domingo, 29 de novembro de 2009

"A Felicidade Interna Bruta (FIB), (...) medir a riqueza das nações pelo bem-estar real dos cidadãos, (...)"


Pertenço ao grupo daqueles que acreditam que é possível fazermos algo mais para todos lograrmos alcançar um patamar acima no que se refere à nossa Qualidade de Vida.
Para tal, temos que compatibilizar aquilo que queremos com os métodos de aferição dessa mesma "riqueza".

Sabendo que ainda existe um caminho grande a percorrer, sem utopias e com a certeza que vale a pena unirmos esforços nesse sentido, deixo-vos com a notícia intitulada "Conferência no Paraná aborda riqueza medida por sorrisos" publicada no passado dia 22 pelo site TERRA.

"A Felicidade Interna Bruta (FIB), conceito que propõe medir a riqueza das nações pelo bem-estar real dos cidadãos, alegria de viver, sorrisos, e não pelo dinheiro, como o Produto Interno Bruto (PIB), é o assunto de um conferência mundial realizada em Foz do Iguaçu (PR).

Medir a riqueza das nações pela felicidade das pessoas, em vez de por quanto as economias valem em dinheiro, é a proposta de especialistas de todo o mundo que participam do dia 20 deste mês e até amanhã da 5ª Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta.

Reunidos em Foz do Iguaçu, psicólogos, antropólogos e sociólogos, além de economistas, buscam dar um impulso ao conceito do FIB, aparentemente tão óbvio quanto revolucionário e, de quebra, tentar colocar em evidência as carências do PIB.

"O PIB não serve mais. Mede a guerra, os desastres e os acidentes. Precisamos de uma alternativa que inclua o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das pessoas", disse à Agência Efe a psicóloga americana estabelecida no Brasil Susan Andrews, uma espécie de embaixadora da FIB no país.

O uso do PIB para medir a riqueza dos países é algo que foi questionado até pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, que chegou a chamá-lo de "religião do número", que serve para "nunca falar das desigualdades".

Sarkozy inclusive encomendou um estudo de como complementar o indicador a uma comissão da qual fizeram parte o indiano Amartya Sen e o americano Joseph Stiglitz, ambos agraciados com o Prêmio Nobel de Economia.

(...)

Mas muito antes, no início dos anos 90, a mesma preocupação levou à criação na ONU do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), instrumento para classificar os países com critérios não meramente econômicos e levar em conta questões como educação, saúde e difusão de condições de vida digna.

O surpreendente é que esse tema que ultimamente ocupa a mente do presidente francês e de alguns nomes da economia é algo que já tinha sido percebido há mais de 30 anos pelo então rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck.

Quando o monarca decidiu lançar o desenvolvimento em seu diminuto Estado, situado nos pés da cordilheira do Himalaia, percebeu que o mundo ocidental media a riqueza por fatores que não sintonizavam com as profundas raízes e tradições budistas de seu país.

Longe da concepção de desenvolvimento como a mera acumulação de bens materiais, o Butão buscou abrir espaço ao conceito de Felicidade Interna Bruta.

Concretamente, são nove os fatores que compõem a FIB: o bem-estar psicológico (otimismo e auto-estima), saúde, quantidade de tempo livre para o lazer, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, envolvimento em assuntos da vida política e nível de vida.

O atual primeiro-ministro do Butão, Jigme Yoser Thinley, também esteve em Foz do Iguaçu para explicar como a FIB foi introduzida em seu país na Constituição democrática, recentemente aprovada.

"Cada programa, cada política ou projeto deve ter agora algum valor em FIB", disse Thinley, que também destacou que isso se traduz em medidas como ter um Ministério do Bem-Estar Psicológico, "Ao longo dos séculos, a felicidade foi relegada pelos interesses privados (...), Mas não podemos ser felizes como seres individuais quando alguém sofre a nosso redor", ressaltou.

"A verdadeira felicidade chega de uma profunda sensação de satisfação, mas os ricos só têm o prazer fugaz de cômodas posses", acrescentou, enquanto falou do ser humano como "animal econômico", vítima do "consumismo na catedral do mercado".

A FIB enfatiza o cuidado ao meio ambiente, algo que o primeiro-ministro explicou perguntando "como podemos ser felizes se sabemos que nosso estilo de vida fará com que as novas gerações tenham que enfrentar desafios tão grandes para sobreviver".

"Chegou a hora de tomar, de desenvolver e adotar uma definição do bem e do crescimento mais verdadeira e humana. Precisamos redefinir o que é a prosperidade (...). A felicidade é algo muito sério", concluiu."

Boas reflexões e ...

Abraços saudáveis

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pasta dentífrica Couto - tão perto de si (Portugal) e sem flúor!


Entre os dias 10 e 21 de Abril deste ano publiquei 5 artigos sobre os "milagres" do Flúor no nosso organismo (para lerem os restantes artigos basta escreverem a palavra flúor no campo de pesquisa (canto superior esquerdo da página).

Quem ler um ou mais destes artigos, de imediato compreenderá que sou defensor do uso de pastas dentríficas sem flúor. Os próprios médicos defendem que as crianças até aprenderem a não engolir a pasta que colocam na boca, façam o mesmo (infelizmente estas pastas são bastantes mais caras)

Existem algumas pastas sem flúor para adultos, mas também tem preços mais elevados e é preciso saber onde comprá-las.

Mas como às vezes, as boas soluções estão à frente do nosso nariz e nós nem nos apercebemos disso, foi com muita satisfação que descobri recentemente que a famosa pasta dentífrica Couto (genuinamente portuguesa), a que muitos ainda chamam "pasta medicinal Couto", não contém flúor na sua composição.

Como devem calcular, os clientes fiéis desta marca não apresentam mais cáries ou outro tipo de problemas dentários, quando comparados com aqueles que, supostamente, beneficiam dos "milagres do flúor".

