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domingo, 26 de setembro de 2010

"Um país com peso a mais" - um exemplo a não seguir!


Saibamos nós (portugueses e brasileiros), melhorar em tempo útil, os nossos hábitos alimentares (complementando com práticas não sedentárias) no sentido de preservarmos um dos patrimónios mais ricos que podemos ter - a nossa saúde!

Clique aqui para assistir a um vídeo de 2 minutos, publicado no Expresso online que descobri no mural de um amigo no Facebook.

Abraços saudáveis

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"Portugal vai liderar luta global contra deficiências nutricionais"

Existe tanto por fazer, muitas vezes coisas simples e acessíveis, no que respeita aos nossos bons hábitos alimentares, que fico satisfeito com a notícia mencionada em epígrafe.

Usando o bom senso, podemos melhorar a nossa saúde (energia e boa disposição incluída) e consequentemente as relações familiares, profissionais, aumentar a produtividade, reduzir custos (tão importante na época em que vivemos) nas empresas, na saúde pública, nos orçamentos domésticos, etc.

Estamos a falar de um tema que tem que ser considerado prioritário por todos e não apenas algo "simpático" que uns senhores bem intencionados, sentem vontade de fazer!

"Portugal vai integrar e liderar uma equipa de trabalho internacional que irá investigar e desenvolver medida que lutem contra as deficiências nutricionais. Esta equipa fará parte do projecto “Nutrition, Physical, Activity and Inaqualities” e será coordenada, internacionalmente, pela actual estrutura da Plataforma contra a Obesidade.

Travar desigualdades e repor o equilíbrio nutricional, tendo como ponto de partida a mudança de mentalidades, é o objectivo da nova task force liderada por profissionais portugueses.

Na Europa, os maiores problemas de saúde estão associados a erros alimentares e inactividade física, com uma maior prevalência para as doenças cardiovasculares. Logo a seguir surgem os problemas associados à obesidade e à má nutrição.

De acordo com o Nutrition Awards, regista-se actualmente um aumento dos problemas provocados pelas deficiências nutricionais, potenciados pelo aumento das desigualdades sociais, baixos rendimentos e baixa escolaridade. Não é por acaso que as classes mais desfavorecidas são as que registam maior prevalência de pré-obesidade e obesidade.

Segundo afirmou durante o último Congresso de Nutrição de Alimentação João Breda, regional adviser nutrition da Organização Mundial de Saúde, nas últimas décadas o problema da obesidade continuar a crescer, apesar de todas as campanhas lançadas entretanto.

Aliás, assiste-se hoje em dia a um movimento global ao nível da nutrição. Reflexo disso são os inúmeros documentos e recomendações internacionais e nacionais que apontam sugestões e mecânicas para a tomada de consciência para o problema e uma mudança de comportamento.

A escolha de profissionais portugueses para liderar esta equipa de trabalho tem como pano de fundo algumas de medidas tomadas, em território nacional, para lutar contra a obesidade, como o Programa Fruta nas Escolas – que fornece fruta às crianças duas vezes por semana, entre outras." (fonte: GREENSAVERS)

Abraços saudáveis


sábado, 3 de julho de 2010

"Vitamin D Can Save Your Life "


Mais um artigo que publico sobre a importância da vitamina D para a nossa saúde.

Para quem vive em Portugal e no Brasil, caminhar ao sol pouco mais de 15 minutos por dia é a melhor maneira de conseguir obter uma quantidade mínima desta vitamina, mas os hábitos de sedentarismo da grande maioria de nós (sugiro fortemente que façam como o signatário e comprei um pedómetro para que tenham um incentivo adicional para fazerem mais passos por dia!) fazem com que, ao sol, estejamos longe dessa período mínimo!

Por isso, hoje partilho um vídeo com pouco mais de 7 minutos, com uma entrevista da abcNEWS ao Dr. Melhmet Oz, sobre esta matéria (clique aqui para assistir)

Boas decisões e...

Abraços saudáveis

quinta-feira, 17 de junho de 2010

" direito ao nosso corpo mental..."


Deixo-vos hoje com um artigo que ajuda a reflectir sobre aquilo que achamos que somos versus o que somos na realidade.

A nossa Qualidade de Vida (ou ausência dela) depende do somatório de muitas pequenas coisas e, sem dúvida, a Isabel Stilwell, directora do jornal Destak, é alguém que dá um contributo importante para que cada um, consiga enxergar melhor no meio de tanta informação disponível, aquilo que pode ter algum impacto positivo a nível pessoal/familiar.

Aqui fica o editorial da edição de ontem, intitulado "O direito ao nosso corpo mental..."

"O nosso corpo mental não corresponde ao nosso corpo físico. Se calhar a si parece-lhe uma verdade lapalissiana, mas a mim esta descoberta tem-me ocupado o cérebro nas últimas semanas. É claro que sabia que as pessoas a quem é amputada uma perna continuam não
só a imaginá-la lá como a sentir dores como se ela realmente lá estivesse, e tendo sido adolescentes, e vivendo com eles à volta, também não me passou despercebida aquela fase em que os pobres andam às turras com a cabeça e os braços por todo o lado, porque ainda não se
«visualizam» as suas novas medidas, tanto em altura como em largura, mas só agora interiorizei este conceito. E me pus a pensar nas suas consequências.

