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domingo, 11 de abril de 2010

"A arte do bem comer" - Michael Pollan versus "especialistas"

Tal como a Pat Feldman, também gosto muito, de uma forma geral, daquilo que Michael Pollan nos ensina sobre comida.

Já publiquei alguns artigos sobre ele, nomeadamente:

Modelos económicos de geração de lucro com respeito pelas pessoas

Realidade sobre a "imitação" de comida e "obra prima de burocratês"

" (...) defeito de planejamento no corpo humano, uma espécie de descuido da seleção natural? "

Hoje deixo-vos com os comentários da Pat Feldman, que considero muito oportunos e que subscrevo quase na íntegra, porque como ela, também sinto que as críticas feitas por "especialistas" (em quê???) às "20 ideias para uma alimentação saudável" feitas pelo Michael Pollan, deixam muito a desejar.

Cliquem aqui para poderem ler as ideias do Michael Pollan, as críticas dos supostos especialistas e os comentários da própria Pat Feldman (é um artigo um pouco longo, para ser lido por quem se preocupa com a sua Saúde/Qualidade de Vida.

Quem ler os três pontos de vista acima mencionados, observará com certeza, que nestes temas, o Bom Senso tem um papel importantíssimo nas decisões sobre a nossa alimentação, a dos nossos filhos, etc.

Obrigado Pat Feldam pela coragem e tempo dedicado a responder a cada uma das 20 questões!

Abraços saudáveis

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Meu pequeno tratado sobre a Depressão"

Para terminar o ano (acredito que amanhã não publicarei nada!) escrevo algo sobre um tema que de alguma forma, mexe directa ou indirectamente com quase todas as famílias que conheço.

Escolhi um exemplo (retirado do Blog Wer ist Dona Flor?) com um resultado aparentemente feliz e onde a protagonista foi orientada e seguiu uma linha de tratamento, na qual acredito muito (reparem bem na questão da alimentação, de respeitar o ritmo de cada um, não enveredar por soluções fundamentalistas, resultados crescentes e sustentados, etc)

Pretendo, humildemente falando, com a publicação do texto abaixo, aproveitar o ditado popular "ano novo vida nova" para incentivar todos aqueles(as) que vivam uma situação semelhante, a iniciarem o mês de Janeiro de 2010 (ou melhor ainda, já no próprio dia 1) acreditando que uma boa parte da solução está dentro deles e simultaneamente passar a mensagem para quem faz parte do dia a dia de quem está com depressão, que a forma como se comportam perante esta familiar, amigo, colega, subordinado, etc, pode facilitar ou prejudicar muito a sua recuperação.

"Faz quase 6 meses que venci minha depressão! E resolvi escrever sobre isso já faz algum tempo, mas nunca terminei esse post e ele ficou nos meus rascunhos.

Quem acompanha meu blog sabe que eu tive um momento muito difícil aqui na Alemanha. Uma das minhas lembranças mais claras dos comentários e e-mails que eu recebi foram os e-mails do tipo "falta Jesus na sua vida" ou "saia de casa, faça alguma coisa, que melhora", como se fosse uma questão de escolha. Eu escolhonão ter depressão e pronto, sarei.

Eu sei que as pessoas que deixaram esses comentários tiveram boas intenções, porque eu também pensava assim. Aliás, aproveito para pedir desculpas para a minha amiga Vera, que luta há anos contra a doença e eu nunca a entendi. Eu só pensava que ela tinha um filho lindo, um marido bacana, uma empresa próspera e que o chororô dela contra a vida era pura falta do que fazer ou infantilidade. Vera, me desculpe!

A depressão não é tristeza, não é desânimo, não é mau-humor: é um desequilíbrio químico que pode se iniciar por mil e um motivos. A minha se iniciou após uma crise de estresse (outra doença que eu achava que era de gente sem ter o que fazer). Eu cheguei na Alemanha em final de Setembro de 2007, os dias mais curtos e sem sol já estavam por aqui e logo as más notícias e problemas cotidianos se acumularam: a falta de atenção do marido que levava vida de solteiro, a sogra se intrometendo em tudo, as aulas de alemão que não eram satisfatórias, o diagnóstico de câncer do meu pai, a morte do meu vô, a morte do meu pai... Perdi o chão, fiquei extremamente mal e o estresse causou um desequilíbrio hormonal e esse desequilíbrio causou minha depressão.

