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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pode uma empresa ser idónea apenas na União Europeia?


O que devemos pensar sobre a idoneidade de empresas, ou melhor dos respectivos responsáveis, que nos dizem tranquilamente que (na Europa) respeitam escrupulosamente todas as leis da União Europeia que visam defender a saúde dos seus cidadãos?

Com que satisfação vão dormir, noite após noite, os executivos que vivem dos lucros provenientes, por exemplo, de uma criança indonésia que, com apenas dois anos, fumava 40 cigarros por dia?

"O caso do garoto chamou a atenção para os perigos das agressivas campanhas de marketing da indústria do tabaco voltada a mulheres e jovens em países em desenvolvimento como a Indonésia, onde a fiscalização é fraca e muitas pessoas desconhecem os males do cigarro."

Clique aqui para ler a notícia que retirei do site da Globo.


Abraços saudáveis (mais do que nunca!)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Refluxo gastro-esofágico"


Como gostei do conteúdo do texto, porque sei que aborda um tema que afecta muitas pessoas e por vezes com consequências graves e porque está provado que mudanças positivas nos hábitos alimentares e de não sedentarismo podem ter um impacto importante na sua prevenção, deixo-vos com o link do artigo com o título mencionado em epígrafe (clique aqui para lê-lo).

Não consigo copiar o texto (não autorizado!) e por isso ele tem que ser lido na versão original com uma letra um pouco mais pequena.

Boas decisões e mudanças de hábitos!

Abraços saudáveis

terça-feira, 15 de junho de 2010

"Cadê o charme da mulher brasileira?"


Excelente, o artigo escrito pela Cristiane Segatto, repórter especial da ÉPOCA, que também se aplica ao charme da mulher portuguesa e que aqui publico na íntegra.

"A indústria tenta associá-lo ao cigarro. Seria uma conversa apenas absurda se não fosse cruel

  Reprodução
PROPAGANDA DE CIGARRO
Uma foto reveladora de um tempo que, felizmente, já passou

Não faz muito tempo estava na praia com meu marido quando ele chamou minha atenção para essa foto. Ele tinha certeza de que algum dia eu daria um jeito de escrever sobre ela. Acertou. Naquele feriadão, o Dante procurou nas prateleiras lá de casa um livro que combinasse com praia. Decidiu reler Ela é carioca: uma enciclopédia de Ipanema, do jornalista Ruy Castro. Quer companhia melhor para um dia de sol e preguiça? Pois, então. A foto, publicada no livro, integrava a campanha publicitária de lançamento do cigarro Charm. Nos anos 70, foi espalhada nos outdoors das grandes cidades com a frase: “No Brasil tôda mulher tem Charm”.


Vinte e cinco mulheres famosas posaram para as lentes do célebre fotógrafo da revista Life David Zingg. Todas com um cigarro entre nos dedos. Consegui reconhecer Danuza Leão, Leila Diniz, Elke Maravilha e Clementina de Jesus (que, segundo Ruy Castro, não era fumante). Não encontrei a legenda dessa foto em lugar nenhum. É uma pena. Adoraria poder identificar cada uma das celebridades. Se alguém reconhecer alguma delas, por favor, conte pra gente.

É curioso observar os padrões de comportamento ditados pelo marketing e a influência dele sobre nossas escolhas. A indústria tabagista conseguiu convencer algumas gerações de mulheres de que para ser linda, sensual, charmosa e, pricipalmente, livre era preciso fumar.

Esse convencimento não é feito no plano racional. Nesse plano, seria quase impossível convencer uma mulher a fumar. A mensagem não colaria simplesmente porque o cigarro é incompatível com a vaidade feminina. Como convencer alguém a comprar um produto que, antes de matar, destrói a beleza? Se quisesse ser fiel aos atributos de sua marca, a indústria teria que anunciar algo assim: “fume esses cigarros por duas décadas e, aos 40 anos, você terá a pele de um maracujá e os dentes de um cão sem dono.”

Como esses atributos são invendáveis, a indústria vende o intangível. Vende uma aura, uma atitude, uma imagem. Para fazer essa imagem colar, usou (por várias décadas) o cinema, os editoriais de moda, os outdoors. A partir da aprovação de várias restrições à propaganda de cigarro, a indústria passou a adotar outros recursos para conquistar a juventude: patrocina eventos bacanas, distribui amostras grátis, entre outras coisas.

