quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"Pirâmide alternativa"

Gostei da sugestão de "Pirâmide alternativa", publicada na "saberviver" de novembro de 2007:

"Especialistas da Havard School of Public Health propõem um esquema alimentar inovador, chamado Healthy Eating Pyramid e (...)

* Em vez de alimentos, a base da pirâmide inclui o exercício físico diário e o controlo do peso;

* Os cereais integrais e as gorduras vegetais estão presentes na maior parte das refeições;

* Os suplementos de cálcio substituem os lacticinios, em caso de restrição calórica;

* Carne vermelha e manteiga; massa, arroz e pão (brancos), batatas, refirgerantes e doces devem ser consumidos apenas ocasionalmente;

* Os suplementos multivitaminicos são recomendados para a maioria das pessoas."

Alguns comentários do signatário a esta proposta:

1- O exercício físico pode vir a ser a prática habitual de 10.000 passos dia (cerca de 7.5 km). Parece muito, mas regra geral, é possível conseguirmos, gradualmente, aumentar o número de passos a que a grande maioria das pessoas está habituada, mudando alguns hábitos do nosso dia a dia (Relembro, o que escrevi em "4.000.066 passos - é possível sim" ou em "Podômetro (ou pedômetro) - ferramenta que saúde, diversão e ainda une a família".
O importante é que se mexa ao seu ritmo e num crescendo saudável e sustentado!

Quanto ao controlo de peso, sou defensor que a perda de peso, de uma forma geral, seja uma mera consequência da nossa mudança de hábitos.

3- Eu cada vez bebo menos leite, especialmente aquele que é produzido pensando no lucro dos produtores e não na saúde do (vejam por exemplo o artigo "Leite - verdades importantes para colocarmos em cima da mesa". Por outro lado sou defensor (especialmente para as mulheres e considerando que não têm qualquer restrição médica para o fazer) do uso de suplementos de cálcio, mesmo para quem não necessita de "restrição calórica".

5- Concordo (e pratico) com a questão dos suplementos e não apenas os multivitaminicos (por exemplo considero importantíssimo que se tome Omega 3), mas tal como o cálcio, apenas deveremos comprá-los de fornecedores /marcas confiáveis e que não sejam produzidos a partir de princípios activos.

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Cidade da preguiça quer miúdos activos"


O Expresso do passado dia 21 do corrente mês, publicou a seguinte notícia com o título apresentado em epígrafe:

Conceito islandês Lazy Town capitaliza incentivo à vida saudável em produtos de merchadising, como música, calçado e livros.

O nome é uma assumida contradição. Na Lazy Town não há preguiça. Nesta cidade, a palavra de ordem é aproveitar todos os momentos para fazer exercício físico e comer legumes e fruta, entre goles de água. Mais do que entreter, a marca islandesa quer ser uma referência para as crianças. O conceito já é um negócio à escala mundial.

As aventuras das nove personagens que vivem na Lazy Town chegam a 118 países, seja através da série para televisão como de várias parcerias locais a nível de campanhas de saúde pública. Em Portugal, a primeira série esteve no ar no ano passado, na RTP2, e o canal de serviço público está à espera da segunda vaga, que irá para o ar este ano. “É muito interessante do ponto de vista técnico e de conteúdos. Em termos de audiências, a primeira série correu bem, com um share de audiências de 60% na faixa etária entre os quatro e os 14 anos, no horário das oito da manhã”, justifica Teresa Paixão, responsável de programas da RTP2. A série chega este ano ao mercado nacional também através do lançamento de vários produtos licenciados pela Copyright Promotions. (...)

Elsa Gomes, directora-geral da Copyright Promotions, justifica o interesse nesta licença com os valores transmitidos pela marca. “É a única série que, usando uma linguagem infantil e uma abordagem de puro entretenimento, assume sem moralismos um sério compromisso na luta contra a obesidade infantil, através de uma alimentação saudável e da promoção do desporto como estilo de vida”, sustenta.
(...)

Com um longo historial de títulos desportivos (Magnus Scheving, mentor do projecto), seria de esperar que a vida saudável lhe tivesse sido incentivada em casa. “Não, os meus pais não me incentivaram, mas deram-me as bases, a auto-estima necessária para fazer as melhores escolhas”, diz. Afinal o segredo é esse."