Sabia que o cérebro, mesmo o dos homens, sim senhora, é mais leve que o melhor computador portátil no mercado? E agora feche os olhos e imagine-o. O seu, ou o de alguém que admira e vai ver que imagina uma sala de máquinas gigante, cheia de gente que corre de um lado para o outro a certificar-se de que está tudo a funcionar bem.
Agora feche os olhos de novo e imagine o coração, depois compare com uma imagem em tamanho real e vai ver a diferença. Finalmente, e se é mulher (suponho que os homens podem fazer um exercício semelhante), desenhe mentalmente um útero e dois ovários. Aposto que são gigantes, ou não acolhessem a sua imagem de mulher, e ainda o de uma incubadora capaz de acolher os bebés que teve e os que sonhou ter. E se, quando os abrir, lhe mostrarem um ovário real, que nem chega aos 3 centímetros, o tamanho de uma amêndoa, é provável que não queira acreditar.
Um estudo divulgado ontem nos EUA revelou mesmo que aparentemente o cérebro tem a tendência para que nos vejamos mais largos do que somos, alteração que podia explicar doenças como a anorexia, Infelizmente nem todos os médicos têm consciência desta discrepância entre o corpo real e o mental, e muito menos do valor simbólico de cada parte que nos compõe. E nós estamos habituados a entregarmo-nos aos «especialistas» convencidos de que a nossa visão é menos valiosa do que a deles. Mas não é, e temos todo o direito de a fazer prevalecer ou pelo menos respeitar."

Boa leitura, um bom momento de reflexão, em especial para que se revejam "mais largos" e, principalmente, boas decisões sobre o que fazer com o eventual novo conhecimento sobre si próprio que agora adquiriu!

Abraços saudáveis

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"William Li: Can we eat to starve cancer?"


Tive a honra e o privilégio de estar no passado dia 15 do corrente mês, no TEDxLisboa . Enquanto aguardo os vídeos oficiais com as excelentes apresentações dos palestrantes que estiveram presentes, publico hoje, mais um vídeo com o carimbo de qualidade TED , intitulado William Li: Can we eat to starve cancer? (clique aqui para assistir)

Deixo-vos com a sinopse do vídeo que fala por si, sobre a importância dos nossos sistemas de saúde (Brasil e Portugal), deixarem de "apenas" gerir as nossas doenças (sempre com honrosas excepções!) e actuarem de uma forma muito mais pró-activa e integrada com outros players (famílias, escolas, governos, empresas, etc) na gestão da saúde, soluções acessíveis a milhões de pessoas e muito mais baratas, como é o caso de uma alimentação saudável e saborosa.

"William Li presents a new way to think about treating cancer and other diseases: anti-angiogenesis, preventing the growth of blood vessels that feed a tumor. The crucial first (and best) step: Eating cancer-fighting foods that cut off the supply lines and beat cancer at its own game."

Caro leitor, faça a sua parte e assista (duração de 20 minutos), reflicta, mude os seus hábitos, divulgue (em casa e fora dela), converse com o seu médico, exija políticas concretas nesta área dos nossos governantes, ....

Pena não ter a versão em português, mas estou disponível para conversar com quem tiver dificuldade em traduzir o seu conteúdo.

Abraços saudáveis

quinta-feira, 11 de março de 2010

Roncar - impactos importantes sobre a sua saúde!


Com certeza alguns dos meu leitores roncam ou pelo menos convivem com alguém que o faça.

Acredito que a leitura do artigo que li recentemente sobre esta matéria (clique aqui para lê-lo na íntegra), contribuirá para a adopção de alguns hábitos saudáveis que proporcionarão uma maior Qualidade de Vida a quem ronca e a quem está por perto.

Alguns trechos do artigo:

"Um enfraquecimento do tónus muscular provoca um relaxamento da sua língua, que "desaba", tocando a parede da garganta; o ar não consegue passar livremente e provoca uma vibração da língua - você está roncando! Esse é o principal mecanismo causador do ronco, embora a obstrução das vias nasais, adenóides muito grandes ou aumento do tecido do pescoço provocado pela obesidade possam também desencadear o aparecimento desse desagradável companheiro noturno.

Um problema que afeta a maioria dos roncadores é a chamada apnéia obstrutiva do sono, que acontece quando a pessoa dorme e a respiração se interrompe , às vezes por períodos de até dez segundos. Isso provoca uma baixa nos níveis de oxigénio e exige que o sangue bombeie sangue mais rapidamente, para compensar a pouca oxigenação. As consequências desse esforço podem ser fadiga e sonolência no dia seguinte, além de batimentos cardíacos irregulares e aumento da pressão sanguínea e do volume do coração.

Existem entretanto, tratamentos para o ronco. Fazer atividade física com regularidade ajuda a perder peso e aumenta o tónus muscular. Outra boa dica é evitar tranquilizantes, pílulas para dormir e bebidas alcoólicas antes de ir para a cama - elas provocam a redução do tónus. Prefira deitar de lado - é aconselhável não dormir de barriga para cima, porque essa posição facilita a obstrução da passagem do ar pela língua. Descongestionantes nasais são indicados para quem está resfriado, porque o nariz entupido também facilita o fechamento da garganta.
(...)"

Abraços saudáveis

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Acreditam que a Procter&Gamble afirma que a batata Pringle não é batata?!


É por situações destas que eu digo que é um crime (atentado grave intencional contra a saúde de todos nós) aquilo que muitas empresas praticam no seu dia a dia sob a (suposta!) cegueira das autoridades que deveriam em primeiro lugar, defender os legítimos interesses das respectivas populações.

Tal como a minha mulher escreveu hoje em BRASILIS, "A noticia é velha, aconteceu em maio deste ano (...)", mas só agora tomei conhecimento dela e para o efeito que pretendo, contínua actualíssima, senão vejamos:

Pringles:

"As batatas fritas Pringles são sinônimo de salgadinhos sequinhos e crocantes. Graças a seu processo exclusivo de fabricação (...)"