Um dia desses fui almoçar no shopping e parei para tomar um café. Ao lado do caixa, uma mocinha promovia uma marca nova. Quando ela me ofereceu uma amostra grátis, levei um susto. E respondi como se estivesse vendo um ET. “Você está me oferecendo cigarro? Cigarro? Esse tipo de promoção ainda existe? Isso é permitido?”

Sinceramente não sabia que a lei ainda permite esse tipo de ação promocional. Com tanto conhecimento disponível sobre os males do cigarro (para ficar só em um exemplo, confira aqui como ele pode provocar AVC em mulheres jovens) e com o sucesso das leis antifumo, aquela cena me pareceu deslocada no tempo e no espaço. Enquanto olhava a moça, minha mente voltou à porta da escola da minha infância. Experimentei uma espécie de déjà vu. Já contei essa história aqui, mas vale a pena voltar a ela.

Quando eu tinha 12 anos e estudava numa escola pública da Freguesia do Ó, fui abordada por uma dessas mocinhas. Isso mesmo. Naquele tempo a indústria do tabaco se sentia autorizada a viciar crianças na porta da escola, no meio da tarde. A moça que promovia uma marca nova me entregou uma amostra-grátis com três cigarros. Sozinha, escondida no quintal de casa, resolvi experimentar. Achei o gosto horrível e desisti.

Foi a única vez que coloquei um cigarro na boca. Por sorte, achei a experiência péssima e escapei de ser fumante. Muitas outras garotas não escaparam. Por que aceitei tão facilmente o convite da promotora se cresci num ambiente livre do cigarro? Meus pais nunca fumaram, meus amigos não fumavam e meus professores nunca fumaram na frente dos alunos.

Fiz isso pela mesma razão que leva tantas meninas a experimentar cigarro ainda hoje. Queria ser gente grande (com 12 anos ???), dona do meu nariz. “O adolescente quer ser adulto. Como só os adultos podem fumar, ele acha que o cigarro é sinal de que não é mais criança”, diz Valéria Cunha, chefe da divisão de controle do tabaco do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Oferecer cigarros a crianças é evidentemente uma ilegalidade. Mas essa prática é menos ocasional do que eu imaginava. A pesquisa Vigescola, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde para monitorar o uso de cigarros pelos adolescentes, flagrou o problema no Brasil. A pesquisa foi realizada em 2002 e 2003 com estudantes de 13 a 15 anos de escolas públicas e privadas. Vários alunos relataram ter recebido cigarros de representantes da indústria. Em Fortaleza, 13,9% dos alunos tiveram acesso ao cigarro dessa forma. O índice foi de 12,9% em Boa Vista e acima de 10% em Porto Alegre, Vitória e Palmas.

É espantoso que isso aconteça no Brasil em pleno século XXI, não é? As estratégias da indústria para conquistar a garotada é uma das grandes preocupações da OMS. No dia 31 de maio, a entidade promoveu o Dia Mundial Sem Tabaco. O tema deste ano é o marketing direcionado ao público feminino, principalmente às adolescentes e às jovens.

A OMS investigou o tabagismo entre os jovens em 151 países. Em metade deles, a parcela de garotas fumantes é semelhante à verificada entre os meninos. Em alguns países, já há mais fumantes adolescentes do sexo feminino do que masculino. Quem fuma na adolescência tem grandes chances de continuar fumando na idade adulta. Para combater a imagem de glamour que a indústria ainda tenta associar ao cigarro, a OMS está divulgando cartazes como este:

  Reprodução
O poster imita a capa de uma revista de moda e traz a chamada: “Chique? Não, câncer de garganta”.

Em muitos círculos sociais, fumar está fora de moda. Não em todos, infelizmente. Sempre que o assunto é estilo e bom gosto, Danuza Leão costuma ser ouvida. Na foto dos anos 70, Danuza é a linda moça no centro da primeira fila. Veste camiseta verde e vermelha. Danuza foi modelo, socialite e hoje publica ótimas crônicas na Folha de S. Paulo. No ano passado, ela escreveu um texto que reflete a decadência que o tabagismo vive - e a que ele causa. Reproduzo aqui o texto exemplar de Danuza.

Nos anos 40, todos os filmes mostravam os atores e atrizes fumando, e isso fazia parte do glamour da época. Lembro da cena de um filme em que o ator punha dois cigarros na boca, acendia os dois e passava um deles para a atriz com quem contracenava. Quanta burrice; quanta ignorância. Eu também fui burra e ignorante durante anos, e apesar de ter sido alertada por tanta gente, só parei de fumar no tranco, isto é, quando meus pulmões pediram socorro (...) Está aí uma coisa de que me arrependo muito: ter sido fumante. (...) A indústria é poderosa, mas está se ferrando no mundo todo; e tomara que se ferre mais ainda. Que vergonha eu tenho do tempo em que me achava moderna e rebelde e fazia a apologia do fumo. E que raiva eu tenho de mim mesma, quando quero andar mais rápido e não consigo, porque minha respiração falha.”

