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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Projecto Memória - ferramenta estratégica de comunicação corporativa - notas soltas (12)

Frases de Steve Denning que gostei:

Storytelling is often the best way for leaders to communicate with people they are leading. Why? It is inherently well adapted to handling the most intractable leadership challenges of today – sparking change, communicating who you are, enhancing the brand, transmitting values, creating high-performance teams, sharing knowledge, taming the grapevine, leading people in to the future.

Abraços saudáveis

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Projecto Memória - ferramenta estratégica de comunicação corporativa - notas soltas (11)

Frases de Steve Denning que gostei:

"Storytelling is more than an essential set of tools to get things done: it’s a way for leaders – wherever they may sit – to embody the change they seek. Rather than merely advocating and counter-advocating propositional arguments, which lead to more arguments, leaders establish credibility and authenticity through telling the stories that they are living. When they believe deeply in them, their stories resonate, generating creativity, interaction and transformation."

Abraços saudáveis

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"O paradoxo do sucesso empresarial"


Nesta nova etapa, que começa hoje em Portugal, vale a pena reflectir (e agir em conformidade!) sobre as sábias palavras do Professor Marins:

"Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. E como isso ocorre nas empresas?

Segundo o prof. Marins, quando as empresas são fundadas, geralmente por um empreendedor visionário, o objetivo empresarial é servir encantadoramente e surpreender seus clientes através de produtos e serviços de qualidade diferenciada, preço justo e atendimento excelente. Ganhar dinheiro é uma consequência do trabalho feito com excelência.

O paradoxo do sucesso empresarial aparece quando após alcançar o merecido sucesso, muitas empresas, começam a profissionalizar a gestão contratando executivos "experientes", que invertem os objetivos empresariais. Para eles "ganhar dinheiro" passa a ser a causa e não a consequência. O pior é que muitas vezes, os próprios empreendedores são "convencidos" pelos seus executivos de que aquela visão inicial da empresa, não é mais adequada à realidade do mercado.

O resultado desta inversão de valores é que em pouco tempo, clientes, fornecedores e a própria comunidade insatisfeitos e "traídos" pela mudança de postura da empresa, começam a abandona-la."

Abraços saudáveis

terça-feira, 5 de abril de 2011

Behind the Badge - Portland Police Bureau



Um excelente vídeo para qualquer líder empresarial, conseguir enxergar bem, a riqueza do activo tangível e intangível que são as Pessoas que com ele trabalham.

Em momentos menos fáceis, como os que vivemos em Portugal, é importante saber como conseguir incorporar a história de cada Pessoa da empresa (stakeholders relevantes) na definição da estratégia a seguir.

Abraços saudáveis

sábado, 19 de março de 2011

A solução para Portugal, está em procurarmos de forma diferente, o próximo líder!



Portugal precisa de procurar de uma forma diferente, quem são aqueles que verdadeiramente conseguem pensar "out of the box" e colocar o país no caminho certo.

Não tenho dúvidas, que a solução, está em acertamos na escolha do próximo líder e este, na respectiva equipa governativa.

Abraços saudáveis

segunda-feira, 7 de março de 2011

"O que deve ser a cultura das novas organizações"

Publiquei hoje no Facebook:

"As organizações privadas portuguesas não são, em geral, modelos de criatividade, flexibilidade e responsabilidade. Convido o leitor a contrastar a sua provável experiência com a filosofia da Netflix, apresentada em http://tinyurl.com/m8s9bv. A Netflix é, para muitos observadores, o paradigma do que deve ser a cultura das novas organizações." (Palavras de António Câmara)

O trecho acima foi retirado daqui:



Fiquei muito bem impressionado com a filosofia da Netflix. Sugiro fortemente a leitura do respectivo "Reference Guide"!

Abraços saudáveis

domingo, 6 de março de 2011

"Julgar é mais importante que decidir"

Publiquei hoje no Facebook:

Excelente (pequeno) artigo sobre Gestão/Liderança! (clique aqui para lê-lo)

Abaixo um trecho do artigo:

‎"O que um líder deve fazer para que sua equipe tenha um bom julgamento?

