dos moradores de rua de Porto Alegre são obesos", enquanto menos de um terço desse número apresentam sintomas de desnutrição.

Caros leitores, vejam como algo está errado na comida dos dias de hoje.

“O problema da fome, ao que a pesquisa indica, vem sendo enfrentado com eficiência. Agora o próximo passo é controlar a qualidade nutricional dessa alimentação, principalmente a que fazem fora dos equipamentos públicos, pois o levantamento aponta um número expressivo de obesos”, diz o coordenador da entidade responsável pela pesquisa, Carlos Antônio da Silva.

Imaginavam que pessoas sem recursos mínimos para se alimentarem, pudessem ter que enfrentar um problema desta natureza?

O que na realidade contém esses produtos (e que nutrientes lhes faltam?) que eles comem "pão, bolachas, massa e salgados", que conseguem engordar alguém que com certeza dispõe de recursos abaixo de um limiar considerado digno?

E agora pensem o que pode acontecer a cada um de vocês que coma os mesmos produtos mas em maiores quantidades, ande menos a pé e mais de carro, etc.

Temos que rever os nossos hábitos e dos mendigos também, porque a epidemia da obesidade, não tem complacência com nenhuma camada social e veio para ficar se continuarmos a ignorá-la.

Abraços saudáveis

domingo, 19 de outubro de 2008

"No longo prazo, nenhuma nação é mais saudável do que as suas crianças, ou mais rica do que os seus agricultores"

Para bem dos seus filhos e do próprio país, sugiro fortemente que reservem 20 minutos do vosso tempo, para assistirem a um vídeo da Chef Ann Cooper (entre outras coisas, é a responsável pelo cardápio da escolas em Berkeley, California).

Sendo impossível passar a mensagem com a mesma força por esta via, deixo apenas alguns tópicos, salientando que todos os números apresentados, se referem aos EUA:

- é vital para a sobrevivência das nossas crianças (e da humanidade), ensiná-las sobre a relação entre um planeta saudável, comida saudável e crianças saudáveis

- não podemos mais continuar a ingerir pesticidas, hormônios e antibióticos (70% dos antibióticos produzidos são usados nos animais que nó comemos!!!) nas quantidades em que o fazemos. Cada americano "come" 2,3 kilos de pesticidas por ano.

- em menos de 200 anos, passamos de 95% para menos de 2% de agricultores

- estamos a ficar doentes (hipertensos, diabetes, câncer) e muitos morrendo prematuramente

- no espaço de (apenas!) 10 anos, 40 a 45% dos jovens, antes de terminarem os estudos, podem vir a ser dependentes da insulina

- no ano 2000, os americanos gastaram USD 50 bilhões com a dieta de quem tinha AIDS, USD 110 bilhões com fast food e menos de metade deste montante com vegetais

- a indústria alimentícia americana gasta mais em publicidade por criança do que qualquer outro país (USD 17 bilhões)

- quem vai ensinar as nossas crianças como é uma galinha (pergunta feita, mostrando os chicken nuggets em forma de estrela, girafa,...)?

- se não alimentarmos bem as nossas crianças, em uma ou duas gerações, elas não conseguirão pensar, não serão inteligentes e só estarão doentes

- 1 em cada 4 refeições das crianças, são feitas em locais que vendem fast food
- 1 em cada 4 refeições das crianças, são feitas no carro
- 1 em cada 4 refeições das crianças, são feitas em frente da TV

- ensinarmos as nossas crianças a comer bem em casa é tão importante como o trabalho que é preciso fazer nas escolas

- temos que dar às nossas crianças. as ferramentas para elas salvarem o planeta

- estamos a gastar menos de USD 5 por hora com o sistema de educação enquanto pagamos USD 10/15 por hora a uma baby sitter (é muito pouco!)

- precisamos de fazer parcerias privadas para R&D, distribuição, ....

- nós conseguimos fazer as mudanças necessárias (mas temos de FAZÊ-LAS!)

- também temos que colocar as crianças fazendo mais exercício

- temos que ensinar as pessoas a cozinhar porque com todas as facilidades da comida processada, já não sabem mais como fazê-lo!

- "In the long view, no nation is healthier than its children, or more prosperous than its farmers" (President Harry Truman, on signing the 1946 National School Lunch Act)

No longo prazo, nenhuma nação é mais saudável do que as suas crianças, ou mais rica do que os seus agricultores (Presidente Harry Truman, 1946)

Tal como venho alertando os meus leitores, não dá mais para ficarmos de mãos cruzadas e para além das escola e em casa, eu acredito muito no papel das empresas como canal privilegiado para contribuir para a mudança de hábitos dos seus colaboradores e respectivas famílias (filhos inclusos).

