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sábado, 10 de setembro de 2011

David Servan-Schreiber - "antes de dizer adeus"


Depois de já ter lido os dois primeiros, foi com alguma emoção que comprei o último livro David Servan-Schreiber, com o título mencionado em epígrafe.

Devorei o livro em pouco mais de uma hora (leitura muito fácil!) e só posso comentar que todos, mas mesmo todos, deviamos ler as palavras de alguém que lutou, de uma forma muito especial e positiva, contra o cancro (câncer) desde os seus 31 anos.

Sabendo David Servan-Schreiber, que deveria estar a viver os seus últimos meses de vida, é exemplar a mensagem que nos deixa, sobre humildade, gestão da nossa saúde, das nossas expectativas, dos nossos medos, dos nossos afectos, da nossa força para gerir momentos menos simpáticos e da extrema importância do nosso "investimento" em relações saudáveis, na família, com os amigos, colegas,... . 

As páginas finais, só podiam ter sido escritas por um grande homem, com todas as falhas que ele admite ter tido, por exemplo, como marido.

Aplicar aquilo que ele nos ensina neste e nos livros anteriores, fará com que a nossa Qualidade de Vida e a daqueles que, de alguma forma, fazem parte da nossa vida, melhore de uma forma notória.

Compre o livro, leia-o, sugira a sua leitura/ofereça-o, a quem mais goste!
Um eterno admirador de David Servan-Schreiber

Abraços saudáveis








   


segunda-feira, 31 de maio de 2010

" David Servan-Schreiber: "A minha saúde é muito melhor do que antes de ter tido cancro" "

Via uma "amiga Facebook" tomei conhecimento de mais um artigo importante retirado do jornal Público com o médico David Servan-Schreiber.

"Todos somos portadores de células cancerosas, a partir de certa idade. Mas apenas uma pessoa em cada quatro vai morrer de cancro. Qual é o segredo das outras três? As suas defesas naturais, afirma o médico e cientista francês David Servan-Schreiber. E é possível estimularmos essas defesas naturais através do nosso estilo de vida, para prevenir ou lutar contra o cancro.


David Servan-Schreiber tem 49 anos e formou-se em Neuropsiquiatria pela Universidade de Pittsburgh, nos EUA. Aos 31 anos, soube que tinha um tumor maligno no cérebro. Mas ainda cá está e diz-se de óptima saúde. Sorte? Nada disso, explicou em duas conferências – uma para médicos, a outra para o público – durante o 3.º Congresso de Medicina Antienvelhecimento, que teve lugar há uma semana, em Cascais.

A luta de Servan-Schreiber contra a doença mortal com a qual convive há 18 anos levou-o a tentar desemaranhar o novelo dos inúmeros estudos científicos sobre o cancro e a tentar dar-lhe sentido, para perceber o que torna umas pessoas mais resistentes ao cancro do que outras. As suas respostas estão no livro Anticancro – Uma nova maneira de viver, editado em Portugal pela Caderno em 2008 e que se tornou um best-seller mundial.

Servan-Schreiber é um divulgador espectacular e convincente. Mas há ainda muita coisa por demonstrar cientificamente nas suas ideias. Até agora, tudo o que afirma baseia-se em estudos epidemiológicos ou em experiências in vitro e em animais. Mas argumenta que as mudanças de estilo de vida que preconiza não podem fazer mal nenhum – e que, se funcionarem, mais vale começar a aplicá-las já do que esperar.

Antes de escrever o livro receou que a sua abordagem desse falsas esperanças a outros doentes com cancro. Mas percebeu que o que acontece é que eles vivem numa situação de “falso desespero”, porque sentem que não têm qualquer controlo sobre a sua doença e a sua vida, e decidiu transmitir-lhes as suas “mensagens de verdadeira esperança”. Como um verdadeiro guru.

Você teve um cancro. Qual é a sua história?
Eu era um jovem médico universitário, cientista, director de um laboratório de estudo das emoções através de imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética. Tinha 31 anos e era muito ambicioso. Num fim de tarde, o voluntário que devia submeter-se à experiência desse dia faltou e decidi ser eu a entrar no scanner para o substituir. Foi assim que descobri que tinha um cancro do cérebro. Tive muita sorte, porque o tumor foi apanhado muito cedo e fui operado bastante depressa.

Mas o cancro voltou.
Tudo correu bem até à recaída, há dez anos, em 2000. Dessa vez foi mais grave, porque o tumor era maior e mais agressivo. Tive de ser novamente operado e de fazer quimioterapia e radioterapia.

Foram a cirurgia e os outros tratamentos do cancro que lhe salvaram a vida das duas vezes.
Claro. Mas foi nessa altura que pensei que provavelmente isso não seria suficiente: as estatísticas de sobrevivência a este tipo de tumores não são boas. E decidi ver o que eu próprio podia fazer para reforça a capacidade de o meu corpo combater a doença.

No seu livro Anticancro descreve uma série de regras simples de estilo de vida que podem ajudar a combater a proliferação cancerosa. Quais são?
Ter atenção ao que comemos para que, se possível, a comida que ingerimos três vezes ao dia contribua para fazer abrandar a proliferação cancerosa. Como se tomássemos pequenas doses de medicamentos todos os dias. Não têm qualquer efeito tóxico – antes pelo contrário, só trazem benefícios para a saúde.

Também é preciso manter um certo nível de actividade física, pois isso estimula todas as capacidades promotoras da saúde do corpo – e em particular o sistema imunitário e a eliminação pelo organismo das substâncias cancerígenas. Por outro lado, temos de aprender a gerir melhor o nosso stress através de métodos simples de relaxação e de relacionamento com os outros. E, por último, devemos evitar ao máximo os produtos tóxicos cancerígenos.

Ao ler o seu livro, ficamos com a ideia de que ter um cancro para si foi quase uma coisa boa, que melhorou a sua vida.
Sem dúvida. E muitas pessoas que tiveram cancro dizem a mesma coisa – que agradecem ao seu cancro por lhes ter permitido pôr ordem na sua vida. Isso também acontece, aliás, às pessoas que sofreram um enfarte. É uma grande martelada, mas leva muitas pessoas a arrumar as suas vidas. Mas o que mais me espanta é que a minha saúde é muito melhor hoje do que antes de ter tido cancro. O meu estado de saúde é melhor aos 49 anos do que quando tinha 28 ou 29 anos.