A frase acima, escrita ao lado de uma foto de uma criança a tirar uma pringle da caixa, está publicada no site da Procter&Gamble (P&G) do Brasil.

"A multinacional defendia que as populares "Pringles" não podem ser consideradas batatas, já que somente 42% de sua composição é realmente batata (o resto seria gordura e farinha). Por isso, as "Pringles" não deveriam estar na lista de aperitivos e a Procter & Gamble não precisaria pagar o IVA."

O parágrafo acima explicita bem o argumento apresentado pela P&G no Reino Unido para tentar não pagar o IVA.

Repararam na diferença das mensagens destinadas a públicos distintos?

Para o consumidor final (incluindo crianças!) estamos a falar de batatas produzidas com base num processo exclusivo da P&G. Por causa da batalha judicial travada no Reino Unido, ficamos a saber que o tal processo exclusivo significa adicionar 58% de gordura e farinha virando algo que com certeza prejudica a nossa saúde e que, segundo o fabricante, nem batata é!


Ainda hoje assisti a um programa (sobre o qual em breve publicarei algo) sobre o diabetes, onde foi falado que actualmente existem 285 milhões de diabéticos no mundo (esse número em apenas dezasseis anos passará para 380 milhões) e a cada dez segundos morre uma pessoa por causa desta doença.

Enquanto isso, as empresas de produtos processados (não todas e não só!) continuam a ganhar dinheiro vendendo "batatas" que afinal não são mais do que...

Boas decisões sobre as vossas compras de supermercado, especialmente pensando na saúde (Qualidade de Vida) dos vossos filhos.

Abraços saudáveis

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Escolas distribuem frutas e legumes para promover bons hábitos alimentares"

Aqui está um exemplo positivo do que se pode fazer para melhorar o estilo de vida de milhões de crianças e por arrasto as respectivas famílias (fonte: Público)

"As escolas do 1º ciclo vão começar a distribuir frutas e produtos hortícolas às crianças, ao abrigo de uma portaria que visa contribuir para a promoção de hábitos de consumo de alimentos benéficos para a saúde.

A portaria, hoje publicada [12/out] em Diário da República, aprova o regulamento do Regime de Fruta Escolar, estabelecendo as regras nacionais no quadro de um programa europeu.

A Comissão Europeia lançou um novo programa de distribuição gratuita de frutas e legumes nas escolas para incutir melhores práticas alimentares entre os mais jovens.

Para além da distribuição de frutas e legumes, o programa exige aos Estados-membros a elaboração de estratégias que incluam iniciativas educativas e de sensibilização e a partilha de bons hábitos alimentares.

Portugal é um dos 24 Estados-membros que decidiram participar no primeiro ano do novo Regime de Fruta para as Escolas. A portaria, que entra em vigor esta terça-feira, fará arrancar o programa já na segunda quinzena de Outubro.

O Regime de Fruta Escolar aplica-se nos estabelecimentos de ensino público aos cerca de 500 mil alunos que frequentam o 1º ciclo dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas.

As necessidades e produtos a disponibilizar serão avaliados anualmente. Neste ano lectivo serão distribuídas maçãs, pêras, clementinas, tangerinas, bananas, cenouras e tomates.

Os montantes consignados para distribuição gratuita e para medidas de acompanhamento no ano lectivo de 2009-2010 são, respectivamente, de 4.899.371 e 265.295 euros.

Paralelamente, serão realizadas medidas de acompanhamento do programa, nomeadamente a organização de visitas a quintas, mercados e centrais hortofrutícolas, a instalação de canteiros nas escolas, o fornecimento de materiais didácticos e de folhetos às crianças e a realização de iniciativas que visem potenciar o regulamento junto dos agregados familiares das crianças.

Cerca de 22 milhões de crianças da União Europeia têm excesso de peso, mais de cinco milhões das quais são obesas, devendo este valor registar um aumento de 400 mil por ano.

Em Portugal, a prevalência da pré-obesidade e obesidade em idade pré-escolar, escolar e adolescente é de 31 por cento, com 10 por cento de casos de obesidade.

A patologia está relacionada com um maior risco de doenças e de mortalidade precoce. Nas doenças associadas destacam-se a diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares."

Cabe agora aos pais com crianças no 1o ciclo, validarem, incentivarem, colaborarem, exigirem para que este projecto se torne realidade na escola ondes os respectivos filhos estudem e claro está, o complementem através do próprio exemplo.

Abraços saudáveis

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"Em Copenhague, 37% da população anda de bicicleta"


Sei que em Portugal e no Brasil, não temos as mesmas condições "logísticas" que Copenhague, mas o importante é a tendência crescente e sustentada daquilo que façamos nesta matéria. Aqui fica um exemplo a seguir (fonte: UOL - BBC Brasil):

"A capital dinamarquesa é a cidade mais popular da Europa entre os ciclistas. São 350 km de ciclovias em uma cidade limpa e sem ladeiras, o que faz com que 37% das pessoas em Copenhague vão de bicicleta para o trabalho, escola ou universidade. E eles têm preferência nos cruzamentos e nos semáforos.

A cidade vai ser sede da conferência da ONU sobre as mudanças climáticas, em dezembro, e quer provar para o mundo o quanto ela já é verde, além de dizer como pretende cumprir as ambiciosas metas para o futuro. Até 2015, as autoridades de Copenhague esperam que metade da população se locomova de bicicleta.
Para conseguir isso, já há uma ponte que é fechada para carros e planos para ampliar as ciclovias existentes. Também está sendo estudada a criação de um pedágio urbano para desencorajar os motoristas de carros.