Eu passei por vários médicos até conseguir o diagnóstico. Meu marido nem queria que eu procurasse médico, achava que não era necessário. A família daqui jogava a culpa em mim, diziam que a morte do meu pai me abalou e que eu não queria me integrar à nova vida. Eu devia sair mais, ver mais gente, estudar mais. Só que eu não tinha ânimo, tinha dores pelo corpo (ainda tenho de vez em quando) e um cansaço que não passava nem se eu dormisse 14 horas por dia. Só ao chegar em um médico ortomolecular, que consegui um diagnóstico e um tratamento, começando com o problema hormonal.

Meu tratamento não incluiu drogas contra a depressão. Ele me ofereceu as duas opções: tomar algo para "por pra cima" logo, enquanto tratava o desequilíbrio hormonal ou começar a tratar e esperar a melhora gradual. Eu resolvi esperar a melhora gradual e meu primeiro passo foi parar de tomar pílula e começar a tomar vitaminas e dar uma mudada na minha alimentação. Depois, com a ajuda de um bom ginecologista, comecei uma reposição hormonal e optei por outra pílula.

Depois de dois meses eu já sentia mais ânimo. Após 4 meses as dores no corpo passaram e eu comecei a ir pra academia, onde ainda vou e faço exercícios muito leves.

Com a chegada do frio e dos dias mais curtos (como é duro ter luz só das 8 às 4:30), eu comecei a sentir que poderia piorar, porque já estava de novo com vontade de dormir muito. Voltei ao médico e ele me indicou vitamina D3 e fototerapia (meia hora por dia com uma luz forte voltada para mim). A fototerapia é ótima, recomendo muito pra quem sente também falta de sol.

Entre as mudanças importantes que fiz na minha alimentação está a inclusão de peixes e mais saladas e vegetais (coisas que eu não tinha o costume de comer no Brasil) e estou evitando farinha de trigo e glúten. É difícil, mas eu parei de fazer tanto bolo, não como pão branco todos os dias (na verdade como no máximo uma vez por semana) e o médico me disse para evitar tantas fibras, que eu sempre ouvi dizer que são ótimas para o funcionamento do intestino. Na opinião dele, as fibras atrapalham a absorção dos nutrientes no intestino. Ele também me disse para evitar coisas com gordura hidrogenada, como margarina, o que pra mim não é difícil, porque eu sempre gostei mais de manteiga. Mas sem pão, nem lembro de usar a manteiga.

Uma coisa que eu não consegui colocar na minha dieta foi o Iogurte... detesto! Eu tomo Yakult, será que vale? :-) Eu adoro chocolate e bolachas, mas já que as bolachas recheadas estão cheias de gordura hidrogenada, eu estou comprando apenas chocolate em barra e apenas 2 barras por semana. Eu comia uma por dia antes e cansei de não almoçar por pura falta de coragem de cozinhar... agora eu cozinho no almoço e na janta e como várias vezes por dia. Claro que ainda como no McDonalds de vez em quando, não sou super restrita na minha dieta, só acho que se eu puder manter na maior parte dos dias uma alimentação mais saudável, melhor.


Outro dia olhando fotos minhas de um tempo atrás e de agora é como se eu tivesse rejuvenescido, minha pele está melhor, meu cabelo, as unhas... Eu até engordei um pouco, o que é ótimo, porque desde que eu mudei pra cá eu estava abaixo do peso, com 46, 47 quilos. Agora meu peso varia entre 50 e 52 quilos e eu me sinto ótima!"

Só posso dar os parabéns à autora deste belo texto e ao médico que a aconselhou!

Boas decisões e um 2010 com muita Saúde e (mais) Qualidade de Vida

Abraços saudáveis

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Entrevista com o cirurgião cardíaco Dr Mehmet Oz"


Um ex-colega meu mandou-me a entrevista abaixo publicada na revista Veja (Brasil).
Por abordar um tema ao qual todos deveríamos dar mais atenção, porque o seu conteúdo é rico em sugestões que podemos incorporar no nosso dia a dia e ainda por estar numa linguagem simples e acessível até mesmo aos mais "distraídos" nestas matérias, resolvi publicá-la na íntegra.

Entrevista com o cirurgião cardíaco Dr Mehmet Oz

Breve biografia

Dr.Mehmet Oz nasceu em Cleveland, Ohio (EUA), dos pais turcos. Ele é casado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.

Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller. Alguns livros e publicações dele junto com o colega Michael F. Roizen são:

Veja - Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz - Sim. Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde. Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.

Veja - O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz - Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema. Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular.. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação. Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um pouco menos do que tem vontade.

Veja - Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz - Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas, intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.

Veja - O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz - Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem, no máximo, 500. Quem consome por volta de 2 000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.

Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz - Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo. São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.


Veja - O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz - A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado.. Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.

Veja - Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz - A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde.. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.

Veja - Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz - Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.

Veja - O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram moda a cada seis meses?
Oz - Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde. A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.

Veja - Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?
Oz - Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.

Veja - O senhor recomenda beber muita água durante o dia. Quanto se deve beber exatamente?
Oz - Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.

Veja - Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada. Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz - Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios. Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro [pessoalmente acredito que sempre que possível deveríamos beber uma água com um PH entre 6,8 e 7].

Veja - O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor. Exercícios leves são inúteis?
Oz - Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.

Veja - Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos científicos. O que o senhor acha deles?
Oz - Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não são obtidas naturalmente com a alimentação. Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.

Veja - Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz - Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos. Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente exercitar-se.

Veja - Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz - Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia. Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados.

Veja - O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz - Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o açaí, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região."

Caro leitor, se é daqueles que ainda tem muitas pequenas mudanças por fazer no seu Estilo de Vida, sugiro que escolhe duas ou três e comece a introduzi-las no seu dia a dia, ao seu ritmo, com prazer e respeitando o seu orçamento familiar.

Abraços saudáveis

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Aprovação inédita por parte do FDA!


Esta semana vou publicar mais dois artigos do Dr. Sérgio Vaisman.
O de hoje fala de uma aprovação inédita por parte do FDA, como poderão ler abaixo.

"Pela primeira vez na História, o FDA aprovou uma substância que NÃO é remédio fabricado e, consequentemente, não beneficia qualquer indústria de medicamentos pois, por se tratar de substância natural, não pode ser patenteada por uma só entidade.
Para que este aval tenha sido dado pelo FDA, inúmeras pesquisas e estudos devem ter sido realizados para se chegar à constatação que este mineral, o selenio, possui importantes propriedades na prevenção de vários tipos de câncer. A razão disso ocorrer está no fato de ser um mineral com enorme propriedade ANTIOXIDANTE, isto é, capaz de lutar contra o excesso de radicais livres que atacam certas estruturas das células.
Já faz muito tempo que se defende a importância de substâncias que provêm da Natureza como guardiães da SAÚDE. É bem verdade que nossos ancestrais se alimentavam com maior quantidade de nutrientes advindos da terra mas, à medida que o solo se tornou mais pobre em nutrientes, a suplementação vitamínica e mineral se faz necessária muitas vezes. No caso particular do selénio, houve o reconhecimento do maior orgão regulador e aprovador do uso de alimentos e medicamentos mas, sem qualquer dúvida, muitas outras substâncias naturais também serão reconhecidas no futuro como sendo incentivadoras de saúde e armas contra doenças.
Neste mundo tóxico em que vivemos, a suplementação com nutrientes vitamínico-minerais pode ser a grande chave na prevenção de processos degenerativos , dentre eles, o câncer."


Esta notícia pode parecer algo sem importância, mas termos um orgão oficial como o FDA a contribuir no sentido da criação de políticas que maximizem a probabilidade de garantirmos que os nossos corpos assimilem regularmente nutrientes essenciais e nas combinações/proporções adequadas é um passo gigante para a saúde de todos nós.

Abraços saudáveis

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"GRIPE A: Previna-a à mesa"


A última revista Focus, trás um artigo interessante sobre a forma de prevenção da GRIPE A, através de alguns alimentos. Este já é um caminho com o qual simpatizo e incentivo os meus leitores a fazer.

"GRIPE A: Previna-a à mesa

Erga uma barreira contra a doença adoptando a alimentação certa. O que come pode reforçar as suas defesas

(...)É em circunstâncias como esta, em que a saúde ocupa o primeiro lugar das preocupações da generalidade das pessoas, que a expressão "somos o que comemos" ganha especial importância. Sabe-se que a alimentação tem uma influência crucial no estado de saúde das pessoas e são contínuos os estudos científicos que provam os benefícios de certos alimentos. No caso da prevenção da gripe A, é especialmente importante assegurar uma alimentação saudável e apostar numa dieta que reforce o sistema imunitário e melhore a capacidade de resposta do organismo ao ataque de agentes externos. Faça a lista de compras de acordo com estes princípios e some pontos na luta contra a doença."( Gisela Afonso)

FORTALEÇA O SISTEMA IMUNITÁRIO

- Beba, pelo menos, um litro e meio de água por dia. Como os vírus vivem melhor em ambientes secos, manter as vias respiratórias húmidas inibem-nos de proliferar no nosso organismo. Opte pela água à temperatura ambiente e, de preferência, mineral.