Afirma que assistimos actualmente a uma epidemia de cancro, com maior incidência nos jovens do que no passado. Os médicos estão cientes disto, nomeadamente em relação ao cancro da mama. Quais são as causas desta epidemia?
Uma mistura de factores alteraram completamente o nosso estilo de vida a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, em particular nas sociedades da Europa ocidental e da América do Norte. A nossa alimentação foi totalmente transformada, passámos a ter muito menos actividades físicas, as redes sociais e de amizade foram-se degradando – e reduzimos a nossa exposição ao sol (e, portanto, os níveis de vitamina D no organismo). Ao mesmo tempo, começámos a ser expostos a produtos químicos com uma intensidade sem precedentes. Juntos, todos estes factores criam um terreno propício à progressão do cancro no corpo humano. Não diria que provocam forçosamente o cancro, mas criam um terreno propício.

Fala-se muito da predisposição genética para o cancro e fica-se com a ideia de que há pessoas a quem calhou um “mau” número na lotaria genética. Um exemplo disso são os genes BRCA1 e 2, responsáveis pela maioria dos cancros hereditários da mama e do ovário. Mas, na sua opinião, o nosso destino não fica determinado à nascença. Acha mesmo que temos o poder de contrariar essa lotaria?
O que nos dizem estudos recentes é que, se as mulheres que têm mutações nesses genes não fizerem nada de particular, o seu risco de contrair cancro da mama é de 80 por cento. Mas também nos dizem que, quanto maior a quantidade de legumes na alimentação dessas mulheres, mais pequeno o risco.

E isso apesar das mutações: as participantes com mutações nesses genes que comiam as maiores quantidades de vegetais viram o seu risco de cancro da mama reduzido em 73 por cento em relação àquelas que comiam as quantidades mais pequenas. Cerca de 15 por cento dos cancros têm uma componente genética. Mas mesmo quando essa componente existe, os factores ligados ao estilo de vida desempenham um papel importantíssimo, tanto para fazer com que esses genes de cancro se expressem como para impedir a sua expressão.

Na alimentação, o que é que promove o cancro?
Para além do tabaco e do álcool, em primeiro lugar o açúcar e as farinhas brancas. É pena, porque as farinhas brancas são muito apetitosas. Mas no corpo elas transformam-se imediatamente em açúcar. Depois temos os óleos de girassol, soja, milho; a carne e os produtos derivados de animais criados com rações à base de soja e de milho (em vez de pastagens). Do lado dos contaminantes químicos, certos pesticidas, certos produtos químicos presentes nos perfumes e nos cosméticos (parabenos e fitalatos), o tetracloroetileno (o solvente da limpeza a seco) ou o bisfenol A (BPA), que é libertado pelos plásticos duros quando são expostos a alimentos ou líquidos quentes.

É uma agressão permanente...
É. Mas isso não quer dizer que todas as pessoas que tenham bebido uma chávena de chá aquecido no microondas numa caneca de plástico duro vão morrer de cancro, porque existem imensos factores que podem compensar esse efeito. Também fazem parte da equação, do equilíbrio, o facto de ser fisicamente activo, de comer com frequência legumes anticancro, de ter bons níveis de vitamina D no organismo e uma rede social de qualidade. São os desequilíbrios que fazem aumentar as probabilidades de o cancro se desenvolver.

Mas, apesar de todas estas mudanças supostamente perigosas de dieta e outras, a esperança de vida – e de vida com qualidade – aumentou nitidamente nas sociedades ocidentais. Isso não é paradoxal?
A esperança de vida que aumentou foi a das pessoas que nasceram antes de 1950. A esperança de vida das crianças que nascem hoje nos Estados Unidos é inferior à dos seus pais. E é a primeira vez na História da humanidade que isso acontece.

Aquilo a que chama alimentos “anticancro” – biológicos, em particular – continuam a ser mais caros do que os outros. Como comer “anticancro” quando se tem uma família para alimentar?
Não é totalmente verdade que os alimentos biológicos sejam muito mais caros. Tem mesmo havido estudos sobre a questão. Mas, sobretudo, é preciso passar para uma alimentação de tipo mediterrânico, com quantidades muito mais pequenas de produtos de origem animal. Basta cortar na quantidade de carne que comemos para poupar dinheiro. Se substituirmos a carne por lentilhas e feijões, garanto que o orçamento alimentar da família diminui. E não somos obrigados a comer apenas alimentos biológicos. É melhor, mas não é vital. Mais vale comer brócolos, mesmo que tenham resíduos de pesticidas, do que não comer brócolos nenhuns.

A carne não é importante para o crescimento das crianças?
As crianças vegetarianas têm um crescimento tão saudável como o das outras. A alimentação tem de fornecer proteínas, mas uma mistura de feijão e de arroz, por exemplo, fornece a mesma quantidade de proteínas que um bife.

Há uns anos, um grande estudo sobre suplementos de betacaroteno revelou-se não só decepcionante mas sugeriu mesmo que os comprimidos de beta-caroteno faziam aumentar a incidência de certos cancros. Por que é que os especialistas insistem neste tipo de estudos se, como já referiu, um único ingrediente não chega para combater o cancro?
A medicina procura sempre extrair um agente activo. O que eu tento mostrar é que isso não faz sentido. O cancro é um desequilíbrio entre inúmeros factores que o promovem e inúmeros factores susceptíveis de o travar. Se pretendermos utilizar apenas um ingrediente, o mais provável é que não observemos qualquer efeito.

Isso também vale para os ómega-3 [gorduras essenciais, contidas nomeadamente no peixe]? Explica que os ómega 3 são gorduras anticancro cruciais, mas sozinhos também não chegam?
Não, não chegam. É óbvio.

