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terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Exercício físico como "medicamento" anticancro "

Que bom que é, ver um vídeo com médicos, cientistas e investigadores, validando aquilo que pratico e procuro divulgar junto dos meus leitores, clientes, amigos,...

Do vídeo (de 8 minutos) que pode assistir, clicando aqui, retirei os trechos abaixo, para que acredite que vale a pena investir um pouco do seu tempo a ver algo que, talvez contribua de forma significativa, para a sua saúde, a saúde da sua família, colegas, ... e ainda para a saúde financeira de todos os envolvidos (família, empresa onde trabalha, segurança social,...)

"os cientistas têm agora provas concretas. Hoje sabemos que quando se faz desporto, quando se faz exercício, os músculos se contraem e o corpo activa muitos genes.
(...)
Também sabemos que quando se faz exercício, os músculos libertam certas substâncias no sangue que podem influenciar o cérebro, a massa gorda, o fígado e talvez o cancro.
(...).
Quem tem as mais elevadas taxas de diabetes tipo II, são pessoas como os taxistas ou os camionistas.
(...)
Tratamentos nem sempre têm que rimar com medicamentos!

Muito em breve, 10% da população europeia terá diabetes. (...) Precisamos de encontrar melhores maneiras de prevenir esta doença. E o exercício físico é a chave! Mas também precisamos usar o exercício no tratamento porque é mais barato do que uma grande parte das novas drogas.
(...)
O desafio é persuadir as pessoas para que compreendam que este é o caminho a seguir. Mudar o estilo de vida. Este é o desafio!"

Termino com uma pergunta provocadora:

Será que você, leitor, está com uma vida significativamente menos sedentária que a de um taxista ou camionista?

Pense bem, boas decisões e...

Abraços saudáveis

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera"



O título do artigo que publico hoje, retirado da Folha de São Paulo, fala por si!
Os meus leitores mais assíduos já sabem o que eu penso sobre os cães, mas este artigo vem corroborar que o Homem ainda tem muito que aprender com estes seres tão especiais que constantemente nos dão lições em diversas matérias.

"Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de seis anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.

A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.

"Ela salva a minha vida", diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. "Ela é minha melhor amiga."

Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.

O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.

Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Desta forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.

Alerta precioso

"Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta", explica a mãe de Rebecca, Claire.

A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.

"Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar", conta Claire.

"Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga."

A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil.

"Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância", conta Claire.

"Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema."

Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.

A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.

"O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar", diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection."

Abraços saudáveis

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O açúcar e os nossos olhos, o nosso corpo, a nossa Qualidade de Vida!


A tragédia dos seis doentes (em Portugal) em risco de cegueira, levou-me a publicar hoje, uma informação técnica (jornal Expresso) que pode levar os meus leitores a pensarem duas vezes sobre o seu próprio consumo de açúcar no dia a dia (em excesso é uma das causas da diabetes):

"O aumento do nível de açúcar no sangue associado à diabetes causa alterações nos vasos sanguíneos da retina, levando a perturbações da visão quando atingem a mácula, zona da retina onde se formam as imagens. Os sintomas diferem dependendo da evolução da doença.
Podem incluir visão desfocada ou baça, flashes e perda súbita de visão"

Se juntarmos a este pequeno texto o artigo aqui publicado no passado dia 2 de outubro de 2008, "O câncer se nutre de açúcar" , com certeza a tomada de consciência quanto à importância desta questão, se exponencia.

E chamo a atenção dos mais desatentos que o açúcar está "escondido" em muitos dos produtos que comemos e bebemos!

Boas decisões e,

Abraços saudáveis,

sábado, 18 de julho de 2009

"Peixe e fruta para crianças inteligentes" (1a parte)

Na REVISTAÚNICA do Expresso de hoje, vem um artigo muito interessante com o título mencionado em epígrafe. Como não consigo encontrar o respectivo link, deixo-vos alguns trechos mais interessantes, sugerindo a leitura do texto completo para aqueles que se preocupam com a boa saúde dos filhos.

"Ter filhos saudáveis, mas também inteligentes e com bom desempenho escolar, é o sonho de todos os pais. A solução pode estar nos alimentos.