Aqui na revista convivo com muitas moças inteligentes. A emancipação feminina já havia sido conquistada há muito tempo quando essas meninas nasceram. Ser ou não ser livre é uma questão que nunca esteve no horizonte delas. Em relação aos costumes, elas são livres. Nasceram livres. A independência pela qual batalham é financeira. E batalham com as armas certas: com disciplina, talento e conhecimento. Nunca precisaram do cigarro para demonstrar coisa alguma. São lindas, sensuais e charmosas. O charme das brasileiras continua a estar onde sempre esteve: na alegria, na espontaneidade, na beleza mestiça e na disposição diária de avançar e ser feliz. O cigarro não tem nada a ver com isso.

Você concorda? Discorda? Tem alguma experiência ou opinião sobre o cigarro? Conte pra gente. Queremos ouvi-la."

Que as palavras da Cristiane Segatto, possam ser a gota de água para que muitas mulheres (charmosas) brasileiras e portuguesas (especialmente as mais jovens) tomem a decisão de reduzir/eliminar o hábito de fumar e, todos nós, façamos algo mais para que a indústria do tabaco não continue a lucrar impunemente com a nossa (ausência) de saúde/vida!

Abraços saudáveis

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fumar - três acontecimentos que ontem se cruzaram comigo !


Tenho falado pouco no meu blog sob a questão do tabaco porque acredito que a solução para que se fume menos ou para quem quer deixar de fumar, passa por uma abordagem mais abrangente do que ler algo de uma forma isolada.

No entanto, ontem, três acontecimentos distintos mas sobre o mesmo tema, cruzaram-se com a minha pessoa e senti de vontade de partilhar o seguinte com os meus leitores:

Ouvi uma frase interessante do professor Fernando Pádua, médico cardiologista que dizia algo parecido com:

"O tabaco é o único produto de consumo que mata metade das pessoas que o consomem"

Dá que pensar, principalmente quando pensamos nos nossos filhos e se eles nos vêem a fumar, com certeza aumenta a probabilidade de virem a seguir o mesmo caminho!

Os meus leitores habituais sabem que diariamente faço cerca de 15.000 passos, boa parte deles em Lisboa, e faz-me mesmo, muita confusão, ver tantas mulheres a fumar perto da porta do local de trabalho. O que se passa em Portugal, para que, segundo a minha percepção do dia a dia, as mulheres estarem a fumar mais que os homens? Vocês que são tão sensatas em tanta coisa, acabaram por seguir e ultrapassar-nos neste hábito tão "pouco simpático" !!!

E por fim, li ontem o seguinte na edição "gigante" da revista SÁBADO (No 313):

"Se já sabia que deixar de fumar engorda, agora ficou a saber-se que não deixar também. De acordo com um estudo da Universidade de Navarra, que acompanhou 7.565 pessoas durante 50 meses, o excesso de peso afecta em primeiro lugar os que deixam de fumar, depois os que fumam e, por fim, os que nunca fumaram."

Se com este artigo, conseguir fazer com pelo menos um adulto (e quem sabe indirectamente os seus filhos!) deixe de fumar, já ficou minimamente satisfeito com o resultado alcançado.
Alguém me que dar esse prazer?

Boas decisões e...

Abraços saudáveis

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O infeliz comentário de Keiji Fukuda (OMS) sobre a gripe A!


Na sequência da acusação feita por Wolfgan Wodarg, chefe de saúde do Conselho da Europa de que fabricantes de medicamentos e vacinas da gripe, influenciaram a decisão da Organização Mundial de Saúde a declarar uma pandemia relativamente à gripe A (leia a notícia completa aqui, retirada do blog do Eduardo Homem de Carvalho - tem dados interessantes!), li hoje o seguinte no jornal OJE:

"OMS refuta falsa pandemia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) qualificou ontem de "irresponsáveis", "historicamente inexactas" e cientificamente incorrectas "as acusações de que a pandemia da gripe A foi uma "farsa" e que a agência sobredimensionou a sua gravidade. (...) essas alegações são também uma falta de respeito (...) as 13.000 pessoas que morreram da doença"

A resposta da OMS é tão ridícula que eu deixo alguns números para os meus leitores sentirem qual das partes parece mais lúcida nesta questão.