E o que é melhor, tomar um comprimido de ómega 3 ou ir buscar o ómega 3 aos alimentos?
Ir buscá-lo aos alimentos. O peixe, por exemplo, que contém muito ómega 3, também tem outras coisas muito úteis, como o selénio, o iodo, para além de ser uma boa fonte de proteína animal sem muitos dos inconvenientes da carne.

Considera o álcool como um agente de cancro, mas o vinho tinto como uma excepção. Mais vale engolir um comprimido de resveratrol [o ingrediente “anticancro” responsável pelos benefícios do vinho tinto], beber vinho tinto ou comer uvas pretas?
Há menos resveratrol nas uvas do que no vinho tinto, porque a fermentação contribui para extrair o resveratrol das uvas. É difícil dar uma resposta, porque a vantagem dos comprimidos é que não contêm álcool. Mas é um facto que um pouco de vinho tinto (mesmo pouco!) parece contribuir para a eliminação do cancro e favorecer a saúde em geral. E não devemos esquecer que o vinho tinto é também benéfico para a saúde cardiovascular. Mas mal ultrapassamos certas doses, verifica-se o efeito contrário: o vinho torna-se promotor do cancro.

Diz que as margarinas que fazem baixar o colesterol contribuíram para fazer aumentar não apenas a incidência do cancro, mas também a das doenças cardiovasculares. Não é o que costumamos ouvir.
Acontece que podemos fazer diminuir o colesterol e ao mesmo tempo aumentar os riscos de doenças cardiovasculares – e é o que este tipo de margarina faz [contém ómega 6, uma outra gordura essencial que, em níveis excessivos, tem sido apontada como promotora de doenças cardiovasculares e de cancro].

A questão do colesterol é muito complexa, mas o nível de colesterol é de facto menos importante do que o equilíbrio ómega 3/ómega 6, porque não temos medicamentos para mudar este equilíbrio – que depende, portanto, unicamente da nossa dieta –, mas temos medicamentos para diminuir o colesterol. Fala-se muito do colesterol e não o suficiente do equilíbrio ómega 3/ómega 6.

Se não devemos pôr nem manteiga nem margarina na nossa torrada do pequeno-almoço, o que é que nos resta?
Azeite. É delicioso. Mas comer pão também não é uma grande ideia.

Mesmo pão integral?
O pão integral também não é a melhor escolha, tem de ser multicereais. E, mesmo assim, é muito mais aconselhável comer muesli (ou uma mistura de cereais e frutas) com um iogurte biológico ou de soja. Isso é que contém muitas coisas que vão estimular a saúde do nosso corpo, não o pão.

Só deveríamos comer produtos frescos?
O que é preciso evitar são os chamados ácidos gordos trans – que são gorduras que não ficam rançosas e, por isso, são muito utilizadas na indústria alimentar. Mas isso, toda a gente o diz. E se consumirmos conservas, é melhor escolher as que vêm em boiões de vidro. Também podemos comer alimentos congelados.

Diz que os médicos continuam a transmitir aos seus doentes com cancro uma mensagem de “falso desespero”, ao dizerem que, em termos de estilo de vida, não há muito a fazer. Chegam a dizer que, para tal ou tal cancro, o doente pode continuar a fumar, porque isso não faz grande diferença. É possível mudar essa atitude “derrotista”?
É o que tento fazer. Nas minhas conferências, falo de um estudo que mostra uma redução de 68 por cento do risco de cancro da mama em mulheres que aprenderam a mudar o seu estilo de vida. Mas, mesmo quando há um ensaio como este, ninguém ouviu falar dele. Porquê? Porque ninguém convida os médicos a passar dois dias em Cascais, com todas as suas despesas pagas, para se inteirarem dos benefícios das frutas e dos legumes, do jogging ou das técnicas de relaxação. Há muito pouco dinheiro para fazer estudos quando não há nada que possa resultar numa patente.

Mas é preciso ter em conta que cada um destes elementos, isoladamente, pesa muito pouco na balança. Comer apenas brócolos não trava o cancro. Fazer jogging e mais nada não trava o cancro. É quando começamos a juntar todas estas coisas que obtemos resultados.

Existe uma pressão sobre os médicos por parte dos laboratórios farmacêuticos para não falarem de alterações do estilo de vida?
Não é preciso. Os laboratórios farmacêuticos não têm sequer de mexer um dedo, porque as barreiras que impedem que isto penetre a prática médica são muito efi cazes. Os médicos não recebem mais dinheiro por darem conselhos nutricionais aos seus doentes, antes pelo contrário, uma vez que acabam por passar mais tempo com cada doente.

Considera-se livre do seu cancro hoje?
Não.

E não pensa que, no fundo, teve sobretudo sorte – pelo facto de o seu tumor ter sido operável e de a quimioterapia e a radioterapia terem resultado?
Eu não sou uma experiência científica. O que digo no meu livro não se baseia no sucesso ou no fracasso do meu caso pessoal – e ainda bem. Não possuo nenhum método garantido a 100 por cento, não sei o que me irá acontecer daqui a três meses ou três anos. Mas isso não altera a validade do que digo. Tento pôr todas as chances do meu lado, mas em relação ao resto não tenho qualquer controlo. Claro que poderíamos dizer que tive sorte: quando olhamos para as estatísticas, há menos de dois por cento das pessoas com a mesma doença que eu e que estão hoje no mesmo ponto que eu.

O que faz actualmente?
Lancei um programa de investigação com o Centro de Estudo do Cancro MD Anderson de Houston [Universidade do Texas], para testar a minha abordagem através de medições biológicas. Queremos ver como é que as mudanças de estilo de vida modificam a natureza do terreno do corpo, fazendo com que as células cancerosas tenham menos hipóteses de proliferar. E estou a trabalhar num livro de receitas de cozinha, com indicações muito precisas em termos de alimentação. É que convém que o resultado seja saboroso.

Dicas
Alguns ingredientes do estilo de vida "anticancro", a consumir em simultâneo

  • Eliminar açúcar e farinhas brancas, promotoras de cancros. Num século, o consumo per capita de açúcares refinados passou de uns quilos por ano para 80 nos EUA, a maior parte dissimulada nos alimentos (uma lata de refrigerante açucarado contém 12 pacotes de açúcar). Substituir por farinhas integrais, arroz integral ou basmati, massa semi-integral, pão multicereais, lentilhas, feijão, chocolate preto, frutos vermelhos.