(...) o que é preciso para que o cérebro funcione bem? A resposta passa por uma alimentação correcta, capaz de potenciar as capacidades da criança ou adolescente. É (...) convicção de vários nutricionistas, entre os quais o britâtino Patrick Holford, autor de "Alimentação Ideal para Crianças Inteligentes", (...).

(...) salienta [Holford, a propósito do cérebro] que o que lhe é fornecido como alimento, em conjunto com o que aprende, contribui para o seu desenvolvimento. E é neste capítulo que o autor defende que a nutrição ideal depende de cinco alimentos. Em primeiro lugar, o equilíbrio de açúcar no sangue, o "supercombustível do cérebro". Deve evitar-se a ingestão de hidratos de carbono refinados, ou de absorção rápida (como bebidas gasosas, bolachas ou até pão branco com compota), já que fazem disparar os níveis de açúcar no sangue, daí resultando , mais tarde, uma grande quebra de energia.

Os bons substitutos são, segundo o especialista, os hidratos de carbono complexos, ou de absorção lenta, como os cereais integrais , os vegetais e os feijões. O pequeno almoço é uma refeição essencial. Como diz a nutricionista Paula Veloso, "sabe-se há muito tempo que a omissão do pequeno-almoço origina uma falta de atenção e concentração que se reflecte não só no rendimento escolar e na produtividade como no estado de cansaço e no humor". Acrescenta ainda que a glicose no sangue de uma criança que não faça esta refeição origina irritabilidade, o que pode "criar um mau clima na saula de aula".
Também os ácidos gordos essenciais (...) são fundamentais para o cérebro e Holford atribui-lhes grande importância quando o que se pretende é tirar todo o partido das capacidades cognitivas. Segundo o nutricionista, os ómega 3 e ómega 6 [sobre o ómega 6, principalmente para quem come carne regularmente, eu acredito que até consuma demais!] promovem a saúde mental, já que a carência pode resultar em depressão, dislexia, hiperactividade com défice de atenção, fadiga, problemas de memória e mesmo autismo. O autor lamenta a actual "fobia às gorduras", que classifica de boas e más, e garante que as primeiras, ou seja os ómega [eu diria mais o ómega 3!] devem ser consumidas sem receio. "

continua na terça feira (amanhã já tenho previsto escrever um artigo sobre a felicidade)

Abraços saudáveis

sábado, 11 de julho de 2009

"Nutrientes" - artigo muito didático (para consulta)!


O texto de hoje, tirado do site Bem Estar , é para ser "digerido" calmamente, sempre que quiser saber um pouco mais sobre nutrientes ,

"Por meio de uma complexa actividade digestiva, o organismo transforma os alimentos e aproveita deles a totalidade disponibilizável dos nutrientes (substancias nutritivas, principais nutrientes), todos imprescindíveis para que funcione, construa, mantenha e refaça as suas estruturas e para que promova os actos da vida de relação.
Os nutrimentos agrupam-se em 7 familias: proteínas, hidratos de carbono, gorduras, minerais, água, vitaminas e complantix. (...)"

Para quem tem poucos conhecimentos sobre esta matéria, ou sente que tem pouco tempo disponível para saber um pouco mais sobre algo que tanto pode contribuir para a sua saúde (e Qualidade de Vida) , dos seus filhos, etc, sugiro que vá lendo por partes o restante do artigo abaixo, porque o seu conteúdo é extremamente didático e com certeza vai ajudar cada um dos leitores a entender melhor o quão importante é saber seleccionar os alimentos que consumirão ao longo do tempo.

Chamo a atenção sobre a questão do leite (ressalto que sou totalmente defensor do leite materno nos primeiros meses de qualquer criança!) que aparece no artigo, a qual não deve ser interpretada como sendo aquele (leite) algo essencial a uma boa alimentação (os meus leitores já sabem o que penso sobre esta matéria!)