Causa Número de mortes/ano (no mundo)

Gripe A 13.000 (dez meses)

Gripe "normal" 40.000 a 200.000

Tabaco 5.000.000

Diabetes 3.150.000


Acredito que os números falem por si. Bilhões de dólares gastos com vacinas, remédios, etc que poderiam muito bem ter sido canalizados (uma boa parte!) para uma verdadeira gestão saúde e não para a gestão de uma falsa pandemia.

Exigirmos explicações sobre o que verdadeiramente se passou, é algo mais do que legítimo.

Abraços saudáveis

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Entrevista com o cirurgião cardíaco Dr Mehmet Oz"


Um ex-colega meu mandou-me a entrevista abaixo publicada na revista Veja (Brasil).
Por abordar um tema ao qual todos deveríamos dar mais atenção, porque o seu conteúdo é rico em sugestões que podemos incorporar no nosso dia a dia e ainda por estar numa linguagem simples e acessível até mesmo aos mais "distraídos" nestas matérias, resolvi publicá-la na íntegra.

Entrevista com o cirurgião cardíaco Dr Mehmet Oz

Breve biografia

Dr.Mehmet Oz nasceu em Cleveland, Ohio (EUA), dos pais turcos. Ele é casado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.

Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller. Alguns livros e publicações dele junto com o colega Michael F. Roizen são:

Veja - Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz - Sim. Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde. Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.

Veja - O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz - Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema. Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular.. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação. Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um pouco menos do que tem vontade.

Veja - Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz - Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas, intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.

Veja - O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz - Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem, no máximo, 500. Quem consome por volta de 2 000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.

Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz - Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo. São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.


Veja - O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz - A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado.. Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.

Veja - Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz - A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde.. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.

Veja - Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz - Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.

Veja - O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram moda a cada seis meses?
Oz - Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde. A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.

Veja - Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?
Oz - Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.

Veja - O senhor recomenda beber muita água durante o dia. Quanto se deve beber exatamente?
Oz - Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.

Veja - Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada. Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz - Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios. Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro [pessoalmente acredito que sempre que possível deveríamos beber uma água com um PH entre 6,8 e 7].

Veja - O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor. Exercícios leves são inúteis?
Oz - Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.

Veja - Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos científicos. O que o senhor acha deles?
Oz - Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não são obtidas naturalmente com a alimentação. Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.

Veja - Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz - Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos. Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente exercitar-se.

Veja - Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz - Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia. Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados.

Veja - O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz - Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o açaí, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região."

Caro leitor, se é daqueles que ainda tem muitas pequenas mudanças por fazer no seu Estilo de Vida, sugiro que escolhe duas ou três e comece a introduzi-las no seu dia a dia, ao seu ritmo, com prazer e respeitando o seu orçamento familiar.

Abraços saudáveis

terça-feira, 27 de outubro de 2009

"(...) só informação não chega: a prova mais referida disso é que, se tal fosse verdade, os profissionais de saúde seriam todos muitíssimo saudáveis."


Recomendo a leitura do livro "JOVENS com SAÚDE, diálogo com uma geração" com coordenação da Margarida Gaspar de Matos e Daniel Sampaio.

Hoje publico alguns trechos muito interessantes retirados do final da "Introdução" do livro:

"(...) só informação não chega: a prova mais referida disso é que, se tal fosse verdade, os profissionais de saúde seriam todos muitíssimo saudáveis. Paralelamente à informação há que mudar mentalidades, crenças atitudes e comportamentos. E, claro, mudar o ambiente de modo a permitir a mudança, mantendo um estilo de vida saudável e agradável.
(...)
os próprios filhos/alunos (...) sabem, em geral, responder às questões O quê? e Porquê?
O que ainda falta (...) é Como? E esta continua a ser a grande questão: Como manter-se activo? Como comer de modo equilibrado? Como não ter comportamentos sexuais de risco? Como resolver situações de interacção social sem agredir e sem se deixar agredir? Como sair com os amigos e divertir-se sem consumir álcool ou drogas? Como encontrar alternativas ao consumo do tabaco? Como resistir à tentação ou ao apelo e disponibilidade do ambiente fisico e social?