Aqui fica a dica (fora de Portugal acredito que seja difícil!) bastante acessível (relembro que basta colocar um pouco de pasta na escova!) para quem queira uns dentes saudáveis sem prejudicar a saúde do corpo ( e mente) como um todo.

O artigo Águas Fluoradas e Cáries Dentárias ajuda a visualizarem melhor esta questão do flúor no nosso organismo e a sua (in)eficácia no combate às cáries dentárias.

Boas decisões e ...

Abraços saudáveis

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"Dan Ariely pergunta: Controlamos as nossas decisões?"


A propósito do artigo que publiquei sobre o "SixthSense device", recebi uma mensagem de uma (por enquanto!) amiga virtual (obrigado María Spínola) com um vídeo também do TED, onde se pode ler na respectiva sinopse:

"O economista comportamental Dan Ariely, autor de "Previsivelmente Irracional", usa ilusões ópticas clássicas e as suas inesperadas (e por vezes chocantes) descobertas para mostrar que não somos tão racionais como pensamos, quando tomamos decisões."

Sei que a duração do vídeo (para assistir, clique aqui) é de pouco mais de 17 minutos, mas vale a pena o "investimento" do nosso tempo porque adquirimos uma melhor percepção daquilo que efectivamente (não) decidimos na vida.

Neste contexto, conhecimento significa tomarmos melhores decisões e consequentemente usufruirmos de mais Qualidade de Vida!

Abraços saudáveis

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Médicos de família levam mais de 18 mil crianças a ler"


Do jornal Diário de Notícias da passada segunda feira, publiquei ontem uma notícia difícil de aceitar e hoje publico uma outra muito gratificante, como poderão ver abaixo (cliquem aqui para lerem o artigo na íntegra, do qual selecionei alguns trechos).

Esta é a tal visão holística que sempre defendo e procuro praticar e onde os profissionais de saúde têm uma papel relevante.

"Plano envolve 132 centros de saúde e destina-se a meninos dos seis meses aos seis anos. Permite avaliar o desenvolvimento e incentivar a leitura

Martim Gomes de 17 meses entrou no Centro de Saúde de Sete Rios bem-disposto, mas na sala de consultas começou a fazer birra. Só acalmou quando lhe puseram um livro nas mãos. A criança brincou e folheou as imagens durante toda a consulta. E quando o médico acabou de o ver nem a mãe lhe conseguiu tirar o livro.

Mais de 18 400 crianças tiveram no ano passado consultas médicas nos centros de saúde para incentivar a leitura. O projecto, que envolveu 121 centros de saúde e 731 médicos de família, destina-se a meninos dos seis meses aos seis anos e tem como objectivo avaliar o desenvolvimento e familiarizar os mais novos com a leitura.

O programa, nasceu em 2008 de uma parceria entre o Plano Nacional de Leitura, a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral e da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Desde aí o número de unidades abrangidas não parou de crescer. Atinge agora 132 centros de saúde de todo o País e potencialmente centenas de milhares de crianças.

"O projecto foi integrado em consultas de vigilância, em que fazemos a verificação da saúde da criança, cuidados preventivos, o estímulo e aconselhamento à leitura, dando aos pais instrumentos para cuidar da saúde dos filhos", explica Risério Salgado médico de família do Centro de Saúde de Oeiras, o primeiro onde o projecto arrancou. "É fácil observar a interacção das crianças com os livros. É um instrumento que fortalece a relação entre pais e filhos", acrescenta.

(...)

Jessica, de nove anos, passa horas a ler-lhe histórias e ele está sempre com atenção. Começou a gostar mais de ler, não só em casa mas também na escola, e até os professores notaram a diferença de comportamento.

Segundo o especialistas, são inúmeras as vantagens do contacto com livros para o crescimento das crianças, quer na introdução do gosto pela leitura quer na integração escolar ou na transmissão de valores.

"Ajuda na aprendizagem da língua portuguesa. Ela está ao fim-de-semana com o irmão a ler e a brincar", confirma a mãe.

A introdução de livros nas consultas, tem uma componente técnica de reforço da leitura e de aprendizagem da linguagem, mas também de distracção e alívio da dor, explica a enfermeira Ana Maria Araújo, de Sete Rios. Torna o atendimento pelos médicos mais fácil.

(...)"

Vamos apoiar, incentivar e procurar multiplicar iniciativas como esta!

Abraços saudáveis

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Homem esteve 23 anos em falso coma e consciente"


Este blog não tem como objectivo divulgar notícias sensacionalistas, mas para quem trabalha com Qualidade de Vida e lê uma notícia destas, de imediato valida que estamos perante uma antítese daquilo que o signatário defende e procura praticar e incentivar dia após dia.

As primeiras informações que recebi deste caso, sugeriam que o Rom Houben tinha saído do coma após 23 anos do acidente que sofreu, período no qual, tinha momentos em que parecia ouvir o que lhe diziam. Mas hoje ficou claro que ele nunca esteve em coma, mas "apenas" paraplégico o que significa que durante 276 meses, diariamente ele queria avisar que estava "vivo" mas não lograva comunicar nem com a própria mãe que nunca desistiu de lutar por ele.

Tal como acredito que devemos ter um sistema imunitário forte (incluindo o "sistema imunitário financeiro") ou dito de outra forma, considero importante termos bons sistemas de defesa mental, fisico e financeiro, agora gostaria de estar tranquilo que existe algum tipo de procedimento médico que nos proteja também de termos que passar por um verdadeiro horror como aquele descrito no jornal Diário de Notícias (clique aqui para ler o artigo na íntegra).

Sou o primeiro a afirmar que nas últimas décadas, assistimos a enormes avanços na medicina ocidental, mas também tenho alertado para várias "certezas cientifícas" que devem ser reavaliadas de forma mais holística e principalmente com uma maior dose de humildade.