Ele deve transmitir os valores da empresa para sua equipe. Se o grupo possui as mesmas bases de valor de seu gestor, mesmo com pouco tempo, todos terão a intuição alinhada para analisar e fazer um bom julgamento. Logo, uma boa decisão será tomada. É necessário ter uma base com valores, ideias e uma visão de motivação para tomar boas decisões. Se existe a certeza de que as pessoas envolvidas no processo têm valores fixos e a certeza que mobilizarão pessoas, então é possível ter um bom julgamento."

Tão "simples" e verdadeiro, mas, infelizmente, tão pouco praticado!

Abraços saudáveis

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Um vídeo de futebol para reflectirmos sobre o mundo corporativo!

Publiquei hoje no Facebook:

Excelente vídeo (clique aqui para assistir - menos de um minuto!) para fazermos, pelo menos 4 perguntas no mundo corporativo:

- o líder aprova e ou incentiva, o uso de práticas desleais para fazer crescer o seu negócio?
- o líder ao tomar conhecimento de um comportamento destes, age com firmeza, perante os vários stakeholders envolvidos?
- o líder e respectiva equipa, acreditam que esta (falta de!) estratégia, pode gerar resultados crescentes e sustentados?
- como fica a reputação da empresa, quando um dia, se descobre, a forma como se comporta no mercado?


Gerir empresas, é gerir Pessoas, e quem se quer diferenciar de forma positiva e sustentada, não pode pactuar com imagens destas na sua empresa (e não só!).

Abraços saudáveis

sábado, 11 de dezembro de 2010

"Um veneno chamado vaidade" - artigo sobre Obama

Escrevi hoje no Facebook:

Há pouco mais de 2 anos, publiquei com muito entusiasmo e esperança, no meu Blog, um post intitulado "YES WE CAN....... Gerir a Mudança com Inteligência Emocional".

Hoje, com alguma tristeza, partilho o artigo "Um veneno chamado vaidade" , (grande, mas vale a pena ler!), o qual valida que precisamos de verdadeiros estadistas(*), que tenham a visão do que é preciso fazer, e a concretizem, com todas com todas as inerentes dificuldades de percurso, que, naturalmente, surgirão.

Abraços saudáveis

(*) "Normalmente ocorre de o estadista ser incompreendido pois preocupa-se com o longo prazo e toma decisões impopulares a curto prazo, enquanto a... maioria dos políticos preocupa-se com resultados imediatos de suas ações. Assim se diz que:

- O estadista se preocupa com a próxima geração e o político com a próxima eleição.

Já, um biógrafo de Alexander Hamilton, diz que o estadista pratica a política da colméia, ao passo que os “políticos” praticam outra política – a política da abelha. No primeiro,tudo se subordina ao interesse coletivo. Nos segundos, tudo se subordina ao interesse individual."
(fonte: WikipédiA)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Desafios das empresas para manter os talentos da geração Y e melhorar a convivência deles com os mais velhos"

Depois do vídeo sobre a empresa Facebook a propósito do convívio profissional entre as gerações BB, X e Y (clique aqui para revê-lo), hoje deixo-vos com a 3a parte desta excelente reportagem feita pela Globo.

Abraços saudáveis

domingo, 21 de novembro de 2010

Empresa Facebook: As gerações BB e X,precisam entender como funciona a geração Y e saberem yplissionarem-se em tempo útil!

Publiquei hoje no Facebook:

Gerações BB e X,precisam entender como funciona a geração Y e saberem yplissionarem-se em tempo útil.Aqui está mais uma BOA ideia para Portugal (claro que alguns portugueses já pensam e agem assim, mas precisamos replicar.

Clique aqui para ver uma excelente reportagem da Globo sobre como funciona a empresa Facebook.

Abraços saudáveis

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Groundforce - a ser verdade, o que significa verdadeiramente, despedir colaboradores à distância e por email ou pela televisão?