Aqui está um bom exemplo de como a televisão pode contribuir para a saúde (Qualidade de Vida) das nossas crianças (futuros adultos e pais!)

Abraços saudáveis,



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"(...) tabaco (...) de repente, pode produzir um coágulo de sangue que (...)!"


Acredito que a mensagem abaixo, retirada deste link, possa ser a gota de água para que alguns dos meus leitores encontrem forças para fazerem o que for preciso para deixarem de fumar.

Coração Saudável

O cardiologista de renome Valentí Fuster, respondeu às perguntas dos Colaboradores do Grupo Santander sobre como cuidar do nosso coração e da nossa saúde.

Valentin Fuster, director da Unidade de Cardiologia de Monte Sinaí (Nova Iorque) e presidente do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares (Espanha), ofereceu uma aula magistral sobre prevenção da saúde cardiovascular no Auditório da Cidade Financeira. No final da sua intervenção, ofereceu-se para responder a todas as perguntas ou questões que os empregados de todo o Grupo lhe quiseram fazer.
(...)

CARDIOLOGIA (em geral)

15. O tabaco, sem outros factores de risco, de que forma influi nas patologias do coração? Como modifica a expectativa de prognóstico de vida?

O problema do tabaco é que, de repente, pode produzir um coágulo de sangue que poderá levar ao enfarte do miocárdio. O mais importante é que o tabaco actua como um explosivo. Em qualquer momento, pode danificar-se uma artéria ao fumar. Mas ao mesmo tempo, a parte positiva é que, quando se deixa de fumar, o risco diminui rapidamente. O tabaco, por si mesmo, é um dos riscos mais importantes de doença cardiovascular e de acidentes agudos.”
(...)

Abraços saudáveis,


domingo, 22 de fevereiro de 2009

"Viva o sal"

Não sou um especialista sobre o impacto dos diversos tipos de sal no nosso organismo, mas gostei muito do que a "A Raposinha", escreveu no seu artigo com o título mencionado em epígrafe.

Ficaria contente, se o que estou a (re)publicar agora, servisse de ponto de partida para a troca de ideias com os meus leitores, sobre como melhorarmos, de uma forma efectiva (pensando em saúde e no prazer das nossas refeições), a nossa dieta, na questão específica do uso (do tipo certo e quantidade) de sal.

Abraços saudáveis

sábado, 21 de fevereiro de 2009

"Portugal e hipertensão arterial: uma relação fatal" (3a parte)

continuação...

"De pequenino se torce...
a hipertensão

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) parece ter encontrado uma fórmula de sucesso para convencer crianças e jovens a mudarem de comportamentos. Para o Dr. Pedro Cunha, da SPH, "o trabalho com as crianças passa por duas vertentes completamente distintas: a mudança de comportamentos e atitudes para que elas tenham uma vida futura mais saudável e, transformar essas crianças e jovens em aliados na transmisão de mensagem que queremos passar para os adultos".

Apesar do sucesso, o médico reconhece as vicissitudes de trabalhar com uma população-alvo tão especial:

"É bastante complicado convencer os jovens a ter um estilo de vida diferente daquele que estão habituados. A aposta tem de começar em idades mais tenras, por isso, temos tido acções de formação em escolas para crianças com idades entre os 5 e os 12 anos. Temos procurado passar a mensagem com a utilização de personagens que lhes são queridas e com as quais se identificam. Adaptamos a mensagem e o meio em relação ao destinatário, neste caso , as crianças, fazendo-as perceber a importância de fazer uma alimentação saudável e de praticar exercício físico."

Além desta opção de conjugar a mensagem e o meio ao seu destinatário, há também um outro método de sensibilizar uma população mais adolescente para esta mensagem.

"Uma forma de chegar aos adolescentes passa por mostrar-lhes exemplos de pessoas que eles conhecem e que sofrem de HTA, o que, realmente, não é difícil já que temos quatro milhões de hipertensos. Muitas crianças e jovens têm contacto, através de uma familiar ou de um conhecido, com as consequências da HTA", alerta Pedro Cunha.

