terça-feira, 23 de maio de 2017

"Levada a tribunal, ela tentou defender-se da falsa acusação; porém, quando percebeu que seria condenada à morte, despiu-se diante do juiz e dos jurados"


No dia 8 de Maio de 2012, publicámos no Facebook, no mural do Projeto Memória :



Agnodice a primeira médica da história

"Agnodice ou Agnodike (IV a. C), a mais antiga mulher a ser mencionada pelos gregos, tencionava fortemente ser médica. Natural de Atenas, aonde havia proibição legal para mulheres estudarem medicina, Agnódice viajou a Roma a fim de aprender a fazer partos e, dedicando-se principalmente ao estudo da obstetrícia e da ginecologia, obteu conhecimentos básicos sobre a saúde da mulher.

Desejando voltar ao seu país, e nele colocar em prática os conhecimentos adquiridos em Roma, a solução para tonar-se impune foi radical: Agnódice voltou à Grécia com os cabelos curtos e travestida de homem, sentindo-se dessa forma segura para exercer a medicina.

Quando começou a actuar, com muito sucesso, atraiu muitos clientes, despertando assim o ciúme de outros médicos. Raivosos com Agnódice e acreditando que fosse realmente homem, eles a acusaram falsamente de estar praticando actos libidinosos com as pacientes.

Levada a tribunal, ela tentou defender-se da falsa acusação; porém, quando percebeu que seria condenada à morte, despiu-se diante do juiz e dos jurados. Atitude extrema causou em todos grande surpresa e comoção. Além disso, várias de suas pacientes declararam em frente ao templo que se ela fosse executada, iriam morrer com ela. O juiz reconheceu a injustiça que estava sendo cometida contra Agnódice, livrou-a da acusação e promulgou uma lei determinando que, a partir daquele momento, as mulheres teriam o direito de praticar a medicina na Grécia.

Graças à ousada e corajosa atitude de Agnodice, as mulheres hoje são maioria na profissão." via Renata Calheiros Viana

Abraços saudáveis

segunda-feira, 22 de maio de 2017

"Cair o Carmo e Trindade"


No dia 3 de Maio de 2013, publicámos no Facebook, no mural do Projeto Memória :



"Cair o Carmo e Trindade"

Dizem que a origem da expressão “cair o Carmo e a Trindade”, que significa algo de estrondoso, surpreendente ou de grande impacto, remonta ao terramoto de 1 de Novembro de 1755, quando os conventos do Carmo e da Trindade, localizados em Lisboa, desabaram. Durante o terramoto, ouviu-se um enorme estrondo. Quando os habitantes descobriram qual tinha sido a verdadeira causa de tal barulheira, logo disseram: “Caiu o Carmo e a Trindade”, isto é, desabaram os Conventos do Carmo e da Trindade.

Imagem: Convento do Carmo by  Bert Kaufmann

#ConventodoCarmo

Abraços saudáveis

sexta-feira, 19 de maio de 2017

"A História de uma empresa pode ser registada de várias formas. Nós escolhemos a mais difícil, mas certamente a mais rica: a história a partir da narração das pessoas envolvidas em sua construção." António Carlos Saliba, ex-presidente da Jassen-Cilag


No dia 3 de Novembro de 2011, publicámos no Facebook, no mural do Projeto Memória :


"A História de uma empresa pode ser registada de várias formas. Nós escolhemos a mais difícil, mas certamente a mais rica: a história a partir da narração das pessoas envolvidas em sua construção."
António Carlos Saliba, ex-presidente da Jassen-Cilag

Abraços saudáveis

quarta-feira, 17 de maio de 2017

"Para mostrar a eficiência do produto, Chesebrough queimava a pele com ácido e em seguida passava a vaselina nos ferimentos."


No dia 2 de Maio de 2014, publicámos no Facebook, no mural do Projeto Memória :



Robert Augustus Chesebrough estava a analisar o processo de extracção de petróleo nos Estados Unidos, quando percebeu um resíduo melequento que ficava nas brocas de perfuração. O resíduo não tinha nenhum valor comercial, mas os empregados da indústria do petróleo gostavam do resíduo: ele ajudava na cicatrização de cortes e queimaduras. 

Chesebrough passou 10 anos a desenvolver um processo para refinar aquele resíduo. Em 1870 construiu uma fábrica dedicada à nova descoberta, baptizada depois de Vaselina. Para mostrar a eficiência do produto, Chesebrough queimava a pele com ácido e em seguida passava a vaselina nos ferimentos.

Abraços saudáveis