Não tenho informações suficientes para opinar sobre a necessidade da Groundforce despedir mais de 300 colaboradores, mas não posso terminar a semana sem comentar o seguinte:

- A gestão da Comunicação (interna e externa), incluindo a gestão da reputação de qualquer empresa, tem a obrigação ética, moral e até comercial (porque sai caro ignorar este princípio), de respeitar aquilo que, supostamente (fico com dúvidas neste caso!) , é o seu principal Activo - os colaboradores que nela trabalham.

- Dou o benefício da dúvida, porque ainda só ouvi uma das partes envolvidas, que o despedimento colectivo anunciado, tenha chegado aos respectivos destinatários por email e ou, no caso de um dos colaboradores que estava no dentista, pela televisão que havia no consultório.

- Não se despede ninguém por email, à distância, sem que nenhum responsável da empresa tenha dado a cara (a ser verdade porque, como já referi, até ao presente momento, ainda não ouvi qualquer esclarecimento sobre o sucedido por parte dos responsáveis da empresa)

- Pergunto se os responsáveis por este despedimento, tem conhecimento do TAP Group`s Code of Ethics (clique aqui para visualizá-lo) e, em caso positivo, se o seu conteúdo foi feito para embelezar (ou dito de outra forma, para enganar os diversos stakeholders) a moldura mostrada aqueles, que de alguma forma, têm algum tipo de relação profissional com a empresa?

- Incentivo fortemente, a que os responsáveis da Groundforce, apareçam e nos dêem a sua versão dos acontecimentos. Ao fazê-lo, quem sabe, todos, incluindo os próprios colaboradores agora despedidos, possam entender e aceitar as decisões que tomaram. Caso não o façam, considero que estamos perante uma equipa de executivos, que de executivos pouco têm, e são o espelho de tantos outros, que, ao não saberem ou não quererem gerir BEM, as empresas para as quais foram contratados, levaram Portugal para o caos em que se encontra.

Pergunto, a ser verdade, se os responsáveis da Groundforce sabem o preço que vão pagar por agirem assim:

- quanto cusata a vontade daqueles que agora saem, em prejudicar a empresa da melhor forma que souberem?
- quanto custa, a desmotivação, o receio, a falta de saúde, etc, nos colaboradores que ainda ficam?
- quanto custa, o impacto negativo que naturalmente vai criar em futuros clientes?
- quanto custa o impacto negativo junto das instituições que financiam a sua actividade (se fazem isto assim, qual o grau de idoneidade que está por trás dos números que apresentam para conseguirem crédito?)?
...

Termino com uma mensagem de esperança, porque, se aqueles que têm poder para tal, colocarem à frente das nossas empresas, gestores que saibam agregar valor a todos os seus stakeholders, Portugal tem todas as condições para sair deste buraco financeiro e proporcionar uma melhor Qualidade de Vida a todos os que neles acreditam e trabalham para esse fim.

Abraços saudáveis

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Portugal tem solução com pessoas como o sr. Rui Nabeiro e o Ségio Figueiredo (Fundação EDP)!


Palavras do Sérgio Figueiredo (presidente da Fundação EDP), no vídeo (1a parte ) do programa Prós e Contras de ontem (clique aqui para assistir ao vídeo):

"(...)
As condições de sustentabilidade de uma sociedade não existem, não se constroem sem a geração de riqueza. Por tanto, o ponto de partida é que o país perdeu capacidade de gerar riqueza (...).

Mas há aqui uma falsa dicotomia que eu gostava de ajudar a esclarecer, (...) que é como é que um empresário ou um gestor, cuida da competitividade da sua empresa e ao mesmo tempo, faz solidariedade?

Se alguma o Sr. Rui Nabeiro representa e representa muito, é que ele ao fazer o que faz, está a tornar a sua empresa muito competitiva e a prova disso é a longevidade do projecto empresarial que ele tem. Nunca comprometeu as bases, de racionalidade, de gestão eficiente mas envolvendo as pessoas no negócio, não olhando para o cliente como alguém que está no fim da linha, que é tratado apenas pelo preço e pela qualidade do produto (...).

