terça-feira, 10 de novembro de 2009

As caixas incomunicáveis do homem versus a "internet emocional das mulheres"


Todos nós sabemos que o cérebro da mulher é diferente do cérebro do homem, mas poucas pessoas o conseguem explicar tão bem e de uma forma tão hilariante como o Mark Gungor neste vídeo (clique aqui ) com pouco mais de 5 minutos.

Depois de uns minutos bem passados (vale a pena assistir!) sugiro que cada um de nós reflicta sobre o seguinte:

Diferindo tanto o modo de funcionamento dos cérebros em função do sexo, é fundamental que cada um dos membros de qualquer casal entenda que aquilo parece lógico e certo para ele próprio, pode ser interpretado de forma diametralmente oposta pela sua cara metade e aí começam inúmeras discussões que nem sempre acabam bem.

Leitoras, vejam o vídeo com o vosso parceiro e tentem entender como ele funciona com as suas "caixas incomunicáveis"

Leitores, assistam também ao vídeo com a vossa parceira e, apesar de exigir um esforço hercúleo, compreendam que ela agarra numa ponta de qualquer coisa que tenham feito e faz inúmeras associações, correlações, ilações e outras tantas "ões" e ainda por cima lhes coloca em cima uma dose (variável em função do momento!) de emoção. O resultado?
Cada um saberá melhor que o signatário (eu sei as que vivencio(amos)!

Cientes do que acima escrevi, talvez seja menos difícil mantermos um relacionamento saudável e duradouro, que tudo tem a ver com Qualidade de Vida.

Abraços saudáveis

domingo, 8 de novembro de 2009

"(...) a grande responsabilidade do conselho [de administração] é colocar a pessoa certa no comando."


O equilíbrio entre o mundo corporativo e a sociedade em geral, é condição sine qua non para a existência e manutenção de um nível suficiente de Qualidade de Vida por parte de todos aqueles que deles fazem parte.

É necessário e saudável que as empresas consigam crescer e gerar lucros de forma idónea e como é óbvio o líder é uma peça chave para que tal se concretize.

Nesse sentido, publico hoje, trechos da entrevista que Jim Collins deu à revista Exame (No 306 de Outubro de 2009):

"O SUCESSO PODE MATAR

Para Jim Collins, as empresas poderosas não entram em declínio porque se acomodam. Tornam-se tão arrogantes que acreditam que todas as suas iniciativas são infalíveis
(...)
Qual a responsabilidade dos conselhos de administração nessas histórias de queda? Normalmente culpa-se apenas o principal executivo...

Na maioria das empresas, o principal executivo é praticamente um ditador - para o bem e para o mal. É ele quem tem o poder, não a administração. Se a companhia tiver um problema e os accionistas mostrarem o seu desagrado, então o conselho entrará em cena. Mas o processo leva algum tempo. O poder do dia-a-dia está com o presidente. Assim um líder equivocado pode levar uma empresa à ruína praticamente sozinho. Portanto a grande responsabilidade do conselho é colocar a pessoa certa no comando [mensagem importantíssima, que mais do que nunca deve ser praticada!]
(...)
Em Empresas Feitas para Vencer, disse que não é possível estabelecer uma relação directa entre o sucesso de uma companhia e a alta remuneração dos seus executivos. A sua nova pesquisa mostra que o contrário pode ocorrer, isto é, o sistema de remuneração pode colocar uma empresa em risco?

(...) os líderes excepcionais nunca são movidos pela remuneração. Eles querem construir algo grande. Não perguntaria a Beethoveen se ele compôs uma bela sinfonia em troca de dinheiro nem a F. Scott Fitzgerald se escreveu O Grande Gatsby pensando no dinheiro que poderia ganhar. Um líder cria uma grande empresa, escreve um grande livro ou compõe uma grande sinfonia porque ele pode e é movido a fazer isso. A ideia de que podemos motivar pessoas através da remuneração é verdade para os medíocres, não para os grandes - esses são movidos por uma força interna. São estranhamente compulsivos, neuróticos, paranóicos, intensos. As empresas têm de ter uma remuneração que mantenha essas pessoas - o que é bem diferente de incentivos. Elas têm de pensar não em em "como" pagar aos seus executivos, mas "a quem" devem pagar - e só então descobrir uma maneira de remunerá-los de modo a que eles fiquem. Se uma companhia tiver pessoas movidas só pelo dinheiro, não será duradoura.
(...)"

O artigo tem outras passagens importantes, mas considero as duas aqui publicadas aquelas que, estrategicamente falando, impactam na "qualidade" do futuro de cada empresa e por isso mesmo, por agora, fico-me por aqui.

