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sábado, 23 de abril de 2011

A forma como enfrentamos a "crise", fará como que esta nos ataque ou fuja de nós!



Se os chitas representarem a "crise", você será atacado(a) ou terá domínio sobre eles, em função do seu próprio comportamento.

Lembre-se que a maioria dos problemas, não é mais do que a antecipação do nosso receio, perante determinada "realidade", e o resultado final, dependerá basicamente da sua atitude.

Não fuja, ou se rebaixe, perante a "crise" e assuma o controlo, fazendo, naturalmente, aquilo que precisa fazer, para dar a volta por cima.

Abraços saudáveis

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"O que ajuda a ter sucesso na vida: conhecer e procurar melhorar as suas fraquezas ou conhecer e desenvolver os seus pontos fortes?" (última parte)

... continuação

"Quando um colaborador é confrontado com algo de negativo no seu desempenho, uma resposta emocional negativa tende a ocorrer. A amígdala, o orgão responsável pela memória emocional, é activada; e perante o contexto de perigo, o processo fisiológico do "stress" desencadeia-se, conduzindo a descargas hormonais como a adrenalina e o cortisol, que geram o desconforto típico das emoções negativas e conduzem a uma inibição cortical. Ou seja, o indivíduo bloqueia, já deixa de ter acesso às funções corticais superiores à resolução criativa de problemas, ao raciocínio lógico-dedutivo, competências frequentemente esperadas para resolver "o problema" que lhe é apresentado. Em vez disso, o colaborador activa os seus mecanismos de defesa e vê-se apenas capaz de responder com base na experiência anteriormente aprendidas de e tomadas automáticas.
Há, contudo, uma aprendizagem importante com que o confronto com o o fracasso lhe permite fazer: Medo. O medo de fracassar outra vez e voltar a passar pelos sentimentos negativos que as descargas hormonais do "stress" o fizeram vivenciar. É este medo que o levará a produzir mais comportamentos defensivos nas experiências seguintes, e que reduzirá a sua proactividade. É o sentimento de não ter sido capaz que reduzirá o seu sentido de competência.
(...)
Richard Branson, (...) é conhecido entre os seus colaboradores como "Dr. Yes", isto porque, (...) apresenta constantemente uma atitude positiva perante qualquer dificuldade, estimulando os seus colaboradores a contornarem o "não", procurando a resposta que leve ao "sim, é possível"
(...)
É reconhecido que desde a Segunda Guerra Mundial o campo da psicologia se tem focado sobretudo em resolver as fraquezas e a tratar as perturbações psicológicas. Os estudos sobre o funcionamento cerebral e o papel da felicidade na optimização do capital humano - que tem ocorrido nas últimas duas décadas - deu origem ao emergir do movimento da "Psicologia Positiva", que promete uma revolução no papel das organizações e, em particular, no papel do líder.

Deste espera-se uma liderança transformacional e o estímulo da motivação intrínseca dos indivíduos que compõem as suas equipas, alicerçando a sua acção no reforço e no desenvolvimento do talento, através do "feedback" positivo atento e constante, do aumento da autonomia, da introdução de práticas , sustentando a criatividade e encorajando a rede de trabalho.

Um grande desafio para os líderes da segunda década do século XXI: libertarem-se dos medos, descobrirem e desenvolverem as suas forças , desenvolverem uma atitude positiva relativamente às competências das suas equipas, serem hábeis a identificar o talento e a fazê-lo florescer, tornando-se mestres de uma comunicação assente na linguagem positiva e no entusiasmo, que ajude cada elemento a tornar-se autor da sua própria história de sucesso." (Fonte: revista Human)

Caro leitor, na sua empresa vive-se o clima mencionado nos primeiros dois parágrafos ou nos últimos quatro?

A sua resposta será um excelente indicador do (in)sucesso do projecto profissional do qual você faz parte.

Boas decisões (especialmente para os líderes!) e...

Abraços saudáveis

quinta-feira, 17 de junho de 2010

" direito ao nosso corpo mental..."


Deixo-vos hoje com um artigo que ajuda a reflectir sobre aquilo que achamos que somos versus o que somos na realidade.

A nossa Qualidade de Vida (ou ausência dela) depende do somatório de muitas pequenas coisas e, sem dúvida, a Isabel Stilwell, directora do jornal Destak, é alguém que dá um contributo importante para que cada um, consiga enxergar melhor no meio de tanta informação disponível, aquilo que pode ter algum impacto positivo a nível pessoal/familiar.

