quarta-feira, 14 de setembro de 2011
"Brazilian Time - Jens Schriver" - uma visão interessante sobre a gestão do tempo!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
"Sem estresse, cancer não retorna"

Quer entender melhor o porquê do meu comentário acima? Veja abaixo o artigo publicado pelo Dr. Sérgio Vaisman, médico que me têm ensinado muito nos últimos anos sobre Qualidade de Vida!
"Estudo realizado na Ohio State University e pub licado na revista Clinical Cancer Research, neste ano de 2010, concluiu que o cancer de mama pode não voltar a atacar se a paciente estiver numa fase da vida sem estresse. Uma mulher mais feliz consegue construir um sistema imunológico mais resistente que é capaz de lutar contra o câncer, mesmo se ela já tiver um histórico da doença em fases passadas da vida. Pesquisas anteriores reafirmaram ligação direta entre estresse e sistema imunológico. Um estudo que contou com 227 mulheres recém diagnosticadas como portadoras de câncer de mama mostrou que a metade delas necessitava algum tipo de suporte psicológico para a administração melhor do estresse. Aquelas que se inscreveram no programa especifico para esse fim apresentaram redução de 45% no risco de recidiva da doença, mesmo após 11 anos de observação.
Ai está mais um forte argumento que liga CORPO-MENTE de forma bem intensa."
Abraços saudáveis
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Telómeros - agora temos (mais uma ) razão FÍSICA para evitarmos situações de stress continuo !
Já todos sabemos que o stress é algo nocivo à nossa saúde, mas é algo difícil de medir ou quantificar e como não o visualizamos de forma clara, acabamos por comentar sem grande expectativa de solução, algo como - isso é do stress - e ficamos por aqui.
No entanto, sabe-se hoje, que altos níveis contínuos de stress, aumentam a velocidade com que os nossos telómeros reduzem, levando ao aparecimento de algumas doenças e ao nosso envelhecimento prematuro.
Entenda melhor o porquê do que escrevi acima:
"Cada vez que a célula se divide, os telómeros são ligeiramente encurtados. Como estes não se regeneram, chega a um ponto em que, de tão encurtados, não permitem mais a correcta replicação dos cromossomas e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão. O encurtamento dos telómeros também pode eliminar certos genes que são indispensáveis à sobrevivência da célula ou silenciar genes próximos. Como o processo de renovação do nosso corpo não tolera a morte das células antes da divisão correcta das mesmas, o organismo tende a morrer num curto prazo de tempo no momento em que seus telómeros se esgotam." (fonte: clique aqui)
"(...) O estresse contínuo induz a uma série de efeitos nocivos no organismo. Estes efeitos também podem ser observados no cérebro, principalmente no hipocampo, onde promove alterações na sua morfologia e função. Recentemente, demonstrou-se uma redução do tamanho dos telômeros em leucócitos de mulheres com alto grau de estresse. Os telômeros são seqüências repetitivas dos nucleotídeos TTAGGG, responsáveis por proteger as extremidades dos cromossomos, e sua manutenção e alongamento é mediado, principalmente, pela enzima telomerase.
(...) o estresse psicossocial prolongado reduz o tamanho dos telômeros do hipocampo de camundongos e que esta redução não parece ser devido a alterações gênicas ou enzimáticas da telomerase. Com este estudo procuramos entender melhor os mecanismos celulares e genômicos cerebrais modulados pelo estresse psicológico prolongado, de natureza social. Uma vez que muitos distúrbios psiquiátricos e neurodegenerativos são provenientes do estresse crônico, nossos resultados fornecem mais subsídios para se evidenciar a importância do ambiente social na saúde mental dos indivíduos." (fonte: clique aqui)
Caro leitor, aproveite estas férias da Páscoa para usar estes novos dados (para o comum dos mortais) no sentido de voltar à sua rotina com hábitos mais saudáveis para que os seus telómeros diminuam mais lentamente por contrapartida do aumento da sua Qualidade de Vida.
Boa Páscoa e...
Abraços saudáveis
domingo, 15 de novembro de 2009
Que o comportamento da Elizabeth Lambert se torne uma excepção face à realidade do dia a dia de todos nós!
Ontem à noite soube que morreu o namorado da irmã de um grande amigo meu, com um ataque cardíaco. Tinha apenas 40 anos.
Há 2 meses, um colega meu com apenas 33 anos, teve um AVC, do qual ainda não recuperou.
Várias pessoas com quem convivo, estão com depressão (mais ou menos profunda), doença terrível, com os quais poucos sabem lidar.
Por razões profissionais vejo clientes (alguns amigos pessoais), quase todos com menos de 50 anos, a validarem (ou mais grave ainda a tomarem conhecimento pela primeira vez!) através dos resultados de exames clínicos, que estão com colesterol alto, diabetes, tensão alta, etc.