Na resposta a esta questão - Como? - perfilam-se dois tipos de respostas: (1) por um lado, a acção sobre o ambiente: como diminuir o apelo do ambiente a esse risco (sedentarismo, excesso de peso, consumo de substâncias, violência, sexo desprotegido), e como potenciar ambientes e contextos favoráveis a um estilo de vida saudável; (2) por outro lado, a responsabilização e a competência individual, ajudando os jovens a auto-regular o seu comportamento na eventualidade de terem que fazer face a a estes riscos.

Em conversas que vamos tendo pelas escolas, alunos, pais e profissionais reflectem sobre estes assuntos e identificam problemas e soluções, mas depois não conseguem falar uns com os outros e juntar esforços e recursos.
Escrevemos este livro para facilitar este diálogo!"

... e humildemente falando, é o que tento fazer no meu projecto de Qualidade de Vida, onde este blog é apenas umas das ferramentas!

Abraços saudáveis

sábado, 15 de agosto de 2009

"(...) os portugueses (...)tratam-se bastante mal(...) [os seus hábitos] vão pedir facturinha no fim da vida."


Gostei muito do artigo do Luís Pedro Nunes, publicado na REVISTAÚNICA do jornal Expresso de hoje.

"(...) li esta semana que os portugueses vivem em média mais uma década do que há 30 anos. Só que estes dez anitos de bónus em vez de corresponderem a uma existência com hossanas rodeados de netos e a passarinhar são esticados em miséria material, entubados e esquecidos num corredor de centro de saúde. (...) A verdade é que, entre uma cigarrada e o orgulho de ser lambão, mesmo os portugueses informados e formados tratam-se bastante mal, orgulhosamente mal, durante grande parte da vida. Somos sempre os europeus com os indicadores de desenvolvimento mais terceiros-mundistas quer no consumo de tabaco, álcool, sal, níveis de colesterol, na prática de desporto, dos que se expõem ao sol sem protecção a horas perigosas. Bah, tudo tretas. Mas que vão pedir facturinha no fim da vida. É que, depois, quando a ciência os mantém vivos e ventilados, culpam a falência do Sistema Nacional de Saúde, o Sócrates, o preço dos medicamentos, o 24 de Abril.
A verdade é que o português anda mirrado, pouco saudável. Aparentamos ter mais uns dez anos sobre a década extra da vida que ganhámos sem merecer.
Acabamos a morrer aos 90 com cara de 100 e stressados por não ter marchado logo aos 80."

Faço votos (e tento dar o meu pequeno contributo nesse sentido) para que, a pouco e pouco, mais portugueses e brasileiros, ganhem consciência da importância de respeitarem mais a sua própria saúde e a dos seus filhos.
Os próprios ganhariam em Qualidade de Vida e as empresas e o "Estado Providência" reduziriam custos, podendo aplicar as verbas poupadas em algo mais produtivo!

Abraços saudáveis

domingo, 24 de maio de 2009

"Empresas pagam bônus a funcionários mais saudáveis"


Desde finais de 2008 é notório que os responsáveis de empresas portuguesas e brasileiras, têm relegado para segundo plano, o investimento (relativamente pequeno) na saúde dos seus funcionários (estou a falar da gestão da saúde e não apenas da gestão da doença!), acreditando que no contexto actual esta não é umas das prioridades com que têm que se preocupar.

A notícia publicada na revista Época, deixa claro que nos Estados Unidos, onde a própria "crise" teve início, os dirigentes das empresas, já pensam de forma diferente e até, pensando no lucro das empresas, já pagam "bônus a funcionários mais saudáveis".

Abaixo, alguns trechos do artigo em causa:

"Cresce o número de empregadores que adotam programas que incentivam – financeiramente – funcionários a adotar bons hábitos alimentares e praticar mais exercícios físicos.

Fazer exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada estão virando uma questão de trabalho. Muitas empresas nos Estados Unidos estão pagando um bônus salarial a funcionários que adotarem hábitos saudáveis. Longe de estarem preocupados com a saúde pública, os empregadores querem reduzir os gastos com saúde e aumentar a produtividade.

O número de grandes empresas que estão investindo dinheiro para “subornar” seus funcionários a ser mais saudáveis é crescente, segundo pesquisa divulgada pela empresa de recursos humanos Watson Wyatt e um grupo sem fins lucrativos chamado National Business Group on Health (NBGH). O estudo investigou como as companhias estão investindo no bem-estar dos trabalhadores. De acordo com o levantamento, hoje 58% das empresas do mercado oferecem programas de bem-estar. Em 2007, a porcentagem era de 43%. Também cresceu a quantidade daquelas que pagam para os funcionários deixarem maus hábitos, como o sedentarismo e a alimentação desregrada. Em 2008 eram 53%, este ano, são 61%.