Aqui fica o editorial da edição de ontem, intitulado "O direito ao nosso corpo mental..."

"O nosso corpo mental não corresponde ao nosso corpo físico. Se calhar a si parece-lhe uma verdade lapalissiana, mas a mim esta descoberta tem-me ocupado o cérebro nas últimas semanas. É claro que sabia que as pessoas a quem é amputada uma perna continuam não
só a imaginá-la lá como a sentir dores como se ela realmente lá estivesse, e tendo sido adolescentes, e vivendo com eles à volta, também não me passou despercebida aquela fase em que os pobres andam às turras com a cabeça e os braços por todo o lado, porque ainda não se
«visualizam» as suas novas medidas, tanto em altura como em largura, mas só agora interiorizei este conceito. E me pus a pensar nas suas consequências.

Sabia que o cérebro, mesmo o dos homens, sim senhora, é mais leve que o melhor computador portátil no mercado? E agora feche os olhos e imagine-o. O seu, ou o de alguém que admira e vai ver que imagina uma sala de máquinas gigante, cheia de gente que corre de um lado para o outro a certificar-se de que está tudo a funcionar bem.
Agora feche os olhos de novo e imagine o coração, depois compare com uma imagem em tamanho real e vai ver a diferença. Finalmente, e se é mulher (suponho que os homens podem fazer um exercício semelhante), desenhe mentalmente um útero e dois ovários. Aposto que são gigantes, ou não acolhessem a sua imagem de mulher, e ainda o de uma incubadora capaz de acolher os bebés que teve e os que sonhou ter. E se, quando os abrir, lhe mostrarem um ovário real, que nem chega aos 3 centímetros, o tamanho de uma amêndoa, é provável que não queira acreditar.
Um estudo divulgado ontem nos EUA revelou mesmo que aparentemente o cérebro tem a tendência para que nos vejamos mais largos do que somos, alteração que podia explicar doenças como a anorexia, Infelizmente nem todos os médicos têm consciência desta discrepância entre o corpo real e o mental, e muito menos do valor simbólico de cada parte que nos compõe. E nós estamos habituados a entregarmo-nos aos «especialistas» convencidos de que a nossa visão é menos valiosa do que a deles. Mas não é, e temos todo o direito de a fazer prevalecer ou pelo menos respeitar."

Boa leitura, um bom momento de reflexão, em especial para que se revejam "mais largos" e, principalmente, boas decisões sobre o que fazer com o eventual novo conhecimento sobre si próprio que agora adquiriu!

Abraços saudáveis

terça-feira, 10 de novembro de 2009

As caixas incomunicáveis do homem versus a "internet emocional das mulheres"


Todos nós sabemos que o cérebro da mulher é diferente do cérebro do homem, mas poucas pessoas o conseguem explicar tão bem e de uma forma tão hilariante como o Mark Gungor neste vídeo (clique aqui ) com pouco mais de 5 minutos.

Depois de uns minutos bem passados (vale a pena assistir!) sugiro que cada um de nós reflicta sobre o seguinte:

Diferindo tanto o modo de funcionamento dos cérebros em função do sexo, é fundamental que cada um dos membros de qualquer casal entenda que aquilo parece lógico e certo para ele próprio, pode ser interpretado de forma diametralmente oposta pela sua cara metade e aí começam inúmeras discussões que nem sempre acabam bem.

Leitoras, vejam o vídeo com o vosso parceiro e tentem entender como ele funciona com as suas "caixas incomunicáveis"

Leitores, assistam também ao vídeo com a vossa parceira e, apesar de exigir um esforço hercúleo, compreendam que ela agarra numa ponta de qualquer coisa que tenham feito e faz inúmeras associações, correlações, ilações e outras tantas "ões" e ainda por cima lhes coloca em cima uma dose (variável em função do momento!) de emoção. O resultado?
Cada um saberá melhor que o signatário (eu sei as que vivencio(amos)!

Cientes do que acima escrevi, talvez seja menos difícil mantermos um relacionamento saudável e duradouro, que tudo tem a ver com Qualidade de Vida.