Quando os jovens estão sensibilizados para esta realidade dos perigos da HTA tornam-se aliados valiosos.

"Basta lembrarmo-nos do efeito que a campanha do tabaco tem tido, com casos de pais a queixarem-se de que os filhos escondem os maços de tabaco ou lhes partem os cigarros. O objectivo é termos a mesma reacção e participação com a HTA."

O médico defende que "as crianças podem servir como veículos de informação e têm sido verdadeiros agentes de mudanças, nomeadamente no seio da familiar".

Assim, o especialista assume a convicção de que "estas duas vertentes de acção (motivar as crianças a mudarem os seus comportamentos e fazer delas aliadas na transmissão da informação), podem ser muito interessantes para quem que mudar a face da Saúde Pública nacional".

Caso contrário, as consequências para o nosso País podem ser bem complexas.

"Somos os campeões dos AVC na Europa Ocidental. Para mudar esta realidade temos de ir à sua génese e é aqui que entram as crianças. Vários estudos demonstram a co-relação que existe entre a obesidade infantil e o desenvolvimento de HTA. Atendendo a que os valores de pressão arterial nos jovens têm vindo a aumentar década após década e que os casos de obesidade infantil também têm disparado - num estudo divulgado pela União Europeia, Portugal foi apontado como um dos países com mais casos de crianças obesas dos 7 aos 11 anos - , o número de 4 milhões de hipertensos poderá vir a subir assustadoramente", alerta Pedro Cunha, em jeito de conclusão."

Abraços saudáveis

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Portugal e hipertensão arterial: uma relação fatal" (parte 2)

continuação...

"Estamos a criar uma geração de doentes"

Além das questões de política, Luís Martins aponta o dedo aos comportamentos.

"Um adulto saudável deve ingerir cerca de seis gramas de sal por dia. Os portugueses consomem em média 12. Atendendo a que crianças com quatro ou cinco anos têm uma alimentação idêntica à dos adultos, significa que estão a ingerir as mesmas 12 gramas diárias. Um miúdo dessa idade deveria, no máximo, ter uma a duas gramas diárias de sal na sua comida. Com esta atitude estamos a criar uma geração de doentes. Pela má alimentação, aliada à falta de exercício fisíco, vão ser obesos. Pelo excesso de sal, vão ser hipertensos. Hipertensão e obesidade dá origem a diabetes. E temos a tríade mortal."

O futuro, segundo o médico, a manter-se o status quo, antevê-se negro.

"Além desta realidade, convém não esquecer a questão monetária. Ao vivermos até mais tarde, vamos ter uma percentagem cada vez maior da população em idade não contributiva, bem pelo contrário, que será subvencionada através do sistema de reformas. Se além disso ela for cada vez menos saudável, significa que vamos ter um povo grandemente consumidor de recursos do País. Ou seja, cada vez mais pessoas no lado da despesa, que pela idade, quer pela doença, e teremos, no outro lado, cada vez menos pessoas a contribuirem."

Mas, acima de todos os argumentos, a prevenção é uma questão de comportamento.

"A genética desempenha o seu papel, mas a obesidade, a diabetes e a hipertensão (a tríade mortal) têm todas a mesma origem: os hábitos de vida", conclui.

continua....

Abraços saudáveis

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"Portugal e hipertensão arterial: uma relação fatal"

Podia-se ler no caderno "saúdepública", parte integrante do Expresso do passado dia 31 de Janeiro:

"Os números não mentem e são preocupantes: 40% dos portugueses são hipertensos e mesmo que medicados, a grande maioria não tem a situação controlada. Somos o país desenvolvido onde mais se morre de acidente vascular cerebral (AVC). patologia intimamente ligada à hipertensão arterial (HTA).

"Temos uma situação que tem piorado nos últimos anos. Todas as estatísticas mostram que continuamos com cerca de 40% da população hipertensa e há um desconhecimento grande acerca desta doença", começa por lamentar o Prof. Luís Martins, presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH).

"Depois, a grande maioria dos doentes hipertensos medicados não está controlada. Andamos a gastar dinheiro com fármacos para tratar a HTA sem termos os benefícios que deviamos" , refere.

Como consequência desta realidade, a nossa principal causa de morte é o AVC, patologia que tem uma relação directa com a HTA.