Abraços saudáveis,


Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 4

Hoje retomo o tema da coerência cardíaca com uma sugestão prática de como começar a incorporá-la no seu dia a dia:

"A prática da coerência cardíaca traz para si muito da sabedoria milenar, das técnicas tradicionais usadas em ioga: atenção, meditação e relaxamento. O primeiro estágio consiste em voltar sua atenção para o interior. Antes de tudo, você deve pôr de lado suas preocupações, por alguns minutos. Você tem de estar disposto a se manter à margem dessas preocupações para poder dar ao seu coração e ao seu cérebro um tempo para que possam recuperar o equilíbrio e a intimidade.
A melhor maneira de fazer isso é começar inspirando, profundamente, duas vezes. Isso irá estimular imediatamente o sistema parassimpático e começar a aplicar, de leve, o "breque" fisiológico. Para maximizar o efeito , sua atenção deve permanecer focalizada na respiração até que tenha terminado de exalar, e, então, você deve ficar sem respirar alguns segundos antes de inspirar novamente. A questão é deixar sua mente se mover com a expiração até que ela se torne leve e suave dentro do peito. (...)
Enquanto continua respirando lenta e profundamente (mas sem esforço), visualize - e realmente sinta - cada inspiração e cada expiração (...). Imagine que cada tomada de oxigênio nutre seu corpo e cada expiração o livra de resíduos de que ele não mais precisa. Imagine o movimento lento e dócil da inspiração e da expiração, que banham o corpo com esse ar purificador e calmante. Imagine que elas estão ajudando seu corpo a usufruir da dávida da atenção e da pausa que ele está recebendo de você."

O médico David Servan-Schreiber, diz-nos que seria ótimo, fazermos estes exercícios, durante 5 minutos quando acordássemos, na hora do almoço e antes de nos deitarmos.

Respeite o seu corpo e a sua saúde, reservando uns minutos do dia para si!

Abraços saudáveis

sábado, 18 de outubro de 2008

Focar no AGORA também é Qualidade de Vida!

Porque acredito que para termos mais Qualidade de Vida, precisamos de fazer algumas mudanças e quando mais cedo as fizermos melhor, publiquei hoje, em outro fórum, o seguinte:

(...) Independentemente da história única de cada um, existem alguns princípios que quando seguidos, nos ajudam a desfrutar de mais e melhores momentos no agora.

"Quem confunde o hoje com o amanhã, isto é, quem não entende a diferença entre essas duas coisas, misturando sempre o hoje com o amanhã, nunca pode realizar sua concentração, focalização, solução e vivificação. O "hoje" é o foco do passado e do futuro. O agora não é ontem e nem amanhã. O "agora" é o ponto central do contato entre o corpo [passado] e a mente [futuro]. O agora, este momento, é o resultado do passado e, simultaneamente, o causador do futuro. O agora é o ponto central compatível da concentração conseqüente, onde encontramos todas as capacidades e possibilidades do passado e do futuro. Por essa razão, se não focalizarmos a força do passado e a força do futuro, no agora, o momento perderá o único lugar onde se realiza a concentração e a localização da nossa vida finita e infinita, separando as duas forças, a do passado e ado futuro, não havendo encontro e aproveitamento. A esse estado desencontrado e desaproveitado do momento, chamamos de infelicidade, tristeza, doença, preocupação , insegurança, medo, etc. Na maneira de pensar, na maneira de falar, na expressão e atitude, na postura, enfim, em qualquer procedimento, todo e qualquer movimento é a confirmação ou não do foco exato.

Focalize bem seu passado e seu futuro no foco de agora, do momento, concentrando toda a capacidade interior e exterior da sua personalidade. Lance! Aposte! Jogue sua vida inteira no agora, neste momento, desapegando-se, descascando-se. selecionando-se, purificando-se, simplificando-se, transformando-se, vivificando-se e concentrando-se constantemente.