A campanha conta com o apoio do príncipe da Dinamarca, que também anda de bicicleta.

"É bom para o clima, mas também para manter a forma e evitar a obesidade, um outro grave problema dos dias de hoje", diz o príncipe Frederik.

Uma pesquisa do departamento de transportes de Copenhague indica que quanto mais pessoas andam de bicicleta, mais segura é a viagem para cada uma delas. O número de ciclistas mortos na cidade caiu pela metade na última década e a maioria dos motoristas não reclama, porque eles também têm bicicletas.

Agora, com a conferência do clima acontecendo na cidade, Copenhague espera servir de inspiração para outras capitais europeias."

Veja com os seus próprios olhos o que atrás foi dito, clicando aqui (vídeo de 1m56s)

Abraços saudáveis

sexta-feira, 17 de julho de 2009

"Férias sem dramas à mesa"


Definitivamente, a Isabel Stilwell (directora do jornal Destak) representa uma fonte riquíssima sobre artigos que nos ajudem a melhorar a nossa Qualidade de Vida!

" Ao passear pelo site da revista Psychology Today, tropecei num artigo fabuloso, fantástico, extraordinário, que dizia exactamente aquilo que nunca fui capaz de exprimir com tanta veemência. Aliás, fui logo atrás do título «Parem de obrigar a minha filha a comer!», a frase que sempre ambicionei que os meus pais tivessem dito, e que repeti timidamente, entre chuvas de olhares reprovadores. Mergulhei no texto, e não resisto a deixar-lhe as partes mais relevantes, porque se é uma mãe obcecada pela comida, vai poder «corrigir-se» a tempo de permitir-se, a si e aos seus filhos, umas férias sem tantos conflitos, e se é constantemente criticada por não ligar às refeições dos seus meninos, fica aqui com munições para contra-argumentar.

Se é uma mãe obcecada pela
comida, vai poder «corrigir-se» a tempo das férias

Pamela Cytrynbaum confessa que já está farta da tirania do Clube do Prato Limpo, contra o
qual luta desde que a filha é pequena. Este Verão, mais uma vez, voltou a escrever a carta que envia sempre que a criança vai para um campo de férias, para a escola, ou para alguma actividade onde possam militar activistas daquela seita. Diz a carta, que é enfiada na lancheira para que vá directa às mãos de quem supervisiona as suas refeições, que a Leah (nome da filha) não tem que comer mais do que aquilo que lhe apetece. Isto porque, explica, considera importante que a filha respeite o que o corpo lhe pede, em vez de afogar os sinais de fome e de saciedade, que são fundamentais para uma alimentação saudável ao longo da vida. Sossega o educador dizendo-lhe que os pais não protestam se o cesto do almoço não voltar vazio.

Segundo Pamela Cytrynbaum, os activistas do Clube do Prato Limpo, que pertencem a todas as idades, raças e gerações, segundo tem podido constatar, não forçam as crianças a comer porque acham que elas precisam de comer para serem saudáveis, mas por uma «constelação de crenças», nomeadamente porque usam a comida como recompensa ou castigo («Se não te portares bem não comes sobremesa»), porque associam à comida um juízo moral (há alimentos bons e maus, e comer salada, batatas fritas, ou um bife não é «ser bom» ou «ser mau») e, muito importante, porque para muitos adultos que cresceram em ambientes de carência alimentar real, «deitar fora» é uma opção que não podem aceitar. Numa próxima geração, já haverá mais gente como a mãe de Leah que tiveram a experiência contrária, ou seja, de como o excesso de comida e de interferência dos pais em redor da alimentação, dinamitaram a comida, tornando-a a primeira causa/arma de tantas doenças do comportamento
alimentar, cada vez mais comuns.

Os pais devem insisitir com os filhos que se sirvam apenas do que sentem vontade de comer

A mãe de Leah defende que deve haver regras, e que os pais têm direito a proibir determinados alimentos se acharem que têm açúcar amais, por exemplo, mas a explicação para os colocar na lista negra deve ser simples e bem fundamentada: «Isso não porque faz apodrecer os dentes.» Sugere, ainda, que se os pais e educadores se afligem quando o prato não está vazio, devem insistir com os filhos que se sirvam apenas do que sentem vontade de comer, e se voltem a servir se essa dose não chega. Mas, conta desesperada, tudo falha quando, como aconteceu em casa de uns amigos da filha, são os pais que servem a cada uma dose que consideram que lhes é necessária. Aí são os pais, e não os filhos, «que têm mais olhos do que barriga».
"

Abraços saudáveis

sábado, 4 de julho de 2009

"Gripe suína: o que os obesos precisam saber"


Ainda não tinha escrito nada sobre a gripe suína porque tenho uma opinião que pode levantar alguma polémica sobre as verdadeiras razões que estão por trás do seu aparecimento, mas senti que o excelente artigo da autoria da jornalista Cristiane Segatto, publicado na revista Época, merece ser divulgado tendo em conta a relevância do seu conteúdo (clique aqui para lê-lo na íntegra e veja abaixo alguns trechos):

"(...) A análise dos óbitos em outros países permite determinar alguns grupos de risco: asmáticos, diabéticos, grávidas e pessoas com deficiências no sistema imune.

Nos últimos dias, no entanto, os técnicos do Centro de Controle de Doenças (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, passaram a desconfiar de uma outra condição que parece aumentar o risco de complicações: a obesidade.