Abraços saudáveis

domingo, 6 de setembro de 2009

"O cultivo da coragem"


Mais um excelente artigo (clique aqui para lê-lo na íntegra) publicado pela jornalista Cristiane Segatto, digno de ser partilhado com os meus leitores.
Aqui ficam alguns trechos elucidativos do seu conteúdo:

"Sinto uma enorme atração por um certo cientista. Ele tem 85 anos, (...) seu nome é Paulo Vanzolini.
(...)
Na carreira paralela, Vanzolini é autor de músicas muito conhecidas. As principais são “Ronda” e “Volta por cima”. Adoro a mensagem inspiradora que esse samba nos oferece:

“...Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima”
(...)
Estava no cinema um dia desses e vi um trailer do filme. O que me cativou foi o julgamento que o sambista faz sobre “Volta por cima”, sua música mais famosa.

“Ela tem um fracasso”, diz Vanzolini. “Ninguém entendeu que o importante não é dar a volta por cima. É reconhecer a queda”.

Fui para casa com Vanzolini na cabeça. Como é importante reconhecer a queda! E como é impressionante perceber que pouca gente consegue fazer isso.

Das pessoas que você conhece, quantas são capazes de dizer “Errei”? Quantas assumem isso publicamente? Quantas reconhecem o fracasso? A decadência. A queda.

Reconhecer a queda é o primeiro passo para se recuperar. Para aprender com os erros e seguir em frente. Conversei sobre isso nesta semana com o psicólogo Julio Peres. Ele fez pós-doutorado no Centro de Espiritualidade e Mente da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Está lançando o livro Trauma e Superação: O que a psicologia, a neurociência e a espiritualidade ensinam.

Um dos capítulos do livro se chama Dar a Volta por Cima. É um sinal de que a expressão eternizada por Vanzolini está grudada nos nossos corações e mentes. Virou patrimônio nacional.

Resiliência é um outro termo que expressa essa capacidade de recuperação. Vem da Física e se refere à capacidade que um corpo tem de sofrer uma deformação pela ação de um agente externo. E depois voltar à forma natural.

Quando damos um soco com toda força num travesseiro, depois de um tempo ele retorna à forma original sem sofrer grandes estragos. Algumas pessoas têm mais resiliência emocional. São as que reconhecem a queda e dão a volta por cima. Mas a resiliência é uma qualidade que pode ser aprendida.

Segundo Peres, há alguns fatores que favorecem essa capacidade. São mais resilientes as pessoas que:

· acreditam em si mesmas e na capacidade de influenciar as pessoas com quem convive

· conseguem tirar lições de eventos positivos e também dos negativos. “São pessoas que constroem um aliança de aprendizado com a adversidade”, diz Peres

· são cooperativas. Não estão focadas apenas no próprio bem-estar, mas nos benefícios que podem trazer aos que estão por perto

· têm espiritualidade. Não se sentem sozinhas

Como assim? Isso quer dizer que os ateus não podem ser resilientes? Não é bem isso. “O sujeito pode ser ateu e, mesmo assim, não se sentir desamparado”, diz Peres. “Quem se sente amparado supera os traumas mais facilmente”, diz.

Quando sofrem um trauma, as pessoas se sentem covardes em relação ao evento que o produziu. Quem sofre um grave acidente de trânsito, resiste a entrar em um carro novamente. Quem é traído pelo melhor amigo resiste a criar laços duradouros. “Quem passa pela dor, costuma ficar em silêncio”, diz Peres. “O silêncio potencializa o trauma”.

Falar. Contar e recontar a história ajuda o sofredor a amenizar a ansiedade e substitui-la por coragem. Quando a pessoa conta a história pela primeira vez, a narrativa é toda carregada das sensações pesadas que ela sofreu. Conforme conta e reconta, a carga emocional vai sendo amenizada.

“Devemos contar a história tão bem quanto possível”, afirma Peres. “É muito importante contá-la a quem possa ouvir sem fazer julgamentos”, afirma. Se a pessoa não tiver acesso a um psicoterapeuta, deve contar a história a um familiar, um amigo, um líder religioso.

Em 2007, Peres publicou um interessante estudo sobre os efeitos neurobiológicos da psicoterapia. O trabalho saiu no periódico científico Journal of Psychological Medicine. Dezesseis pacientes que haviam sofrido algum tipo de trauma foram divididos em dois grupos. Um deles foi submetido a sessões de psicoterapia. O outro, não.