O médico refere que "Portugal é o único país desenvolvido em que acontece a singularidade de se morrer mais de AVC do que doença coronária. Em 2005 morreram três a quatro pessoas por hora de AVC".


Cabe a cada um de nós tomar em linha de conta um conjunto de questões preponderantes para prevenir esta realidade.

"O controlo da pressão arterial, da ingestão de sal, a prática de actividade física, impedir a obesidade e o controlo de diabetes são factores intimamente ligados à doença vascular, à hipertensão e ao AVC", esclarece Luís Martins.


Prevenção versus doença

Um dos aspectos que o presidente da SPH lamenta é o facto de canalizarmos muitos dos nossos recursos para a doença e não para a prevenção.

"(...) Não está em causa tratar os doentes, mas também é preciso canalizar recursos para a prevenção. Só asim é que vamos ter, daqui a 20 ou 30 anos, uma sociedade mais saudáveis," refere, lamentando ainda:


"Não é justo que, enquanto contribuintes para o orçamento geral do Estado, estejamos a suportar as cirurgias da obesidade quando essa patologia é uma questão individual. Cabe a cada um controlar os seus hábitos e não, a posteriori, colocar o ónus em todos nós quando, na grande maioria dos casos, a doença surge por uma questão de manutenção prolongada de maus comportamentos."


Ainda a propósito desta realidade, Luís Martins Lembra que os "países da OCDE, em 2006, gastaram 97% do seu orçamento da Saúde com a doença e 3% com a prevenção".


É uma questão política e o presidente da SPH lança duras criticas a quem está no centro da decisão:


"Enquanto se obtiverem mais dividendos políticos tratando de lista de espera ou as questões do doente A ou B, em vez de se ter uma responsabilidade e noção de Saúde Pública, nada vai mudar. Há uma cultura de decisão espartilhada pelos ciclos eleitorais."

As consequências deste comportamento, segundo Luís Martins, estão à vista:
"Basta ver os esforços que vários titulares da pasta do Ministério da Saúde têm feito ao longo dos últimos anos para reduzir a despesa e a verdade é que esta aumenta sempre. (...)"."

continua....

Abraços saudáveis



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sabia que proibiram a venda do melhor adoçante para a SUA saúde?


É daqueles que mora, por exemplo, em Portugal e gostaria de usar um adoçante saboroso e sem quaisquer efeitos colaterais, segundo a Universidade de Pernambuco e na UNICAMP?

Então fique sabendo, que a venda do STÉVIA, está proibida na União Europeia, como poderá ler clicando aqui.

No mínimo, ficam muitas dúvidas no ar, sobre a isenção, a idoneidade e a transparência, daqueles que são pagos com os nossos impostos, para nos "fazerem bem".

Eu, por acaso, não uso adoçantes, mas se quiser usar aquele que considero a melhor opção, privilegiando critérios, como a minha própria saúde, tenho que comprá-lo no Brasil.

É lamentável e pergunto aos meus leitores, se têm alguma informação adicional, a que o signatário por acaso não tenha tido acesso, que nos elucide a todos, sobre a verdadeira realidade desta proíbição.

Abraços saudáveis

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"(...) com uma simpatia que nos entrou por cada poro da nossa pele!


Quando definimos que a Qualidade de Vida (foco na saúde) é uma das nossas prioridades, temos que saber encontrar e aproveitar, momentos que nos façam bem.

E hoje, acertamos em cheio, ao assistirmos com a nossa filha Carolina, a uma apresentação de golfinhos no Jardim Zoológico de Lisboa.

É simplesmente admirável, ver a harmonia entre as treinadoras e os animais dentro e fora de água (são momentos de uma beleza ímpar!), para além de termos tido a oportunidade de ver um golfinho, literalmente parado, com a cabeça apoiada numa parede, a olhar para nós, com uma "simpatia" que nos entrou por cada poro da nossa pele!

São momentos, onde só nos passam coisas boas pela cabeça e que nos proporcionaram uma enorme energia para passarmos bem o resto do dia (no mínimo!).