Que este artigo possa ser um pequeno contributo para repensarmos a forma como gerimos a nossa doença e sobretudo a nossa saúde.

Que de hoje em diante apenas aconteçam coisas boas ao belga Rom Houben e à sua mãe, que já "pagaram" por tudo aquilo que menos bom possam ter feito nesta vida.

E finalmente que, tal como é mencionado no artigo do Diário de Notícias, de imediato, se refaçam diagnósticos naqueles que actualmente estão em coma para se despistarem casos semelhantes a este.

Abraços saudáveis

domingo, 22 de novembro de 2009

Já é real - vejam via TED, o que este "SixthSense device" é capaz de fazer por nós!


Creio que ninguém duvida que daqui a poucos anos, o Homem conseguirá fazer coisas com o apoio da tecnologia que hoje, no máximo, podemos imaginar.

De uma forma geral, temos tendência para acreditar que as inovações tecnológicas existem para melhorar a nossa Qualidade de Vida, mas estamos a chegar a um ponto, onde a ética terá um papel relevante no que toca aos limites do que pode ser feito relativamente ao direito de privacidade de cada um.

Para entenderem o que quero dizer, vejam o impressionante vídeo da famosa organização não lucrativa TED Ideas Worth Spreading, apresentado pela Pattie Maes clicando aqui (duração 8m 45s). Os meus sinceros parabéns ao Pranav Mistry.

É simplesmente espantoso o que este device com um "sexto sentido" consegue fazer em tempo real e onde quer que estejamos!

Saibamos aproveitá-lo para o "Bem" de todos nós!

Abraços saudáveis

sábado, 21 de novembro de 2009

"Entre a música e dor, o cérebro prefere musica"


Para quem tenha ou conheça alguém que sofra de algum tipo de dor crónica ou aguda, publico hoje uma reportagem feita pela Globo Repórter sobre musicoterapia, a qual com certeza, em muito contribuirá para amenizar aquelas (dores) ou dito de outra forma, proporcionar momentos mais ou menos prolongados de Qualidade de Vida.

Abaixo alguns trechos do artigo que poderá ler na íntegra clicando aqui (que inclui um vídeo com poco mais de 7 minutos):

"(...)
Pacientes relatam que terapia ajuda a esquecer a dor. Alguns até deixaram de tomar remédio. Em crianças, a música diminui de 4 a 10 dias o tempo de internação na unidade de tratamento intensivo.
(...)
Música na vida da gente tem várias funções: vai da mais leve distração até a mais profunda emoção, toca na nossa mente, mexe com o nosso corpo. Ninguém é imune à música. Por isso, a musicoterapia é tão eficaz. Está com raiva da dor? Descarrega!
A música é um afiado e afinado instrumento para enfrentar a vida e a morte.

O Conservatório Nacional de Música no Rio de Janeiro foi o primeiro do Brasil a formar terapeutas, ainda no início da década de 1970. Do popular "quem canta seus males espanta" a sofisticadas pesquisas, se descobriu a íntima relação entre coisas que são da mesma família: dor, sentimento, sensibilidade, emoção, música. (...)

"(...) A dor é muito solitária, e a musica traz companhia. A mais eficiente forma de despistar a dor é a música. Entre música e dor, o cérebro prefere música", diz a musicoterapeuta Marly Chagas.

Porque a escolha é fácil. A música nos derrete, amolece (...)

Em graus diferentes, a melhora é clara: da água para o vinho, do silêncio para uma sinfonia! O que era um coral de "ais" vira uma orquestra de bem-estar.

"(...) A dor sempre está presente, mas temos um espaço muito grande de alívio. Para quem sente uma dor crônica, cinco horas de alívio são uma maravilha", diz o aposentado Moacir Domingos Vasconcelos.

"Agora fico quase um mês sem tomar remédio", comemora o aposentado José Valente Batista.

"Desde o dia em que fiz musicoterapia não senti mais dor e tenho dormido bem à noite", afirma a dona de casa Joana Martins Lisboa.
(...)
"Uma face modificada, um sorriso, é isso que nos dá ânimo e certeza de continuar. São esses resultados que nos fazem acreditar que a música é saúde, e a doença é uma dissonância", define a musicoterapeuta Kelly Fae.

A música nos toca em vários níveis, penetra os dois lados do cérebro: o consciente e o inconsciente. A mistura de harmonia, letra e melodia nas mãos, na voz de um terapeuta, é como um bisturi preciso, que faz o cérebro do paciente operar milagres.
(...)
Acompanhar o trabalho de musicoterapia no Instituto do Câncer é emocionante. Não existem palavras para descrever – e sim canções. E nessa hora se descobre o quanto Roberto Carlos é um doutor.

E a música acalma muito antes do que se imagina. (...)

"Na UTI neonatal, a música diminui de 4 a 10 dias o tempo de internação da criança. Ela age no sistema nervoso (...)

É no despertar dessa vibração, desse instinto de vida, de luta e superação, que reside o poder da musicoterapia. E como dizia o velho sambista, para que rimar amor e dor?

"O sonho é de que, no futuro, haja música em todos os hospitais. Alguns hospitais em São Paulo têm a musicoterapia efetivamente implantada. Ea música é um recursos barato. E se ajuda a aliviar a dor e reduz o consumo de medicamentos, estamos falando de uma questão interessante do ponto de vista econômico. Acho que a música tem um caminho promissor para o cuidado da saúde da população brasileira", constata a pesquisadora Eliseth Leão, da Sociedade Brasileira do Estudo da Dor.
(...).

E em Portugal qual em que estágio está a musicoterapia nos nossos hospitais ou em qualquer outro lugar onde esteja alguém com dor crónica e ou aguda?

