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terça-feira, 22 de junho de 2010

"Cameron Herold: Let's raise kids to be entrepreneurs"

E o TED sempre a presentear-nos com vídeos excelentes!

Comentei hoje, sobre o excelente "talk" do Cameron Herold, que intitula este post:

"Não podia estar mais de acordo e aqui temos um exemplo perfeito sobre a importância da educação que damos aos nossos filhos em casa (não basta a escola!).

Eu não irei tão longe a ensinar a minha filha que só pode ser empreendedora, mas se eu e a minha mulher conseguirmos com que ela se sinta confortável em criar o seu próprio negócio ou querer abraçar projectos profissionais dentro de uma empresa, já é uma diferença enorme face à regra geral que verificamos em Portugal (não tanto no Brasil!)."

Clique aqui para assistir ao vídeo que tem a duração de quase 20 minutos.

Abraços saudáveis

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ernâni Lopes - soube fazer e quando fala, fá-lo bem!

Caro leitores (especialmente em Portugal),

Tive o privilégio e a honra de ter sido aluno do Prof. Ernâni Lopes e realmente, aquelas aulas teóricas enchiam e ficavamos pregados à cadeira até ao último segundo.

É um homem que que tem o raro dom de combinar um elevado conhecimento técnico com uma postura humana, realista e pedagógica, capazes de unir os portugueses naquilo que eles próprios tem que resolver - criação de riqueza e gastarem menos do que aquilo que produzem.

O que precisamos fazer ou melhor, não tolerar mais, para que talentos como os do Prof. Ernâni Lopes sejam colocados, de novo, ao serviço de de Portugal?

Nota para os meus leitores brasileiros: não tenho dúvida em afirmar que o Ernâni Lopes é o equivalente em Portugal ao Henrique Meirelles no Brasil, que todos sabem com grande mestria, conseguiu colocar a economia do Brasil, numa trajectória muito "simpática", desde que aceitou em 2002, o cargo de presidente do Banco Central.

Clique aqui para ouvir as sábias palavras do Prof. Ernâni Lopes (vídeo de 52m).

Abraços saudáveis

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"A crise é culpa da natureza humana"

Na sequência do artigo "Dan Ariely pergunta: Controlamos as nossas decisões?" que publiquei no passado dia 26 de Novembro, hoje acrescento uns trechos de um artigo sobre algumas conclusões interessantes deste "economista comportamental", cuja reflexão pode contribuir de forma significativa para uma melhora da nossa própria Qualidade de Vida. (Fonte jornal Expresso de 12 Dezembro 09).

"Quando era pequeno quis saber o que era a inflação. O avô economista explicou-lhe o conceito com um exemplo: "Imagina um estádio cheio a ver um jogo de futebol. De repente, a fila da frente levanta-se para ver melhor. Atrás todos fazem o mesmo e no final todos vêem exactamente o mesmo que no início, mas agora estão em pé" [considero muito elucidativa esta explicação sobre o que é a inflação!].

(...) uma das (...) principais vítimas [da crise] foi a escola de Chicago, onde pontificam nomes como Milton Friedman, Robert Lucas ou Eugene Fama (...) "Eles reconheciam que as pessoas eram irracionais mas que não seriam irracionais se fossem profissionais altamente bem pagos para tomar decisões de milhões de dólares num mercado competitivo".
(...)
"O mercado falhou de uma forma tão significativa que mostrou que os erros das pessoas não foram erradicados com estes incentivos. Pelo contrário, até foram agravados".
(...)
Um dos problemas com o sector financeiro é que por vezes as pessoas envolvidas não compreendem os perigos [algumas compreendem, digo eu!]. Nada como um exemplo com mensagens escritas de telemóvel (SMS) para compreender que nos estamos a comportar como idiotas e que podemos morrer e matar outros. As pessoas em Wall Street nem sempre compreendem que o que estão a fazer é perigoso [acredito que algumas estejam bem conscientes sobre exactamente o que estão a fazer!]."
(...)
os verdadeiros responsáveis são a natureza humana e a falta de compreensão da natureza humana".
(...) deixados ao seu livre arbítrio, já se sabe que os comportamentos individuais não são muitas vezes os mais adequados, seja a poupar, privilegiando o presente em detrimento do futuro, seja a endividar-se para ter um carro maior do que o vizinho ou (...).