As empresas que ainda não têm esse tipo de programa estão planejando tomar alguma medida. Um estudo da empresa de consultoria Towers Perrin mostra que, entre as empresas sem programas de bem-estar, 33% delas pretendem iniciar um e 23% delas disseram que vão implantar um ou aumentar o bônus para funcionários que deixarem de lado a pizza para aderir à salada.

Os custos de saúde para as empresas que incentivam os bons hábitos diminuíram em 31% nos últimos cinco anos, segundo a Towers Perrin. Isso foi possível porque foi menor o gasto com doenças como as ligadas ao coração e o diabetes.

De acordo com a pesquisa de um grupo americano sem fins lucrativos, o Wellness Councils of America, para cada dólar que uma empresa gasta para que seus funcionários fiquem mais saudáveis, três dólares serão economizados com seguro-saúde.

A empresa de informática IBM tem um programa de saúde que ajuda os funcionários a largar o cigarro e perder peso, além de incentivar os hábitos saudáveis para os filhos de empregados. Em entrevista à revista americana Time, a diretora da área de bem-estar, Joyce Young, disse que a empresa economizou cerca de US$ 100 milhões em três anos de programa, como resultado de aumento de produtividade e economia com seguro de saúde. "

Caros leitores, definitivamente estamos a falar de uma parceria "win-win", onde podemos até pagar "bônus a funcionários mais saudáveis", mas com certeza existem outras alternativas com resultados efectivos e sustentados.
Por todas as razões e mais alguma, é importante, principalmente para a perenidade do próprio negócio, a implementação de políticas concretas nesta área!

Abraços saudáveis

quarta-feira, 13 de maio de 2009

STF rejeita ação contra lei antifumo em São Paulo


Mais um passo importante dado em prol da saúde de todos aqueles que vivem/trabalham/visitam São Paulo (Brasil). Para ler a notícia na íntegra e ou ver o respectivo vídeo, no site G1 da Globo, pode clicar aqui.

"(...)
O Supremo Tribunal Federal rejeitou na noite desta terça-feira (12) a ação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes contra a lei antifumo em São Paulo.
(...)
“Parece incrível, mas a lei estadual atropela diversos princípios constitucionais”, argumenta o diretor jurídico da Abrasel (Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento), Percival Maricato.

O governo paulista rebateu os argumentos. Disse que está amparado num tratado da Organização Mundial da Saúde, referendado pelo congresso brasileiro. E que a saúde dos não-fumantes é prioridade.

“Essas associações esquecem que o Brasil assinou um tratado internacional que está em vigor e que é mais recente, no qual o país se compromete a adotar medidas contra a contaminação do tabaco em ambientes fechados. Portanto, a lei tem toda base para ter validade”, diz o secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Marrey.
(...)

Um restaurante da cidade já se antecipou à lei e proibiu o fumo até na área aberta. Para a dona, Maria Rita Marracine, a restrição ao cigarro não vai trazer prejuízo.

"Isso é uma tendência global, essa restrição ao cigarro todo mundo sabe que é prejudicial à saúde. Então era uma questão de tempo. Só isso", afirma. "

Tenho a certeza que mais donos de restaurantes pensam como a Maria Rita Marracine, que com certeza quer e merece ter um negócio lucrativo, mas onde as verdadeiras prioridades são respeitadas, isto é primeiro a saúde (nossa e principalmente dos outros) e depois o (nosso) lucro.

Abraços saudáveis

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"(...) tabaco (...) de repente, pode produzir um coágulo de sangue que (...)!"


Acredito que a mensagem abaixo, retirada deste link, possa ser a gota de água para que alguns dos meus leitores encontrem forças para fazerem o que for preciso para deixarem de fumar.

Coração Saudável

O cardiologista de renome Valentí Fuster, respondeu às perguntas dos Colaboradores do Grupo Santander sobre como cuidar do nosso coração e da nossa saúde.

Valentin Fuster, director da Unidade de Cardiologia de Monte Sinaí (Nova Iorque) e presidente do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares (Espanha), ofereceu uma aula magistral sobre prevenção da saúde cardiovascular no Auditório da Cidade Financeira. No final da sua intervenção, ofereceu-se para responder a todas as perguntas ou questões que os empregados de todo o Grupo lhe quiseram fazer.
(...)

CARDIOLOGIA (em geral)

15. O tabaco, sem outros factores de risco, de que forma influi nas patologias do coração? Como modifica a expectativa de prognóstico de vida?