Abraços saudáveis

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Reacções dos cães dos soldados americanos, quando estes voltaram da guerra do Afeganistão

Para entrarmos no fim de semana bem dispostos, vejam as impressionantes reacções dos cães dos soldados americanos, no momento em que estes chegam a casa depois de meses ausentes na guerra do Afeganistão.

São vídeos muito curtinhos (desde 22 segundos a até pouco mais de 2 minutos).

Vídeo 1 - clique aqui
Vídeo 2 - clique aqui
Vídeo 3- clique aqui (este não podem perder!)

se quiser um link onde tem todos os vídeos (são 11 vídeos), clique aqui

Já tive dois cães que tive que dar quando fui para o Brasil, e sei bem que, fizesse sol ou chuva, fossem 6 das manhã ou meia noite, estivesse eu bem ou mal disposto, com tempo ou com pressa, etc, sempre me recebiam da mesma maneira, saltando, latindo, brincando!

Quantos problemas evitaríamos e quanto mais momentos de Qualidade de Vida teríamos, se eles nos ensinassem como conseguem fazê-lo 24 horas por dia, 365 dias por ano?!

Se tiver condições para tal (financeiras, logísticas, etc), compre um cão para si ou para os seus filhos. Vai ver que a vossa vida vai mudar para melhor!

Abraços saudáveis

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"O que a chuva faz às crianças"


Mais uma abordagem interessante da Isabel Stilwell, directora do jornal Destak que nos leva a pensar até que ponto as nossas rotinas diárias, prejudicam a nossa saúde e a dos nossos filhos!

"Descobertas feitas em visitas a escolas de Lisboa:

1. Em muitas das nossas escolas as crianças não vão para o recreio quando chove. Nem quando estão constipadas, ou espirram duas vezes. E como a maioria das escolas não tem recreios tapados, há dias seguidos no Inverno em que os meninos não deixam as quatro paredes da escola, para dali seguirem para as quatro paredes de casa. Depois os adultos queixam-se que não conseguem ficar quietos ou, pior, decidem que são hiperactivos e procuram alguém que os medique. Na Noruega, só não brincam lá fora nos intervalos quando a temperatura desce abaixo dos menos 15 graus centígrados - temos um clima invejável e vivemos com medo de uns pingos…

2. Diz uma professora do ensino básico: «Os pais geralmente deixam os filhos à porta de carro e depois vêm buscá-los de carro novamente, por isso não trazem galochas nem gabardinas, e muitos deles não sabem sequer segurar num guarda-chuva. Como é que os posso levar à rua assim? Por isso, quando chove, até visitas já marcadas temos que desmarcar.»

3. A carrinha da escola, pergunto ingenuamente. Resposta: «As escolas públicas de Lisboa não têm transportes próprios e nas grandes cidades as parcerias com a Câmara são raras. Algumas escolas conseguem alugar, mas para isso os pais têm que pagar, e muitos não podem. Por isso não se vai.»

4. Uma nova norma do Ministério da Educação estipula, ao que parece, que não há passeios sem uma professora e uma auxiliar por classe. Sensato, no mínimo. Único problema, dizem-me, é que o quadro das auxiliares foi reduzido, e mesmo as vagas não são preenchidas. Por isso os meninos não saem…"

Nunca tinha reparado nesta questão (marcada a bold - negrito em brasileiro) mas aproveito para comentar o seguinte:

A minha mulher normalmente e às vezes o signatário, levamos sempre a nossa filha Carolina a pé para a escola (por isso não corremos o risco acima apresentado!) que fica a menos de cinco minutos de nossa casa. Frequentemente, saímos ao mesmo tempo que uma vizinha nossa que também tem um filho a estudar na mesma escola.

Entre o entrarem no carro, chegarem lá, estacionar e saírem do carro, significa chegarem ao mesmo tempo que nós. Basta olhar para mãe e filho para concluirmos que uma caminhadinha diária só lhe poderia fazer bem (pelo menos sempre que o tempo esteja bom!) e não é para chegarem mais rápido que vão de carro nem para seguir directo para o trabalho (a mãe depois volta para casa!).

É um exemplo daquilo que não se faz para melhorarmos a saúde (Qualidade de Vida) da nossa própria família e que acabará por se reflectir no Estilo de Vida do próprio filho da nossa vizinha.

Abraços saudáveis

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DIABETES - US$ 376 bilhões o custo deste mal crônico em 2010 (11,6% da despesa com saúde no mundo)


Sábado passado (dia 14), foi o Dia Mundial do Diabetes.

Do que li e assisti, destaco um artigo publicado na Folha de São Paulo (clique aqui para lê-lo na íntegra) e um programa de televisão (Sociedade Civil com a Fernanda Freitas, para assistirem com calma, quando acharem importante reflectir sobre este tema- cliquem aqui para assistir a um vídeo que tem quase 1 hora e meia).

Abaixo destaco alguns trechos do artigo da Folha de São Paulo:

"Considerada a grande doença do século 21, o diabetes tem um elevado peso nas despesas dos sistemas de saúde, com um número atual de doentes ao redor de 285 milhões, podendo chegar aos 435 milhões em 20 anos se não forem adotadas medidas educativas e preventivas.
(...)
Por ano, 7 milhões de pessoas desenvolvem a doença, outros 4 milhões acabam morrendo e a cada 30 segundos um indivíduo sofre uma amputação.

Segundo os dados dos especialistas e organismos vinculados à luta contra o diabetes no mundo, a cada dez segundos uma pessoa contrai a doença que já é a quarta causa de mortes no planeta.

Custos

A FID (Federação Internacional de Diabetes) estima em US$ 376 bilhões o custo deste mal crônico para a economia mundial para 2010, o que equivale a 11,6% da despesa com saúde no mundo.
(...)
Para tentar reverter essa conta, a FID trabalha na prevenção. Entre as recomendações estão exames periódicos para identificar a doença e principalmente exercícios regulares, como uma caminhada diária de 30 minutos, que segundo os estudos reduzem o diabetes tipo 2 entre 35% e 40%."