As causas podem ser muitas, mas com toda a certeza o Estilo de Vida que temos actualmente é o grande responsável por boa parte desta falta de saúde. E é por acreditar naquilo que acabei de escrever que peço aos meus leitores para verem um vídeo de 39 segundos (clique aqui para assistir) que ilustra bem o seguinte:
Se o público aplaude e acha normal que uma jogadora pratique este tipo de violência, será que aquele está sendo o reflexo da sociedade em geral que permite comportamentos que deveriam ser inaceitáveis?
Se os responsáveis do clube permitem que a Elizabeth Lambert tenha o tipo de comportamento gravado no vídeo acima, será que o clube espelha a cultura de muitas empresas, onde (quase) tudo vale para que os resultados desejados se tornem realidade?
Como estará o nível de stress de uma jogadora que actua desta forma em campo? E o nível de stress daqueles que com ela têm de conviver no dia a dia?
As respostas a estas três perguntas e aquilo que fizermos para que as cenas da Elizabeth Lambert sejam consideradas uma excepção dentro e fora do campo (alargado ao mundo corporativo), tem tudo a ver, na minha humilde opinião, com os tristes factos com que abri este artigo.
Volto a salientar a importância de cada um redefinir as suas prioridades e fazer a sua parte para que possa respeitá-las de de uma forma continuada.
Muita paz para aqueles que se foram, votos de uma rápida recuperação para aqueles que não estão bem e...
Abraços saudáveis para todos
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
"Reflexões sobre o futuro da Gestão das Pessoas nas Empresas"
Clique aqui para ler um artigo que nos ajuda a reflectir "(...) sobre o futuro da Gestão das Pessoas nas Empresas".
É um artigo destinado aos responsáveis de RH e líderes que queiram melhorar os resultados das empresas em que trabalham de uma forma saudável e sustentada, via gestão de pessoas.
Texto da autoria do Jorge Fornari Gomes e publicado pela BASE Brasil.
Gerir bem os nossos Talentos Humanos, tem tudo a ver com Qualidade de Vida!
Abraços saudáveis
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Menos níveis hierárquicos (mais empowerment!) é o segredo do sucesso!
Hoje em conversa com amigos, trocavamos ideias sobre a ineficiência causada pelo excesso de níveis hierárquicos, que entre outras coisas, acabam por desmotivar quem verdadeiramente quer e pode contribuir para o crescimento sustentado da empresa onde trabalhe.
Como a insatisfação e improdutividade têm tudo a ver com falta de Qualidade de Vida, lembrei-me de publicar um artigo que tinha lido recentemente sobre esta matéria, no jornal Expresso, intitulado "Mais poder para os trabalhadores", escrito pela Marisa Antunes.
"(...)
É uma revolução pacífica e inteligente que pode fazer a diferença entre o sucesso e a falência de uma empresa. A gestora Julie Brown, da AstraZeneca seguiu à risca o modelo do "empowerment" em Portugal e fez saltar a companhia do 8º para o actual 3º lugar do ranking das farmacêuticas
O seu chefe é centralizador? A companhia onde trabalha é demasiado burocrática nos procedimentos, sente que poderia ser mais produtivo se o seu superior hierárquico lhe desse ouvidos? Este cenário, demasiado familiar, nas empresas portuguesas, pode representar uma factura demasiado elevada que se reflecte nos resultados e, em última análise poderá mesmo ditar a continuidade da organização. O empowerment como conceito de gestão é precisamente a antítese do que acontece nas empresas rígidas, fechadas e que passam a ideia de que os trabalhadores são absolutamente descartáveis. Reduzir ao máximo a burocracia dentro da organização e confiar na capacidade dos colaboradores para fazerem o seu trabalho com a maior racionalidade possível são assim princípios-chave para os adeptos de um modelo que poucas empresas portuguesas seguem à risca.
Mas foi precisamente isso que a actual presidente da AstraZeneca, em Portugal, fez assim que chegou ao nosso país. Tendo chegado em Junho do ano passado, vinda da casa-mãe no Reino Unido e com apenas 13 meses de liderança à frente dos destinos nacionais da farmacêutica, Julie Brown fez catapultar a AstraZeneca portuguesa da modesta 8ª posição no ranking de vendas em que se encontrava para o actual 3º lugar.
O segredo do sucesso? Dar enfoque não só à qualidade dos produtos da companhia mas saber também valorizar os recursos humanos da organização. “Quando cheguei a Portugal, constatei de imediato que algumas das pessoas que tínhamos a trabalhar na empresa possuíam um potencial muito elevado mas que não estava a ser utilizado no seu máximo por meras questões burocráticas”, recorda Julie Brown, que tem uma carreira de 22 anos ligada à AstraZeneca.
Redefinidas as metas, reformulados os conceitos de gestão, 19 elementos da direcção mudaram estratégias que permitissem chegar a novos resultados com uma ajuda mais participativa dos colaboradores. “Queríamos captar o potencial das pessoas e dar-lhes maior poder de decisão. A mensagem foi: ‘vamos eliminar níveis para reduzir a burocracia e a lentidão'. Queríamos que os nossos trabalhadores tivessem a oportunidade de dar o seu melhor. Essencialmente foi o que fizemos nos últimos 13 meses”, conta a responsável.