Estudos de neuroimagem realizados no início do estudo e dois meses depois revelaram importantes diferenças. O cérebro das pessoas que fizeram terapia apresentavam mais atividade no córtex pré-frontal. Essa área está envolvida na classificação das experiências. É a região que nos faz atribuir significado ao que vivemos.Verificou-se também menos atividade na amígdala, a área do cérebro relacionada à expressão do medo.

Enquanto conversava com Peres, comecei a pensar nas pessoas que sofrem de estranhas fobias e nas formas de tratamento que podem ajudá-las. Uma delas é a terapia cognitivo-comportamental. Por meio de várias técnicas, a pessoa é exposta, aos poucos, à situação que lhe assusta. Quando ela percebe que nada de mal lhe acontece, sua ansiedade diminui. Está aberto o caminho da superação.

Vanzolini não sabe. Mas ele também me ajudou nisso. Há oito anos, resolvi entrevistá-lo. Para passar algumas horas ouvindo as histórias dele eu teria de pagar um alto preço: enfrentar meu pavor de cobras. Resolvi apostar, mas não imaginava que a experiência seria tão marcante.
(...)"

Todos nós damos as nossas quedas na vida e este artigo, é uma luz sobre como agir nesses momentos, para minimizarmos os impactos negativos e maximizarmos a probabilidade de voltar à superfície no mais curto espaço de tempo e, se possível, em melhores condições para enfrentar os próximos desafios.

Abraços saudáveis

domingo, 7 de junho de 2009

"O passado não dá futuro"

E mais uma excelente mensagem escrita pela Laurinda Alves (retirada do livro XIS ideias para pensar), que poderá ajudar alguns dos meus leitores a olhar para a frente com os consequentes benefícios relativamente à sua própria Qualidade de Vida e à daqueles com quem mais convive e mais se preocupam com ele (ela)!

"Remoer coisas do passado, deixar-se prender por mágoas ou ressentimentos, ficar a atormentar-se com os erros e viver obcecado com aquilo que nunca mais volta não é, definitivamente, a melhor maneira de existir.

Ficar preso ao passado é uma expressão eloquente na medida em que define, à partida, a condição de prisioneiro, de alguém que vive amarrado a qualquer coisa que o deixa sem liberdade ou margem de manobra.

Ficar preso ao passado é isso mesmo, é ficar de pés e mão atados sem conseguir dar um passo em frente.

Acontece-nos a todos atravessar fases em que o passado tem muito mais peso do que o presente, alturas da vida em que a única certeza que temos é aquilo que já vivemos. É natural que assim seja e é, até saudável acumular memórias para recordar quando vier a propósito.

O que se torna doentio e pode revelar-se um verdadeiro atraso de vida, é transformar o passado em presente e, em casos agudos, deixar que seja o passado a servir de molde ao futuro.

Muitas pessoas carregam consigo um enorme fardo onde se misturam experiências, sentimentos e emoções vividas mas onde prevalece claramente a vontade de recuperar aquilo que jamais voltará.

Manter viva a memória das coisas e das pessoas que amamos é essencial, dá outra poesia à vida e implica uma atitude construtiva. Sábia porventura. Já a tendência para desejar permanentemente que o tempo volte para trás é um comportamento redutor e muito pouco saudável.

Muitas pessoas foram ricas durante grande parte da sua vida e, um dia perderam tudo; muitos viveram anos a fio com as pessoas que verdadeiramente amavam e, de repente, perderam-se para sempre; muitos estiveram "em alta" e, por força de circunstâncias várias passaram a estar "em baixa" e por aí adiante, Os exemplos podiam suceder-se até ao infinito porque, na verdade, seja por acidente morte, doença, sorte ou azar todos perdemos e ganhamos e todos vamos acumulando um passado. A única certeza que temos é que só arrumando bem este passado individual seremos capazes de viver bem o presente e olhar o futuro com confiança.

Arrumar o passado não quer dizer esquecer e, muito menos, apagar ou fingir que nunca existiu. Pelo contrário, arrumar quer dizer isso mesmo. Significa deitar mãos à obra, olhar para cada coisa, pegar-lhe com cuidado e atribuir-lhe, primeiro, uma importância e, depois uma gaveta. Como um sotão que se arruma mantendo intactas todas as peças e, até alguma poeira que com o tempo se acumulou. Ninguém deve limpar o chão de um sotão antigo com baldes de lixívia e uma escova dura. Um sótão bonito e cheio de preciosidades arruma-se com muito cuidado, resistindo à tentação de varrer as sobras para um canto ou, pior, para debaixo do tapete. Separa-se o que não interessa ou já não tem utilidade e deita-se o lixo no lixo. É exactamente isso que devíamos fazer com o nosso passado. Separar o que não interessa, arrumar muito bem nas gavetasos pequenos e grandes tesouros e deitar o lixo no lixo. Só assim o passado pode dar futuro."