Se não encontrar seu passado e seu futuro no agora, neste momento, nunca chegará a nenhum lugar onde possa encontrá-los. O foco é o único momento que manifesta a maior energia da criação destrutiva e construtiva, simultaneamente. Por isso, se alguém ainda se encontra apegado, com preocupação, inquietude, inópia, insatisfação, insegurança, medo, ilusão, indecisão, infortúnio, doença, desconfiança e angústia, isso é uma imagem distorcida, embaçada e fora do foco da sua vida dinâmica, como a imagem embaçada e distorcida consequente da falta de focalização, como no caso das máquinas fotográficas.
O agora, o momento, é o túmulo da nossa vida passada, como também é o berço da nossa vida futura. Ele faz desaparecer e aparecer, enterra e faz germinar, destrói e constrói, consome e produz, limita e liberta ao mesmo tempo. (...)"

Belas palavras de Tomio Kikuchi, retiradas do seu livro "Autocontrole mental", que podem ajudar qualquer um de nós em qualquer situação, a definir as verdadeiras prioridades da vida e agirmos nesse sentido, agora!

Abraços saudáveis

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"na minha (sala), sou eu que mando!"

Até hoje (desde meados de 2006), não tinha escrito nada sobre os malefícios do tabaco, porque todos já sabemos que mata fumantes ativos e passivos. Mas um comentário em especial, do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, que na altura do seu pronunciamento me passou despercebido, me leva a publicar algo em nome da defesa da saúde de milhões de brasileiros.

Fumando cigarrilha durante a entrevista concedida no Palácio do Planalto, o Presidente Lula afirma:

“Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado.”

Ao ser questionado sobre um decreto que proíbe o fumo no Planalto, o presidente respondeu: “Menos na minha sala. Eu, se for na sua sala, certamente não fumarei porque respeito o dono da sala. Mas, na minha, sou eu que mando”.

Com base nestas afirmações feitas pelo Presidente da Republica (independentemente de qualquer ideologia política), gostaria muito de saber se ele manteria a mesma situação se um filho seu passasse pela seguinte (terrível) situação:

Terra Magazine - O Sr (médico oncologista Riad Younes) . possui 25 anos de experiência no tratamento de doenças causadas pelo fumo. Conte um caso que o impressionou.
Riad Younes -
O primeiro caso na minha vida médica que me chamou atenção sobre o vício do cigarro, a dificuldade de largar o cigarro e a tragédia que isso pode causar ocorreu quando eu estava em treinamento na residência, no meu primeiro plantão em UTI no Hospital das Clínicas, que foi numa UTI cirúrgica. Eu já era médico formado há três anos e meio. Quando chego nesse meu primeiro plantão, eu ouço um paciente gritando lá do fundo. Perguntei o que era aquilo para o outro médico de plantão e ele "ah, isso aqui é assim todo dia". Eu fui lá ver o paciente. Ele devia ter uns 40 anos de idade, jovem, e ele estava gritando querendo que alguém acendesse um cigarro para ele. Na verdade, esse paciente tinha sido operado, era a quinta operação dele e nas primeiras operações foi preciso amputar as duas pernas na altura do joelho. Depois amputaram o braço esquerdo na altura do cotovelo e dessa vez tinham amputado o braço direito. Ele tinha uma doença conhecidíssima causada pelo cigarro, que obstrui as artérias dos braços e das pernas.

Como chama essa doença?
Tromboangeíte obliterante. Então, esse paciente perdeu uma perna mas continuou fumando, perdeu a outra e continuou fumando, perdeu um braço, perdeu o outro... Ele ficou, coitado, um tronco com quatro tocos pendurados nele, gritando por cigarro por não conseguir acender o cigarro porque não tinha mais mão. Eu fiquei chocado. Fui tentar conversar com ele e ele disse "não fala comigo, eu quero um cigarro, não quero nem saber". Veja você o tamanho do problema.

Num outro comentário sobre a (triste afirmação do Presidente Lula), pode-se ler:

“Achei uma atitude autoritária, até porque a sala não é dele, já que o prédio é público. Se o projeto for aprovado, nem mesmo o presidente está acima da lei, não é mesmo.”

Acreditam que quem pensa assim sobre a questão do tabaco, está convicto de que a saúde da população brasileira, é algo que deva estar no topo das prioridades dos nossos governantes?

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Modelos económicos de geração de lucro com respeito pelas PESSOAS


Escrevi hoje num fórum onde se trocam idéias sobre aquela que poderemos considerar a primeira grande crise económico-financeira globalizada:

(...) ao ler os trechos abaixo, de uma entrevista feita pelo Planeta Orgânico ao escritor Michael Pollan sobre o livro The Botany of Desire, publicado em 2001, senti que exemplificam bem as conseqüências de se optar por uma linha de maximização de receita em detrimento de geração de lucro com respeito pelas PESSOAS.