O problema do tabaco é que, de repente, pode produzir um coágulo de sangue que poderá levar ao enfarte do miocárdio. O mais importante é que o tabaco actua como um explosivo. Em qualquer momento, pode danificar-se uma artéria ao fumar. Mas ao mesmo tempo, a parte positiva é que, quando se deixa de fumar, o risco diminui rapidamente. O tabaco, por si mesmo, é um dos riscos mais importantes de doença cardiovascular e de acidentes agudos.”
(...)

Abraços saudáveis,


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mensagem com 3 anos mas ainda tão actual (infelizmente!)

Propositadamente, para relembrar o Dia Mundial contra o Cancro (câncer) de 2009, usei um post de 2006 publicado no Portal da Saúde (Ministério da Saúde), porque considero que está actualíssimo (excepto os números que agora devem ser mais altos), ao sugerir uma das principais medidas que todos devemos tomar quanto a esta questão:

"Celebra-se, a 4 de Fevereiro, o Dia Mundial contra o Cancro em mais de 80 países. "Cancro na Criança" é o tema de 2006.
(...)
O cancro afecta 160 mil crianças a nível mundial, o que equivale a mais de 400 casos por dia, tendo-se tornado a segunda causa da mortalidade infantil. Segundo Fernando Leal da Costa, Coordenador Nacional para as Doenças Oncológicas e especialista em oncologia médica, "no nosso país, em cada ano esperam-se 400 caso de cancro em pessoas dos 0 aos 19 anos. (...)"

Na opinião de Leal da Costa, "o esforço empenhado na educação das crianças e adolescentes, para comportamentos saudáveis e prevenção do cancro, será sempre recompensado no futuro. É nas crianças que temos a maior probabilidade de sucesso na prevenção do tabagismo, na criação de bons hábitos alimentares e outros comportamentos saudáveis. Até porque as crianças podem ser um excelente veículo de conhecimentos e de formação dos pais e mais uma fonte de motivação para que estes se comportem melhor".
(...)"

Pena que, três anos depois desta mensagem, ainda pouco tenha sido feito no que respeita à efectiva mudança de hábitos alimentares e não sedentarismo dos nossos filhos, parte dos quais, entre outros problemas, acabarão por contrair, por causa do seu actual estilo de vida, algum tipo de cancro.

Abraços saudáveis,

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"(...) sempre fenomenal Dom João!"


Li recentemente o seguinte testemunho de um ex-colega meu:

"Nos meus check-ups anuais, que marcava com toda a assiduidade, estava à espera que o médico detectasse alguma doença que explicasse o que eu sentia. Mas nada. Tudo estava sempre fenomenal Dom João. (...) Se não tinha nada no coração, se a minha cabeça estava óptima se os pulmões estavam a aguentar tão bem o tabaco que tinha voltado a fumar (...), se os intestinos aguentavam os dias em que não conseguia ir à casa de banho, então para quê tentar explicar-lhes que me sentia de forma corrente numa situação de tal ansiedade.
Saía dos exames médicos e sabia que os Lexotans me iriam ajudar. Ao médico sempre lhe disse que tomava esses remédios para o stress e ele achava muito bem, pois isso já faz parte da vida dos executivos. É um complemento do fato e gravata. Assim, havia que nunca esquecer esses velhos amigos. Já lá iam dez anos que viviam comigo e eu com eles. Aqueles amigos cor-de-rosa que sempre me acompanhavam para todo o lado. Andavam sempre no meu bolso ou na minha pasta. Mas porque não me faziam o efeito desejado? Porque só me acalmavam por algumas horas? Vim a saber , quase onze anos mais tarde, que não eram a cura para o meu mal. Ataques de pânico não se curam com esse tipo de medicação."

Como é possível que um médico possa dizer a um paciente como este meu amigo, que "tudo estava sempre fenomenal Dom João"?

Esquecendo agora a questão específica dos ataques de pânico, será que alguém que fuma, com intestinos que aguentam dias sem ir à casa de banho, etc, pode estar "fenomenal"?

E por último, como pode um profissional da saúde (ou será da doença?!), achar "muito bem"que os executivos usem regularmente Lexotans, porque "isso já faz parte da vida" deles, tal como o fato e gravata?

Não são conselhos destes ou omissões que considero graves, que espero do "meu" médico!