Abraços saudáveis,

sexta-feira, 5 de junho de 2009

"treine a mente e mude o cérebro" (1a parte)


Da interessantíssima leitura do livro "treine a mente e mude o cérebro" de Sharon Begley, retiro alguns trechos (ao longo do tempo voltarei a este livro!) que deixam claro aquilo que a nossa mente (pensamento), pode fazer pelo cérebro.

Gostava muito que os meus leitores tivessem a noção que também temos que fazer "ginástica" regular com o nosso cérebro (de uma forma adequada) para que ele próprio se torne mais saudável e possa gerar impactos muito positivos na nossa Qualidade de Vida:

"(...) O cérebro pode, de facto, ter seus circuitos alterados. Pode expandir a área conectada para mexer os dedos, formando novas conexões para sustentar a destreza de um exímio violonista. Pode ativar fios condutores há muito tempo inativos e passar novos cabos, como um eletricista que reforma o sistema elétrico de uma velha casa, de modo que regiões que antes viam possam, em vez disso, sentir ou ouvir. Pode silenciar circuitos que antes crepitavam com as actividades aberrantes que caracterizam a depressão, e cortar conexões patológicas que mantêm o cérebro no estado ó-meu-deus-há-algo-errado que caracteriza o transtorno obsessivo-compulsivo. Em resumo, o cérebro adulto mantém grande parte da plasticidade do cérebro em desenvolvimento, inclusive o poder de consertar regiões danificadas; de criar novos neurônios; de rearranjar regiões que antes desempenhavam determinada função, para assumirem uma nova tarefa;
(...)
Igualmente revolucionária é a descoberta sobre como o cérebro muda. Nossas ações podem literalmente expandir ou contrair diferentes regiões do cérebro, derramar mais fluídos em circuitos silenciosos e reduzir a irrigação em outros mais barulhentos.
(...)
a própria estrutura de nosso cérebro (...) reflete a vida que levamos. Como areia de uma praia, o cérebro guarda as pegadas das decisões que tomamos, das capacidades que desenvolvemos, das ações que realizamos.
Mas também há indícios de que a modificação da mente pode acontecer sem qualquer interferência do mundo externo. Ou seja o cérebro pode mudar de acordo com os pensamentos que nós temos.
(...)
Pensando de maneira diferente sobre pensamentos que ameaçam enviá-los de volta ao abismo do desespero, pacientes com depressão produziram atividade numa região do cérebro e silenciaram outra, reduzindo o risco de recaída. Algo tão aparentemente sem substância quanto um pensamento tem a capacidade de agir de volta diretamente ao cérebro, alterando conexões neuroniais de uma maneira que pode levar à recuperação de uma doença mental e, talvez, a uma capacidade maior de empatia e compaixão."

Já imaginaram, com esta nova percepção, aquilo que podemos fazer com o nosso cérebro?

Abraços saudáveis,

sexta-feira, 17 de abril de 2009

"Comer porcarias deixa as crianças (...) felizes!"


A revista Época publicou um artigo intitulado "Comer porcarias deixa as crianças mais gordas, mas felizes", (podem acessá-lo na íntegra clicando aqui), cuja leitura me leva a colocar as seguintes questões:

- até que ponto algumas destas "porcarias", já causam dependência nas nossas crianças?
- será que nós pais, dependemos destas "porcarias" para conseguirmos fazer com que os nossos filhos sejam naturalmente felizes (de uma forma sustentada!), sem o risco de entrarem em depressão?
- como classificarmos, do ponto de vista ético e até legal, os responsáveis pela produção e publicidade que incentivam as nossas crianças a comerem algo que lhe faz mal, mas passando mensagens publicitárias que, de forma inequívoca, deixam parecer que o consumo regular dessas tais "porcarias", está a contribuir para um verdadeiro Bem-Estar daquelas?

Pais, não deixem os vossos filhos viverem uma falsa felicidade!