PO - O que mais o chocou ao escrever o artigo sobre transgênicos, Playing God in the Garden?

Escrevendo sobre o tema, eu estava aprendendo muito sobre a agricultura convencional. Entrevistei fazendeiros de Idaho que cultivavam batatas, vi como era a cultura a convencional de batata e fiquei horrorizado – 14 aplicações de agrotóxico!! Agrotóxicos tão fortes que os fazendeiros não vão aos campos por 5 dias depois da pulverização tóxica. Mesmo se acontecesse algum incidente, como por exemplo quebrar algum instrumento de irrigação. Eles sabem que é tão perigoso o contato a e exposição ao agrotóxico que eles preferem perder a plantação do que os empregados. São fazendeiros que não podem comer suas batatas por causa dos agrotóxicos constantemente aplicados.

PO - É realmente aterrorizante...14 camadas de agrotóxicos!

MP - Foi uma verdadeira lição esta minha ida a Idaho, porque eu não sabia como a produção industrial convencional americana funcionava. Eram fazendas enormes, computadorizadas e com grandes investimentos. São o que eles chamam de "Campos limpos". Tudo está morto, exceto para a planta que você quer cultivar. O solo está morto. Você não vê um único inseto. O solo parece pó. Não é uma coisa viva.

PO - A partir desta experiência você decidiu pesquisar as fazendas orgânicas.

Fui então visitar uma fazenda orgânica de batata e encontrei um lugar totalmente diferente. O solo era completamente diferente. Tinha cheiro de vida. Tinha alguma coisa acontecendo de fato naquele solo. Eu perguntei a eles como eles controlavam as doenças, qual era a filosofia deles, os métodos por eles usados. Foi este meu encontro mais profundo com um produtor orgânico e meu aprendizado de como eles faziam aquilo. Na verdade eles estavam se preparando para uma excelente colheita, comparada com a da agricultura convencional. A diferença era periodicidade da colheita, que nos orgânicos não e acelerada o processo.

Espero que este exemplo deixe claro que podemos aproveitar o momento actual da economia para FAZERMOS os ajustes que fizerem sentido para nós e principalmente para os nossos filhos.

Será utópico pensar assim? Tal como já foi dito por alguns, com pessimismo não vamos a lado nenhum e eu sou e serei muito optimista, apesar daquilo que SEI sobre o que andamos a fazer com as nossas vidas por causa do Estilo de Vida "moderno".

Abraços saudáveis

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Hospital do Futuro? É a Escola

Tive o privilégio de assistir a 3 palestras dadas pelo professor Tomio Kikuci (82 anos com muita saúde), que tem um CV verdadeiramente brilhante (veja aqui a bibliografia dele) e no meio de tudo o que falou, uma frase me chamou muito a atenção:

“Medicina do Futuro é PREVENTIVA - Hospital do Futuro é a ESCOLA - Médicos têm que virar PROFESSORES”

O sistema atual da medicina ocidental não está conseguindo manter a população saudável (pelo contrário, todos sabemos que os números de câncer, diabetes, obesos, hipertensos, etc são alarmantes) e só mudaremos a atual tendência da população , com (re)educação.

Disse o professor Tomio Kikuci neste final de semana:

- muito mais do que questões genéticas é o nosso Estilo de Vida que está acabando com a nossa saúde (e Qualidade de Vida).

- medicina atual é desintegradora. Não existe um problema de um órgão específico do nosso organismo, desligado dos outros.

- problema não é a doença mas o doente.

E pesquisando na internet, encontrei as seguintes respostas que o professor Tomio Kikuci deu à revista Brasília EM DIA, (clique aqui para ler todo o artigo):

- O homem, em meio à auto-destruição, por falta de auto-educação vitalícia, que diminui a sensibilidade instintiva, deixa de ser dono do seu próprio destino. Estamos diante de uma geração sem destino, destino roubado. Destino é estilo. Estilo é destino. Quanto mais se distancia da natureza, mais frágil fica, porque o que fortalece é a sensibilidade do instinto, como ocorre com os animais, adequados à natureza . Sem essa auto-educação natural, o homem corre o risco de cometer erros fatais. Não há erro fatal se é satisfatória a relação homem-natureza, em que um se expressa no outro, vitaliciamente, instintivamente. O homem, em sua alienação, se percebe como algo que se desenvolve fora da relação com a natureza. O interno rende-se ao externo. A realidade não é o externo é o interno. Fortalecer o interno é o básico. O externo é complemento. Por não seguir essa ordem natural, o homem moderno perde vitalidade natural, tornando-se, crescentemente, artificial, fragilizado.