Caros leitores, entenderam bem as proporções que o diabetes tomou? Se à caminhada juntarem bons hábitos alimentares, ganha a vossa saúde, a Qualidade de Vida das vossas famílias, o vosso bolso, o dos contribuintes de uma forma geral e as próprias empresas (valida que as empresas tm um papel relevante como incentivadoras e promotoras da mudança de Estilos de Vida dos seus colaboradores e respectivas famílias) que acabam por pagar uma conta alta, via seguros de saúde, perda de talentos, absenteísmo, etc.

Abraços saudáveis (mais do que nunca!)

domingo, 15 de novembro de 2009

Que o comportamento da Elizabeth Lambert se torne uma excepção face à realidade do dia a dia de todos nós!


Alguns acontecimentos graves:

Ontem à noite soube que morreu o namorado da irmã de um grande amigo meu, com um ataque cardíaco. Tinha apenas 40 anos.

Há 2 meses, um colega meu com apenas 33 anos, teve um AVC, do qual ainda não recuperou.

Várias pessoas com quem convivo, estão com depressão (mais ou menos profunda), doença terrível, com os quais poucos sabem lidar.

Por razões profissionais vejo clientes (alguns amigos pessoais), quase todos com menos de 50 anos, a validarem (ou mais grave ainda a tomarem conhecimento pela primeira vez!) através dos resultados de exames clínicos, que estão com colesterol alto, diabetes, tensão alta, etc.

As causas podem ser muitas, mas com toda a certeza o Estilo de Vida que temos actualmente é o grande responsável por boa parte desta falta de saúde. E é por acreditar naquilo que acabei de escrever que peço aos meus leitores para verem um vídeo de 39 segundos (clique aqui para assistir) que ilustra bem o seguinte:

Se o público aplaude e acha normal que uma jogadora pratique este tipo de violência, será que aquele está sendo o reflexo da sociedade em geral que permite comportamentos que deveriam ser inaceitáveis?

Se os responsáveis do clube permitem que a Elizabeth Lambert tenha o tipo de comportamento gravado no vídeo acima, será que o clube espelha a cultura de muitas empresas, onde (quase) tudo vale para que os resultados desejados se tornem realidade?

Como estará o nível de stress de uma jogadora que actua desta forma em campo? E o nível de stress daqueles que com ela têm de conviver no dia a dia?

As respostas a estas três perguntas e aquilo que fizermos para que as cenas da Elizabeth Lambert sejam consideradas uma excepção dentro e fora do campo (alargado ao mundo corporativo), tem tudo a ver, na minha humilde opinião, com os tristes factos com que abri este artigo.

Volto a salientar a importância de cada um redefinir as suas prioridades e fazer a sua parte para que possa respeitá-las de de uma forma continuada.

Muita paz para aqueles que se foram, votos de uma rápida recuperação para aqueles que não estão bem e...

Abraços saudáveis para todos

sábado, 14 de novembro de 2009

A importância de enxergarmos o verdadeiro verde e branco das coisas!


Ao ler o livro "O Palácio da Pena - Era uma vez uma Maravilha" (da série 7 MARAVILHAS DE PORTUGAL), a certa altura deparei com o seguinte trecho:

"(...)
A minha prima Sara é cega e por isso há coisas que não vê; mas nós também não, como nos explicou o tio João:
- Tu Francisca, quando olhas para todas estas árvores da Serra de Sintra que cores é que vês?
- Vejo verde e mais verde, verde sem fim - respondi eu.
- Se vivesses na floresta do Amazonas no Brasil não dizias isso.
Os índios do Amazonas, que vivem quase todo o tempo na floresta, têm mais de dez palavras diferentes para designar aquilo a que nós chamamos verde, porque para eles são cores diferentes. E para os esquimós, que vivem no gelo, também não há aquilo a que nós chamamos branco. Existe, por exemplo, a cor de neve acabada de cair, a cor de gelo duro...
(...)"

o qual, acredito, ajuda-me a passar a seguinte mensagem:

Uma boa parte das discussões dos casais (também se pode aplicar a amigos, colegas, etc) que por vezes acabam mal, resulta das certezas que cada um tem, ou seja um diz que é verde, outro diz que é branco, quando a verdade, talvez seja um verde "pinheiro" ou uma cor de neve acabada de cair.

Humildemente sugiro, a começar pelo signatário, sermos mais flexíveis nas nossas convicções e que façamos um esforço para enxergar o tema em discussão sob a óptica da outra parte. Quem sabe se evitem momentos tristes e aumente o número de casos onde uma posição consensual (positiva) seja o resultado final.

Agir assim, é praticar Qualidade de Vida!

Abraços saudáveis

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Acreditam que a Procter&Gamble afirma que a batata Pringle não é batata?!


É por situações destas que eu digo que é um crime (atentado grave intencional contra a saúde de todos nós) aquilo que muitas empresas praticam no seu dia a dia sob a (suposta!) cegueira das autoridades que deveriam em primeiro lugar, defender os legítimos interesses das respectivas populações.

Tal como a minha mulher escreveu hoje em BRASILIS, "A noticia é velha, aconteceu em maio deste ano (...)", mas só agora tomei conhecimento dela e para o efeito que pretendo, contínua actualíssima, senão vejamos:

Pringles:

"As batatas fritas Pringles são sinônimo de salgadinhos sequinhos e crocantes. Graças a seu processo exclusivo de fabricação (...)"

A frase acima, escrita ao lado de uma foto de uma criança a tirar uma pringle da caixa, está publicada no site da Procter&Gamble (P&G) do Brasil.