Nota: acho importante mencionar que a ingestão esporádica destas tais "porcarias", não tem qualquer problema, mas infelizmente, a realidade dos números, nos diz que a tendência é para que uma dieta "normal", contenha um percentagem demasiado elevada (e crescente!) daquelas.

Abraços saudáveis,

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 1


Depois do meu comentário de ontem, volto então a escrever um pouco sobre "coerência cardíaca", socorrendo-me do médico David Servan-Schreiber no seu livro CURAR.

"(...) o stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo. Também descobriram que um episódio de depressão seis meses antes de um infarto do miocárdio é um indicador mais acurado de risco de morte do que a maioria de outros exames cardiológicos.
Quando o cérebro emocional não está funcionando bem, o coração sofre e se desgasta. Mas a mais espantosa descoberta de todas é que essa relação funciona em mão dupla. O funcionamento correto do nosso coração acaba por influenciar nosso cérebro também.(...)
Um método simples e eficaz disponível para todos nós parece criar as condições essenciais para que haja harmonia entre o coração e o cérebro. (...) Para compreender como ele funciona, primeiro precisamos examinar, como o sistema cérebro-coração funciona. (...)
O sistema nervoso autônomo é constituido de dois ramos, começando no cérebro emocional e se espalhando pelo corpo. O ramo "simpático" libera adrenalina e noradrenalina regulando as reações de "luta ou fuga". Sua atividade acelera o coração. O outro ramo, chamado parassimpático, libera um neuro transmissor diferente, que promove estados de relaxamento e calma. Ele faz o coração bater mais devagar.
Nos mamíferos, esses dois sistemas - o acelerador e o breque - estão constantemente em equilíbrio.(...)
Para negociar as guinadas imprevisíveis da existência,precisamos tanto do breque como de um acelerador. Eles precisam estar funcionando muito bem, e têm de ser igualmente fortes para se contrabalançar caso a necessidade ocorra.
De acordo com o pesquisador norte americano Stephen Porges, PhD., da Universidade de Maryland, o equilíbrio delicado entre os dois ramos do sistema nervoso autônomo possibilitou aos mamíferos desenvolver relações sociais cada vez mais complexas no curso da evolução. As mais complexas entre elas parecem ser os relacionamentos amorosos, sobretudo a fase particularmente delicada do namoro. Quando um homem ou uma mulher, por quem estamos interessados, olha para nós e o nosso coração começa a bater loucamente, ou ruborizamos, é porque nosso sistema simpático pisou no acelerador, talvez demais. Se inspirarmos profundamente para recuperar nosso equilíbrio e continuar a conversa, acabamos de pisar ligeiramente no breque parassimpático. Sem estes ajustes constantes, o namoro seria caótico. Esse é o caso com adolescentes que têm dificuldade em dominar o equilíbrio de seu sistema nervoso central."

continua....

Abraços saudáveis,

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ser cauteloso em excesso não cura ninguém (pelo contrário!)

No meio desta turbulência pela qual passa a economia global, queria escrever algo sobre uns exercícios que todos podem fazer para maximizarem a probabilidade de conseguirem ter uma coerência cardíaca (variação normal e saudável dos batimentos do coração) que tanto contribui para a manutenção de um equilíbrio saudável, nestes momentos de alto stress para muitos.

Para além dos livros que tenho em casa, fiz a minha pesquisa no Google (uma das ferramentas que me permite viver no meio do campo!!!) e foi muito curioso ler os comentários de alguns médicos "cautelosos" num artigo da Folha de São Paulo do ano de 2003 (para ler o artigo na íntegra, clique aqui:

Os métodos de autocura (...) ainda são encarados com ceticismo pela comunidade médica brasileira. "(...) técnicas de relaxamento e exercícios físicos são abordagens muito saudáveis, mas inespecíficas. Não dá para dizer que são tratamentos para depressão ou para transtornos de ansiedade", afirma Luiz Alberto Hetem, 41, psiquiatra e professor de pós-graduação em saúde mental da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

"(...) não há como avaliar um método de cura apenas com resultados "do tipo 'eu tenho tratado pacientes assim e isso tem funcionado'", além de, é claro, existir a necessidade de um diagnóstico preciso sobre a gravidade de cada quadro.