- Perder o controle do destino significa o quê?

- Sem controlar seu destino, como pode controlar os outros? O reino da mentira, amplia-se no compasso da fragilização dessa relação. O caráter humano torna-se fraco e susceptível ao poder do dinheiro, ao qual se rende como se sua conquista fosse a conquista de si. Engano total. O dinheiro é externo, não interno. Nesse ambiente, em que a externalidade domina a internalidade intrínseca humana, o homem, apenas, se candidata a ser o anti-ser humano. Descaracterizado, fragilizado, perdido, sem foco, presa fácil da corrupção, do medo, da mentira. Perde o controle de si...

- É o fim de tudo?

- Inexoravelmente, não. Não há absolutismo. Absolutismo é engessamento, é morte, é paz eterna. Todos dizem “tudo bem? tudo bem!”. Tudo bem coisa nenhuma, tudo não está bem, “muito bem”, sim, é um cumprimento adequado, “tudo bem” é ilusão. A cabeça tem que ser suficientemente dura, porque somos diamantes brutos que precisam ser lapidados. Cabeça mole não agüenta lapidação. A humanidade bate cabeça porque precisa errar para acertar. O problema é que se está tendo medo de errar. Não é possível acertar sem errar. Mas o erro tem que ser corrigido,de uma forma vitalícia, razoável, permanente, e de forma duvidosa. Temos que ser surfistas nas ondas da dúvida, do acerto e do erro. O importante não é não errar, é corrigir o erro. A educação vitalícia proporciona a capacidade de errar corrigindo, simultaneamente, o que evita erros fatais. A capacidade de errar corrigindo assegura auto-educação. Treinar e corrigir. Não se trata de educação formal, mas funcional, impregnada de prática. A educação atual é desfocada da realidade, não permite que as pessoas se vejam como sujeito, mas refratária aos acontecimentos, como se os acontecimentos fossem o sujeito e não o objeto. Fragiliza o caráter. O homem auto-consciente escreve sua própria realidade quando controla o seu destino. A educação formal não é capaz dessa proeza.”

- Como é construir, na prática, esse destino?

- Primeiramente, a auto-educação vitalícia requer a alimentação vitalícia, que exige componentes básicos e complementares. Interno e externo. A alimentação básica deve ser os grãos, sementes e folhas e a complementar o resto, de acordo com as condições geográficas em que vivem as pessoas, tudo de maneira satisfatória, racional. Comer dá início ao engenho orgânico humano que produz salivação produtora de sucos gástricos necessários, junto com a mastigação satisfatória, para eliminar as toxidades e preparar o sangue alcalino, que fortalecerá o coração. O coração é a máquina mais poderosa que se auto-alimenta, dialeticamente, por ser um organismo e não uma peça mecânica. Peça mecânica desgasta, o coração, peça orgânica, interativa com todos os demais órgãos, quanto mais funciona, mais se fortalece, desde que bombeado por combustível sanguíneo suficientemente alcalino, sem maiores toxidades.

Para não me alongar neste “post”, retornarei em breve repassando alguns dos nobres ensinamentos ensinados pelos Prof. Tomio Kikuchi.