Por isso, caros leitores, não percam a oportunidade de levarem os vossos filhos a um espectáculo desta natureza, como parte de um pacote de comportamentos, que vão adoptando ao longo do tempo, para que o vosso Estilo de Vida, seja mais compatível com aquilo que verdadeiramente merecem.

Abraços saudáveis (especialmente hoje que memorizei lindas imagens)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

"(...) Se quiser ver seu corpo amanhã, olhe seus pensamentos hoje"


Li ontem a seguinte frase na contracapa de um livro do Deepak Chopra:

"Se quiser ver seus pensamentos ontem, olhe seu corpo hoje.
Se quiser ver seu corpo amanhã, olhe seus pensamentos hoje."

Caro, leitor, pratique o ensinamento que nos foi transmitido pelo meu pai aos cinco filhos:

"A calma é base de toda a ciência", ...

... e tenha "amanhã", um corpo mais saudável!

Abraços saudáveis

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O homem (...) deve ser encarado como um mutante-deficiente para vitaminas

Como a grande maioria das pessoas ainda não dá a devida importância à qualidade da sua alimentação (assimilação diária e eficiente por parte das nossas células, dos nutrientes essenciais de que necessitamos), publico uma explicação interessante, tirada do site Palavra de Médico (Dr. Rogério M. Alvarenga). Os mais leigos não se preocupem com os termos mais técnicos do primeiro parágrafo, porque a mensagem mais importante está contida nos parágrafos seguintes.

"Como as vitaminas funcionam

O mecanismo de ação das vitaminas, que são ativas em quantidades mínimas, passou a ser melhor compreendido após a descoberta por Theorell e Waburg, de que as vitaminas poderiam ser componentes de coenzimas. Foi a Genética Bioquímica que nos ensinou como uma necessidade vitamínica pode originar-se: em decorrência de mutações faltam determinadas enzimas que participam da síntese de coenzimas.

Por esta falha a cadeia de síntese é interrompida, a coenzima ou respectivo precursor não são mais sintetizados e portanto devem ser introduzidos pela alimentação. Assim o homem, na verdade, deve ser encarado como um mutante-deficiente para vitaminas.

Naturalmente podemos nos perguntar quando, durante a evolução, surgiram estes mutantes-deficientes e por que elas não desapareceram pela seleção natural. A resposta provavelmente é a de que na "alimentação natural" as vitaminas existem em quantidades tão grandes que não há uma necessidade de síntese própria, e portanto não ocorre uma pressão da seleção natural. Apenas no nosso mundo civilizado ocorreu um afastamento da alimentação natural, de modo que estas mutações se tornam prejudiciais.

As vitaminas e os outros elementos secundários atuam em conjunto no corpo para assegurar que todos os processos sejam executados. Quando falta um elemento apenas, o corpo se desequilibra e deixa de funcionar corretamente. Se imaginarmos o organismo como uma máquina regulada, quando uma peça emperra, nada funciona direito."

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mensagem com 3 anos mas ainda tão actual (infelizmente!)

Propositadamente, para relembrar o Dia Mundial contra o Cancro (câncer) de 2009, usei um post de 2006 publicado no Portal da Saúde (Ministério da Saúde), porque considero que está actualíssimo (excepto os números que agora devem ser mais altos), ao sugerir uma das principais medidas que todos devemos tomar quanto a esta questão:

"Celebra-se, a 4 de Fevereiro, o Dia Mundial contra o Cancro em mais de 80 países. "Cancro na Criança" é o tema de 2006.
(...)
O cancro afecta 160 mil crianças a nível mundial, o que equivale a mais de 400 casos por dia, tendo-se tornado a segunda causa da mortalidade infantil. Segundo Fernando Leal da Costa, Coordenador Nacional para as Doenças Oncológicas e especialista em oncologia médica, "no nosso país, em cada ano esperam-se 400 caso de cancro em pessoas dos 0 aos 19 anos. (...)"

Na opinião de Leal da Costa, "o esforço empenhado na educação das crianças e adolescentes, para comportamentos saudáveis e prevenção do cancro, será sempre recompensado no futuro. É nas crianças que temos a maior probabilidade de sucesso na prevenção do tabagismo, na criação de bons hábitos alimentares e outros comportamentos saudáveis. Até porque as crianças podem ser um excelente veículo de conhecimentos e de formação dos pais e mais uma fonte de motivação para que estes se comportem melhor".
(...)"