"Outras substancias também interferem no funcionamento do organismo mas os conhecimentos a seu respeito ainda não são suficientes para as sistematizar em uma ou mais famílias. A activíssima investigação actual destaca o agrupamento dos flavonóides, que reúne antociamidinas, flavonas, flavonóis, catequinas e flavanonas. Todas estas substâncias provenientes de alimentos vegetais — fitoquímicos — possuem notável actividade antioxidante, ao que tudo indica, maior do que a desenvolvida pelo conjunto de caroteno, vitaminas C e E, e selénio. Em consequência, opõem-se à promoção e desenvolvimento de cancros, aterosclerose (em especial, doença coronária isquémica) e envelhecimento antecipado. Há ainda outros fitoquímicos não enquadráveis nos flavonóides, com actividade antioxidante e também anticancerígena, e outros, como os fitosteróis, que reduzem a absorção de colesterol pelo intestino.
A alimentação também pode fornecer álcool: não se considera nutrimento, embora conte para o balanço energético porque liberta calorias ao ser metabolizado.
Outro nutrimento imprescindível é o oxigénio fornecido pelo ar respirado. Do metabolismo celular resultam pequenas quantidades de oxigénio; apesar de muito importantes para fenómenos vitais e patológicos locais, são quantitativamente irrelevantes e não substituem o oxigénio do ar.
Para ser saudável, a alimentação deve fornecer, com regularidade, quantidades suficientes e proporcionadas de todos os nutrimentos porque a cada um compete um leque característico de funções intransferíveis. Por isso, é incorrecto hierarquizá-los: vitaminas ou proteínas não são mais importantes do que minerais ou complantix.
Dentro de limites estreitos, o organismo é capaz de transformar alguns nutrimentos noutros. Fá-lo sobretudo no caso de alimentação deficiente ou desequilibrada, quer dizer, quando recebe nutrimentos em quantidades insuficientes e desproporcionadas para as necessidades do momento. As transformações possíveis gastam energia, ocupam a capacidade funcional de sistemas metabólicos, desperdiçam nutrimentos e envelhecem o organismo.
Alimentação muito variada em proporções e quantidades adequadas facilita a eficácia nutricional; a monotonia dificulta-a e pode mesmo impedi-la; a monotonia com escassez impossibilita-a.
Quanto a funções, é tradicional classificar os nutrimentos em (a) energéticos, (b) plásticos e (c) reguladores.
(a) Gorduras e hidratos de carbono são, por excelência, os grandes fornecedores de energia (calorias).
As proteínas, ao serem degradadas, também libertam calorias; acontece quando consumidas em excesso, e quando destruídas após terem cumprido as suas funções.
O álcool também produz calorias ao ser degradado.
Mais nenhuma substância nutriente fornece energia.
(b) Proteínas e alguns minerais, como cálcio e ferro, desempenham funções plásticas; quer dizer, viabilizam, formam e mantêm matrizes estruturais.
Sem proteínas não formaríamos células e, portanto, nem tecidos e órgãos; não disporíamos de músculos; os ossos seriam apenas alavancas mortas; não teríamos pele nem olhos; aliás, não existiríamos.
Sem cálcio não possuiríamos esqueleto rígido capaz de fixar ligamentos e tendões. Sem ferro não beneficiaríamos de glóbulos vermelhos capazes de transportar e distribuir oxigénio.
A função plástica estende-se a outros nutrimentos, por sua vez com outros papéis. Sem água o peso corporal ficaria por menos de metade e os tecidos perderiam a turgescência característica. Sem galactose, hidrato de carbono proveniente do leite, o sistema nervoso não se formaria. Sem vitamina A a retina ocular não possuiria a arquitectura que possibilita ver. Sem invólucros gordos os órgãos não seriam almofadados e chocariam entre si.
(c) Vitaminas, minerais e água não libertam calorias ao degradarem-se; não são energéticos. Viabilizam, regulam e activam reacções e preparam o meio interno para elas.
Certos ácidos animados e gordos, constituintes, respectivamente, de proteínas e gorduras, denominados indispensáveis (porque o organismo não os sintetiza e, por isso, fica à mercê do seu fornecimento pelos alimentos), são também viabilizadores metabólicos; sem eles é impossível ordenar as cascatas de reacções que possibilitam a formação de estruturas e o seu funcionamento.
Os componentes do complantix são também reguladores. Em oposição a todos os demais nutrimentos, não são absorvidos. As suas múltiplas acções confinam-se ao tubo digestivo, regulando o funcionamento desde a boca ao ânus, interferindo nas trocas com o meio interno, e disciplinando a vida e a actividade dos milhões de germes que constituem a flora intestinal, nossa aliada ou agressora.
Depois desta introdução ao conhecimento dos nutrimentos é altura de perguntar para que serve a alimentação. Serve para o organismo:
— Formar, conservar e reconstruir suas células, tecidos, órgãos, enzimas, hormonas e humores; desenvolver-se até ficar adulto; reparar as destruições que sofre permanentemente; possibilitar gravidez e aleitamento.
— Manter-se vivo, isto é, realizar as reacções biológicas próprias e produzir calor de modo a manter a temperatura corporal dentro dos limites que permitem aquelas reacções.
— Desempenhar actividades físicas, sensoriais e intelectuais próprias da vida de relação.
— Criar reservas energéticas e nutricionais para emergências e intervalos entre refeições, e responder às exigências acrescentadas por doença e convalescença.
— Fruir de normal funcionamento digestivo.
Para além de nutrir, a alimentação deve proporcionar prazer aos sentidos, bem-estar emocional e oportunidades de convivência.
A excreção de detritos (catabolitos) nutricionais realiza-se fundamentalmente pela urina (rins) e ar expirado (pulmões).
Pelas fezes rejeitamos água, componentes não alimentares ingeridos, restos não digeridos de alimentos, complantix tal e qual ou modificado por acção de germes intestinais, cadáveres de milhões de bactérias, alguns catabolitos, e materiais provenientes das paredes do aparelho digestivo."