Abraços saudáveis

domingo, 12 de outubro de 2008

Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 3

"(...) emoções negativas, tais como a raiva, ansiedade, tristeza e até preocupações comuns, reduzem muito a variabilidade cardíaca e semeiam o caos em nossa fisiologia. Por outro lado, emoções positivas, como alegria, gratidão e sobretudo amor, parecem promover a maior coerência. Em poucos segundos, essas emoções induzem uma onda de coerência imediatamente visível no registro da freqüência cardíaca. (...) os períodos caóticos em nossa fisiologia diária produzem uma verdadeira perda de energia vital. Em um estudo envolvendo milhares de executivos, mais de 70% se descreveram como "cansados", seja "a maior parte do tempo" ou o "tempo todo". E 50% deles disseram que estavam "exaustos". (...) As agressões diárias ao equilíbrio emocional, quando sustentadas a longo prazo, sugam a energia, e os levam a sonhar com um emprego diferente ou, em suas vidas privadas, com outra família, com outra vida.(...)
A coerência da variabilidade pode economizar energia (...) seis meses após uma sessão de treinamento em coerência cardíaca, 80% dos executivos (...) não se declaravam mais exaustos (...). Reduzir a inútil perda de energia talvez seja tudo que é necessário para restaurar a vitalidade natural (...)
Em experiências de laboratório, a coerência permite que o cérebro trabalhe com mais rapidez e acuidade.
(...) em um estado de coerência temos melhor domínio do mundo exterior. (...)
Em vez de tentar produzir continuamente circunstâncias externas ideais, temos de começar a controlar o que está dentro - nossa fisiologia. Ao reduzir o caos fisiológico, e ao maximizar a coerência, automaticamente passamos a nos sentir melhor. Melhoramos nossos relacionamentos com os outros, nossa concentração, nossa performance e nosso lucro. Pouco a pouco, as circunstâncias ideais que buscamos o tempo todo começam a surgir por si sós, mas esse fenômeno é como um subproduto, um benefício secundário da coerência. Uma vez que tenhamos dominado nosso próprio ser interior, o que acontece no mundo exterior tem menos poder sobre nós. E passamos a ter, inclusive, maior controle sobre o mundo."

Caros leitores, alguns de vocês se revê atualmente no exemplo acima apresentado?

No próximo artigo sobre este tema (acredito que na segunda feira), abordaremos a questão dos exercícios simples que podem melhorar e muito, a vossa Qualidade de Vida (saúde, segurança, etc)

Abraços saudáveis,



sábado, 11 de outubro de 2008

Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 2

"Entre o nascimento, quando é maior, e o momento que antecede a morte, quando é mais fraca, a variabilidade de nosso ritmo cardíaco decresce 3% ao ano. Isso significa que a nossa fisiologia perde a sua flexibilidade pouco a pouco e acha cada vez mais difícil se adaptar às variações em nosso ambiente físico e emocional. Essa perda de variabilidade é um sinal de envelhecimento. Quando a variabilidade declina, isso se deve em parte, ao fato de não estarmos mantendo nosso breque fisiológico, o "tônus" saudável de nosso sistema parassimpático. Como um músculo que não é usado, esse sistema atrofia progressivamente com o passar dos anos. Enquanto isso, nós jamais paramos de usar nosso acelerador - o sistema simpático. Assim, após décadas operando desse modo, nossa fisiologia se assemelha a um carro que consegue, de repente ganhar velocidade ou descer na banguela, mas que se tornou virtualmente incapaz de se ajustar a curvas na estrada. O declínio na variabilidade do ritmo cardíaco se correlaciona com todo um conjunto de problemas associados ao stress e ao envelhecimento: pressão alta, insuficiência cardíaca, complicações derivadas da diabetes, infarto do miocárdio, arritmias, morte súbita e até câncer.(...)
Quando a variabilidade cessa, quando o coração não mais responde às nossas emoções e, especialmente, quando ele não pode mais "desacelerar" adequadamente, a morte está próxima.

Um dia na vida de Charles(quarenta anos, gerente de uma importante loja de departamentos e que há meses vem sofrendo de palpitações e que concordou em gravar a variabilidade do seu ritmo cardíaco durante 24 horas):

11horas da manhã - calmo, concentrado e eficiente, estava escolhendo fotos para um catálogo. Seu ritmo cardíaco demonstrava uma coerência cardíaca saudável. Então ao meio dia, seu ritmo cardíaco virou um caos, além de ter aumentado cerca de doze batidas por minuto. Naquele exato momento, ele estava se dirigindo ao escritório do presidente. Um minuto depois, seu coração batia ainda mais rápido e era o caos total. Esse estado prevaleceu durante duas horas: tinham acabado de lhe dizer que a estratégia de desenvolvimento que passara algumas semanas preparando era "inútil".
Na sua sala, o caos cessou e deu lugar a uma relativa coerência. Naquele momento, Charles estava ocupado revisando um projeto no qual acreditava muito. Em um engarrafamento a caminho de casa, sua irritação acarretou outro episódio de caos. Em casa, ele abraçou a esposa e filhos, e isso foi seguido de uma fase de dez minutos de coerência. Porque somente dez minutos? Porque depois disso Charles ligou a televisão para assistir ao noticiário."

Caros leitores, vão comparando a história do Charles com o vosso dia a dia para podermos chegar a algumas conclusões!

continua...

Abraços saudáveis

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 1


Depois do meu comentário de ontem, volto então a escrever um pouco sobre "coerência cardíaca", socorrendo-me do médico David Servan-Schreiber no seu livro CURAR.