O que ele conseguiu, foi estar à frente no seu tempo, e gerar relações de confiança, um sentimento de pertença que é escasso em Portugal, não é só em relação às empresas que a sociedade gerou, às instituições em geral.

Há uma crise de confiança, os portugueses deixaram de acreditar nos reguladores, nos políticos, em várias instituições incluindo as suas empresas.

Perdeu-se também a confiança na capacidade de fiscalização daquilo que é exatamente, necessário apoiar (...) Um Estado que não fiscaliza, não cumpre um dos seus deveres fundamentais, que é cuidar da parte do dinheiro que vai buscar à sociedade para fazer a redistribuição.

O que também é falso, uma falsa ideia pensar que a empresa é criada para redistribuir rendimento. A empresa gere riqueza. A empresa paga impostos, cria emprego, mas, e isto o Sr. Rui Nabeiro mostrou à sociedade portuguesa, não se pode limitar a conformar e a dizer, pronto agora o Estado que pegue o meu dinheiro e faça a redistribuição como entender.

Uma empresa que distribui electricidade, um Banco que concede crédito, está a lidar com pessoas. Essas pessoas quando decidem que estão no Montepio ou num concorrente do Montepio, assentam a relação com essa instituição na base da confiança. Todo o trabalho que nós fazemos no sector empresarial, que traga as pessoas para dentro da empresa, e é uma rua com dois caminhos; as próprias pessoas que trabalham nas empresas, vivem os problemas do seu país e está-se a mudar a cultura empresarial, o sentimento de pertença dos próprios colaboradores e uma relação longínqua com os clientes daqui a 20 anos, por tanto os que nós estamos é de tornar a sociedade mais próspera, porque não há empresas em Portugal, ou em qualquer parte do mundo que prosperem, em sociedades que se degradam.

Isto é uma visão nem que seja defensiva, mas é verdade. O salto que temos que dar e é esse o repto que está lançado ao sector empresarial, é que coloque os recursos que tem, e não são recursos da dimensão de um orçamento de Estado, portanto não é expectável que o sector privado preencha aquilo que o Estado hoje não conseque alcançar, é que coloque os recursos, a capacidade de inovação, (...), essa relação, digamos, de proximidade com os seus clientes de forma a que seja um actor da sociedade.

Nós todos temos a noção e eu quando estive 20 anos no jornalismo, não foram suficientes para quebrar um pouco o preconceito que as empresas que fazem mecenato, estão a fazê-lo por uma questão de imagem, ou de marketing e que a sua finalidade não é propriamente fazer bem à sociedade. Quero-lhe dizer Fátima, que hoje, estando à frente de uma fundação corporativa, constato que grande parte dessa ideia feita, é muito responsabilidade das empresas que têm uma lógica muito do leva o logotipo, leva o cheque e agora dá-me reputação e dá-me uma boa imagem.

Isto está, felizmente, a mudar. Porque estamos a perceber que isso, primeiro, não é sentido, mesmo pelos parceiros que apoiamos, portanto, que têm uma relação conosco de mero financiador, e a construção da sociedade nova, a sociedade nova que estamos aqui hoje a discutir e que não é uma sociedade alternativa ao capitalismo, porque, como dizia alguém, este é o pior dos sistemas, excepto todos os outros, (,,,) temos que ter um capitalismo mais participado.

O é que o Sr. Rui Nabeiro conseguiu? Conquistou o direito social a operar. Ele pode dizer, o meu café é melhor que todos os outros, mas não é só isso que o distingue dos seus clientes. A sociedade portuguesa, revê-se no exemplo. Isso não fideliza? Claro que fideliza.

No dia em que ele, perder essa capacidade de gerar essa riqueza, gerar esses lucros, ele não tem como distribuir, portanto não há qualquer antagonismo entre a competitividade empresarial. Há aqui uma visão que se impõe que os gestores portugueses tenham, que façam que os processos de inovação social, sejam integrados no próprio modelo de negócio. Inovar não é só criar uma tecnologia diferenciadora e um produto que faz também a diferença. (...)."