Abraços saudáveis

domingo, 19 de outubro de 2008

"No longo prazo, nenhuma nação é mais saudável do que as suas crianças, ou mais rica do que os seus agricultores"

Para bem dos seus filhos e do próprio país, sugiro fortemente que reservem 20 minutos do vosso tempo, para assistirem a um vídeo da Chef Ann Cooper (entre outras coisas, é a responsável pelo cardápio da escolas em Berkeley, California).

Sendo impossível passar a mensagem com a mesma força por esta via, deixo apenas alguns tópicos, salientando que todos os números apresentados, se referem aos EUA:

- é vital para a sobrevivência das nossas crianças (e da humanidade), ensiná-las sobre a relação entre um planeta saudável, comida saudável e crianças saudáveis

- não podemos mais continuar a ingerir pesticidas, hormônios e antibióticos (70% dos antibióticos produzidos são usados nos animais que nó comemos!!!) nas quantidades em que o fazemos. Cada americano "come" 2,3 kilos de pesticidas por ano.

- em menos de 200 anos, passamos de 95% para menos de 2% de agricultores

- estamos a ficar doentes (hipertensos, diabetes, câncer) e muitos morrendo prematuramente

- no espaço de (apenas!) 10 anos, 40 a 45% dos jovens, antes de terminarem os estudos, podem vir a ser dependentes da insulina

- no ano 2000, os americanos gastaram USD 50 bilhões com a dieta de quem tinha AIDS, USD 110 bilhões com fast food e menos de metade deste montante com vegetais

- a indústria alimentícia americana gasta mais em publicidade por criança do que qualquer outro país (USD 17 bilhões)

- quem vai ensinar as nossas crianças como é uma galinha (pergunta feita, mostrando os chicken nuggets em forma de estrela, girafa,...)?

- se não alimentarmos bem as nossas crianças, em uma ou duas gerações, elas não conseguirão pensar, não serão inteligentes e só estarão doentes

- 1 em cada 4 refeições das crianças, são feitas em locais que vendem fast food
- 1 em cada 4 refeições das crianças, são feitas no carro
- 1 em cada 4 refeições das crianças, são feitas em frente da TV

- ensinarmos as nossas crianças a comer bem em casa é tão importante como o trabalho que é preciso fazer nas escolas

- temos que dar às nossas crianças. as ferramentas para elas salvarem o planeta

- estamos a gastar menos de USD 5 por hora com o sistema de educação enquanto pagamos USD 10/15 por hora a uma baby sitter (é muito pouco!)