- Junte bastante cebola e alho aos cozinhados, pois são reconhecidas as suas propriedades do sistema imunitário. Pela riqueza em essências sulfuradas, são também poderosos desinfectantes.

- Assegure a presença na ementa diária de alimentos ricos em carotenos, como cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce, espinafre e couve, uma vez que reforçam as defesas do organismo. São também importantes os que são ricos em zinco, considerado um componente fundamental do sistema imunitário. Encontra-o no fígado e nas sementes de abóbora.

- Beba chá de gengibre, Acredita-se que algumas das substâncias deste rizoma podem ajudar a combater o vírus da gripe

- Faça uma dieta essencialmente vegetariana, isto é, muito rica em legumes e fruta. Ricos antioxidantes, são óptimos aliados na protecção contra agressões externas.

- Os cogumelos shitake são um excelente antiviral, para além de serem adjuvantes no tratamento da diabetes, hipertensão, nível alto de triglicéridos e obesidade.

- Guarde sempre um lugar na alimentação para peixes como o salmão e a sardinha. Pesquisas em curso têm explorado a relação entre ómega 3, em que são ricos, e o sistema imunitário.

- Muitas das especiarias que compõem o caril têm propriedades antivirais. A pimenta -de-caiena, por exemplo é expectorante e ajuda a descongestionar os seios nasais. Por sua vez a capsaicina, responsável pelo gosto picante da pimenta vermelha, tem propriedades funcionais, como a dissolução de muco nos pulmões, expectorante, descongestionante, antioxidante e antibacteriana, entre outras.

EVITE

- Leite [haja alguém com coragem para afirmar isto!] - O seu consumo estimula a produção de muco e dificulta a cura, principalmente se esiver constipado ou tiver sinusite.

- Alimentos ricos em gorduras saturadas - Comer carnes vermelhas em excesso enfraquece o sistema imunitário."


Por que será que nos entopem a cabeça com a vacina e raramente nos ensinam a seguir o caminho da alimentação como forma de minizarmos, de forma saudável e com prazer (digam lá se todos os alimentos acima mencionados, não são saborosos?) ?

Abraços saudáveis

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Verduras e legumes - Saiba o que você está ganhando ou perdendo"


Publico alguns trechos do artigo com o título mencionado em epígrafe que li na veja.com porque gostei do seu conteúdo, nomeadamente a explicação sobre o que acontece a determinados legumes e verduras, quando os preparamos desta ou da quela forma:

"(...)
Que eles são fontes ricas em nutrientes essenciais para a saúde, como vitaminas e antioxidantes. E que, infelizmente, a quantidade diária recomendada pelos médicos – de quatro a cinco porções por dia – está muito além do que você consegue consumir. Para estimularem as pessoas a chegar a uma quantidade próxima à preconizada, os nutricionistas sugerem receitas de todos os tipos – até frituras, por que não?

O que provavelmente você não sabe é que, dependendo de como são preparados, legumes e vegetais perdem boa parte das vitaminas e sais minerais. E, inversamente, podem ter alguns de seus compostos mais bem absorvidos pelo organismo. "Quando colocamos legumes para cozinhar em água fria, 35% dos carboidratos, vitaminas e minerais se transferem para ela, formando um caldo saboroso e rico em nutrientes. É o ideal para o preparo de uma sopa", diz a nutricionista Flávia Bulgarelli Vicentini, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Mas, se a ideia é cozinhar os legumes para fazer uma salada, desprezando o caldo, deve-se cozinhá-los em água fervente. Assim, perdem-se menos nutrientes."

VEJA pediu a ela e também às nutricionistas Daniela Jobst, do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, e Maria Gandini, da consultoria RGNutri, que analisassem o que ocorre com os nutrientes de oito legumes e verduras comuns na mesa dos brasileiros, de acordo com o modo de prepará-los. Ah, sim, vamos combinar que só um chato lembrará que tomate é fruta. E que batata é um tubérculo.