Para Antônio Carlos Camargo de Carvalho, 56, cardiologista e coordenador do curso de pós-graduação da área na Unifesp, é quase uma utopia tentar que um cidadão do mundo moderno, voluntariamente, consiga coordenar seus batimentos cardíacos com toda a agitação que o rodeia. Nos casos de estresse, ele acha que o coração merece mais cuidados que exercícios respiratórios. "Alguns dos meus pacientes fazem ioga, exercícios de relaxamento. Tudo isso é benéfico, mas não é e nunca seria o tratamento único."

Ou seja, pela leitura do artigo em causa (e tantos outros!) a mensagem leva obrigatoriamente a que muitos leitores nem tentem, por exemplo, respirar melhor porque nem os médicos acreditam nisso.

As perguntas/comentários que faço são os seguintes:

- fazer exercícios simples de respiração tem alguma contra-indicação? Ninguém diz que só por se respirar melhor as pessoas se curam, mas que ajuda ao tal equilíbrio, é uma verdade incontestável há muito e muitos anos.

- por que ir pelo lado da dúvida em vez de incentivarmos a pouco e pouco, as pessoas a acumularem bons hábitos onde a sinergia entre eles é que vai fazer a diferença? Por esse raciocínio, os mesmos médicos deveriam colocar em causa a importância de caminharmos ou bebermos água porque "é quase uma utopia tentar que um cidadão do mundo moderno, voluntariamente, consiga" estar saudável só com estas duas coisas!

Humildemente falando, sugiro a todos os médicos "mais cautelosos" a se debruçarem mais sobre os resultados concretos da chamada medicina tradicional e a incentivarem os seus pacientes a adotarem práticas que, no mínimo, não terão qualquer efeito colateral e quem sabe, junto com um novo Estilo de Vida, os consigam colocar no patamar dos considerados cidadãos saudáveis.

Ser cauteloso em excesso não cura ninguém (pelo contrário!). Vamos juntar o conhecimento científico com o Bom Senso que técnicas milenares nos ensinaram a ter.

Abraços saudáveis

sábado, 20 de setembro de 2008

Ômega-3 pode evitar suicídio!

Para que os meus leitores possam ir ficando com uma visão mais helicopteriana do impacto do Ômega-3 na nossa saúde, aqui vai um terceiro depoimento meu no fórum anteriormente comentado:

- como trabalho com a mudança de comportamentos das pessoas, procuro resolver as causas em vez dos sintomas.

Com o trecho que vou transcrever abaixo, não quero apresentar uma solução para todos os casos, mas se funcionasse pelo menos para alguns, acredito que poderíamos abrir a mente de muitas pessoas para começarmos a trilhar outros caminhos para casos como os que apresentaste. O HOMEM está se tornando doente, juntamente com o planeta e UMA das conseqüências de um corpo doente (mal nutrido), é o aumento de casos de suicídio.

"Os pais de Keith começaram a se preocupar realmente quando os seus professores sugeriram que ele deveria abandonar os estudos porque achavam que ele não era mais capaz de se concentrar na sala de aula. Keith, (...) não estava bem havia mais de cinco anos.(...) começou a sofrer ataques de ansiedade quando tinha de tomar o metrô ou um ônibus. Essa "covardia" o deixava louco consigo mesmo (...). Logo, Keith passou a ter problemas para dormir, o que lhe dava menos energia durante o dia, e começou a ficar para trás na escola.
(...) sentia-se perdido e cogitou a idéia de suicídio. Durante dois anos foi tratado sem sucesso com um vasto leque de medicamentos contra a depressão e a ansiedade.Quando eles não mais funcionavam , seu médicos tentaram usar antipsicóticos, normalmente recomendados para o tratamento de esquizofrenia. (...) sua mão o levou a especialista em psicofarmacologia no Hospital Hammersmith em Londres.
O dr. Puri ficou muito preocupado com a gravidade dos sintomas de Keith. Seu índice na medida padrão da depressão era o mais elevado que ele já vira. E mais, o jovem já falava abertamente em cometer suicídio. (...) "Eu vou morrer um dia de qualquer jeito, por uqe esperar mais? Porque devo sofrer assim muito mais tempo? (...) Deixe-me morrer. Por favor .Por Caridade".
(...) somente uma podia superar aquela crise prolongada e profunda de depressão: tratamentos de eletrochoque. Mas Keith e sua mãe se recusaram (...).
Lembrou-se então dos resultados intrigantes de um estudo , para o qual contribuíra, sobre o efeito dos ácidos graxos Omega-3 na esquizofrenia. (...)
Explicou-lhe que tinha razões para crer que um novo tratamento, baseado me óleos purificados de peixe, talvez o ajudasse. (...)
O psiquiatra tirou toda a medicação do paciente, exceto o último antidepressivo que ele vinha tomando havia dez meses. Então adicionou alguns gramas diários de óleo de peixe purificado com o objetivo de regenerar as membranas neurais e .
Os resultados foram espetaculares. Em algumas semanas, os pensamentos sobre suicídio que o assombraram continuamente durante meses desapareceram por completo. Seu desconforto em lugares públicos também, e ele conseguiu dormir profundamente. Nove meses depois, todos os sintomas de sua depressão de sete anos dissiparam-se. Sua marca na escala de severidade da depressão passou a ser zero.
Além de psiquiatra, o dr. Puri é matemático e pesquisador em imagens do funcionamento do cérebro. O Hospital Hammersmith de Londres também é um dos principais centros de pesquisa nesse campo. Antes de tratar Keith, ele obteve várias imagens - de scanner MRI - de seu cérebro. Repetidos nove meses mais tarde, os teste revelaram uma imagem completamente diferente. As membranas dos neurônios de Keith apareceram mais fortes, e não mais mostravam evidências da ausência de constituintes valiosos. A própria estrutura do cérebro fora modificada.”