Acreditando firmemente nos princípios do empowerment, Julie Brown recorda que assim que começou a fazer mudanças organizacionais foi questionada: “Perguntavam-me se seria boa ideia confiar na decisão das pessoas... Mas, aqui, a questão reside em ter equipas autodirigidas e reduzir os níveis de hierarquia. Qual a utilidade de ter seis níveis se bastam apenas dois níveis de hierarquia?”.
Para esta gestora, licenciada em Warwick, no Reino Unido e com o Advanced Management Programme do muito prestigiado INSEAD, níveis a mais de hierarquia é apenas sinónimo de atraso na organização e desresponsabilização de actos. “Isso até contribui para que os trabalhadores operem de forma inadequada até porque sabem que existem vários patamares acima delas...”, justifica.
Mudanças que contribuíram para que a AstraZeneca — que em Portugal tem medicamentos-líder com o Crestor (para o colesterol) ou o Seroquel, (para a esquizofrenia) —, iniciasse assim uma das fases mais dinâmicas dos últimos tempos."
Quantas empresas em Portugal e no Brasil, precisam passar por processos idênticos, onde se mande menos e se produza mais via aproveitamento saudável do potencial de cada um com a simultânea redução de custos e de "chefes" que apenas sobrevivam com a ineficiência do sistema?
Abraços saudáveis
domingo, 13 de setembro de 2009
"O DOPING DOS POBRES - Promover saúde não é sufocar a dor da vida com drogas legais"
Sem demérito para com todos os que aqui já citei, acredito que hoje publiquei aquele que considero ser o melhor artigo desde a criação do meu Blog.
O conteúdo do artigo "O doping dos pobres", escrito pela Eliane Brum, colunista da revista Época, merece a nossa melhor atenção, por que retrata de uma forma ímpar, uma realidade que não pode mais ser ignorada.
Vejam abaixo os trechos que considerei mais relevantes e cliquem aqui para poderem ler o artigo na íntegra (é um artigo longo mas acreditem que é de leitura obrigatória!).
"Parte da minha família tem origem rural e lá está até hoje. Na roda de conversas, chimarrão girando de mão em mão, os tios com um cigarro de palha pendurado no canto da boca, ficava encasquetada com um comentário recorrente. Toda prosa começava com o preço da soja ou do trigo, evoluía para a fúria da geada do inverno daquele ano, quicava por quanto fulano e beltrano estavam plantando e, por fim, chegava ao ponto que me interessava.
Eu era um toco de gente, mas sentada num banquinho ao pé dos adultos e do fogão à lenha, não havia nada que me arrancasse dali. Depois desses assuntos chatérrimos, que eu suportava com brios de filósofo estóico, finalmente minhas tias começavam a atualizar meus pais sobre as fofocas locais. Invariavelmente havia alguém que tinha descarrilado. Vinha então a voz meio sussurrada, em tom de sentença: "fulana sofre dos nervos".
Pronto, estava tudo explicado. Menos para mim. Eu não entendia o que eram os tais dos nervos. Só sabia que eles eram os culpados por alterar a ordem daquele pequeno mundo rural. Depois de "atacadas dos nervos", pessoas até então trabalhadeiras, de repente, não achavam mais que acordar às 4h da madrugada para tirar leite de vaca e plantar soja era a vida que tinham pedido a Deus. Mulheres sensatas largavam as panelas e os filhos ao vento e recusavam-se a juntar o marido bêbado na bodega do povoado. Rebelavam-se. Por culpa dos nervos.
(...) Naquelas noites, eu nem dormia. Parte por causa dos borrachudos que tinham esfolado a minha pele. Parte por causa do mistério dos ataques de nervos. Será que eu também tenho nervos?, matutava. De manhã, perguntava a um e outro, mas ninguém dava uma explicação convincente. Nervos eram nervos e pronto. E não eram assunto de criança.
Cresci, apalpei outras geografias, mas revisito aquele mundo rural sempre que possível. Nas minhas recentes passagens por lá, descobri que os nervos desapareceram. Não há mais nervos em parte alguma. Agora há depressivos e vítimas de pânico. E, em vez de ataques de nervos, as pessoas têm crises de ansiedade. Antes, o contra-ataque se dava por um arsenal de chás e ervas de nomes estranhos. Mesmo na cidade, não tinha nada que o finado Chico não tratasse com alguma beberagem de cor estranha. Minha teoria pessoal é que não existia vírus ou bactéria ou até mesmo nervos capaz de suportar o cheiro daqueles troços. Mas o velho Chico morreu, não sei dizer se antes ou depois dos nervos. E agora tudo é tratado com comprimidos de cores variadas.