- precisamos de fazer parcerias privadas para R&D, distribuição, ....

- nós conseguimos fazer as mudanças necessárias (mas temos de FAZÊ-LAS!)

- também temos que colocar as crianças fazendo mais exercício

- temos que ensinar as pessoas a cozinhar porque com todas as facilidades da comida processada, já não sabem mais como fazê-lo!

- "In the long view, no nation is healthier than its children, or more prosperous than its farmers" (President Harry Truman, on signing the 1946 National School Lunch Act)

No longo prazo, nenhuma nação é mais saudável do que as suas crianças, ou mais rica do que os seus agricultores (Presidente Harry Truman, 1946)

Tal como venho alertando os meus leitores, não dá mais para ficarmos de mãos cruzadas e para além das escola e em casa, eu acredito muito no papel das empresas como canal privilegiado para contribuir para a mudança de hábitos dos seus colaboradores e respectivas famílias (filhos inclusos).

Abraços saudáveis,


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"O câncer se nutre de açúcar"

Hoje estava a escrever sobre um artigo publicado na Folha de São Paulo, intitulado "Cereal para criança tem sódio e açúcar demais, diz pesquisa" (não coloco o link porque para acessá-lo é preciso ser-se assinante da UOL ou da própria Folha), quando decidi publicá-lo amanhã, porque entenderão melhor a minha preocupação, depois de lerem um trecho de um texto (da autoria do médico David Servan-Schreiber) que enviei esta manhã para uma amiga minha:

"O câncer se nutre de açúcar

(...) o metabolismo dos tumores cancerosos é amplamente dependente do seu consumo de glicose. De fato, o scanner PET (tomografia por emissão de pósitorns), normalmente utilizado para detectar cânceres, não faz senão medir as regiões do corpo que consomem mais glicose. Se uma região se distingue das outras por um consumo excessivo, há uma forte probabilidade de que se trate de um tumor.
(...) A secreção de insulina é acompanhada da liberação de uma outra molécula, chamada IGF (insulin-like growth factor), cuja característica é estimular o crescimento das células. Em suma o açúcar nutre e faz os tecidos crescerem rapidamente.
Paralelamente, a insulina e o IGF têm também como efeito comum dar uma chicotada nos fatores de inflamação, que também eles, agem como adubos a favor dos tumores.
Sabe-se hoje em dia que os picos de insulina e a secreção de IGF, estimulam diretamente não apenas o crescimento das células cancerosas, mas também sua capacidade de invadir os tecidos vizinhos. Mais ainda, pesquisadores que inocularam células de câncer de mama em camundongos mostraram que eles reagiram muito pior à quimioterapia quando o sistema insulina estava ativado pela presença do açúcar.(...)"

O que andam a fazer conosco e cada um a si próprio e aos próprios filhos, quando desde cedo temos o hábito de ingerir quantidades de açúcar (e não só!) muito acima das consideradas saudáveis?

Peço aos meus leitores para PARAREM um minuto para pensarem sobre esta questão.

Abraços saudáveis

domingo, 14 de setembro de 2008

"Os médicos precisam ajudar os pacientes a mudar o estilo de vida. Muitos não sabem como fazer isso e não oferecem ajuda"

Segundo um artigo publicado no passado dia 12 na Folha de São Paulo pela jornalista Cláudia Collucci (não incluo o link porque só assinantes da Folha ou do UOL podem acessar - quem quiser lê-lo na integra, posso enviar por e-mail), a Associação americana sugere o uso de remédios para os "pré-diabetes".
Gostaria de acreditar que no Brasil, os médicos usem o bom senso de priorizarem a mudança do estilo de vida face ao uso dos remédios (exceto para caso de alto risco, mesmo!). Pela leitura do artigo fico em duvida sobre o que efetivamente será feito e por isso apelo aos meus leitores que leiam com atenção os seguintes trechos do que foi publicado:

Ainda não há evidências científicas de que tratamento previna a doença; segundo médico da entidade, primeira recomendação é perder peso

No Brasil, não há um consenso sobre o tratamento da pré-diabetes, mas a tendência é que os médicos sigam as recomendações americanas, diz o endocrinologista Marcos Tambascia, da Unicamp, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. A pré-diabetes é caracterizada por uma elevação no nível de glicose (glicemia em jejum entre 100 mg/dL e 125 mg/ dL ou com valores entre 140 mg/dL e 199 mg/dL duas horas após uma sobrecarga de glicose), mas não o suficiente para ser classificada como diabetes.