"A multinacional defendia que as populares "Pringles" não podem ser consideradas batatas, já que somente 42% de sua composição é realmente batata (o resto seria gordura e farinha). Por isso, as "Pringles" não deveriam estar na lista de aperitivos e a Procter & Gamble não precisaria pagar o IVA."

O parágrafo acima explicita bem o argumento apresentado pela P&G no Reino Unido para tentar não pagar o IVA.

Repararam na diferença das mensagens destinadas a públicos distintos?

Para o consumidor final (incluindo crianças!) estamos a falar de batatas produzidas com base num processo exclusivo da P&G. Por causa da batalha judicial travada no Reino Unido, ficamos a saber que o tal processo exclusivo significa adicionar 58% de gordura e farinha virando algo que com certeza prejudica a nossa saúde e que, segundo o fabricante, nem batata é!


Ainda hoje assisti a um programa (sobre o qual em breve publicarei algo) sobre o diabetes, onde foi falado que actualmente existem 285 milhões de diabéticos no mundo (esse número em apenas dezasseis anos passará para 380 milhões) e a cada dez segundos morre uma pessoa por causa desta doença.

Enquanto isso, as empresas de produtos processados (não todas e não só!) continuam a ganhar dinheiro vendendo "batatas" que afinal não são mais do que...

Boas decisões sobre as vossas compras de supermercado, especialmente pensando na saúde (Qualidade de Vida) dos vossos filhos.

Abraços saudáveis

terça-feira, 10 de novembro de 2009

As caixas incomunicáveis do homem versus a "internet emocional das mulheres"


Todos nós sabemos que o cérebro da mulher é diferente do cérebro do homem, mas poucas pessoas o conseguem explicar tão bem e de uma forma tão hilariante como o Mark Gungor neste vídeo (clique aqui ) com pouco mais de 5 minutos.

Depois de uns minutos bem passados (vale a pena assistir!) sugiro que cada um de nós reflicta sobre o seguinte:

Diferindo tanto o modo de funcionamento dos cérebros em função do sexo, é fundamental que cada um dos membros de qualquer casal entenda que aquilo parece lógico e certo para ele próprio, pode ser interpretado de forma diametralmente oposta pela sua cara metade e aí começam inúmeras discussões que nem sempre acabam bem.

Leitoras, vejam o vídeo com o vosso parceiro e tentem entender como ele funciona com as suas "caixas incomunicáveis"

Leitores, assistam também ao vídeo com a vossa parceira e, apesar de exigir um esforço hercúleo, compreendam que ela agarra numa ponta de qualquer coisa que tenham feito e faz inúmeras associações, correlações, ilações e outras tantas "ões" e ainda por cima lhes coloca em cima uma dose (variável em função do momento!) de emoção. O resultado?
Cada um saberá melhor que o signatário (eu sei as que vivencio(amos)!

Cientes do que acima escrevi, talvez seja menos difícil mantermos um relacionamento saudável e duradouro, que tudo tem a ver com Qualidade de Vida.

Abraços saudáveis

domingo, 8 de novembro de 2009

"(...) a grande responsabilidade do conselho [de administração] é colocar a pessoa certa no comando."


O equilíbrio entre o mundo corporativo e a sociedade em geral, é condição sine qua non para a existência e manutenção de um nível suficiente de Qualidade de Vida por parte de todos aqueles que deles fazem parte.

É necessário e saudável que as empresas consigam crescer e gerar lucros de forma idónea e como é óbvio o líder é uma peça chave para que tal se concretize.

Nesse sentido, publico hoje, trechos da entrevista que Jim Collins deu à revista Exame (No 306 de Outubro de 2009):

"O SUCESSO PODE MATAR

Para Jim Collins, as empresas poderosas não entram em declínio porque se acomodam. Tornam-se tão arrogantes que acreditam que todas as suas iniciativas são infalíveis
(...)
Qual a responsabilidade dos conselhos de administração nessas histórias de queda? Normalmente culpa-se apenas o principal executivo...

Na maioria das empresas, o principal executivo é praticamente um ditador - para o bem e para o mal. É ele quem tem o poder, não a administração. Se a companhia tiver um problema e os accionistas mostrarem o seu desagrado, então o conselho entrará em cena. Mas o processo leva algum tempo. O poder do dia-a-dia está com o presidente. Assim um líder equivocado pode levar uma empresa à ruína praticamente sozinho. Portanto a grande responsabilidade do conselho é colocar a pessoa certa no comando [mensagem importantíssima, que mais do que nunca deve ser praticada!]
(...)
Em Empresas Feitas para Vencer, disse que não é possível estabelecer uma relação directa entre o sucesso de uma companhia e a alta remuneração dos seus executivos. A sua nova pesquisa mostra que o contrário pode ocorrer, isto é, o sistema de remuneração pode colocar uma empresa em risco?

(...) os líderes excepcionais nunca são movidos pela remuneração. Eles querem construir algo grande. Não perguntaria a Beethoveen se ele compôs uma bela sinfonia em troca de dinheiro nem a F. Scott Fitzgerald se escreveu O Grande Gatsby pensando no dinheiro que poderia ganhar. Um líder cria uma grande empresa, escreve um grande livro ou compõe uma grande sinfonia porque ele pode e é movido a fazer isso. A ideia de que podemos motivar pessoas através da remuneração é verdade para os medíocres, não para os grandes - esses são movidos por uma força interna. São estranhamente compulsivos, neuróticos, paranóicos, intensos. As empresas têm de ter uma remuneração que mantenha essas pessoas - o que é bem diferente de incentivos. Elas têm de pensar não em em "como" pagar aos seus executivos, mas "a quem" devem pagar - e só então descobrir uma maneira de remunerá-los de modo a que eles fiquem. Se uma companhia tiver pessoas movidas só pelo dinheiro, não será duradoura.
(...)"