Quando comecei minha aventura de repórter, no final dos anos 80, ainda encontrava referência aos nervos por onde andasse, fosse em zonas rurais de norte a sul, fosse na periferia das grandes cidades. Com o tempo, especialmente a partir dos anos 90, as mesmas queixas começavam a ser embaladas em termos médicos. Nos últimos anos, tenho ficado embasbacada ao entrevistar gente analfabeta que fala em depressão como se fosse o nome de alguém da família. A terminologia médica invadiu a linguagem em todas as classes sociais e regiões - e se inscreveu na cultura.
(...) De uns tempos para cá, o que muita gente tem me mostrado são, adivinhem: "seus" medicamentos. Com um sentido diverso. Acreditam que, por ser jornalista, tenho um conhecimento que eles não têm, sou capaz de esclarecer suas dúvidas. Estou lá, sentada no único sofá ou na melhor cadeira da casa, quando acontece. Depois da prosa inicial, que no meu caso leva umas duas horas, já estamos todos bem à vontade. Então o pai ou a mãe ou a avó fazem sinal para a menina mais nova. E lá vem a criança carregando uma lata da cozinha. Deposita entre as minhas mãos, como uma hóstia. Olho e já sei o que vou encontrar: cartelas de comprimidos até a boca.
Querem saber se faz bem mesmo. Se posso explicar como devem tomar. Se acho que o guri que só apronta na escola deveria tomar também. Me arrepio. Examino o conteúdo. Procuro as bulas. Boa parte são antidepressivos e tranquilizantes. Pergunto quem toma e por que toma. O avô porque não dorme, a mãe e a avó porque estão deprimidas, o pai porque é nervoso e o filho porque é "muito agitado". Com variações, claro. Mas em geral as deprimidas são as mulheres. Lembro que eram elas também as que mais sofriam dos nervos. Não que os homens não sofram, mas sinto que resistem mais antes de assumir publicamente que são "deprimidos". Em geral eles não dormem ou são "nervosos". Muitas vezes, os pais bebem álcool, os filhos são usuários de drogas.
Com delicadeza, explico que não sou médica, que precisam procurar o posto de saúde. Respondem que a próxima consulta é só daqui a três meses. Descubro então que trocam de medicamentos. Quando acham que o seu não está resolvendo, tentam o do outro. Consciente da minha ignorância, afirmo apenas o que posso afirmar: não tomem o medicamento que é do outro nem dêem para as crianças. Semanas atrás uma mulher me perguntou se podia dar um tranquilizante para a sua sobrinha, de 9 anos, que estava muito agitada. Eu disse que de jeito nenhum, "é muito forte". Minutos depois, veio me contar com um sorriso. Tinha encontrado uma solução: "Dei só a metade".
A medicalização da dor de existir não é nenhuma novidade. Antidepressivos e tranquilizantes estão disseminados em todas as classes sociais. Para boa parte das pessoas tomar uma pílula para conseguir "aguentar a pressão" é tão trivial quanto tomar um cafezinho. Mas penso que, se você é de classe média, tem mais acesso à informação, à terapia, a um tratamento mais competente. Tem mais acesso à escuta da sua dor.
É importante fazer a ressalva. Não sou contra antidepressivos e tranquilizantes. Nem tenho autoridade para ser. Acho que medicamentos têm sua hora e seu lugar. Mas não é preciso ser médico para saber que, em geral, seu uso deve ser temporário, monitorado e acompanhado por outros recursos. Como psicoterapia e análise, em muitos casos. Ou seja, devem ser usados com muita parcimônia, critério e acompanhamento. E não como se fossem pílulas de açúcar, que podem ser tomadas por todos a qualquer sinal de dor psíquica.
O que tenho visto é um doping social. Combate-se a maconha, o crack, até o cigarro, ótimo. Mas e as drogas médicas que estão pelos barracos e pelos palácios? São menos drogas porque dadas por um doutor?
Minha percepção é de quem anda bastante por aí. Por ser repórter, tenho o privilégio de entrar por várias portas, escutar a narrativa de muitas e diferentes vidas. Para escrever este texto conversei com psiquiatras, psicólogos e psicanalistas que trabalham na rede pública de saúde. Queria ir além do meu testemunho. Seus relatos são mais assustadores que o meu.
"Basta chorar", afirma uma psiquiatra muito conceituada. "Há poucos psiquiatras na rede pública, em qualquer parte do país. Em geral, as pessoas vão ao médico por algum outro motivo. Então choram. E o médico, seja qual for a sua especialidade, receita um antidepressivo ou um benzodiazepínico (tranquilizantes - ansiolíticos e hipnóticos). Meses depois a pessoa volta. E continua chorando. Aí ganha um mais forte. Ou ganha dois. E ela continua chorando. Mas tudo o que ouve é que é doente e tudo o que lhe dão são remédios. Só que ela continua chorando.".