Tal como a história da inflação e dos espectadores na bancada do jogo de futebol do avô de Dan Ariely, diversos comportamentos que parecem racionais à primeira vista geram resultados finais completamente irracionais. E, em muitos casos, são demasiado previsíveis para não serem levados em conta.

PARTIDAS DA MENTE

FASCÍNIO PELO GRÁTIS
O conceito de grátis é um dos mais poderosos de marketing. O zero não é apenas um preço particular. É uma fronteira da racionalidade dos agentes económicos. Numa experiência com chocolates, Ariely mostrou que as pessoas preferem um chocolate grátis de pior qualidade do que comprar por poucos cêntimos um chocolate melhor.

PLACEBO DOS PREÇOS
O conhecido efeito placebo dos medicamentos também pode estar relacionado com os preços. Estudos mostram que os doentes que compram os medicamentos mais caros dizem ter tido melhorias mais acentuadas

DEIXAR PARA AMANHÃ
"Deixar para amanhã o que se pode fazer hoje" é uma prática frequente e é outro exemplo de irracionalidade que se manifesta, por exemplo, nas decisões de poupança.

DINHEIRO ESTRAGA AMIZADES
O dinheiro é a linha que separa as regras de mercado do mundo das normas sociais. Levar uma garrafa de vinho para um jantar em casa de amigos é um sinal de cortesia. Mas entregar ao anfitrião o dinheiro da garrafa pode ser mal interpretado.

A RELATIVIDADE NA COMPRA
Numa escolha entre três hipóteses - duas das quais mais facilmente comparáveis - o consumidor tende a esquecer-se da terceira.

A (...) HONESTIDADE
Muitas pessoas são capazes de roubar uma maça mas seriam incapazes de roubar o dinheiro correspondente. A desonestidade diminui quando há dinheiro envolvido e, (...)

TÃO CARO, PORQUÊ?
Um dos conceitos citados no livro "Previsivelmente Irracional" são os preços-âncora. Muitos bens têm preços elevados apenas porque o primeiro preço que tiveram era alto e passou a servir de referência."

É através de pequenas mudanças em cada um de nós que conseguiremos resultados palpáveis a nível global.

Abraços saudáveis

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Empresas ajudam funcionários a poupar para o futuro"

Na sequência do artigo "Poupar para dar aos que merecem [incluindo nós próprios]", considerei importante a seguinte informação divulgada pelo Grupo (brasileiro) Qualicorp:

"A maioria das empresas acredita que ser facilitadora na garantia da previdência dos funcionários é um de seus maiores papéis, segundo pesquisa realizada pela consultoria Mercer realizada em 33 países. A notícia é do site InfoMoney.

Dados mostram que 55% das companhias encorajam os funcionários a pensar na sua aposentadoria com maior responsabilidade, oferecendo programas educativos que permitam a tomada de decisão consciente.
(...)
Porém, para a líder da Mercer, Barbara Marder, nem todos os funcionários estão prontos para fazer isso por sua própria conta, tendo em vista que se acostumaram com a segurança financeira proporcionada, em outra época, pelas empresas e pelo governo."

Alguns comentários:

- tenho algumas duvidas que uma percentagem tão grande de empresas encoraje de uma forma efectiva os seus funcionários nesse sentido (falar é fácil mas implementar de uma forma sustentada e com resultados é outra coisa!)