  • Restabelecer o equilíbrio ómega 3/ómega 6, gorduras essenciais que o organismo só pode ir buscar aos alimentos. No Ocidente, os óleos alimentares industriais e a mudança de alimentação do gado levaram a um excesso de ómega 6, promotor da proliferação celular e da inflamação (que o ómega 3 inibe). Alimentos que promovem o equilíbrio: carne, ovos e lacticínios "bio", leite e iogurtes de soja, azeite. Alimentos ricos em ómega 3: óleo de linhaça, sardinhas e atum (em azeite quando são de lata), salmão, etc.


  • Consumir muita fruta e legumes evitando os pesticidas. Servan-Schreiber prefere fruta e legumes "bio" no caso dos frutos vermelhos, uvas, pepinos, aipo, espinafres, feijão-verde, courgettes, etc. (se não forem "bio", podem ser lavados ou descascados para diminuir os resíduos). Brócolos, couves, tomates, cebolas, beringelas, ervilhas, abacates, mangas, ameixas, etc. estão menos contaminados. Certos frutos e legumes poderão ter uma acção anticancro específica (e variável conforme o cancro). O chá verde e o vinho tinto (um copo por dia) também. Convém ainda banir certos produtos cosméticos, arejar as peças de roupa após limpeza a seco, não aquecer os alimentos em recipientes de plástico duro e não beber água da torneira nas zonas de agricultura intensiva.


  • Saber pedir ajuda e gerir o stress. As redes de amizade deterioraram-se, pelo menos nos EUA, porque a mobilidade das pessoas aumentou. Os doentes com cancro que têm amigos chegados e maior apoio psicológico parecem, segundo alguns estudos, resistir melhor à doença. E diversas técnicas de relaxação permitem gerir o stress. O stress em si, explica o médico, não é responsável pela diminuição das defesas imunitárias; é-o indirectamente pela maneira como lidamos com ele. O mais prejudicial é o sentimento de impotência, de perda de controlo sobre a sua própria vida.


  • Manter bons níveis de vitamina D e evitar a sedentariedade. As pessoas trabalham muito menos no exterior, o que fez diminuir a actividade física e, nas regiões com pouco sol, dos níveis de vitamina D - vitamina que, explica Servan-Schreiber, tem uma acção anticancro. Muitos especialistas já aconselham andar a pé 30 minutos por dia, seis dias por semana. E, para compensar o défice em vitamina D, pode-se apanhar mais sol, tomar suplementos vitamínicos ou mesmo... engolir de vez em quando uma colher de óleo de fígado de bacalhau."

  • Boas decisões e...

    Abraços saudáveis

    sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

    "Encarar a doença com otimismo"


    Ontem dia 4, comemorou-se o dia mundial contra o cancro e do que tenho "absorvido" sobre este tema, deixo aqui umas notas soltas sobre aquilo que considero importante cada um de nós ter consciência:

    - é verdade que existe uma determinada % de pessoas (20% ???) que contrai esta doença por razões genéticas, mas a grande maioria de nós (80% ???) tem o "poder" de eliminar/reduzir essa probabilidade, ou seja cada um pode fazer a sua parte para ter uma vida mais saudável

    - exercício físico (não sedentarismo), alimentação (mais) saudável, gestão natural do bom humor (anti stress), são alguns dos meios de prevenção mais eficazes para esta doença (e tantas outras)

    - empresas, escolas, orgãos publicos, etc, são meios que podem de uma forma ímpar, contribuir para a divulgação e promoção da mudança de Estilos de Vida que reforcem o sistema imunitário de milhões de pessoas. Para além da questão da saúde em si, teriamos a poupança de milhões de euros ao longo dos anos.

    - notícias "boas" para quem já tem ou venha a ter algum tipo de cancro:

    a) o optmismo com que se encare esta realidade, com certeza terá um impacto importante na evolução da doença em si

    b) mesmo nesta altura a adopção (mesmo que tardia) de um Estilo de Vida mais saudável continua a ser uma ferramenta fundamental para vencer essa luta (acompanhada da respectiva equipa médica)

    c) em muitos locais, com certeza será acompanhado por uma equipa multidisciplinar que colocando o respectivo paciente no centro e no mesmo patamar que ela própria (equipa médica), dará uma confiança e maior "tranquilidade" ao paciente em si. Em outras palavras, tudo é hoje muito mais humanizado.

    d) as probabilidades de cura para um grande tipo de cancros são cada vez mais elevadas e tanto mais elevadas quanto mais cedo descobrirmos que os temos (fundamental rastreio e exames de rotina em tempo útil !)

    e) uma palavra de apreço (muito) especial para as equipas de voluntários(as) que são de um valor inestimável durante toda esta fase menos boa. Em muitos casos, os pacientes acabam por se tornar "melhores" pessoas e desfrutam a "2a parte" das suas vidas com muito mais prazer e intensidade

    f) o cancro do colo do útero já pode ser curado (não sei se sempre?!)?deixando a mulher com com capacidade para engravidar (apesar de ainda existirem muitos médicos que desconhecem os novos tratamentos já disponíveis em Portugal desde 1998). Futuras mães, ouçam várias opiniões se ouvirem algo diferente do que aqui escrevi

    g) frequentemente, o peito de uma mulher pós tratamento do cancro de mama, fica mais bonito, segundo a opinião dos médicos, das próprias pacientes e parceiros, o que aumenta muito a manutenção de uma elevada auto estima de quem passa por isto

    h) existem esquemas de protecção financeira pessoal (familiar) que de uma forma bastante acessível, permitem nestes momentos, focarmos a nossa atenção na saúde sem termos que nos preocuparmos com o pagamento das contas.

    Em jeito de resumo, os números de casos de cancro, a sua taxa de crescimento e o facto de cada vez mais atingirem pessoas mais novas são sinais claros que cada um de nós tem que fazer algo diferente para melhor, no que toca aos hábitos do seu dia a dia (o tal Estilo de Vida).