"As pessoas são levadas a acreditar que o remédio pode acabar com a sua dor, uma dor que tem causas muito concretas. Não resolve, claro. Um exemplo. Uma mulher tinha dois empregos, um de dia, outro de noite. O que ganhava não dava para pagar as contas. Os ônibus que pegava para chegar até esses empregos eram lotados. Ela vivia num barraco. Aí procurou o posto de saúde e lhe trataram com antidepressivos. Não adiantou. Deram-lhe outro medicamento. Nada. Um dia, sem nenhuma esperança ou recurso, ela tentou suicídio", conta uma psicóloga. "A questão é que não há promoção de saúde, porque isso implicaria se preocupar com projeto de vida, com perspectiva de vida, com melhoria das condições de vida. O que há é medicalização da vida. Vemos o tempo todo gente que foi viciada em ansiolíticos nos postos de saúde.".
"A gente vê um monte de gente sofrendo. E sofrendo muito. Mas o atendimento funciona assim: está chorando?, toma um antidepressivo; não dorme?, pega um benzodiazepínico. É uma supermedicalização sem critério. As pessoas estão tomando remédios como se fossem bolinhos", afirma um psiquiatra. "Vivemos uma época de sedativo social. O médico não tem tempo de escutar, dá um remédio para que parem de chorar ou reclamar, e as pessoas vivem a fantasia de que são atendidas. Não funciona, claro. Elas continuam sofrendo. Então voltam e o procedimento se repete. E assim vai diminuindo a pressão social.".
Vale a pena parar e refletir. Nossa época está produzindo gerações de anestesiados? A medicalização da dor psíquica é um fenômeno relativamente recente. Pelo menos nesta proporção, com essa enorme variedade de medicamentos disponíveis e muito mais sendo produzido em escala industrial e vendido em licitações para a rede pública em suas variadas instâncias. Cada comprimido de diazepam (benzodiazepínico), por exemplo, custa menos de um centavo para a rede pública. Bem mais barato, digamos, que uma sessão de psicoterapia.
Se pensarmos que a medicação da população com antidepressivos e tranquilizantes se acentuou a partir dos anos 90, que tipo de sociedade teremos daqui, digamos, uma ou duas décadas? O que acontece com as pessoas quando têm a sua dor de existir abafada, mascarada, calada a golpes de pílulas? Não sei. Mas acredito que são perguntas que devemos nos fazer. Nós todos, não apenas os governantes ou os profissionais da saúde. Estamos vivendo uma mudança cultural das mais profundas. E não me parece que estamos suficientemente atentos a suas causas, significados e implicações. Que tipo de mundo e de gente estamos criando quando a resposta para toda dor é uma pílula?
De novo, não sou contra o uso responsável de medicamentos. E me sinto bastante satisfeita por viver numa época em que é possível curar - ou pelo menos controlar - muitas doenças graças ao avanço da ciência. Mas não é disso que se trata. O que tenho testemunhado não é tratamento - mas doping. E do pior tipo, o legalizado, aquele que é travestido como promoção de saúde e promovido pelo Estado, sob a pressão da indústria farmacêutica. E, atenção: cada vez mais cedo. Em todas as classes sociais, as crianças começam a ser medicadas nos primeiros anos de vida, bastando para isso não ter um comportamento na escola considerado "normal".
(...)
A dor é parte da vida. O fascinante na espécie humana é que conseguimos transformar dor em criação. Elaboramos nossas muitas dores criando poesia, pintura, escultura, música, vestidos, bordados, artesanato, culinária, cinema, móveis, teatro, ciência, histórias. Cada um a sua maneira. Se em vez de elaborar a dor e transformá-la em expressão, tomamos comprimidos que conseguem apenas nos embotar por um tempo, o que estamos fazendo conosco e com o nosso mundo?
Se você pega seis ônibus lotados por dia, trabalha 15 horas, é humilhado pelo seu chefe, mora num barraco e não tem dinheiro para pagar as contas, você está deprimido porque não tem mais forças para suportar esse cotidiano ou está doente porque não consegue dormir? Não. Não é preciso ser médico para saber que ninguém pode estar bem em condições de vida como essas. Sua alternativa não é se entupir de tarja-pretas, mas criar um jeito de lutar por uma vida melhor, pressionar o poder público, criar uma associação comunitária para exigir seus direitos, construir um projeto de vida com aquilo que é possível e brigar por aquilo que precisa se tornar possível.
Ser ativo e ser parte é ter saúde. Não há nada mais doentio e aniquilador do que o sentimento de impotência. E, quando a questão é esta, tomar remédios como se sua dor não fosse legítima, não tivesse causas reais que precisam ser escutadas e transformadas, é acentuar o abismo da impotência. É o contrário de saúde. Por isso, fico muito preocupada quando entro nas casas e os moradores me mostram suas pílulas.
(...)
Penso que o conceito de saúde - e de saúde mental - não existe se não abarcar projeto de vida.
(...) Para mim, a escrita foi a maneira que encontrei de elaborar a minha angústia, "os meus nervos". Acabei fazendo disso um projeto de vida.
(...)