Couve-manteiga

Nutrientes: rica em clorofila e glicosinolatos. Fonte de vitaminas A e C, betacaroteno, ácido fólico, cálcio, ferro, fósforo e potássio

O que acontece com ela ao:
Cozinhar: em muita água, podem-se perder até 40% de seus nutrientes

Assar: perdem-se zinco, ferro, cálcio e glicosinolatos

Fritar/refogar em óleo: o aquecimento prejudica a absorção do cálcio, mas não altera a quantidade de minerais

Esquentar no micro-ondas: perde-se clorofila

Congelar e descongelar: não há perdas significativas


Cenoura

Nutrientes: vitaminas A e C e betacaroteno. Fonte de sódio, potássio e carboidratos

O que acontece com ela ao:
Cozinhar: em água, há perda de 10% a 50% da vitamina C. Para minimizar as perdas, o ideal é cozinhá-la inteira, em pouca água e fogo brando ou no vapor, por 25 a 35 minutos. O cozimento aumenta a disponibilidade de vitamina A

Assar: perdem-se minerais como sódio e potássio

Fritar/refogar em óleo: como o betacaroteno é lipossolúvel (solúvel em gordura), a fritura melhora a absorção desse nutriente pelo organismo. Mas a gordura eleva o índice glicêmico, que pode resultar em aumento nos níveis de açúcar no sangue

Esquentar no micro-ondas: perde-se parte das vitaminas e aumenta-se o índice glicêmico

Congelar e descongelar: diminui-se o índice glicêmico e não há perda significativa de nutrientes


Berinjela

Nutrientes: proteínas, cálcio, fósforo e vitaminas B1, B2 e C. Boa fonte de antocianinas

O que acontece com ela ao:
Cozinhar: em grande quantidade de água e a altas temperaturas, há perda de até 50% da vitamina C e de até 25% da vitamina B

Assar: perdem-se poucos minerais e ativam-se as antocianinas, presentes na sua cor roxa

Fritar/refogar em óleo: aumenta a absorção de antocianina

Esquentar no micro-ondas: a estrutura química das antocianinas é alterada, e elas perdem suas propriedades

Congelar e descongelar: não há perdas significativas"

Para ler sobre Ervilha, Batata, Tomate, Beterraba, Brócolis, e saber um pouco mais sobre alguns nutrientes, clique aqui onde poderá ler o artigo na íntegra

Abraços saudáveis

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

"Como estimular os filhos a gostar de frutas, verduras e legumes"


Para todos os meus leitores que tenham filhos (sobrinhos, netos, alunos, etc - passarem aos respectivos pais), aqui está um artigo interessante da Pat Feldman, sobre diversas possíveis soluções (que podem ser combinadas entre elas e ou com outras com as quais cada um já tenha bons resultados nesta área!) para estes terem prazer com algo que com certeza lhes reforçará o próprio sistema imunitário, com todas as consequências positivas em termos fisicos, intelectuais e emocionais.

Uma dieta balanceada e saborosa é um passo de gigante para termos saúde e consequentemente mais Qualidade de Vida.

Destaco alguns trechos do artigo que poderá ser lido na íntegra clicando aqui.