Já era um fã incondicional do sr. Rui Nabeiro. Não conhecia o histórico profissional e humano do Sérgio Figueiredo, mas fiquei muito bem impressionado com o que ouvi.

Portugal tem solução!

Abraços saudáveis

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"O que ajuda a ter sucesso na vida: conhecer e procurar melhorar as suas fraquezas ou conhecer e desenvolver os seus pontos fortes?" (última parte)

... continuação

"Quando um colaborador é confrontado com algo de negativo no seu desempenho, uma resposta emocional negativa tende a ocorrer. A amígdala, o orgão responsável pela memória emocional, é activada; e perante o contexto de perigo, o processo fisiológico do "stress" desencadeia-se, conduzindo a descargas hormonais como a adrenalina e o cortisol, que geram o desconforto típico das emoções negativas e conduzem a uma inibição cortical. Ou seja, o indivíduo bloqueia, já deixa de ter acesso às funções corticais superiores à resolução criativa de problemas, ao raciocínio lógico-dedutivo, competências frequentemente esperadas para resolver "o problema" que lhe é apresentado. Em vez disso, o colaborador activa os seus mecanismos de defesa e vê-se apenas capaz de responder com base na experiência anteriormente aprendidas de e tomadas automáticas.
Há, contudo, uma aprendizagem importante com que o confronto com o o fracasso lhe permite fazer: Medo. O medo de fracassar outra vez e voltar a passar pelos sentimentos negativos que as descargas hormonais do "stress" o fizeram vivenciar. É este medo que o levará a produzir mais comportamentos defensivos nas experiências seguintes, e que reduzirá a sua proactividade. É o sentimento de não ter sido capaz que reduzirá o seu sentido de competência.
(...)
Richard Branson, (...) é conhecido entre os seus colaboradores como "Dr. Yes", isto porque, (...) apresenta constantemente uma atitude positiva perante qualquer dificuldade, estimulando os seus colaboradores a contornarem o "não", procurando a resposta que leve ao "sim, é possível"
(...)
É reconhecido que desde a Segunda Guerra Mundial o campo da psicologia se tem focado sobretudo em resolver as fraquezas e a tratar as perturbações psicológicas. Os estudos sobre o funcionamento cerebral e o papel da felicidade na optimização do capital humano - que tem ocorrido nas últimas duas décadas - deu origem ao emergir do movimento da "Psicologia Positiva", que promete uma revolução no papel das organizações e, em particular, no papel do líder.

Deste espera-se uma liderança transformacional e o estímulo da motivação intrínseca dos indivíduos que compõem as suas equipas, alicerçando a sua acção no reforço e no desenvolvimento do talento, através do "feedback" positivo atento e constante, do aumento da autonomia, da introdução de práticas , sustentando a criatividade e encorajando a rede de trabalho.

Um grande desafio para os líderes da segunda década do século XXI: libertarem-se dos medos, descobrirem e desenvolverem as suas forças , desenvolverem uma atitude positiva relativamente às competências das suas equipas, serem hábeis a identificar o talento e a fazê-lo florescer, tornando-se mestres de uma comunicação assente na linguagem positiva e no entusiasmo, que ajude cada elemento a tornar-se autor da sua própria história de sucesso." (Fonte: revista Human)

Caro leitor, na sua empresa vive-se o clima mencionado nos primeiros dois parágrafos ou nos últimos quatro?

A sua resposta será um excelente indicador do (in)sucesso do projecto profissional do qual você faz parte.

Boas decisões (especialmente para os líderes!) e...

Abraços saudáveis

domingo, 24 de outubro de 2010

"O que ajuda a ter sucesso na vida: conhecer e procurar melhorar as suas fraquezas ou conhecer e desenvolver os seus pontos fortes?" (1a parte)


Continuo a sentir necessidade de focar na saúde das empresas, para que tenhamos soluções concretas que contribuam para a criação de riqueza na actual e adversa conjuntura.