    Mas dentro daqueles, cujo destino acabe por pertencer a esta estatística, tenham esperança (ou melhor ainda a certeza) que tudo vai acabar bem e vivam cada momento como parte de um aprendizado, com o apoio de todos os atrás mencionados e respectivas famílias e, com certeza, conseguirão no final do "processo" sentir que cresceram como seres humanos!

    Parte do que escrevi hoje, foi inspirado no programa Sociedade Civil (mais uma vez a Fernanda Freitas a entrar-nos pelas nossas casas com temas interessantíssimos e trabalhados de uma forma positiva e didáctica!) intitulado "Encarar a doença com otimismo".

    Relembro que já tenho escrito neste Blog, artigos sobre o exemplo digno de registro do médico francês David Servan-Schreiber (basta colocarem o nome dele no campo de pesquisa do meu Blog).

    Abraços saudáveis (mais do que nunca!)

    segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

    "Microbes are nothing - it's the terrain that counts!"

    Os meus leitores mais assíduos, sabem como prezo as palavras do médico David Servan-Schreiber, tendo em conta as profundas mudanças que ele protagonizou na sua própria vida, após ter tido conhecimento do tumor que tinha no cérebro.

    Vejam o artigo dele recentemente publicado a propósito da Gripe A:

    "The H1N1 flu has now flared into an epidemic in many countries: almost 6000 deaths have been attributed to the virus around the world. This situation is worrying to many of us, and it's good to recall that several studies demonstrate the benefit of life-style changes, to permit the body to reinforce its 'terrain' and protect us from viral infections.

    On his deathbed, Louis Pasteur, the man who discovered viruses and bacteria and who invented the first vaccine, is reported to have said, "Microbes are nothing - it's the terrain that counts!" What did he mean? Our "terrain" - our immune defenses, or antioxydant and anti-inflammatory capacity - is usually much stronger than viruses or bacteria. Currently we're being bombarded with information about swine flu: it's a good time to remember that essential message.

    During the 1918 epidemic of so-called "Spanish Flu", some people resisted the virus much better than others. In his upcoming book on the subject (1), a French author, Thierry Souccar, recounts experiments that were made at the time (and which would be unthinkable today). Dr. Milton Rosneau, in Boston, reportedly infected more than 100 young US Navy recruits with secretions of patients who had fallen ill with the flu -- these secretions were directly injected into the nostrils, throats and eyes of the recruits. After ten days, none of them had developed flu! Their healthy "terrain" had vanquished the virus. Today, several studies demonstrate the importance of a number of factors that contribute to reinforcing the terrain against viral infections.

    Sleep: Sleeping for eight hours or more every night decreases the risk of developing a cold following exposure to a virus to one-third of the risk encountered by persons who sleep seven hours or less (2). So if you can, sleep more - you'll benefit from it as if it were an antiviral medication.

    Physical activity: moderate physical activity (for example, thirty minutes of walking, five days a week) stimulates the immune system and considerably increases resistance to infections (3).

    Daily diet:

    • Reduce sugary foods and those based on white flour, as well as all fats. Prefer olive oil and canola oil.
    • Increase - by a factor of seven -- your daily rations of fruits and vegetables. "Anticancer" foods are also antivirals, for the same reasons (the presence of flavonoides and de polyphenols). Eat garlic, onions, and shallots - and remind yourself that during the First World War, smart soldiers ate two or three cloves or raw garlic every day to protect themselves from influenza.
    • Eat broccoli, cabbages and mushrooms (pleurotus, reishi, maitake, shitake, enokitake, crimini and portobello), which are employed as immune stimulants in Japanese hospitals.
    • Drink green tea -- three to six cups a day, if possible distant from meals, so as not to reduce absorption of iron. EGCG, the catechin of green tea, is very active against cancer and is also a powerful antiviral. An American study (4) has demonstrated that it reduced by one-third the risk of developing flu.
    • Add herbs and Mediterranean spices (oregano, thyme, turmeric) to your diet, in at least one meal every day, because of their antiviral and anti-inflammatory effect.



    It's encouraging to note that the elements that reinforce our terrain are indiscriminately effective against all the diseases we seek to keep at bay, from influenza to cancer. Pasteur was indeed a genius, and his intuition was right -- it's the terrain that counts."

    1. "Protection and Cure of Influenza (Prévenir et guérir la grippe) by Thierry Souccar (Thierry Souccar Éditions, 2009).
    2. "Sleep habits and susceptibility to the common cold” by Sheldon Cohen et al., in Archives of Internal Medicine, 2009.
    3. "Current perspective on exercise immunology" de David C. Nieman, in Current Sports Medicine Reports, 2003.
    4. "Specific formulation of camellia sinensis prevents cold and flu symptoms and enhances gamma, delta T cell function" by Cheryl A. Rowe et al., in Journal of the American College of Nutrition, 2007.

    Este é o caminho que todos nós deveríamos de alguma forma procurar seguir, quer pelo nosso próprio Bem Estar, quer pelo exemplo que daríamos aos nossos filhos.

    Abraços saudáveis

    quarta-feira, 24 de junho de 2009

    A importância de respirarmos BEM!


    Já tenho escrito algo sobre este tema, mas gostei da forma didática como está escrito o artigo na revista máxima de julho de 2009, intitulado "Respirar para a vitalidade", escrito pela Cristina Azedo. Leia alguns trechos abaixo;

    "(...)
    Quantas vezes lhe disseram que, para se acalmar, o melhor é respirar fundo?
    E, de todas em que seguiu este conselho conseguiu ou não aliviar o ânimo e controlar a energia? Se é certo que sim, porque não o faz no quotidiano?
    A resposta é simples: porque raramente se lembra que está a respirar.
    (...)
    Respirar lenta e profundamente é um dos melhores caminhos para atingir a serenidade, bem como aumentar a vitalidade do organismo.