"(...)
Antes de falar mais sobre a minha experiência e sobre como fazer as crianças comerem mais frutas, verduras e legumes, eu gostaria de sugerir que você mude um pouco o foco da questão. Melhor do que simplesmente fazer seus filhos comerem o que você quer e acha necessário, você tem que encorajá-los a GOSTAR de comer o que é saudável de verdade. Afinal de contas, acabamos comendo memso é aquilo que gostamos. Funciona assim em qualquer idade! E quanto mais cedo adquirimos os hábitos, mais fortes eles serão.
(...)
Amamentar o seu bebê, amamentar seu filho não mais um bebê, mas até quando ele aceitar e vocês se sentirem confortáveis – na natureza a amamentação acontece naturalmente até os 2 anos, mas cada caso é um caso. Dê o quanto puder e até quando puder. Sem cobranças. Enquanto você amamenta, seu filho come, indiretamente, tudo aquilo que você come, e dizem alguns estudos que o leite materno varia o gosto dependendo daquilo que a mãe come. Será? Na dúvida, tenha uma alimentação o mais variada possível – sempre evitando alimentos industrializados, que não são saudáveis para ninguém. Um alimentação variada e natural tem grande chance de suprir todas as suas necessidades e a do seu bebê, e de quebra você dá os primeiros passos pra enriquecer e cuidar do paladar do seu filho.
(...)
Lembrete: a natureza oferece toda a variedade possível de alimentos que precisamos. Quando falo em variedade de alimentos, falo de COMIDA DE VERDADE e não de produtos alimentícios.
(...)
As crianças se sentem importantes quando participam de alguma forma do preparo do seu alimento. E quer melhor do que plantar aquilo que vai comer?!? Plantar, regar, assistir germinar, crescer, colher. Se você mora numa casa grande, com quintal, suas possibilidades são inúmeras. Se voê mora em apartamento, um vasinho com ervas culinárias é o suficiente para ao menos despertar a curiosidade e o senso de responsabilidade com a plantinha que depois servirá para deixar a comida muito mais gostosa. Sem contar que plantando em casa você garante que não serão usados nenhum tipo de pesticidas químicos.
(...)
Se você quer que seu filho GOSTE de frutas, verduras e legumes e não simplesmente que os coma após ser forçado a isso, não esconda esses alimentos dele. Não esconda. Não disfarce. A cada dia o mercado editorial lança novos livros falando sobre como esconder os alimentos, como disfarçá-los para fazer seu filho comer. Pode até ser que ele coma, se você conseguir enganá-lo, mas será que isso o fará gostar dos alimentos, da comida de verdade?
(...)
Ao invés de levar seu filho ao supermercado, onde as tentações industrializadas são grandes, vá com ele à feira mais próxima e peça ajuda a ele para escolher o que comprar, escolher o que irão preparar com cada alimento comprado. Comprar na feira é mais barato, é mais fresco, mais saudável e muito mais divertido! Se você tiver uma feira de produtores orgânicos por perto, melhor ainda!
(...)
Não adianta querer que seu filho coma muitas frutas, verduras e legumes, se na frente dele (e por trás também) você só comer porcarias e faz careta para o saudável. Milagre não existe! Os pais são os principais exemplos! Seja cuidadosa e lembre-se que as suas escolhas serão as escolhas do seu filho e isso afetará o gosto dele para sempre. Escolher e consumir muitas frutas, verduras e legumes na sua rotina não só fará muito bem à sua saúde como também influenciará positivamente nas escolhas futuras dos seus filhos.
(...)

A forma como os pais tratam o alimento influirá muito sobre como a criança o aceitará. Forçar não é a solução. Proibir alimentos proibidos não é a solução. Obrigar a comer o que julga saudável não é a solução. O mais próximo que eu vejo como solução é o equilíbrio e a oferta de coisas boas. Não se deve valorizar demais a comida. Nem proibindo, nem oferecendo, nem obrigando. A comida está na mesa, é hora de comer, é o que tem, come quem quer. Quem não quer, tudo bem, come só na próxima refeição. Quem tem comida à disposição nunca morre de fome, o instinto da fome é mais forte do que tudo! Criança faz birra, faz manha, enlouquece os pais, mas não morre de fome! Siga todas as dicas anteriores, mas acima de tudo ofereça somente alimentos de alta qualidade e não se renda às birras! As crianças tendem a comer melhor em ambientes harmoniosos.

Jamais associe as refeições saudáveis a momentos negativos, de brigas e desprazer!

Algumas crianças, na verdade muitas crianças, apresentam certa resistência a alguns alimentos em certa altura da vida, normalmente entre 3 e 5 anos de idade. É normal, faz parte! Por menos que ela coma, que coma somente do bom e do melhor, do mais nutritivo possível, assim aquele pouco suprirá as necessidades básicas do seu filho.

Segure a ansiedade e não associe alimentos saudáveis a atitudes e situações negativas. Para gostar de comer um alimento, aquele alimento deve estar associado a momentos de alegria e descontração, momentos de puro prazer e deleite. Por que você acha que todo mundo gosta tanto de brigadeiro afinal? É comida de festa! Mas tudo preparado e servido com alegria pode virar comida de festa!!!"

Abraços saudáveis

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Capsaicina"

Acredito que com a excelente explicação abaixo (retirada do site BemStar ) vários leitores meus passem a incluir os pimentos (pimentões) nas suas compras de mercado (feira/supermercado) ou se já o fazem, passem a desfrutar ainda mais, do prazer de comer algo tão saboroso e saudável:

"Capsaicina

substância do pimentão limpa o estômago e mata os germes do intestino

O pimentão é um vegetal nativo das Américas. Os frutos apresentam grandes diferenças na forma, tamanho e cor. Um dos tipos mais conhecidos é o pimentão comum ou pimentão-doce, de sabor suave, cor verde,grandes e saborosos. Outra variedade apresenta a cor vermelho-escura e também é mais doce. Existe ainda um tipo menor, vermelho, que possui um sabor picante e pode ser cozido e usado como substituto da pimenta.