Estamos surpresos com a frequência de obesidade entre os casos severos que estamos acompanhando”, disse Anne Schuchat, uma das epidemiologistas do CDC, segundo reportagem do jornal The Washington Post.
(...)
Dos mortos, cerca de 75% tinham pelo menos uma das seguintes condições: gravidez, asma, diabetes, deficiências do sistema imune ou obesidade.

Nem todo obeso corre risco mais elevado de complicações depois de pegar a gripe suína. Mas muitos obesos - principalmente os mórbidos -- têm problemas respiratórios crônicos. É aí que mora o perigo.

O professor Marcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), me explicou quais são os problemas respiratórios mais comuns em obesos.

“A maioria dos obesos mórbidos tem apnéia do sono, caracterizada por engasgos e sufocamento noturno. Outros pacientes podem ter a chamada síndrome da hipoventilação e precisam de oxigênio extra mesmo durante o dia. Recentemente descobriu-se também que a asma é mais prevalente entre obesos e que o tecido adiposo produz um fator que causa redução do calibre dos brônquios”, diz Mancini.

Mesmo sem ter uma doença estabelecida, a ventilação do pulmão dos obesos costuma ser prejudicada. Ou seja: a quantidade de ar inspirada é menor do que a inspirada por indivíduos com peso normal.

Por que isso ocorre? O aumento da gordura intrabdominal pressiona o diafragma, o músculo que separa o abdome do tórax. Consequentemente, as bases pulmonares também são pressionadas. O resultado é a falta de ar. “Isso compromete a eficiência da tosse e poderia, em tese, explicar o aumento das complicações depois da infecção pelo vírus da gripe suína”, afirma Mancini. A eficiência da tosse é a capacidade de limpar as vias aéreas. Ou seja: de botar para fora as secreções acumuladas.

A epidemiologista Anne Schuchat, do CDC, diz que os cientistas estão estudando a possibilidade de incluir os obesos entre as pessoas que terão prioridade para receber a vacina contra a gripe suína quando ela estiver disponível. Cinco empresas americanas estão desenvolvendo vacinas contra o vírus H1N1. Se tudo correr bem com os testes de segurança e eficácia, apenas 60 milhões de doses estarão disponíveis em setembro.
(...)"

Mais uma razão para mudarmos o nosso Estilo de Vida de forma a que, gradualmente, com prazer e onde o que importa são os resultados sustentados ao longo do tempo e não o final do mês, possamos, na grande maioria dos casos, ir eliminando o excesso de peso que tantas consequências nefastas, nos trás ao longo dos anos!

Abraços saudáveis

sábado, 20 de junho de 2009

Sempre digo somos três e não quatro em casa, por que a preguiça fica do lado de fora da porta da rua.


Escrevendo com a intenção de contribuir, humildemente, para a mudança sustentada de hábitos dos meus leitores com o objectivo de melhorarem os respectivos Estilos de Vida, hoje comento , usando as minhas palavras, algo que ouvi numa entrevista e que fez muito sentido para mim:

Milhares de portuguesas e portugueses estão com o seu índice de massa corpórea acima dos valores considerados saudáveis e uma das causas, entre outras, é a preguiça em encontrarem soluções [que podem ser muito simples e compatíveis com a agenda profissional e ou pessoal de cada um], que os classifiquem como não sedentários.

Sempre digo somos três (pai, mãe e filha) e não quatro em casa, por que a preguiça fica do lado de fora da porta da rua.

E vou mais longe, afirmando que as nossas novas rotinas, nos dão muito prazer e é muito raro sentirmos que estamos a fazer um esforço para nos sentirmos bem e com mais energia.

Caminhe, use as escadas em vez do elevador, saia numa estação antes da do seu destino ou estacione o carro um pouco mais longe, brinque mais com os seus filhos,veja menos televisão, ande de bicicleta, inscreva-se em alguma actividade fisica, ou faça qualquer coisa que o(a) ponha a mexer com prazer e de forma regular. Vai ver, com certeza, a sua energia melhorar bem como a sua saúde e indirectamente a da sua família.

Abraços saudáveis,


domingo, 24 de maio de 2009

"Empresas pagam bônus a funcionários mais saudáveis"


Desde finais de 2008 é notório que os responsáveis de empresas portuguesas e brasileiras, têm relegado para segundo plano, o investimento (relativamente pequeno) na saúde dos seus funcionários (estou a falar da gestão da saúde e não apenas da gestão da doença!), acreditando que no contexto actual esta não é umas das prioridades com que têm que se preocupar.

A notícia publicada na revista Época, deixa claro que nos Estados Unidos, onde a própria "crise" teve início, os dirigentes das empresas, já pensam de forma diferente e até, pensando no lucro das empresas, já pagam "bônus a funcionários mais saudáveis".

Abaixo, alguns trechos do artigo em causa:

"Cresce o número de empregadores que adotam programas que incentivam – financeiramente – funcionários a adotar bons hábitos alimentares e praticar mais exercícios físicos.

Fazer exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada estão virando uma questão de trabalho. Muitas empresas nos Estados Unidos estão pagando um bônus salarial a funcionários que adotarem hábitos saudáveis. Longe de estarem preocupados com a saúde pública, os empregadores querem reduzir os gastos com saúde e aumentar a produtividade.

O número de grandes empresas que estão investindo dinheiro para “subornar” seus funcionários a ser mais saudáveis é crescente, segundo pesquisa divulgada pela empresa de recursos humanos Watson Wyatt e um grupo sem fins lucrativos chamado National Business Group on Health (NBGH). O estudo investigou como as companhias estão investindo no bem-estar dos trabalhadores. De acordo com o levantamento, hoje 58% das empresas do mercado oferecem programas de bem-estar. Em 2007, a porcentagem era de 43%. Também cresceu a quantidade daquelas que pagam para os funcionários deixarem maus hábitos, como o sedentarismo e a alimentação desregrada. Em 2008 eram 53%, este ano, são 61%.