    Fim dos resíduos tóxicos

    O primeiro passo para a conquista de uma respiração de qualidade é lembrar-se que pode controlá-la. (...) Chega de respirar levemente como quem tem medo de encher os pulmões. Ao fazê-lo usa apenas uma parte destes orgãos, levando a que resíduos tóxicos acumulados não sejam completamente expelidos. Resultado? Sintomas como fadiga, ansiedade, mão e pés frios, irritabilidade, falta de concentração, memória fraca ou dependência de estimulantes, como o café ou o açúcar, começam a fazer parte do quotidiano, sendo consequências típicas da privação diária de oxigénio.
    Uma respiração em profundidade estimula e massaja os orgãos internos, tonifica o diagrama e os músculos abdominais.(...) O que significa maior bem-estar geral. E poderá até aliviar problemas com dores de cabeça, asma ou sinutise.

    Encher a barriga

    Para respirar bem, não chega a parte superior da caixa torácica. Há que recorrer ao diafragma e aos abdominais. Ou seja, utilizar a barriga para receber o oxigénio. (...) O que quer dizer que a solução é treinar o nosso corpo para, de forma controlada, recuperar essa respiração natural.
    (...)


    PROTEGER O CORAÇÃO

    O neuropsiquiatra e investigador David Servan-Schreiber há muito que aconselha exercícios respiratórios como forma de prevenir os distúrbios cardíacos (...)."

    Abraços saudáveis

    domingo, 31 de maio de 2009

    "As descobertas do médico que criou uma fórmula de vida contra o câncer"


    Ontem publiquei um pequeno vídeo, que demonstra como é perfeitamente possível deixarmos de ser sedentários, mesmo quando vivemos nas grandes cidades.

    Na próxima terça e quarta feira irei divulgar outros dois vídeos sobre "Pães que carregam saúde" e o "O sucesso do trabalho de um criador de ovelhas". No entanto reservei para hoje, um vídeo (clique aqui para vê-lo na íntegra - menos de 4 minutos!) muito especial sobre aquilo que o Dr. David Servan-Schreiber, neuro psiquiatra (já escrevi várias vezes sobre ele!), que aos 31 anos de idade lutou contra um cancro (câncer) e depois ainda teve uma recaída e hoje em dia "Parece um menino se deliciando com a vida (...).", considera ser "uma fórmula de vida contra o câncer".

    Alguns trechos do vídeo (mas vale a pena ver o vídeo com os seus próprios olhos!)

    "Por que os números de cancêr cresceram tanto depois do fim da 2a guerra?"

    "Como viviamos, como comiamos antes do cancêr se tornar uma epidemia entre nós"

    "O primeiro passo para armar o nosso organismo contra a doença é seguir uma alimentação saudável"

    "Há uma lista de alimentos bons para cada tipo de cancêr mas entre os mais poderosos estão o alho, a cebola, o alho-poró, a couve-de-bruxelas, couve-flor e o brócolis [também uma excelente fonte de cálcio]

    "Usar curcuma, um anti-inflamatório natural poderosíssimo que para fazer efeito deve ser misturado com pimenta. Uma receita simples é fazer um molho com azeite de oliva com pimenta preta e usar para temperar as saladas"

    "O que ele recomenda é que cada um fortaleça o seu corpo para estimular a sua capacidade de resistir à doença"

    Abraços saudáveis,

    domingo, 12 de abril de 2009

    Medicina Integrada - uma solução realista para melhorar a nossa Saúde!


    Neste domingo de Páscoa, deixo-vos com as sábias palavras do médico David Servan-Schreiber , MD, PhD, retiradas da excelente "A Enciclopédia da Nova Medicina- MEDICINA INTEGRADA PARA TODAS AS IDADES - The Center for Integrative Medicine at Duke University" que recebi de presente no final de 2008:

    «No século XXI, a ciência moderna mostrou que a nossa saúde depende muito daquilo que podemos fazer pelo nosso corpo e não unicamente dos medicamentos que os médicos receitam. Cada um de nós precisa de saber como restabelecer de forma natural o equilíbrio no nosso corpo e também como utilizar o melhor que a medicina convencional tem para oferecer.

    ... “A Nova Enciclopédia de Medicina” baseia-se na longa experiência de alguns dos mais importantes médicos e praticantes de medicinas complementares/ alternativas que têm ajudado a avançar a medicina que integra o melhor dos tratamentos convencionais e naturais.»

    Mais uma vez, a "união faz a força" e só com seriedade e humildade de todos os envolvidos nesta área, se conseguirá tornar realidade,uma medicina integrada com resultados concretos no nível de Saúde (Qualidade de Vida) de todos nós.

    Abraços saudáveis,

    domingo, 30 de novembro de 2008

    Humildade (dos médicos) + diálogo = SOLUÇÕES

    Hoje escrevi o seguinte (retirei nomes e alguns trechos para não expor publicamente qualquer das pessoas envolvidas) a propósito de pacientes e ou familiares poderem, de forma por vezes não científica, discordar explicitamente das práticas de alguns médicos:

    "Começo pelo final, dizendo que admiro demais o exercício da atividade médica, graças à qual, milhões de pessoas ainda estão vivas ou pelo menos melhores do que estavam antes de serem acompanhadas/tratadas pelos respectivos médicos.

    Em seguida gostaria de lhe colocar algumas questões:

    - A saúde da população está num nível satisfatório para si?

    - Com base no conhecimento acumulado da medicina convencional e tradicional, acredita que todos os médicos, aplicam sempre a melhor solução para o respectivo paciente?

    - Acredita que a indústria farmacêutica, química, e alimentícia, nunca colocam à venda e ou incentivam remédios/alimentos (processados ou não)/produtos de higiene/etc, que saibam de antemão que possam de alguma forma nos fazer mal ou pelo menos que, nos casos dos remédios, outras alternativas mais baratas ou envolvendo meras mudanças de estilo de vida, poderiam ter uma (muito) melhor relação custo/benefício?

    - Acredita que um ou mais médicos, nunca prescreveram um remédio ou um tratamento especifico, com base nos interesses de um laboratório farmacêutico?

    - Acredita que o FDA e outras entidades reguladoras/fiscalizadoras do setor, são totalmente independentes e que os seus membros durante ou após neles exercerem as respectivas funções, nunca terão qualquer espécie de beneficio pecuniário ou não?