O principal princípio ativo do pimentão é a capsaicina, que garante o sabor picante a este vegetal. Encontramos ainda vitaminas C e P e o caroteno (provitaminas A). As sementes não contêm a capsaicina e são muito utilizadas no tratamento de úlceras e em produtos homeopáticos auxiliares nas dietas de emagrecimento.

O pimentão atua na higiene das mucosas bucal e do estômago. No intestino destrói os germes sem prejudicar a flora intestinal. O pimentão maduro e seco, pode ser moído para se produzir um pó que é usado em emplastros para o combate à dores provocadas por crises reumáticas.

O suco do pimentão fresco pode ser usado em pequenas doses para limpar e esvaziar a vesícula biliar, pois provoca alterações na formação do suco gástrico e dos ácidos."

Abraços saudáveis


sábado, 11 de julho de 2009

"Nutrientes" - artigo muito didático (para consulta)!


O texto de hoje, tirado do site Bem Estar , é para ser "digerido" calmamente, sempre que quiser saber um pouco mais sobre nutrientes ,

"Por meio de uma complexa actividade digestiva, o organismo transforma os alimentos e aproveita deles a totalidade disponibilizável dos nutrientes (substancias nutritivas, principais nutrientes), todos imprescindíveis para que funcione, construa, mantenha e refaça as suas estruturas e para que promova os actos da vida de relação.
Os nutrimentos agrupam-se em 7 familias: proteínas, hidratos de carbono, gorduras, minerais, água, vitaminas e complantix. (...)"

Para quem tem poucos conhecimentos sobre esta matéria, ou sente que tem pouco tempo disponível para saber um pouco mais sobre algo que tanto pode contribuir para a sua saúde (e Qualidade de Vida) , dos seus filhos, etc, sugiro que vá lendo por partes o restante do artigo abaixo, porque o seu conteúdo é extremamente didático e com certeza vai ajudar cada um dos leitores a entender melhor o quão importante é saber seleccionar os alimentos que consumirão ao longo do tempo.

Chamo a atenção sobre a questão do leite (ressalto que sou totalmente defensor do leite materno nos primeiros meses de qualquer criança!) que aparece no artigo, a qual não deve ser interpretada como sendo aquele (leite) algo essencial a uma boa alimentação (os meus leitores já sabem o que penso sobre esta matéria!)