As empresas que ainda não têm esse tipo de programa estão planejando tomar alguma medida. Um estudo da empresa de consultoria Towers Perrin mostra que, entre as empresas sem programas de bem-estar, 33% delas pretendem iniciar um e 23% delas disseram que vão implantar um ou aumentar o bônus para funcionários que deixarem de lado a pizza para aderir à salada.

Os custos de saúde para as empresas que incentivam os bons hábitos diminuíram em 31% nos últimos cinco anos, segundo a Towers Perrin. Isso foi possível porque foi menor o gasto com doenças como as ligadas ao coração e o diabetes.

De acordo com a pesquisa de um grupo americano sem fins lucrativos, o Wellness Councils of America, para cada dólar que uma empresa gasta para que seus funcionários fiquem mais saudáveis, três dólares serão economizados com seguro-saúde.

A empresa de informática IBM tem um programa de saúde que ajuda os funcionários a largar o cigarro e perder peso, além de incentivar os hábitos saudáveis para os filhos de empregados. Em entrevista à revista americana Time, a diretora da área de bem-estar, Joyce Young, disse que a empresa economizou cerca de US$ 100 milhões em três anos de programa, como resultado de aumento de produtividade e economia com seguro de saúde. "

Caros leitores, definitivamente estamos a falar de uma parceria "win-win", onde podemos até pagar "bônus a funcionários mais saudáveis", mas com certeza existem outras alternativas com resultados efectivos e sustentados.
Por todas as razões e mais alguma, é importante, principalmente para a perenidade do próprio negócio, a implementação de políticas concretas nesta área!

Abraços saudáveis

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Lei que proíbe gordura trans nas escolas é aprovada em SP"


Fico satisfeito em ver (notícia publicada pela Redação Terra) os nossos políticos (o Brasil é a minha segunda "casa"), fazerem algo de positivo pela saúde das crianças/jovens das escolas no Estado de São Paulo:

Lei que proíbe gordura trans nas escolas é aprovada em SP

A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou em votação um Projeto de Lei que proíbe a venda de produtos com gordura trans nas cantinas de escolas públicas e privadas do Estado. Pelo projeto, não podem ser vendidos salgados de massas ou massas folhadas, frituras em geral, biscoitos recheados, salgadinhos e pipocas industrializados, refrigerantes e sucos artificiais, balas, pirulitos e gomas de mascar e qualquer outro produto com gordura trans, de alto teor calórico ou de poucos nutrientes. O texto não especifica qual será o teor calórico permitido.

O projeto determina ainda que sejam colocados à disposição dos estudantes pelo menos dois tipos de frutas pela cantina. Deve ainda ser fixado um painel com informações sobre os benefícios da adoção das medidas da lei.

Quem não cumprir as determinações pode pagar multa e até ter fechada a cantina temporariamente. A lei segue para o governador José Serra, que pode sancioná-la ou vetá-la.

Segundo o texto da deputada Patrícia Lima (PR), o objetivo da lei é combater o "sobrepeso, obesidade, dislipidemia, diabetes, hipertensão, problemas hepáticos, doenças arteriais, sem falar na baixa auto-estima, discriminação social, entre vários outros problemas" nas escolas."

Agora falta o governador José Serra aprová-la e os respectivos pais aproveitarem estas novas regras para ajudarem os seus filhos a fazerem uma reeducação alimentar, onde mantenham o prazer naquilo que comam mas agora de uma forma (mais) saudável.

As crianças/jovens acabarão por agradecer esta nova etapa das suas vidas, bem como o orçamento das famílias e do Estado de São Paulo, com a redução progressiva nas despesas da saúde.

Que o espírito desta iniciativa se propague rapidamente e novas soluções surjam ao longo do tempo!

Abraços saudáveis

sexta-feira, 17 de abril de 2009

"Comer porcarias deixa as crianças (...) felizes!"


A revista Época publicou um artigo intitulado "Comer porcarias deixa as crianças mais gordas, mas felizes", (podem acessá-lo na íntegra clicando aqui), cuja leitura me leva a colocar as seguintes questões:

- até que ponto algumas destas "porcarias", já causam dependência nas nossas crianças?
- será que nós pais, dependemos destas "porcarias" para conseguirmos fazer com que os nossos filhos sejam naturalmente felizes (de uma forma sustentada!), sem o risco de entrarem em depressão?
- como classificarmos, do ponto de vista ético e até legal, os responsáveis pela produção e publicidade que incentivam as nossas crianças a comerem algo que lhe faz mal, mas passando mensagens publicitárias que, de forma inequívoca, deixam parecer que o consumo regular dessas tais "porcarias", está a contribuir para um verdadeiro Bem-Estar daquelas?

Pais, não deixem os vossos filhos viverem uma falsa felicidade!

Nota: acho importante mencionar que a ingestão esporádica destas tais "porcarias", não tem qualquer problema, mas infelizmente, a realidade dos números, nos diz que a tendência é para que uma dieta "normal", contenha um percentagem demasiado elevada (e crescente!) daquelas.

Abraços saudáveis,

terça-feira, 31 de março de 2009

"Pão branco x Pão integral"

Na sequência do artigo que publiquei no passado dia 24 de março, sobre o crescimento absurdo do número de diabéticos em Portugal (que reflecte, infelizmente a realidade de outros países, Brasil incluído), achei por bem, hoje, publicar uma explicação simples sobre a diferença ente Pão branco e Pão integral, que encontrei no site da Revista Corpore, no seguinte link.