    - Acredita que os médicos desconhecem a qualidade da carne de vaca, porco, frango e ovos que andamos comendo ou se a conhecem, acham que, como classe formadora de opinião, não vale a pena desmascarar as prática usadas para a sua criação em confinamento, porque o output final é suficientemente saudável?

    - Acredita que os pacientes, de uma forma geral, têm conhecimento e ou temperamento suficientes para opinar/discordar/trocar idéias, com o respectivo médico em consultas que muitas vezes demoram pouco minutos?

    - Acredita que não existe uma informação válida com base científica, fora da “Pubmed”? E todos os livros publicados por jornalistas especializados nesta área (por exemplo), não são suficientemente idôneos?

    - Faz sentido médicos, como por exemplo o Dr. David Servan-Schreiber, se perguntarem porque é que os médicos (seus colegas, professores nas Universidade, etc), nunca lhes tinham falado sobre os excelentes resultados de algumas práticas chamadas de “alternativas” para curar casos de cancro (como o que ele teve e curou de forma “diferente”)?

    - Acredita que com o conhecimento de hoje, podemos afirmar sem qualquer sombra de dúvida que os remédios que são lançados no mercado, tem EFETIVA comprovação científica?

    - E na seqüência da pergunta anterior, esta comprovação científica do remédio “A” envolve um cenário com todas as variáveis interligadas, como por exemplo, tendo em conta o impacto das substâncias do remédio em causa com a mistura com o chumbo, o flúor, etc que infelizmente, os nossos corpos armazenam hoje em dia?

    - Acredita que o melhor caminho para conseguirmos SOLUÇÕES é censurar opiniões de pacientes (ou familiares), mesmo que por vezes equivocadas ou ditas com uma forte base emocional ou incentivar a população a falar aquilo que lhe vai na alma, mesmo com alguns disparates no meio?

    Concorda que se responder NÃO a pelo menos uma das minhas questões, significa que urge dialogarmos mais uns com os outros (médicos e pacientes), com humildade, para encontramos SOLUÇÕES?

    (...)

    Vamos unir esforços para conseguirmos melhorar a saúde de todos"

    Abraços saudáveis

    domingo, 19 de outubro de 2008

    Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 4

    Hoje retomo o tema da coerência cardíaca com uma sugestão prática de como começar a incorporá-la no seu dia a dia:

    "A prática da coerência cardíaca traz para si muito da sabedoria milenar, das técnicas tradicionais usadas em ioga: atenção, meditação e relaxamento. O primeiro estágio consiste em voltar sua atenção para o interior. Antes de tudo, você deve pôr de lado suas preocupações, por alguns minutos. Você tem de estar disposto a se manter à margem dessas preocupações para poder dar ao seu coração e ao seu cérebro um tempo para que possam recuperar o equilíbrio e a intimidade.
    A melhor maneira de fazer isso é começar inspirando, profundamente, duas vezes. Isso irá estimular imediatamente o sistema parassimpático e começar a aplicar, de leve, o "breque" fisiológico. Para maximizar o efeito , sua atenção deve permanecer focalizada na respiração até que tenha terminado de exalar, e, então, você deve ficar sem respirar alguns segundos antes de inspirar novamente. A questão é deixar sua mente se mover com a expiração até que ela se torne leve e suave dentro do peito. (...)
    Enquanto continua respirando lenta e profundamente (mas sem esforço), visualize - e realmente sinta - cada inspiração e cada expiração (...). Imagine que cada tomada de oxigênio nutre seu corpo e cada expiração o livra de resíduos de que ele não mais precisa. Imagine o movimento lento e dócil da inspiração e da expiração, que banham o corpo com esse ar purificador e calmante. Imagine que elas estão ajudando seu corpo a usufruir da dávida da atenção e da pausa que ele está recebendo de você."

    O médico David Servan-Schreiber, diz-nos que seria ótimo, fazermos estes exercícios, durante 5 minutos quando acordássemos, na hora do almoço e antes de nos deitarmos.

    Respeite o seu corpo e a sua saúde, reservando uns minutos do dia para si!

    Abraços saudáveis

    domingo, 12 de outubro de 2008

    Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 3

    "(...) emoções negativas, tais como a raiva, ansiedade, tristeza e até preocupações comuns, reduzem muito a variabilidade cardíaca e semeiam o caos em nossa fisiologia. Por outro lado, emoções positivas, como alegria, gratidão e sobretudo amor, parecem promover a maior coerência. Em poucos segundos, essas emoções induzem uma onda de coerência imediatamente visível no registro da freqüência cardíaca. (...) os períodos caóticos em nossa fisiologia diária produzem uma verdadeira perda de energia vital. Em um estudo envolvendo milhares de executivos, mais de 70% se descreveram como "cansados", seja "a maior parte do tempo" ou o "tempo todo". E 50% deles disseram que estavam "exaustos". (...) As agressões diárias ao equilíbrio emocional, quando sustentadas a longo prazo, sugam a energia, e os levam a sonhar com um emprego diferente ou, em suas vidas privadas, com outra família, com outra vida.(...)
    A coerência da variabilidade pode economizar energia (...) seis meses após uma sessão de treinamento em coerência cardíaca, 80% dos executivos (...) não se declaravam mais exaustos (...). Reduzir a inútil perda de energia talvez seja tudo que é necessário para restaurar a vitalidade natural (...)
    Em experiências de laboratório, a coerência permite que o cérebro trabalhe com mais rapidez e acuidade.
    (...) em um estado de coerência temos melhor domínio do mundo exterior. (...)
    Em vez de tentar produzir continuamente circunstâncias externas ideais, temos de começar a controlar o que está dentro - nossa fisiologia. Ao reduzir o caos fisiológico, e ao maximizar a coerência, automaticamente passamos a nos sentir melhor. Melhoramos nossos relacionamentos com os outros, nossa concentração, nossa performance e nosso lucro. Pouco a pouco, as circunstâncias ideais que buscamos o tempo todo começam a surgir por si sós, mas esse fenômeno é como um subproduto, um benefício secundário da coerência. Uma vez que tenhamos dominado nosso próprio ser interior, o que acontece no mundo exterior tem menos poder sobre nós. E passamos a ter, inclusive, maior controle sobre o mundo."