"Outras substancias também interferem no funcionamento do organismo mas os conhecimentos a seu respeito ainda não são suficientes para as sistematizar em uma ou mais famílias. A activíssima investigação actual destaca o agrupamento dos flavonóides, que reúne antociamidinas, flavonas, flavonóis, catequinas e flavanonas. Todas estas substâncias provenientes de alimentos vegetais — fitoquímicos — possuem notável actividade antioxidante, ao que tudo indica, maior do que a desenvolvida pelo conjunto de caroteno, vitaminas C e E, e selénio. Em consequência, opõem-se à promoção e desenvolvimento de cancros, aterosclerose (em especial, doença coronária isquémica) e envelhecimento antecipado. Há ainda outros fitoquímicos não enquadráveis nos flavonóides, com actividade antioxidante e também anticancerígena, e outros, como os fitosteróis, que reduzem a absorção de colesterol pelo intestino.
A alimentação também pode fornecer álcool: não se considera nutrimento, embora conte para o balanço energético porque liberta calorias ao ser metabolizado.
Outro nutrimento imprescindível é o oxigénio fornecido pelo ar respirado. Do metabolismo celular resultam pequenas quantidades de oxigénio; apesar de muito importantes para fenómenos vitais e patológicos locais, são quantitativamente irrelevantes e não substituem o oxigénio do ar.
Para ser saudável, a alimentação deve fornecer, com regularidade, quantidades suficientes e proporcionadas de todos os nutrimentos porque a cada um compete um leque característico de funções intransferíveis. Por isso, é incorrecto hierarquizá-los: vitaminas ou proteínas não são mais importantes do que minerais ou complantix.
Dentro de limites estreitos, o organismo é capaz de transformar alguns nutrimentos noutros. Fá-lo sobretudo no caso de alimentação deficiente ou desequilibrada, quer dizer, quando recebe nutrimentos em quantidades insuficientes e desproporcionadas para as necessidades do momento. As transformações possíveis gastam energia, ocupam a capacidade funcional de sistemas metabólicos, desperdiçam nutrimentos e envelhecem o organismo.
Alimentação muito variada em proporções e quantidades adequadas facilita a eficácia nutricional; a monotonia dificulta-a e pode mesmo impedi-la; a monotonia com escassez impossibilita-a.
Quanto a funções, é tradicional classificar os nutrimentos em (a) energéticos, (b) plásticos e (c) reguladores.
(a) Gorduras e hidratos de carbono são, por excelência, os grandes fornecedores de energia (calorias).
As proteínas, ao serem degradadas, também libertam calorias; acontece quando consumidas em excesso, e quando destruídas após terem cumprido as suas funções.
O álcool também produz calorias ao ser degradado.
Mais nenhuma substância nutriente fornece energia.
(b) Proteínas e alguns minerais, como cálcio e ferro, desempenham funções plásticas; quer dizer, viabilizam, formam e mantêm matrizes estruturais.
Sem proteínas não formaríamos células e, portanto, nem tecidos e órgãos; não disporíamos de músculos; os ossos seriam apenas alavancas mortas; não teríamos pele nem olhos; aliás, não existiríamos.
Sem cálcio não possuiríamos esqueleto rígido capaz de fixar ligamentos e tendões. Sem ferro não beneficiaríamos de glóbulos vermelhos capazes de transportar e distribuir oxigénio.
A função plástica estende-se a outros nutrimentos, por sua vez com outros papéis. Sem água o peso corporal ficaria por menos de metade e os tecidos perderiam a turgescência característica. Sem galactose, hidrato de carbono proveniente do leite, o sistema nervoso não se formaria. Sem vitamina A a retina ocular não possuiria a arquitectura que possibilita ver. Sem invólucros gordos os órgãos não seriam almofadados e chocariam entre si.
(c) Vitaminas, minerais e água não libertam calorias ao degradarem-se; não são energéticos. Viabilizam, regulam e activam reacções e preparam o meio interno para elas.
Certos ácidos animados e gordos, constituintes, respectivamente, de proteínas e gorduras, denominados indispensáveis (porque o organismo não os sintetiza e, por isso, fica à mercê do seu fornecimento pelos alimentos), são também viabilizadores metabólicos; sem eles é impossível ordenar as cascatas de reacções que possibilitam a formação de estruturas e o seu funcionamento.
Os componentes do complantix são também reguladores. Em oposição a todos os demais nutrimentos, não são absorvidos. As suas múltiplas acções confinam-se ao tubo digestivo, regulando o funcionamento desde a boca ao ânus, interferindo nas trocas com o meio interno, e disciplinando a vida e a actividade dos milhões de germes que constituem a flora intestinal, nossa aliada ou agressora.
Depois desta introdução ao conhecimento dos nutrimentos é altura de perguntar para que serve a alimentação. Serve para o organismo:
— Formar, conservar e reconstruir suas células, tecidos, órgãos, enzimas, hormonas e humores; desenvolver-se até ficar adulto; reparar as destruições que sofre permanentemente; possibilitar gravidez e aleitamento.
— Manter-se vivo, isto é, realizar as reacções biológicas próprias e produzir calor de modo a manter a temperatura corporal dentro dos limites que permitem aquelas reacções.
— Desempenhar actividades físicas, sensoriais e intelectuais próprias da vida de relação.
— Criar reservas energéticas e nutricionais para emergências e intervalos entre refeições, e responder às exigências acrescentadas por doença e convalescença.
— Fruir de normal funcionamento digestivo.
Para além de nutrir, a alimentação deve proporcionar prazer aos sentidos, bem-estar emocional e oportunidades de convivência.
A excreção de detritos (catabolitos) nutricionais realiza-se fundamentalmente pela urina (rins) e ar expirado (pulmões).
Pelas fezes rejeitamos água, componentes não alimentares ingeridos, restos não digeridos de alimentos, complantix tal e qual ou modificado por acção de germes intestinais, cadáveres de milhões de bactérias, alguns catabolitos, e materiais provenientes das paredes do aparelho digestivo."

Abraços saudáveis