“O pão integral difere do branco no tipo de farinha utilizada para fabricação. O pão integral é feito com farinha integral, o que preserva as vitaminas do complexo B, vitamina E, proteínas, minerais e fibras. Pelo alto teor de fibras, o pão integral ajuda na regularização do trânsito intestinal, redução da glicemia e dos níveis de gordura no sangue. De acordo com a especialista, vale lembrar que esses dois tipos de pães contêm carboidratos que funcionam como energético, portanto são calóricos. "Uma fatia de 100 gramas do pão branco, por exemplo, tem aproximadamente 40 calorias a mais do que a do integral. Outra diferença é que o pão branco causa um rápido aumento do nível de açúcar no sangue, o que é prejudicial às pessoas que sofrem de diabetes e também àqueles que precisam controlar o peso. Já o integral libera açúcar na corrente sanguínea de forma lenta, proporcionando maior saciedade", afirma Flávia Sguario.”

Com base nesta explicação, pergunto aos meus leitores, por que é que ainda vejo tanta gente (com acesso a pães integrais, quer do ponto de vista logístico, quer financeiramente falando), a comer Pão branco por rotina, quando os Pão integrais (muitos deles) são deliciosos e nos fazem tão bem?

Boa decisões quanto ao pão que levam para a mesa!

Abraços saudáveis,

terça-feira, 24 de março de 2009

"Diabetes já afecta um milhão de portugueses"


O tema, cuja notícia retirei deste link, infelizmente, já é conhecido de todos, mas a novidade é a alarmante taxa de crescimento que faz com que tenhamos antecipado em 16 anos, os números de diabéticos em Portugal, previstos para 2025.

"Em Portugal, quase um milhão de pessoas têm diabetes. De acordo com o estudo da prevalência da diabetes em Portugal, que é hoje apresentado, já atingimos o número de casos esperado só para 2025 - ou seja, 16 anos antes do que estava previsto. A continuar com esta evolução, é possível que, nessa altura, "tenhamos 20% da população com a doença", calcula José Manuel Boavida, o coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes.
Os números divulgados hoje mostram uma prevalência muito acima dos últimos dados conhecidos, do último Inquérito Nacional de Saúde (2005/6), que avançavam uma prevalência de 6,5% da diabetes. Luís Gardete, presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), avança ao DN que "estes dados incluem os casos não diagnosticados, que rondam 40% do total".
"Muitas pessoas ainda não sabem que têm diabetes e apenas têm conhecimento disso quando já têm sintomas graves, como problemas oculares (retinopatia diabética) ou dos rins", explica.
Amanhã serão também conhecidos os dados sobre pré-diabetes, ou seja, sobre as pessoas que correm maiores riscos de vir a desenvolver a doença. "Se somarmos os pré-diabéticos ao número de pessoas com a doença, ultrapassamos largamente o milhão de casos", diz Luís Gardete Correia. Há muitas pessoas com alterações ao nível da tensão arterial, colesterol ou com excesso de peso que podem vir, ou não, a tornar-se diabéticas.
Parte deste crescimento deve-se ao aumento da esperança de vida - a doença afecta sobretudo pessoas mais velhas - aos maus hábitos alimentares e à ausência de exercício físico, associados à obesidade, hipercolesterolemia e outras doenças ligadas à diabetes.
Apesar de a maior subida de casos ser de diabetes tipo II, a tipologia mais frequente e associada aos estilos de vida, o mesmo responsável avança que no tipo 1 houve um ligeiro aumento.
Mais preocupante é o facto de esta doença afectar cada vez mais jovens, "entre os 20 e os 39 anos", refere, sem especificar o número de casos. "Este problema tem mesmo de ser combatido, porque já começa a ter relevância", avança.
O estudo foi desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia, em conjunto com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, Instituto de Higiene e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Coimbra e com o apoio da Direcção Geral da Saúde. Foram realizados interrogatórios e exames em a 5167 pessoas em 122 lugares escolhidos aleatoriamente."

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Cidade da preguiça quer miúdos activos"


O Expresso do passado dia 21 do corrente mês, publicou a seguinte notícia com o título apresentado em epígrafe:

Conceito islandês Lazy Town capitaliza incentivo à vida saudável em produtos de merchadising, como música, calçado e livros.

O nome é uma assumida contradição. Na Lazy Town não há preguiça. Nesta cidade, a palavra de ordem é aproveitar todos os momentos para fazer exercício físico e comer legumes e fruta, entre goles de água. Mais do que entreter, a marca islandesa quer ser uma referência para as crianças. O conceito já é um negócio à escala mundial.

As aventuras das nove personagens que vivem na Lazy Town chegam a 118 países, seja através da série para televisão como de várias parcerias locais a nível de campanhas de saúde pública. Em Portugal, a primeira série esteve no ar no ano passado, na RTP2, e o canal de serviço público está à espera da segunda vaga, que irá para o ar este ano. “É muito interessante do ponto de vista técnico e de conteúdos. Em termos de audiências, a primeira série correu bem, com um share de audiências de 60% na faixa etária entre os quatro e os 14 anos, no horário das oito da manhã”, justifica Teresa Paixão, responsável de programas da RTP2. A série chega este ano ao mercado nacional também através do lançamento de vários produtos licenciados pela Copyright Promotions. (...)

Elsa Gomes, directora-geral da Copyright Promotions, justifica o interesse nesta licença com os valores transmitidos pela marca. “É a única série que, usando uma linguagem infantil e uma abordagem de puro entretenimento, assume sem moralismos um sério compromisso na luta contra a obesidade infantil, através de uma alimentação saudável e da promoção do desporto como estilo de vida”, sustenta.
(...)