Pena que, três anos depois desta mensagem, ainda pouco tenha sido feito no que respeita à efectiva mudança de hábitos alimentares e não sedentarismo dos nossos filhos, parte dos quais, entre outros problemas, acabarão por contrair, por causa do seu actual estilo de vida, algum tipo de cancro.

Abraços saudáveis,

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

(...) e os lenços ficarão mais tempo nos bolsos

Assisti hoje, num dos telejornais aqui em Lisboa, que estamos num período de pico, no que respeita ao número de portugueses com gripe. Para diminuir a probabilidade das crianças a contraírem, fizeram-se campanhas nas escolas, onde se ensina os alunos a lavar as mãos, a usar um lenço quando espirram, etc.

Como é óbvio, sou defensor deste tipo de metodologia, mas não posso deixar de compartilhar com os meus leitores, aquilo que pensei de imediato.

A minha filha Carolina, está com 5 anos e tem vivido entre cidades quentes e húmidas e outras muito frias (e também com dias muito húmidos) e até hoje, mal sabe o que é estar contispada ou com gripe.

Em nossa casa, simplesmente não se compram remédios para a gripe, xarope para a tosse (sim, porque os pais também nunca estão constipados nem engripados).

Tenho a certeza que o nosso melhor remédio, é o nosso Estilo de Vida, onde garantimos diariamente que as células do nosso corpo assimilem o mínimo de nutrientes essenciais, mastigamos e salivamos bem, bebemos água suficiente ao longo do dia e procuramos não ser sedentários.

Claro que o carinho e o amor que damos à nossa filha também é um óptimo antídoto contra a gripe, bem como a boa disposição, alguns exercícios de respiração, etc.

Tudo na dose "Q.B.", sem fundamentalismos, ao nosso ritmo e com muita tranquilidade.

Por isso, para além de ensinarem aos vossos filhos a lavarem as mãos e a usarem um lenço quando espirrarem, melhorem alguns hábitos dentro e fora de casa e vão ver que irão menos à farmácia e os lenços ficarão mais tempo nos bolsos.

Abraços saudáveis,

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"(...) sempre fenomenal Dom João!"


Li recentemente o seguinte testemunho de um ex-colega meu:

"Nos meus check-ups anuais, que marcava com toda a assiduidade, estava à espera que o médico detectasse alguma doença que explicasse o que eu sentia. Mas nada. Tudo estava sempre fenomenal Dom João. (...) Se não tinha nada no coração, se a minha cabeça estava óptima se os pulmões estavam a aguentar tão bem o tabaco que tinha voltado a fumar (...), se os intestinos aguentavam os dias em que não conseguia ir à casa de banho, então para quê tentar explicar-lhes que me sentia de forma corrente numa situação de tal ansiedade.
Saía dos exames médicos e sabia que os Lexotans me iriam ajudar. Ao médico sempre lhe disse que tomava esses remédios para o stress e ele achava muito bem, pois isso já faz parte da vida dos executivos. É um complemento do fato e gravata. Assim, havia que nunca esquecer esses velhos amigos. Já lá iam dez anos que viviam comigo e eu com eles. Aqueles amigos cor-de-rosa que sempre me acompanhavam para todo o lado. Andavam sempre no meu bolso ou na minha pasta. Mas porque não me faziam o efeito desejado? Porque só me acalmavam por algumas horas? Vim a saber , quase onze anos mais tarde, que não eram a cura para o meu mal. Ataques de pânico não se curam com esse tipo de medicação."

Como é possível que um médico possa dizer a um paciente como este meu amigo, que "tudo estava sempre fenomenal Dom João"?

Esquecendo agora a questão específica dos ataques de pânico, será que alguém que fuma, com intestinos que aguentam dias sem ir à casa de banho, etc, pode estar "fenomenal"?

E por último, como pode um profissional da saúde (ou será da doença?!), achar "muito bem"que os executivos usem regularmente Lexotans, porque "isso já faz parte da vida" deles, tal como o fato e gravata?

Não são conselhos destes ou omissões que considero graves, que espero do "meu" médico!

Abraços saudáveis