"(...) o stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo. Também descobriram que um episódio de depressão seis meses antes de um infarto do miocárdio é um indicador mais acurado de risco de morte do que a maioria de outros exames cardiológicos.
Quando o cérebro emocional não está funcionando bem, o coração sofre e se desgasta. Mas a mais espantosa descoberta de todas é que essa relação funciona em mão dupla. O funcionamento correto do nosso coração acaba por influenciar nosso cérebro também.(...)
Um método simples e eficaz disponível para todos nós parece criar as condições essenciais para que haja harmonia entre o coração e o cérebro. (...) Para compreender como ele funciona, primeiro precisamos examinar, como o sistema cérebro-coração funciona. (...)
O sistema nervoso autônomo é constituido de dois ramos, começando no cérebro emocional e se espalhando pelo corpo. O ramo "simpático" libera adrenalina e noradrenalina regulando as reações de "luta ou fuga". Sua atividade acelera o coração. O outro ramo, chamado parassimpático, libera um neuro transmissor diferente, que promove estados de relaxamento e calma. Ele faz o coração bater mais devagar.
Nos mamíferos, esses dois sistemas - o acelerador e o breque - estão constantemente em equilíbrio.(...)
Para negociar as guinadas imprevisíveis da existência,precisamos tanto do breque como de um acelerador. Eles precisam estar funcionando muito bem, e têm de ser igualmente fortes para se contrabalançar caso a necessidade ocorra.
De acordo com o pesquisador norte americano Stephen Porges, PhD., da Universidade de Maryland, o equilíbrio delicado entre os dois ramos do sistema nervoso autônomo possibilitou aos mamíferos desenvolver relações sociais cada vez mais complexas no curso da evolução. As mais complexas entre elas parecem ser os relacionamentos amorosos, sobretudo a fase particularmente delicada do namoro. Quando um homem ou uma mulher, por quem estamos interessados, olha para nós e o nosso coração começa a bater loucamente, ou ruborizamos, é porque nosso sistema simpático pisou no acelerador, talvez demais. Se inspirarmos profundamente para recuperar nosso equilíbrio e continuar a conversa, acabamos de pisar ligeiramente no breque parassimpático. Sem estes ajustes constantes, o namoro seria caótico. Esse é o caso com adolescentes que têm dificuldade em dominar o equilíbrio de seu sistema nervoso central."

continua....

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ser cauteloso em excesso não cura ninguém (pelo contrário!)

No meio desta turbulência pela qual passa a economia global, queria escrever algo sobre uns exercícios que todos podem fazer para maximizarem a probabilidade de conseguirem ter uma coerência cardíaca (variação normal e saudável dos batimentos do coração) que tanto contribui para a manutenção de um equilíbrio saudável, nestes momentos de alto stress para muitos.

Para além dos livros que tenho em casa, fiz a minha pesquisa no Google (uma das ferramentas que me permite viver no meio do campo!!!) e foi muito curioso ler os comentários de alguns médicos "cautelosos" num artigo da Folha de São Paulo do ano de 2003 (para ler o artigo na íntegra, clique aqui:

Os métodos de autocura (...) ainda são encarados com ceticismo pela comunidade médica brasileira. "(...) técnicas de relaxamento e exercícios físicos são abordagens muito saudáveis, mas inespecíficas. Não dá para dizer que são tratamentos para depressão ou para transtornos de ansiedade", afirma Luiz Alberto Hetem, 41, psiquiatra e professor de pós-graduação em saúde mental da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

"(...) não há como avaliar um método de cura apenas com resultados "do tipo 'eu tenho tratado pacientes assim e isso tem funcionado'", além de, é claro, existir a necessidade de um diagnóstico preciso sobre a gravidade de cada quadro.

Para Antônio Carlos Camargo de Carvalho, 56, cardiologista e coordenador do curso de pós-graduação da área na Unifesp, é quase uma utopia tentar que um cidadão do mundo moderno, voluntariamente, consiga coordenar seus batimentos cardíacos com toda a agitação que o rodeia. Nos casos de estresse, ele acha que o coração merece mais cuidados que exercícios respiratórios. "Alguns dos meus pacientes fazem ioga, exercícios de relaxamento. Tudo isso é benéfico, mas não é e nunca seria o tratamento único."

Ou seja, pela leitura do artigo em causa (e tantos outros!) a mensagem leva obrigatoriamente a que muitos leitores nem tentem, por exemplo, respirar melhor porque nem os médicos acreditam nisso.