Com um longo historial de títulos desportivos (Magnus Scheving, mentor do projecto), seria de esperar que a vida saudável lhe tivesse sido incentivada em casa. “Não, os meus pais não me incentivaram, mas deram-me as bases, a auto-estima necessária para fazer as melhores escolhas”, diz. Afinal o segredo é esse."

Aqui está um bom exemplo de como a televisão pode contribuir para a saúde (Qualidade de Vida) das nossas crianças (futuros adultos e pais!)

Abraços saudáveis,



sábado, 21 de fevereiro de 2009

"Portugal e hipertensão arterial: uma relação fatal" (3a parte)

continuação...

"De pequenino se torce...
a hipertensão

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) parece ter encontrado uma fórmula de sucesso para convencer crianças e jovens a mudarem de comportamentos. Para o Dr. Pedro Cunha, da SPH, "o trabalho com as crianças passa por duas vertentes completamente distintas: a mudança de comportamentos e atitudes para que elas tenham uma vida futura mais saudável e, transformar essas crianças e jovens em aliados na transmisão de mensagem que queremos passar para os adultos".

Apesar do sucesso, o médico reconhece as vicissitudes de trabalhar com uma população-alvo tão especial:

"É bastante complicado convencer os jovens a ter um estilo de vida diferente daquele que estão habituados. A aposta tem de começar em idades mais tenras, por isso, temos tido acções de formação em escolas para crianças com idades entre os 5 e os 12 anos. Temos procurado passar a mensagem com a utilização de personagens que lhes são queridas e com as quais se identificam. Adaptamos a mensagem e o meio em relação ao destinatário, neste caso , as crianças, fazendo-as perceber a importância de fazer uma alimentação saudável e de praticar exercício físico."

Além desta opção de conjugar a mensagem e o meio ao seu destinatário, há também um outro método de sensibilizar uma população mais adolescente para esta mensagem.

"Uma forma de chegar aos adolescentes passa por mostrar-lhes exemplos de pessoas que eles conhecem e que sofrem de HTA, o que, realmente, não é difícil já que temos quatro milhões de hipertensos. Muitas crianças e jovens têm contacto, através de uma familiar ou de um conhecido, com as consequências da HTA", alerta Pedro Cunha.

Quando os jovens estão sensibilizados para esta realidade dos perigos da HTA tornam-se aliados valiosos.

"Basta lembrarmo-nos do efeito que a campanha do tabaco tem tido, com casos de pais a queixarem-se de que os filhos escondem os maços de tabaco ou lhes partem os cigarros. O objectivo é termos a mesma reacção e participação com a HTA."

O médico defende que "as crianças podem servir como veículos de informação e têm sido verdadeiros agentes de mudanças, nomeadamente no seio da familiar".

Assim, o especialista assume a convicção de que "estas duas vertentes de acção (motivar as crianças a mudarem os seus comportamentos e fazer delas aliadas na transmissão da informação), podem ser muito interessantes para quem que mudar a face da Saúde Pública nacional".

Caso contrário, as consequências para o nosso País podem ser bem complexas.

"Somos os campeões dos AVC na Europa Ocidental. Para mudar esta realidade temos de ir à sua génese e é aqui que entram as crianças. Vários estudos demonstram a co-relação que existe entre a obesidade infantil e o desenvolvimento de HTA. Atendendo a que os valores de pressão arterial nos jovens têm vindo a aumentar década após década e que os casos de obesidade infantil também têm disparado - num estudo divulgado pela União Europeia, Portugal foi apontado como um dos países com mais casos de crianças obesas dos 7 aos 11 anos - , o número de 4 milhões de hipertensos poderá vir a subir assustadoramente", alerta Pedro Cunha, em jeito de conclusão."

Abraços saudáveis

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Portugal e hipertensão arterial: uma relação fatal" (parte 2)

continuação...

"Estamos a criar uma geração de doentes"

Além das questões de política, Luís Martins aponta o dedo aos comportamentos.

"Um adulto saudável deve ingerir cerca de seis gramas de sal por dia. Os portugueses consomem em média 12. Atendendo a que crianças com quatro ou cinco anos têm uma alimentação idêntica à dos adultos, significa que estão a ingerir as mesmas 12 gramas diárias. Um miúdo dessa idade deveria, no máximo, ter uma a duas gramas diárias de sal na sua comida. Com esta atitude estamos a criar uma geração de doentes. Pela má alimentação, aliada à falta de exercício fisíco, vão ser obesos. Pelo excesso de sal, vão ser hipertensos. Hipertensão e obesidade dá origem a diabetes. E temos a tríade mortal."

O futuro, segundo o médico, a manter-se o status quo, antevê-se negro.

"Além desta realidade, convém não esquecer a questão monetária. Ao vivermos até mais tarde, vamos ter uma percentagem cada vez maior da população em idade não contributiva, bem pelo contrário, que será subvencionada através do sistema de reformas. Se além disso ela for cada vez menos saudável, significa que vamos ter um povo grandemente consumidor de recursos do País. Ou seja, cada vez mais pessoas no lado da despesa, que pela idade, quer pela doença, e teremos, no outro lado, cada vez menos pessoas a contribuirem."

Mas, acima de todos os argumentos, a prevenção é uma questão de comportamento.

"A genética desempenha o seu papel, mas a obesidade, a diabetes e a hipertensão (a tríade mortal) têm todas a mesma origem: os hábitos de vida", conclui.

continua....

Abraços saudáveis