Tudo o que vivi uso para escrever. E tudo o que vivi me ensinou a escutar. Quando entro na casa das pessoas como repórter e elas me mostram seus medicamentos, o que esperam de mim é que as escute. E é o que talvez eu faça de melhor. Fico horas em suas casas, apenas ouvindo. Escutando de verdade. A narrativa da vida é um reconhecimento da vida. A escuta da dor é um reconhecimento da dor. Se alguém que sofre procura um médico e, em vez de escutá-lo, ele o entope de comprimidos, o que aconteceu ali não é promoção de saúde, é promoção de doença. E o médico que se sujeita a isso pode estar tão doente quando aquele que o procura. O sistema de saúde não pode funcionar como um reprodutor de impotências. Uma linha de produção de impotências, que em vez de apertar parafusos, coloca bolinhas na boca. Como sabemos por pesquisas, é significativo o número de médicos que não apenas dopa, mas também se dopa.
Promover saúde é promover vida. E a vida começa pela escuta da vida. É o que faço como contadora de histórias reais. Mas quando as pessoas me mostram uma lata de comprimidos, que todos tomam, da criança mais nova ao avô, não é de mim que elas precisam. Para não me sentir impotente, escrevo este texto. Na esperança de que alguém me escute."
Para invertermos esta tendência perversa, cada um de nós tem que mudar de atitude e dar o seu pequeno contributo para que consigamos ter uma verdadeira gestão da saúde em prol das populações e não uma gestão da doença que apenas privilegie os interesses de alguns!
Abraços saudáveis
domingo, 6 de setembro de 2009
"O cultivo da coragem"
Mais um excelente artigo (clique aqui para lê-lo na íntegra) publicado pela jornalista Cristiane Segatto, digno de ser partilhado com os meus leitores.
Aqui ficam alguns trechos elucidativos do seu conteúdo:
"Sinto uma enorme atração por um certo cientista. Ele tem 85 anos, (...) seu nome é Paulo Vanzolini.
(...)
Na carreira paralela, Vanzolini é autor de músicas muito conhecidas. As principais são “Ronda” e “Volta por cima”. Adoro a mensagem inspiradora que esse samba nos oferece:
“...Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima”
(...)
Estava no cinema um dia desses e vi um trailer do filme. O que me cativou foi o julgamento que o sambista faz sobre “Volta por cima”, sua música mais famosa.
“Ela tem um fracasso”, diz Vanzolini. “Ninguém entendeu que o importante não é dar a volta por cima. É reconhecer a queda”.
Fui para casa com Vanzolini na cabeça. Como é importante reconhecer a queda! E como é impressionante perceber que pouca gente consegue fazer isso.
Das pessoas que você conhece, quantas são capazes de dizer “Errei”? Quantas assumem isso publicamente? Quantas reconhecem o fracasso? A decadência. A queda.
Reconhecer a queda é o primeiro passo para se recuperar. Para aprender com os erros e seguir em frente. Conversei sobre isso nesta semana com o psicólogo Julio Peres. Ele fez pós-doutorado no Centro de Espiritualidade e Mente da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Está lançando o livro Trauma e Superação: O que a psicologia, a neurociência e a espiritualidade ensinam.
Um dos capítulos do livro se chama Dar a Volta por Cima. É um sinal de que a expressão eternizada por Vanzolini está grudada nos nossos corações e mentes. Virou patrimônio nacional.
Resiliência é um outro termo que expressa essa capacidade de recuperação. Vem da Física e se refere à capacidade que um corpo tem de sofrer uma deformação pela ação de um agente externo. E depois voltar à forma natural.
Quando damos um soco com toda força num travesseiro, depois de um tempo ele retorna à forma original sem sofrer grandes estragos. Algumas pessoas têm mais resiliência emocional. São as que reconhecem a queda e dão a volta por cima. Mas a resiliência é uma qualidade que pode ser aprendida.
Segundo Peres, há alguns fatores que favorecem essa capacidade. São mais resilientes as pessoas que:
· acreditam em si mesmas e na capacidade de influenciar as pessoas com quem convive
· conseguem tirar lições de eventos positivos e também dos negativos. “São pessoas que constroem um aliança de aprendizado com a adversidade”, diz Peres
· são cooperativas. Não estão focadas apenas no próprio bem-estar, mas nos benefícios que podem trazer aos que estão por perto
· têm espiritualidade. Não se sentem sozinhas
Como assim? Isso quer dizer que os ateus não podem ser resilientes? Não é bem isso. “O sujeito pode ser ateu e, mesmo assim, não se sentir desamparado”, diz Peres. “Quem se sente amparado supera os traumas mais facilmente”, diz.
Quando sofrem um trauma, as pessoas se sentem covardes em relação ao evento que o produziu. Quem sofre um grave acidente de trânsito, resiste a entrar em um carro novamente. Quem é traído pelo melhor amigo resiste a criar laços duradouros. “Quem passa pela dor, costuma ficar em silêncio”, diz Peres. “O silêncio potencializa o trauma”.