Na revista Human , li o artigo Liderança Postiva, intitulado "A verdadeira gestão do talento" de onde retirei os seguintes trechos:

"O que ajuda a ter sucesso na vida: conhecer e procurar melhorar as suas fraquezas ou conhecer e desenvolver os seus pontos fortes?"
(...)
A maioria das pessoas em todos os países estudados [pela Gallup International] mostrou focar-se essencialmente no seus pontos fracos.

A questão que ocorre é:"E isso resulta?" Não. Não é com o enfoque nas dificuldades que as pessoas tendem a obter os melhores desempenhos. Na verdade, a mesma instituição ao entrevistar milhares dos maiores gestores do mundo descobriu que estes perdem pouco tempo a tentar melhorar as principais dificuldades dos colaboradores das suas equipas, colocando enfoque naquilo que cada um faz melhor.
(...)
Quando o enfoque é colocado nos nossos sucessos, nos nossos pontos fortes e nas nossas virtudes, tendemos a sentir-nos mais autoconfiantes e valorizados, por isso somos mais proactivos, persistentes, sentimo-nos motivados para alcançar os nossos objectivos, tornando-nos portanto mais eficazes (Cameron, 2008; Cliffton/Harter, 2003).

A experiência diz-nos, contudo, que não é esta a prática corrente no contexto das nossas organizações. Segundo Henry (2004), "em termos de prática quotidiana, a maioria das organizações parece operar através de uma orientação negativa, ou seja, estruturas hierárquicas, orientação para a resolução de problemas e uma rede de competências para o desenvolvimento".

Uma das queixas mais habituais no que se refere ao papel dos líderes diz respeito justamente à ausência de "feedback" positivo. Por outro lado, os líderes vêem-se frequentemente como quem tem a responsabilidade de "corrigir" o que está mal nas suas equipas; de intervir necessariamente perante os erros, os problemas, as dificuldades; são muitas vezes o bombeiro e o polícia, numa atitude que promove essencialmente um papel curativo e menos preventivo, e ainda menos catalizador.

continua...

Abraços saudáveis

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cirque du Soleil - uma lição de humildade que, mais uma vez, gera excelentes resultados!


Estou verdadeiramente impressionado, com o exemplo de liderança dado pelo Cirque du Soleil (na realidade não deveria, porque os seus resultados sustentados de excelência, são o reflexo natural de uma gestão de talentos muito especial)!

Vejam bem o que eles fazem quando, chegam a uma cidade pela 1a vez:

Quando perguntei ao Maurice [director artístico do 1o espectáculo que ia ser feito em París] como se sentia, reconheceu que estava nervoso.
(...)
Disse a Maurice que achava a sua ansiedade surpreendente, (...). Ele respondeu: "Au contraire, meu amigo! Confrontamo-nos com os nossos medos todos os dias. A verdade é que QUEREMOS assustar um pouco - até atingirmos os nossos limites - e depois ultrapassar esses medos. Temos de nos atirar para o abismo antes de começarmos a voar. O maior perigo não é o de falharmos, mas o de nos sentirmos confortáveis, o de atingirmos uma certa altitude e ligarmos o piloto automático do espectáculo.
(...)
- "Então como evitam sentir-se demasiado confortáveis?"
- "Gostamos de misturar os artistas com grupos locais que encontramos nas nossas viagens - malabaristas, acrobatas, comedores de fogo, músicos, mimos, manipuladores de marionetas, escolas de circos, grupos de dança, até cabarets.
Encontramos grupos artísticos em todas as cidades que visitamos. Se oferecem algo especial, como tem acontecido, frequentemente na Europa, podemos convidá-los a fazerem um workshop para os nossos artistas - é parte do processo de mantermos os nossos artistas "frescos" e em permanente desafio. Ou podemos organizar uma troca - fazemos um workshop para eles e eles fazem um para nós.

(...) nunca se sabe onde um encontro ocasional destes nos pode levar!"

Fonte: CIRQUE DU SOLEIL - A Chama da Criatividade

Quantas empresas, líderes no seu segmento ou com uma dimensão significativa, têm a humildade suficiente para aprender algo mais, com os "pequenos players" locais?