Abraços saudáveis

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Solução virtual para deixar de fumar

Para os meus leitores que estejam tentando deixar de fumar, aqui vai mais uma dica que de alguma forma vos poderá ajudar a largar totalmente esse hábito ou pelo menos a reduzir número de cigarros fumados por dia:

"Lembretes por meio de correio eletrônico são uma forma eficiente de ajuda às pessoas que querem deixar de fumar, de acordo com estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Catania, no sul da Itália.

As mensagens de e-mail apresentavam informação sobre tabaco e os danos que produz no organismo humano.

O estudo, cujos resultados foram anunciados nesta segunda-feira (17), mostrou que um terço das pessoas acompanhadas conseguiu deixar de fumar "graças ao apoio oferecido por especialistas por meio de correio eletrônico".

Entre os que não deixaram de fumar houve uma forte redução no consumo de cigarros, de 26 para oito por dia. A pesquisa analisou 30 pessoas."

Fonte: Folha de São Paulo via Reuters

Como o importante são os resultados sustentados, ficarei muito satisfeito se para alguns de vocês, esta metodologia (não sei se vamos ter especialistas nesta área, principalmente no Brasil e em Portugal, mas a divulgação desta pesquisa, poderá incentivá-los a iniciarem um trabalho semelhante!) seja o tal "clic" que faltava para uma etapa mais saudável das vossas vidas.

Abraços saudáveis,

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"na minha (sala), sou eu que mando!"

Até hoje (desde meados de 2006), não tinha escrito nada sobre os malefícios do tabaco, porque todos já sabemos que mata fumantes ativos e passivos. Mas um comentário em especial, do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, que na altura do seu pronunciamento me passou despercebido, me leva a publicar algo em nome da defesa da saúde de milhões de brasileiros.

Fumando cigarrilha durante a entrevista concedida no Palácio do Planalto, o Presidente Lula afirma:

“Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado.”

Ao ser questionado sobre um decreto que proíbe o fumo no Planalto, o presidente respondeu: “Menos na minha sala. Eu, se for na sua sala, certamente não fumarei porque respeito o dono da sala. Mas, na minha, sou eu que mando”.

Com base nestas afirmações feitas pelo Presidente da Republica (independentemente de qualquer ideologia política), gostaria muito de saber se ele manteria a mesma situação se um filho seu passasse pela seguinte (terrível) situação:

Terra Magazine - O Sr (médico oncologista Riad Younes) . possui 25 anos de experiência no tratamento de doenças causadas pelo fumo. Conte um caso que o impressionou.
Riad Younes -
O primeiro caso na minha vida médica que me chamou atenção sobre o vício do cigarro, a dificuldade de largar o cigarro e a tragédia que isso pode causar ocorreu quando eu estava em treinamento na residência, no meu primeiro plantão em UTI no Hospital das Clínicas, que foi numa UTI cirúrgica. Eu já era médico formado há três anos e meio. Quando chego nesse meu primeiro plantão, eu ouço um paciente gritando lá do fundo. Perguntei o que era aquilo para o outro médico de plantão e ele "ah, isso aqui é assim todo dia". Eu fui lá ver o paciente. Ele devia ter uns 40 anos de idade, jovem, e ele estava gritando querendo que alguém acendesse um cigarro para ele. Na verdade, esse paciente tinha sido operado, era a quinta operação dele e nas primeiras operações foi preciso amputar as duas pernas na altura do joelho. Depois amputaram o braço esquerdo na altura do cotovelo e dessa vez tinham amputado o braço direito. Ele tinha uma doença conhecidíssima causada pelo cigarro, que obstrui as artérias dos braços e das pernas.

Como chama essa doença?
Tromboangeíte obliterante. Então, esse paciente perdeu uma perna mas continuou fumando, perdeu a outra e continuou fumando, perdeu um braço, perdeu o outro... Ele ficou, coitado, um tronco com quatro tocos pendurados nele, gritando por cigarro por não conseguir acender o cigarro porque não tinha mais mão. Eu fiquei chocado. Fui tentar conversar com ele e ele disse "não fala comigo, eu quero um cigarro, não quero nem saber". Veja você o tamanho do problema.

Num outro comentário sobre a (triste afirmação do Presidente Lula), pode-se ler:

“Achei uma atitude autoritária, até porque a sala não é dele, já que o prédio é público. Se o projeto for aprovado, nem mesmo o presidente está acima da lei, não é mesmo.”

Acreditam que quem pensa assim sobre a questão do tabaco, está convicto de que a saúde da população brasileira, é algo que deva estar no topo das prioridades dos nossos governantes?

Abraços saudáveis,