Falar. Contar e recontar a história ajuda o sofredor a amenizar a ansiedade e substitui-la por coragem. Quando a pessoa conta a história pela primeira vez, a narrativa é toda carregada das sensações pesadas que ela sofreu. Conforme conta e reconta, a carga emocional vai sendo amenizada.
“Devemos contar a história tão bem quanto possível”, afirma Peres. “É muito importante contá-la a quem possa ouvir sem fazer julgamentos”, afirma. Se a pessoa não tiver acesso a um psicoterapeuta, deve contar a história a um familiar, um amigo, um líder religioso.
Em 2007, Peres publicou um interessante estudo sobre os efeitos neurobiológicos da psicoterapia. O trabalho saiu no periódico científico Journal of Psychological Medicine. Dezesseis pacientes que haviam sofrido algum tipo de trauma foram divididos em dois grupos. Um deles foi submetido a sessões de psicoterapia. O outro, não.
Estudos de neuroimagem realizados no início do estudo e dois meses depois revelaram importantes diferenças. O cérebro das pessoas que fizeram terapia apresentavam mais atividade no córtex pré-frontal. Essa área está envolvida na classificação das experiências. É a região que nos faz atribuir significado ao que vivemos.Verificou-se também menos atividade na amígdala, a área do cérebro relacionada à expressão do medo.
Enquanto conversava com Peres, comecei a pensar nas pessoas que sofrem de estranhas fobias e nas formas de tratamento que podem ajudá-las. Uma delas é a terapia cognitivo-comportamental. Por meio de várias técnicas, a pessoa é exposta, aos poucos, à situação que lhe assusta. Quando ela percebe que nada de mal lhe acontece, sua ansiedade diminui. Está aberto o caminho da superação.
Vanzolini não sabe. Mas ele também me ajudou nisso. Há oito anos, resolvi entrevistá-lo. Para passar algumas horas ouvindo as histórias dele eu teria de pagar um alto preço: enfrentar meu pavor de cobras. Resolvi apostar, mas não imaginava que a experiência seria tão marcante.
(...)"
Todos nós damos as nossas quedas na vida e este artigo, é uma luz sobre como agir nesses momentos, para minimizarmos os impactos negativos e maximizarmos a probabilidade de voltar à superfície no mais curto espaço de tempo e, se possível, em melhores condições para enfrentar os próximos desafios.
Abraços saudáveis
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
"meninas...embora...ginasticar" na empresa. Solução simples que funciona!
Destaco as palavras do Carlos Torres, presidente da Resul, a primeira empresa a aderir a esta metodologia proposta pela Workwell.
"Os portugueses são muito preconceituosos. E portanto esta ideia de interromper o trabalho para ir fazer ginástica [10 minutos, 3 vezes por semana] ... eu próprio...tendo eu achado a ideia muito curiosa, muito interessante, eu próprio tinha algumas duvidas que ela tivesse exito na empresa...e teve, um sucesso enorme."
O importante é começar por algum lado e o exemplo acima é um pequeno grande passo para a criação de uma cultura saudável que permitirá, a partir das empresas, tornar os colaboradores mais saudáveis, logo mais produtivos, mais motivados, bem dispostos, baixando consequentemente as despesas de saúde, o absentismo, a saída de talentos, etc, ou por outras palavras, estamos a falar de aumento dos resultados (sustentados) das empresas.
Abraços saudáveis
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Benefícios do Arroz Integral (o sabor é bom sim!)
Hoje ao almoço, falava com uns colegas sobre a importância de trocarmos alimentos refinados por integrais, arroz inclusive.
Dizia um deles que até sabe que o arroz integral é mais saudável, mas o sabor é muito pior!
Garanto aos meus leitores que ainda não tenham experimentado arroz integral, que hoje em dia, eu gosto muito mais de arroz integral do que do arroz branco (com raras excepções em alguns pratos específicos). O segredo está em saber cozinhar aquele!
Para que entendam o quão mais saudável é o arroz integral vejam o artigo abaixo, retirado do site "Papeando com a NUTROLOGIA" do médico Maximo Asinelli, que tem especialização em nutrologia, vigilância sanitária e epidemiologia...):
"O arroz integral só apresenta vantagens em relação ao arroz branco. Enquanto o integral tem grãos intactos, preservando assim à película e o gérmen, onde se encontra a maior concentração de nutrientes; o arroz branco polido não tem a película, por conseqüência tem menor valor nutricional.
Eu indico o arroz integral na maioria das dietas pelo fato de ter uma maior concentração de nutrientes. A película tem uma maior concentração de fibras insolúveis que estimulam o sistema gastrointestinal e diminuem a fome. Além disso, contém grande quantidade de vitamina B1 que é praticamente ausente no arroz branco.
O consumo regular do arroz integral traz muitos benefícios. Diminui os problemas intestinais como a constipação; melhora o metabolismo da glicose nos diabéticos; protege o sistema nervoso, devido à vitamina B1; melhora o metabolismo da contração muscular, sendo excelente para todos, e especialmente para atletas. É isento de glúten, portanto celíacos podem consumir.