O artigo tem outras passagens importantes, mas considero as duas aqui publicadas aquelas que, estrategicamente falando, impactam na "qualidade" do futuro de cada empresa e por isso mesmo, por agora, fico-me por aqui.

Os accionistas, os clientes, os colaboradores e todos os restantes stackholders, têm direito a líderes que maximizem a probabilidade da respectiva empresa contribuir para a geração de riqueza em sentido lacto e para isso os conselhos de administração ou equivalente, têm a obrigação de melhorarem os seus critérios de selecção.

Abraços saudáveis

sábado, 7 de novembro de 2009

Carro movido a ar


O vídeo abaixo com uma duração inferior a 4 minutos exemplifica bem que já existem soluções (ou podem surgir a curto prazo, se devidamente apoiadas e publicitadas!) para usufruirmos de uma comodidade legítima com um impacto mínimo no planeta Terra que, como alguém muito bem disse, "tomamos emprestado dos nossos filhos" e, como é óbvio, queremos devolver nas mesmas condições em que o recebemos.



Se uma porcentagem mínima da população tomar consciência deste tipo de soluções, maximizaremos a probabilidade de conseguir que aquilo que nos "faz bem" não morra no papel para não prejudicar os interesses defendidos por alguns lobbies , que os colocam acima daqueles (interesses) de todos nós!

Contribuir para que estes projectos sejam apoiados e incentivados por aqueles que escolhemos para nos governarem, é contribuir para a nossa Qualidade de Vida!

Abraços saudáveis (movidos com o ar que respiramos!)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"(...) Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?


Supostamente, esta "(...) pergunta foi à vencedora em um congresso sobre vida sustentável."

“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos.... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

e eu acrescento: inclusivé numa perspectiva de Saúde/Qualidade de Vida

Vale a pena parar para pensarmos um pouco sobre o que poderemos fazer com esse propósito!

Abraços saudáveis

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Massagem cardíaca deve ser priorizada em socorro"

A globo.com publicou uma recomendação que me parece bastante útil:

"Dentro de dois meses, o mundo inteiro vai receber uma recomendação nova para a hora de prestar os primeiros socorros.

Vamos ver na reportagem de Monalisa Perrone. A todo momento, o som da emergência. Se o caso é uma parada cardíaca esqueça a respiração boca a boca. A nova orientação médica é fazer a massagem toráxica.

Pesquisas americanas recentes mostram que a massagem aumenta em três as chances de vida. “Ela é a única que pressiona o fluxo sanguíneo. Se você interromper para fazer a respiração boca a boca, você vai interromper o fluxo sanguíneo. E se você interrompe o fluxo sanguíneo, você não está dando sangue para o cérebro e a possibilidade de a pessoa falecer é muito maior”, explicou o cardiologista Sérgio Timmerman.

A compressão no tórax deve ser feita sem interrupções até a pessoa voltar a dar sinais de vida. Cada minuto da parada cardíaca reduz em 10% a chance de sobrevida. A partir do quarto minuto, o comprometimento cerebral pode ser de 50%.

Priorizar a massagem cardíaca numa situação de emergência, vai ser uma orientação mundial a partir do ano que vem. Luiz só sobreviveu porque recebeu na massagem na sala de espera do hospital.

“Eu sei q eu voltei à consciência no meio do corredor do pronto-socorro com uma enfermeira em cima da maca me fazendo massagem cardíaca. Ela parou e eu perguntei o que estava acontecendo”, contou o empresário, Luiz Eduardo Moraes.

Quase 20 anos de salvamento nas ruas mostraram para Aguinaldo o poder de uma massagem cardíaca.

“É eficaz. A evidência mostra que aumenta a chance e é indescritível tanto pra equipe como pra nós, que atendemos no local, na sala de uma pessoa que parou o coração, você voltar lá e ver aquela pessoa sentada no sofá e conversando com você”, disse o coordenador de resgate Agnaldo Pispico."

Clique aqui para assistir a um vídeo de menos de 2 minutos onde pode assistir à aquilo que deve fazer em caso de emergência.

É importante absorvermos este tipo de conhecimento quando tudo está bem, para que, em caso de necessidade, possamos actuar da forma mais eficaz possível.

Abraços saudáveis

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Empresas ajudam funcionários a poupar para o futuro"

Na sequência do artigo "Poupar para dar aos que merecem [incluindo nós próprios]", considerei importante a seguinte informação divulgada pelo Grupo (brasileiro) Qualicorp:

"A maioria das empresas acredita que ser facilitadora na garantia da previdência dos funcionários é um de seus maiores papéis, segundo pesquisa realizada pela consultoria Mercer realizada em 33 países. A notícia é do site InfoMoney.

Dados mostram que 55% das companhias encorajam os funcionários a pensar na sua aposentadoria com maior responsabilidade, oferecendo programas educativos que permitam a tomada de decisão consciente.
(...)
Porém, para a líder da Mercer, Barbara Marder, nem todos os funcionários estão prontos para fazer isso por sua própria conta, tendo em vista que se acostumaram com a segurança financeira proporcionada, em outra época, pelas empresas e pelo governo."

Alguns comentários:

- tenho algumas duvidas que uma percentagem tão grande de empresas encoraje de uma forma efectiva os seus funcionários nesse sentido (falar é fácil mas implementar de uma forma sustentada e com resultados é outra coisa!)

- talvez a nota mais importante seja a conclusão da Barbara Marder, descrita no último parágrafo.
Considero preocupante a mentalidade de muitos colaboradores, ao ainda acreditarem na "segurança financeira proporcionada, em outra época, pelas empresas e pelo governo."

- os meus leitores sabem que sou defensor que as empresas invistam no seu capital mais precioso, as pessoas, mas numa lógica de "ensinar a pescar" e não apenas dar o "peixe". Além disso qualquer política de gestão de talentos, tem de ser compatível com a gestão do fluxo de caixa e da geração sustentada de resultados.