As perguntas/comentários que faço são os seguintes:

- fazer exercícios simples de respiração tem alguma contra-indicação? Ninguém diz que só por se respirar melhor as pessoas se curam, mas que ajuda ao tal equilíbrio, é uma verdade incontestável há muito e muitos anos.

- por que ir pelo lado da dúvida em vez de incentivarmos a pouco e pouco, as pessoas a acumularem bons hábitos onde a sinergia entre eles é que vai fazer a diferença? Por esse raciocínio, os mesmos médicos deveriam colocar em causa a importância de caminharmos ou bebermos água porque "é quase uma utopia tentar que um cidadão do mundo moderno, voluntariamente, consiga" estar saudável só com estas duas coisas!

Humildemente falando, sugiro a todos os médicos "mais cautelosos" a se debruçarem mais sobre os resultados concretos da chamada medicina tradicional e a incentivarem os seus pacientes a adotarem práticas que, no mínimo, não terão qualquer efeito colateral e quem sabe, junto com um novo Estilo de Vida, os consigam colocar no patamar dos considerados cidadãos saudáveis.

Ser cauteloso em excesso não cura ninguém (pelo contrário!). Vamos juntar o conhecimento científico com o Bom Senso que técnicas milenares nos ensinaram a ter.

Abraços saudáveis

Realidade sobre a "imitação" de comida e "obra prima de burocratês"


Para que os meu leitores entendam melhor como funciona a realidade no mundo da indústria alimentícia, hoje vamos falar um pouco sobre a imitação de comida nos EUA, tão bem explicada por Michael Pollan no seu livro "EM DEFESA DA COMIDA - um manifesto":

"A Lei dos Alimentos, Drogas e Cosméticos de 1938 impôs regras estritas exigindo que a palavra "imitação" aparecesse em qualquer produto que fosse, bem... imitação. (...)

(...) há certos alimentos tradicionais que todo o mundo conhece, como pão, leite e queijo, e quando compram esses alimentos, os consumidores deveriam receber os alimentos que estão esperando (...) e se um alimento se parece com um alimento padronizado mas não obedece ao padrão, esse alimento deve ser rotulado como "imitação".

Não há muito o que discutir ... mas a indústria alimentícia o fez com muito esforço por décadas, e em 1973, finalmente, conseguiu eliminar a lei da imitação, um passo pouco notado mas importantíssimo que ajudou a fazer os Estados Unidos descerem mais depressa a trilha do nutricionismo.
A indústria odiava a lei da imitação. Já havia uma história tão desagradável de alimentos adulterados e forma correlatas de drogas milagrosas no comércio americano que estampar a palavra "imitação" num produto alimentício era o beijo da morte - uma confissão de adulteração e inferioridade. (...)
Com isso, a porta regulatória foi escancarada para todo o tipo de produtos de imitação (...)"

Vejam também num outro trecho do livro, até onde vai a ousadia daqueles que supostamente deveriam ser uns dos grandes guardiões da nossa saúde (um exemplo entre tantos outros que poderíamos dar):

"O óleo de milho, talvez você lembre, é especialmente rico em ácidos graxos ômega-6. que já estamos consumindo em excesso.

Provas científicas limitadas e muito preliminares sugerem que tomar cerca de uma colher (16 gramas) de óleo de milho diariamente pode reduzir o risco de ataques cardíacos devido à gordura insaturada contida no óleo de milho.
(...)
Então , para tornar a questão ainda mais estarrecedora:

Para alcançar esse possível benefício, o óleo de milho deve substituir uma quantidade semelhante de gordura saturada e não aumentar o total de calorias consumida diariamente.

(...) regras permitem que as empresas promovam afirmações (sobre os supostos benefícios dos produtos) mais ou menos como quiserem - podem pôr a afirmação em letras bem grandes e os desementidos , em caracteres miudinhos. (...)

As afirmações adulteradas quanto a benefícios à saúde e a ciência dos alimentos tornaram os supermercados locais particularmente traiçoeiros para comprar comida de verdade (...)

Caros leitores, por causa da realidade atrás descrita, irei usar as excelentes sugestões do mesmo Michael Pollan para, ao longo dos próximos dias, vos apresentar algumas sugestões que, a serem seguidas, com certeza terão um impacto enorme na vossa saúde e consequentemente na vossa Qualidade de Vida e na redução de custos das empresas onde trabalhem os respectivos colaboradores .

Abraços saudáveis