    Caros leitores, alguns de vocês se revê atualmente no exemplo acima apresentado?

    No próximo artigo sobre este tema (acredito que na segunda feira), abordaremos a questão dos exercícios simples que podem melhorar e muito, a vossa Qualidade de Vida (saúde, segurança, etc)

    Abraços saudáveis,



    sábado, 11 de outubro de 2008

    Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 2

    "Entre o nascimento, quando é maior, e o momento que antecede a morte, quando é mais fraca, a variabilidade de nosso ritmo cardíaco decresce 3% ao ano. Isso significa que a nossa fisiologia perde a sua flexibilidade pouco a pouco e acha cada vez mais difícil se adaptar às variações em nosso ambiente físico e emocional. Essa perda de variabilidade é um sinal de envelhecimento. Quando a variabilidade declina, isso se deve em parte, ao fato de não estarmos mantendo nosso breque fisiológico, o "tônus" saudável de nosso sistema parassimpático. Como um músculo que não é usado, esse sistema atrofia progressivamente com o passar dos anos. Enquanto isso, nós jamais paramos de usar nosso acelerador - o sistema simpático. Assim, após décadas operando desse modo, nossa fisiologia se assemelha a um carro que consegue, de repente ganhar velocidade ou descer na banguela, mas que se tornou virtualmente incapaz de se ajustar a curvas na estrada. O declínio na variabilidade do ritmo cardíaco se correlaciona com todo um conjunto de problemas associados ao stress e ao envelhecimento: pressão alta, insuficiência cardíaca, complicações derivadas da diabetes, infarto do miocárdio, arritmias, morte súbita e até câncer.(...)
    Quando a variabilidade cessa, quando o coração não mais responde às nossas emoções e, especialmente, quando ele não pode mais "desacelerar" adequadamente, a morte está próxima.

    Um dia na vida de Charles(quarenta anos, gerente de uma importante loja de departamentos e que há meses vem sofrendo de palpitações e que concordou em gravar a variabilidade do seu ritmo cardíaco durante 24 horas):

    11horas da manhã - calmo, concentrado e eficiente, estava escolhendo fotos para um catálogo. Seu ritmo cardíaco demonstrava uma coerência cardíaca saudável. Então ao meio dia, seu ritmo cardíaco virou um caos, além de ter aumentado cerca de doze batidas por minuto. Naquele exato momento, ele estava se dirigindo ao escritório do presidente. Um minuto depois, seu coração batia ainda mais rápido e era o caos total. Esse estado prevaleceu durante duas horas: tinham acabado de lhe dizer que a estratégia de desenvolvimento que passara algumas semanas preparando era "inútil".
    Na sua sala, o caos cessou e deu lugar a uma relativa coerência. Naquele momento, Charles estava ocupado revisando um projeto no qual acreditava muito. Em um engarrafamento a caminho de casa, sua irritação acarretou outro episódio de caos. Em casa, ele abraçou a esposa e filhos, e isso foi seguido de uma fase de dez minutos de coerência. Porque somente dez minutos? Porque depois disso Charles ligou a televisão para assistir ao noticiário."

    Caros leitores, vão comparando a história do Charles com o vosso dia a dia para podermos chegar a algumas conclusões!

    continua...

    Abraços saudáveis

    quinta-feira, 9 de outubro de 2008

    Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 1


    Depois do meu comentário de ontem, volto então a escrever um pouco sobre "coerência cardíaca", socorrendo-me do médico David Servan-Schreiber no seu livro CURAR.

    "(...) o stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo. Também descobriram que um episódio de depressão seis meses antes de um infarto do miocárdio é um indicador mais acurado de risco de morte do que a maioria de outros exames cardiológicos.
    Quando o cérebro emocional não está funcionando bem, o coração sofre e se desgasta. Mas a mais espantosa descoberta de todas é que essa relação funciona em mão dupla. O funcionamento correto do nosso coração acaba por influenciar nosso cérebro também.(...)
    Um método simples e eficaz disponível para todos nós parece criar as condições essenciais para que haja harmonia entre o coração e o cérebro. (...) Para compreender como ele funciona, primeiro precisamos examinar, como o sistema cérebro-coração funciona. (...)
    O sistema nervoso autônomo é constituido de dois ramos, começando no cérebro emocional e se espalhando pelo corpo. O ramo "simpático" libera adrenalina e noradrenalina regulando as reações de "luta ou fuga". Sua atividade acelera o coração. O outro ramo, chamado parassimpático, libera um neuro transmissor diferente, que promove estados de relaxamento e calma. Ele faz o coração bater mais devagar.
    Nos mamíferos, esses dois sistemas - o acelerador e o breque - estão constantemente em equilíbrio.(...)
    Para negociar as guinadas imprevisíveis da existência,precisamos tanto do breque como de um acelerador. Eles precisam estar funcionando muito bem, e têm de ser igualmente fortes para se contrabalançar caso a necessidade ocorra.
    De acordo com o pesquisador norte americano Stephen Porges, PhD., da Universidade de Maryland, o equilíbrio delicado entre os dois ramos do sistema nervoso autônomo possibilitou aos mamíferos desenvolver relações sociais cada vez mais complexas no curso da evolução. As mais complexas entre elas parecem ser os relacionamentos amorosos, sobretudo a fase particularmente delicada do namoro. Quando um homem ou uma mulher, por quem estamos interessados, olha para nós e o nosso coração começa a bater loucamente, ou ruborizamos, é porque nosso sistema simpático pisou no acelerador, talvez demais. Se inspirarmos profundamente para recuperar nosso equilíbrio e continuar a conversa, acabamos de pisar ligeiramente no breque parassimpático. Sem estes ajustes constantes, o namoro seria caótico. Esse é o caso com adolescentes que têm dificuldade em dominar o equilíbrio de seu sistema nervoso central."

    continua....

    Abraços saudáveis,