Quantas empresas FAZEM QUESTÃO em manter as respectivas equipas numa situação de desconforto, para evitar que estas tenham um comportamento de quem já não tem nada a aprender?

Grandes lições que o Cirque du Soleil, dá ao mundo empresarial (e não só!).

Abraços saudáveis

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cirque du Soleil - "Se houver muitas restrições, você deixa de pensar naquilo que pode fazer e começa a pensar naquilo que não pode fazer."


""(...) eles tinham como eu [os fundadores do Cirque], uma mente aberta e o espírito livre. Mas também eram muito trabalhadores, muito disciplinados - e tinham uma visão. Queriam algo especial, algo grande, algo novo. E a sua energia era contagiosa!"
(...)
"(...) Queríamos mexer com a cabeça destas pessoas [público, leia-se clientes] (...) e para isso tínhamos de fazer coisas que mais ninguém tentava fazer."

O facto de ele e os outros fundadores partilharem a mesma visão ajudou - embora nem sempre estivesse de acordo sobre a forma de lá chegarem. - "Oh, discutíamos sobre tudo e mais alguma coisa."
- "Que roupas usar, que atleta recrutar, se deviam virar à esquerda ou à direita, se devíamos usar um foco ou uma luz ambiente. Mas essa é a questão: falávamos sobre tudo. A nossa primeira ideia raramente era a última. As ideias evoluíam e eram combinadas com outras, até se tornarem mais originais e criativas. E quando o processo acabava, era impossível dizer de quem era a ideia. Não importava!"
(...)
Eu sabia que muitos dos artistas se inspiravam em ideias e ventos que não tinham nada a ver com as suas áreas de trabalho. E apercebi-me da forma como me isolava na minha própria vida, o quanto me tinha afastado de interesses externos que me podiam ter alargado o pensamento.

- "Então como transformam estas ideias avulsas numa cena?"
-"Prazos!" - riu. - "Claro que eles são sempre muito apertados, mas sem eles a sua mente não está focalizada. Pelo contrário, tendo prazos, a sua mente entra em pânico e começa a aparecer com ideias loucas que nunca teria de outra forma.
(...)
- "A maior parte das pessoas detesta prazos"(...). "Não me tinha ocorrido que as limitações pudessem ser uma boa coisa. Que tipo de coisas o constrangem?"

-"Burocracia!" - exclamou ele, erguendo o punho como se estivesse furioso. - "É um obstáculo tremendo para nós. Estamos a crescer de tal maneira e tão rapidamente, que parece que estamos continuamente a precisar de mais regras aqui, um pouco mais de papelada ali.
(...)
Se houver muitas restrições, você deixa de pensar naquilo que pode fazer e começa a pensar naquilo que não pode fazer.""

Grande lição de gestão retirada do livro CIRQUE DU SOLEIL, A Chama da Criatividade, mencionado nos meus posts anteriores.

E você:

- incentiva os seus colaboradores a conversar sobre tudo?
- e se os incentiva, na realidade deixa-os falar? Individualmente ou nas reuniões?
- e se os deixa falar, aceita com humildade as suas ideias, como se partissem de si e ou se , num primeiro momento, parecerem disparatadas ou sem sentido?
- e se aceita que as ideias sejam colocadas em "cima da mesa", depois sabe gerí-las, ou seja, fazer com que cada emissor, sinta que valeu a pena falar ou, no mínimo, que não foi prejudicado por fazê-lo?

Se uma ou mais das questões acima, tiver um não como resposta (e não basta dizer que sim, se na realidade não o faz!), então a sua empresa não está preparada para lidar com criatividade, inovação, nem tão pouco, estruturada para gerir, de forma positiva, com a motivação de cada colaborador e com as sinergias que naturalmente são criadas via trabalho de equipa!

Use, mais uma vez o exemplo do Cirque du Soleil para gerar valor para todos os seus stakeholders.

Abraços saudáveis

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cirque du Soleil - gestão de talentos de altíssimo nível com resultados no EBT!