A principal polêmica está na indicação de remédios para reduzir a glicemia. Ainda não há evidências científicas de que isso vá prevenir a doença, até porque, na diabetes tipo 2, a principal causa é a obesidade.

Segundo Daniel Einhorn, vice-presidente da Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos, a primeira recomendação para os pré-diabeticos é a redução do peso entre 5% e 10%, exercícios de 30 a 60 minutos cinco dias por semana e uma dieta pobre em gordura e rica em fibras. Ele afirma que os medicamentos (metformina ou acarbose) devem ser indicados só aos pacientes de alto risco, ou seja, os que pioram a taxa de glicemia ou que têm doença cardiovascular já associada.

O médico Amélio de Godoi Matos, do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, da PUC-Rio, diz que muitos pacientes desistem de usar a acarbose porque um dos efeitos colaterais são flatulências. A metformina também está associada a desconfortos gastrointestinais, como a diarréia.

Outra recomendação dos americanos é que os pré-diabéticos façam testes anuais de tolerância à glicose e de microalbuminúria (que medem a quantidade de albumina na urina; a presença da substancia é o primeiro sinal de um dano no rim).

"Estamos dizendo que, sim, reconhecemos a pré-diabetes e que é preciso olhar com atenção para ela. Certas drogas têm o seu lugar se a dieta e o exercício não reduzirem os níveis de açúcar no sangue", disse.

Na avaliação do médico Ruy Lyra, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, é preciso mais evidências para afirmar se o tratamento medicamentoso do pré-diabético trará benefícios.

"Em geral, a resistência à insulina está ligada à obesidade.

Seria mais lógico reduzir o peso porque, além da diabetes, estaremos prevenindo outros eventos cardiovasculares."

Para David Marrero, pesquisador da Universidade de Indiana (EUA), o consenso é só um primeiro passo. "Os médicos precisam ajudar os pacientes a mudar o estilo de vida.

Muitos não sabem como fazer isso e não oferecem ajuda."

Abraços saudáveis,

domingo, 31 de agosto de 2008

Gergelim - elimina gorduras via dupla cálcio e ômega3


Para que possamos ir entendendo o porquê ser importante determinados alimentos constarem da nossa lista de compras, apresento algumas conclusões retiradas da leitura de um artigo (que podem ler na íntegra clicando aqui) de autoria da Thaís Cavalheiro:

- O Gergelim é rico em cálcio e ômega3

- "(...) o cálcio não apenas interfere no desenvolvimento dos adipócitos, células de gordura, mas também breca a absorção da gordura.

- O cálcio "também atua no aproveitamento da insulina, o hormónio que regula o metabolismo e a fome." Um correto funcionamento daquela (insulina), também evita o aumento do tecido adiposo.

- A atuação do ômega-3 no emagrecimento é menos conhecida. Sabe-se porém que uma das funções desse ácido graxo é reduzir processos inflamatórios. O que isso tem a ver com diminuição de adipócitos?
É simples: quando um microorganismo dá uma de penetra, o corpo acumula gordura como um mecanismo de defesa. Claro, ele precisa estocar energia para conseguir dar cabo do visitante indesejado. No entanto, se o organismo está bem abastecido de ômega-3, o risco de uma inflamação é bem pequeno.
Consequentemente,não será necessário armazenar gordura.

"RECEITA DO TAHINE (nome como é conhecida a pasta de gergelim na culinária árabe)

O modo de preparo é muito simples: toste na frigideira 1 xícara de gergelim sem pele. Espere esfriar e bata no processador, ligando e desligando, até obter uma farofa. Bata por mais alguns minutos para que o óleo das sementes se solte e adquira a consistência de pasta."

Abraços saudáveis