- é óbvio que existem empresas que conseguem, entre outros benefícios, contribuir financeiramente para a previdência aos seus colaboradores mas tendo em conta a realidade da maior parte do tecido empresarial português, brasileiro (e não só!), já é suficientemente relevante, que cada empresa possa servir de canal privilegiado para promover e incentivar a tal definição de prioridades de cada um (e respectiva família), onde a protecção pessoal financeira incluindo a reforma (aposentadoria), ocupem um lugar proporcional à sua importância actual e futura na Qualidade de Vida dos primeiros!

Os tempos são outros e cada um de nós tem que fazer parte da solução (sem negar a quota-parte das nossas empresas)!

Abraços saudáveis

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Poupar para dar aos que merecem [incluindo a nós próprios!]"


Sexta feira dia 30, foi o dia da poupança. Tal como ter saúde, no fundo é ter uma poupança do nosso sistema imunitário para podermos usá-lo mais tempo e numa idade em que mais precisaremos dele, reforçarmos o nosso sistema imunitário financeiro é algo que, em conjunto com o activo saúde nos possibilita conseguir uma melhor Qualidade de Vida presente e futura.

Mas como poupar (em saúde e financeiramente falando) é algo lógico mas que poucos o conseguem fazer e em quantidade suficiente, publico hoje mais um excelente editorial do jornal Destak, escrito pela sua directora, Isabel Stilwell. Quem sabe, por via indirecta, consiga o efeito desejado que é o de levar os meus leitores a decidirem por eles próprios, a mudarem alguns dos seus comportamentos nesta matéria. Boa leitura!

"Poupar para dar aos que merecem. Hoje é o dia em que nos mandam poupar. Como poupar dinheiro é para a maioria de nós uma impossibilidade, porque o dinheiro nem chega até ao fim do mês, temos que ser mais criativos no conceito. Se me deitasse no divã de um psicanalista e ele me pedisse para dizer tudo o que associava à palavra Poupar, acho que eram estas as ideias que saltavam de imediato.

POUPAVA EM CHATICES Há tantas coisas com que nos angustiamos
que não valem a pena. Desconfio que nos preocupamos com o irrelevante, para não pensar no que realmente dói. É uma defesa, mas o saldo acaba por ser negativo.

POUPAVA EM TRÂNSITO Não há nada que roube mais qualidade de vida do que as horas passadas em engarrafamentos. Não estamos no emprego, não estamos com os nossos filhos, e sentimo-nos em falta para com todos. Para não falar na inflamação do músculo da perna da embraiagem, de tanto
“pára-arranca”.

POUPAVA EM PAZ PODRE O tempo que se perde a evitar um conflito, que resolvia de uma vez o problema, é imenso. Se ao menos metêssemos na cabeça que um conflito bem gerido é mil vezes preferível à paz podre, poupávamos muita ansiedade e irritação.

POUPAVA EM MANTEIGA É mentira, não poupava nada. Nem no pão quente. Poupava era em dias de trabalho. Queria mais dias para piqueniques e para jardinar.

POUPAVA NOS MAUS Como diz Eduardo Sá sempre que gastamos a nossa bondade com pessoas más sobra menos para
as boas. Vendo bem, a frase aplica-se a todas as nossas escolhas."

Agora, só falta saber por onde quer começar a poupar. Depois de ganhar algum embalo, as restantes "modalidades" tornar-se-ão mais fáceis de concretizar!

Abraços saudáveis

domingo, 1 de novembro de 2009

"Grávidas e profissionais de saúde faltam à vacinação"


Fiquei satisfeito com o artigo publicado no jornal Expresso com o título mencionado em epígrafe.

Espero no entanto que a pouca aderência dos portugueses à campanha (quanto a mim alarmista!) de vacinação contra a gripe A seja o resultado da tomada de consciência de que efectivamente ela é desnecessária e não "apenas" (como é óbvio, também é importante!) do receio dos efeitos colaterais que possa ocasionar.

Incentivo todos os meus leitores a reflectirem um pouco sobre o que, de um modo simples e natural, podem fazer para reforçarem o seu próprio sistema imunitário e o de cada um dos membros da sua família (relembro por exemplo, o artigo"GRIPE A: Previna-a à mesa")

Leia abaixo o artigo em causa:

"Cartas e telefonemas feitos pelos centros de saúde ficam sem resposta. Programa de Vacinas está a falhar.

A primeira semana da maior campanha de vacinação em Portugal, contra o vírus pandémico, fracassou. O grupo prioritário inicial - políticos, profissionais esenciais e grávidas de risco - não respondeu às cartas nem aos telefonemas dos centros de saúde.

"Acho que as pessoas não querem ser vacinadas. Estão muito confusas [ou não!] Temos enviado dezenas de cartas, os médicos telefonam, e nada", desabafa Victor Cardoso, director de seis centros de saúde na linha de Cascais.

O cenário tem sido o mesmo na região de Sintra. Segundo Violeta Pimpão, responsável clínica dos centros na zona de Cacém e Queluz, "neste momento, não está confirmado o número suficiente de grávidas para que se proceda à abertura de uma embalagem (dez doses) e não existiu qualquer contacto de profissionais essenciais". Do Parlamento também não houve resposta.

Em unidades de Lisboa foram administradas algumas vacinas, apenas durante um ou dois dias. As marcações - dependentes de um mínimo de dez pessoas - estão agora previstas para a segunda semana de Novembro, já com o grupo prioritário mais alargado.

Os responsáveis da Sáude dizem que as notícias sobre a segurança da vacina não têm ajudado [felizmente a internet, tem permitido "socializar" a informação contida no outro lado da moeda].
(...)"

Que o Bom Senso prevaleça quanto ao que é realmente importante para a nossa saúde (Qualidade de Vida).

Abraços saudáveis