Vejam abaixo, aquilo que é talvez o grande factor crítico de sucesso do Cirque du Soleil

"- "A maior parte desta gente é atleta. (...) estão acostumados a seguir as regras, a fazer como lhes dizem para fazer. Têm de aprender a sair da sua zona de conforto, a experimentar algo diferente e a expressar-se. Precisam de aprender a relacionar-se com as pessoas de novas maneiras. Para nós, isso está no centro daquilo que são os nossos espectáculos - relacionar-se. Precisamos de descobrir quem é capaz de o fazer - e quem não é".

(...)a criatividade tem, acima de tudo, que ver com coragem - uma vontade de correr riscos, tentar novas coisas e partilhar a experiência com os outros."

Isto sim, é uma gestão de talentos de altíssimo nível, que naturalmente, acaba por também gerar resultados positivos no EBT (lucros antes de impostos), tão importantes para a criação de riqueza que Portugal precisa.

Incentivo todos os líderes que leiam este post, a:

- lerem o livro de onde retirei este trecho e já mencionado no meu post anterior - clique aqui)

- a pararem uns (bons) minutos e reflectirem (com sinceridade!) sobre a distância da vossa actual gestão de talentos, daquela praticada pelo Cirque du Soleil.Se a diferença constatada for significativa, não encare isso como algo negativo, mas como uma oportunidade ímpar para começar a diminuir o fosso entre ambos os tipos de gestão em causa.

Boas decisões e...

Abraços saudáveis

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cirque du Soleil - lição apaixonante de Lyn Heward na Happy Conference 2010!


Por falta de disponibilidade do signatário, só hoje deixo umas palavras sobre a altíssima qualidade da Happy Conference 2010, evento (que deveria ter sido) imperdível, principalmente com os desafios que temos pela frente, sejam eles pessoais ou profissionais.

E passo a explicar o porquê do comentário acima:

1- a WinWorld e a Terra dos Sonhos, que têm respectivamente como responsáveis, a Carlota Ferreira e o Frederico Fezas Vital, estão de parabéns pela organização da conferência, quer pela escolha da palestrante e capacidade de trazê-la a Portugal, como pelo ambiente simpático, saudável e bem humorado, criado desde a entrada até à saída do Teatro Tivoli.

2- sabendo todos nós, que Portugal precisa de empresas que invistam mais em inovação competitiva (não basta "apenas" inovar!), o tema da Happy Conference 2010 não podia ser mais actual:

"BOOSTING CREATIVITY AND INNOVATION IN ORGANIZATIONS"

3- as qualidades inequívocas de Lyn Heward, Directora de Criação do Cirque du Soleil", como oradora, motivadora de equipas, capacidade de usar os 5 sentidos para usufruir daquilo de bom que a rodeia, etc

4- o facto de Lyn Heward, naturalmente, usar como case study, um projecto tão bem sucedido como é o Cirque du Soleil

5- o conteúdo altamente didáctico usado por Lyn Heward, nomeadamente a explicação das 7 portas (link retirado de uma palestra no Brasil) que precisamos saber abrir (previamente, é preciso saber criá-las!) e sobre as quais voltarei a escrever.

6- e finalmente, a oferta a cada um dos presentes, de um exemplar do livro "CIRQUE DU SOLEIL - A Chama da Criatividade (Ateando a Centelha da Criatividade de Cada um de Nós), criado por Lyn Heward e escrito por John U.Bacon, do qual retirei o seguinte trecho escrito por Nicolau Santos:

"(...) o Cirque du Soleil antecipa o futuro, porque é uma organização multinacional, multirracial e em que cada um dos participantes tem competências e valências diferentes de todos os membros do grupo. É assim que as organizações empresariais serão no século XXI - aquelas que querem vencer. Depois, porque o Cirque du Soleil faz da inovação, criatividade, da diferença, o "nec plus ultra" do seu cartão de visita. O Cirque não se confunde com ninguém, porque está sempre um passo à frente de todos os outros - e faz disso o seu modo de vida.(...)"


"Happy" Abraços saudáveis