- talvez a nota mais importante seja a conclusão da Barbara Marder, descrita no último parágrafo.
Considero preocupante a mentalidade de muitos colaboradores, ao ainda acreditarem na "segurança financeira proporcionada, em outra época, pelas empresas e pelo governo."

- os meus leitores sabem que sou defensor que as empresas invistam no seu capital mais precioso, as pessoas, mas numa lógica de "ensinar a pescar" e não apenas dar o "peixe". Além disso qualquer política de gestão de talentos, tem de ser compatível com a gestão do fluxo de caixa e da geração sustentada de resultados.

- é óbvio que existem empresas que conseguem, entre outros benefícios, contribuir financeiramente para a previdência aos seus colaboradores mas tendo em conta a realidade da maior parte do tecido empresarial português, brasileiro (e não só!), já é suficientemente relevante, que cada empresa possa servir de canal privilegiado para promover e incentivar a tal definição de prioridades de cada um (e respectiva família), onde a protecção pessoal financeira incluindo a reforma (aposentadoria), ocupem um lugar proporcional à sua importância actual e futura na Qualidade de Vida dos primeiros!

Os tempos são outros e cada um de nós tem que fazer parte da solução (sem negar a quota-parte das nossas empresas)!

Abraços saudáveis

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Poupar para dar aos que merecem [incluindo a nós próprios!]"


Sexta feira dia 30, foi o dia da poupança. Tal como ter saúde, no fundo é ter uma poupança do nosso sistema imunitário para podermos usá-lo mais tempo e numa idade em que mais precisaremos dele, reforçarmos o nosso sistema imunitário financeiro é algo que, em conjunto com o activo saúde nos possibilita conseguir uma melhor Qualidade de Vida presente e futura.

Mas como poupar (em saúde e financeiramente falando) é algo lógico mas que poucos o conseguem fazer e em quantidade suficiente, publico hoje mais um excelente editorial do jornal Destak, escrito pela sua directora, Isabel Stilwell. Quem sabe, por via indirecta, consiga o efeito desejado que é o de levar os meus leitores a decidirem por eles próprios, a mudarem alguns dos seus comportamentos nesta matéria. Boa leitura!

"Poupar para dar aos que merecem. Hoje é o dia em que nos mandam poupar. Como poupar dinheiro é para a maioria de nós uma impossibilidade, porque o dinheiro nem chega até ao fim do mês, temos que ser mais criativos no conceito. Se me deitasse no divã de um psicanalista e ele me pedisse para dizer tudo o que associava à palavra Poupar, acho que eram estas as ideias que saltavam de imediato.

POUPAVA EM CHATICES Há tantas coisas com que nos angustiamos
que não valem a pena. Desconfio que nos preocupamos com o irrelevante, para não pensar no que realmente dói. É uma defesa, mas o saldo acaba por ser negativo.

POUPAVA EM TRÂNSITO Não há nada que roube mais qualidade de vida do que as horas passadas em engarrafamentos. Não estamos no emprego, não estamos com os nossos filhos, e sentimo-nos em falta para com todos. Para não falar na inflamação do músculo da perna da embraiagem, de tanto
“pára-arranca”.

POUPAVA EM PAZ PODRE O tempo que se perde a evitar um conflito, que resolvia de uma vez o problema, é imenso. Se ao menos metêssemos na cabeça que um conflito bem gerido é mil vezes preferível à paz podre, poupávamos muita ansiedade e irritação.

POUPAVA EM MANTEIGA É mentira, não poupava nada. Nem no pão quente. Poupava era em dias de trabalho. Queria mais dias para piqueniques e para jardinar.

POUPAVA NOS MAUS Como diz Eduardo Sá sempre que gastamos a nossa bondade com pessoas más sobra menos para
as boas. Vendo bem, a frase aplica-se a todas as nossas escolhas."

Agora, só falta saber por onde quer começar a poupar. Depois de ganhar algum embalo, as restantes "modalidades" tornar-se-ão mais fáceis de concretizar!

Abraços saudáveis