Os accionistas, os clientes, os colaboradores e todos os restantes stackholders, têm direito a líderes que maximizem a probabilidade da respectiva empresa contribuir para a geração de riqueza em sentido lacto e para isso os conselhos de administração ou equivalente, têm a obrigação de melhorarem os seus critérios de selecção.

Abraços saudáveis

sábado, 7 de novembro de 2009

Carro movido a ar


O vídeo abaixo com uma duração inferior a 4 minutos exemplifica bem que já existem soluções (ou podem surgir a curto prazo, se devidamente apoiadas e publicitadas!) para usufruirmos de uma comodidade legítima com um impacto mínimo no planeta Terra que, como alguém muito bem disse, "tomamos emprestado dos nossos filhos" e, como é óbvio, queremos devolver nas mesmas condições em que o recebemos.

video

Se uma porcentagem mínima da população tomar consciência deste tipo de soluções, maximizaremos a probabilidade de conseguirmos que aquilo que nos "faz bem" não morra no papel para não prejudicar os interesses defendidos por alguns lobbies , que colocam a defesa dos seus interesses acima dos interesses de todos nós!

Contribuir para que estes projectos sejam apoiados e incentivados por aqueles que escolhemos para nos governarem, é contribuir para a nossa Qualidade de Vida!

Abraços saudáveis (movidos com o ar que respiramos!)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"(...) Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?


Supostamente, esta "(...) pergunta foi à vencedora em um congresso sobre vida sustentável."

“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos.... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

e eu acrescento: inclusivé numa perspectiva de Saúde/Qualidade de Vida

Vale a pena parar para pensarmos um pouco sobre o que poderemos fazer com esse propósito!

Abraços saudáveis

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Massagem cardíaca deve ser priorizada em socorro"

A globo.com publicou uma recomendação que me parece bastante útil:

"Dentro de dois meses, o mundo inteiro vai receber uma recomendação nova para a hora de prestar os primeiros socorros.

Vamos ver na reportagem de Monalisa Perrone. A todo momento, o som da emergência. Se o caso é uma parada cardíaca esqueça a respiração boca a boca. A nova orientação médica é fazer a massagem toráxica.

Pesquisas americanas recentes mostram que a massagem aumenta em três as chances de vida. “Ela é a única que pressiona o fluxo sanguíneo. Se você interromper para fazer a respiração boca a boca, você vai interromper o fluxo sanguíneo. E se você interrompe o fluxo sanguíneo, você não está dando sangue para o cérebro e a possibilidade de a pessoa falecer é muito maior”, explicou o cardiologista Sérgio Timmerman.

A compressão no tórax deve ser feita sem interrupções até a pessoa voltar a dar sinais de vida. Cada minuto da parada cardíaca reduz em 10% a chance de sobrevida. A partir do quarto minuto, o comprometimento cerebral pode ser de 50%.

Priorizar a massagem cardíaca numa situação de emergência, vai ser uma orientação mundial a partir do ano que vem. Luiz só sobreviveu porque recebeu na massagem na sala de espera do hospital.

“Eu sei q eu voltei à consciência no meio do corredor do pronto-socorro com uma enfermeira em cima da maca me fazendo massagem cardíaca. Ela parou e eu perguntei o que estava acontecendo”, contou o empresário, Luiz Eduardo Moraes.

Quase 20 anos de salvamento nas ruas mostraram para Aguinaldo o poder de uma massagem cardíaca.

“É eficaz. A evidência mostra que aumenta a chance e é indescritível tanto pra equipe como pra nós, que atendemos no local, na sala de uma pessoa que parou o coração, você voltar lá e ver aquela pessoa sentada no sofá e conversando com você”, disse o coordenador de resgate Agnaldo Pispico."

Clique aqui para assistir a um vídeo de menos de 2 minutos onde pode assistir à aquilo que deve fazer em caso de emergência.

É importante absorvermos este tipo de conhecimento quando tudo está bem, para que, em caso de necessidade, possamos actuar da forma mais eficaz possível.

Abraços saudáveis

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Empresas ajudam funcionários a poupar para o futuro"

Na sequência do artigo "Poupar para dar aos que merecem [incluindo nós próprios]", considerei importante a seguinte informação divulgada pelo Grupo (brasileiro) Qualicorp:

"A maioria das empresas acredita que ser facilitadora na garantia da previdência dos funcionários é um de seus maiores papéis, segundo pesquisa realizada pela consultoria Mercer realizada em 33 países. A notícia é do site InfoMoney.