Depois o médico publicou um estudo sobre este caso e muitos outros se seguiram (tudo isto tirado do livro "CURAR" o stress, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise, do Dr. David Servan-Schreiber..

Espero ter aberto uma nova frente de soluções para algo que precisa de RESULTADOS concretos.

Abraços saudáveis

sábado, 13 de setembro de 2008

Métodos naturais que usam o corpo para "reprogramar" o cérebro emocional

A pouco e pouco irei introduzindo temas relacionados ao estado do nosso cérebro e o seu impacto na saúde de cada um de nós. É um tema um pouco mais complexo, mas é importante entendermos um pouco mais sobre como gerir aquele de forma a conseguirmos alcançar uma melhor Qualidade de Vida.

“Uma abordagem diferente

Hoje, novos tratamentos emocionais estão sendo divulgados em todo o mundo, tratamentos que não a psicanálise convencional ou o Prozac. Durante cinco anos (...) , estudamos como aliviar a depressão, a ansiedade e o stress com um leque de métodos naturais que se baseiam mais nos mecanismos de cura natural do corpo do que na linguagem das drogas.
(...)
- Dentro do cérebro há um cérebro emocional, um verdadeiro “cérebro dentro do cérebro”. (...)
- O cérebro emocional controla tudo o que governa o nosso bem-estar psicológico, assim como grande parte da fisiologia física; o bom funcionamento do coração, a pressão sanguínea, os hormônios, o sistema digestivo e até o sistema imunológico.
- Problemas emocionais resultam de disfunções no cérebro emocional. Para muitas pessoas, essas disfunções originam-se de experiências dolorosas do passado – que não têm nenhuma relação com o presente – e que, no entanto, continuam a controlar seu comportamento.
- A principal meta do tratamento é “reprogramar” o cérebro emocional para que ele se adapte ao presente em vez de continuar a reagir às experiências passadas.
Para atingir tal resultado, em geral é mais eficaz usar métodos que agem via corpo e que influenciam diretamente o cérebro emocional do que usar abordagens que dependam totalmente da linguagem e do raciocínio, aos quais o emocional não é tão receptivo.
- O cérebro emocional contém mecanismos naturais para se autocurar: um “instinto para curar”. Esse instinto para curar abrange a habilidade inata do cérebro emocional em descobrir equilíbrio e bem-estar, comparáveis a outros mecanismos de autocura do corpo, como a cicatrização de uma ferida ou a eliminação de uma infecção. Métodos que agem via corpo se encaixam nestes mecanismos.”

Com estes trechos tirados do maravilhoso livro “CURAR” do Dr. David Servan-Schreiber, gostaria que os meus leitores dessem mais atenção a este tipo de questões e começassem a entender o porquê de algumas reações daqueles que amamos, amigos e colegas, pois só assim os conseguiremos de alguma ajudar bem como nos ajudarmos a nós próprios.

Ao longo do tempo iremos dando continuidade à troca de idéias sobre esta questão.

Abraços saudáveis