Dados mostram que 55% das companhias encorajam os funcionários a pensar na sua aposentadoria com maior responsabilidade, oferecendo programas educativos que permitam a tomada de decisão consciente.
(...)
Porém, para a líder da Mercer, Barbara Marder, nem todos os funcionários estão prontos para fazer isso por sua própria conta, tendo em vista que se acostumaram com a segurança financeira proporcionada, em outra época, pelas empresas e pelo governo."

Alguns comentários:

- tenho algumas duvidas que uma percentagem tão grande de empresas encoraje de uma forma efectiva os seus funcionários nesse sentido (falar é fácil mas implementar de uma forma sustentada e com resultados é outra coisa!)

- talvez a nota mais importante seja a conclusão da Barbara Marder, descrita no último parágrafo.
Considero preocupante a mentalidade de muitos colaboradores, ao ainda acreditarem na "segurança financeira proporcionada, em outra época, pelas empresas e pelo governo."

- os meus leitores sabem que sou defensor que as empresas invistam no seu capital mais precioso, as pessoas, mas numa lógica de "ensinar a pescar" e não apenas dar o "peixe". Além disso qualquer política de gestão de talentos, tem de ser compatível com a gestão do fluxo de caixa e da geração sustentada de resultados.

- é óbvio que existem empresas que conseguem, entre outros benefícios, contribuir financeiramente para a previdência aos seus colaboradores mas tendo em conta a realidade da maior parte do tecido empresarial português, brasileiro (e não só!), já é suficientemente relevante, que cada empresa possa servir de canal privilegiado para promover e incentivar a tal definição de prioridades de cada um (e respectiva família), onde a protecção pessoal financeira incluindo a reforma (aposentadoria), ocupem um lugar proporcional à sua importância actual e futura na Qualidade de Vida dos primeiros!

Os tempos são outros e cada um de nós tem que fazer parte da solução (sem negar a quota-parte das nossas empresas)!

Abraços saudáveis

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Poupar para dar aos que merecem [incluindo a nós próprios!]"


Sexta feira dia 30, foi o dia da poupança. Tal como ter saúde, no fundo é ter uma poupança do nosso sistema imunitário para podermos usá-lo mais tempo e numa idade em que mais precisaremos dele, reforçarmos o nosso sistema imunitário financeiro é algo que, em conjunto com o activo saúde nos possibilita conseguir uma melhor Qualidade de Vida presente e futura.

Mas como poupar (em saúde e financeiramente falando) é algo lógico mas que poucos o conseguem fazer e em quantidade suficiente, publico hoje mais um excelente editorial do jornal Destak, escrito pela sua directora, Isabel Stilwell. Quem sabe, por via indirecta, consiga o efeito desejado que é o de levar os meus leitores a decidirem por eles próprios, a mudarem alguns dos seus comportamentos nesta matéria. Boa leitura!

"Poupar para dar aos que merecem. Hoje é o dia em que nos mandam poupar. Como poupar dinheiro é para a maioria de nós uma impossibilidade, porque o dinheiro nem chega até ao fim do mês, temos que ser mais criativos no conceito. Se me deitasse no divã de um psicanalista e ele me pedisse para dizer tudo o que associava à palavra Poupar, acho que eram estas as ideias que saltavam de imediato.

POUPAVA EM CHATICES Há tantas coisas com que nos angustiamos
que não valem a pena. Desconfio que nos preocupamos com o irrelevante, para não pensar no que realmente dói. É uma defesa, mas o saldo acaba por ser negativo.

POUPAVA EM TRÂNSITO Não há nada que roube mais qualidade de vida do que as horas passadas em engarrafamentos. Não estamos no emprego, não estamos com os nossos filhos, e sentimo-nos em falta para com todos. Para não falar na inflamação do músculo da perna da embraiagem, de tanto
“pára-arranca”.

POUPAVA EM PAZ PODRE O tempo que se perde a evitar um conflito, que resolvia de uma vez o problema, é imenso. Se ao menos metêssemos na cabeça que um conflito bem gerido é mil vezes preferível à paz podre, poupávamos muita ansiedade e irritação.

POUPAVA EM MANTEIGA É mentira, não poupava nada. Nem no pão quente. Poupava era em dias de trabalho. Queria mais dias para piqueniques e para jardinar.

POUPAVA NOS MAUS Como diz Eduardo Sá sempre que gastamos a nossa bondade com pessoas más sobra menos para
as boas. Vendo bem, a frase aplica-se a todas as nossas escolhas."

Agora, só falta saber por onde quer começar a poupar. Depois de ganhar algum embalo, as restantes "modalidades" tornar-se-ão mais fáceis de concretizar!

Abraços saudáveis