Aumentar a quantidade de fibras é uma boa dica para quem deseja emagrecer, pois as fibras demoram mais tempo para serem digeridas, assim prolongam a sensação de saciedade. Mas, ao se aumentar a quantidade de fibras, deve-se aumentar também a quantidade de água.
Porém, é importante ressaltar que a quantidade da porção do arroz integral deve ser a mesma. Apesar de ter um valor calórico um pouco maior, tem o índice glicêmico menor. Portanto, não há alteração calórica significativa na dieta. Por ser um carboidrato, desse modo um alimento energético, deve ser consumido em porções que condizem com a necessidade de cada pessoa."
Passar a comprar arroz integral para consumo caseiro (não tem qualquer problema esporadicamente comermos arroz branco - falando de pessoas supostamente saudáveis) é um pequeno grande passo na mudança de hábitos alimentares que nos proporcionarão, a médio longo prazo (juntamente com outros novos hábitos que venhamos a adquirir!), uma melhoria significativa da nossa Qualidade de Vida.
Abraços saudáveis
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
"(...) I have no respect at all for the tyrant"
(...) I always praised in public and criticized in private. I never thought it necessary to let others know that someone in my department didn`t do his job properly. When a problem arose, I dealt on-on-one with the person involved, in private. I never raised my voice to frighten anyone into doing what was right. I discovered that people are smart enough to know who holds their pay card, so scare tactics are as unnecessary as they are unfair.
(...)
On the other hand, if somebody did something excepetionally well, something beyond our expectations, I made sure that as many people as possible knew about it. I always acknowledged new ideas in front of others. This encouraged others to bring ideas to me, because they knew I wouldn`t plagiarize them. (...)"
Líderes assim, melhoram a nossa Qualidade de Vida e o EBT das empresas!
Abraços saudáveis
sábado, 15 de agosto de 2009
"(...) os portugueses (...)tratam-se bastante mal(...) [os seus hábitos] vão pedir facturinha no fim da vida."
Gostei muito do artigo do Luís Pedro Nunes, publicado na REVISTAÚNICA do jornal Expresso de hoje.
"(...) li esta semana que os portugueses vivem em média mais uma década do que há 30 anos. Só que estes dez anitos de bónus em vez de corresponderem a uma existência com hossanas rodeados de netos e a passarinhar são esticados em miséria material, entubados e esquecidos num corredor de centro de saúde. (...) A verdade é que, entre uma cigarrada e o orgulho de ser lambão, mesmo os portugueses informados e formados tratam-se bastante mal, orgulhosamente mal, durante grande parte da vida. Somos sempre os europeus com os indicadores de desenvolvimento mais terceiros-mundistas quer no consumo de tabaco, álcool, sal, níveis de colesterol, na prática de desporto, dos que se expõem ao sol sem protecção a horas perigosas. Bah, tudo tretas. Mas que vão pedir facturinha no fim da vida. É que, depois, quando a ciência os mantém vivos e ventilados, culpam a falência do Sistema Nacional de Saúde, o Sócrates, o preço dos medicamentos, o 24 de Abril.
A verdade é que o português anda mirrado, pouco saudável. Aparentamos ter mais uns dez anos sobre a década extra da vida que ganhámos sem merecer.
Acabamos a morrer aos 90 com cara de 100 e stressados por não ter marchado logo aos 80."
Faço votos (e tento dar o meu pequeno contributo nesse sentido) para que, a pouco e pouco, mais portugueses e brasileiros, ganhem consciência da importância de respeitarem mais a sua própria saúde e a dos seus filhos.
Os próprios ganhariam em Qualidade de Vida e as empresas e o "Estado Providência" reduziriam custos, podendo aplicar as verbas poupadas em algo mais produtivo!
Abraços saudáveis
domingo, 9 de agosto de 2009
"DINHEIRO NÃO É TUDO"
Poucos dias depois de ter regressado a Portugal, tive o enorme prazer de ler um dos números da revista GINGKO e de imediato, senti estar perante uma publicação que nos faz bem, que retrata o lado positivo da vida (real e de uma forma geral acessível ao comum dos mortais) e, por isso mesmo, acaba por contribuir para melhorar a nossa Qualidade de Vida.
E vou mais longe, estamos perante um projecto editorial que deveria ser aproveitado por aquelas empresas que investem no seu recurso mais importante, os seus talentos ou por empresas cujos produtos ou serviços, tenham a ver com Bem Estar, Qualidade de Vida, Saúde, etc, onde nas suas salas de espera, deveriam ter alguns exemplares da revista GINGKO em vez de apenas revistas chamadas "cor de rosa", que pouco ou nenhum valor agregam aos seus clientes.
Deixo-vos hoje com o tema de capa do último número (Ago/Set 2009), intitulado "DINHEIRO NÃO É TUDO" no qual tive a honra de participar para falar sobre o tema específico "Dinheiro versus felicidade":
clique aqui para acessar ao artigo principal
clique aqui para ler as minhas respostas
Aos responsáveis de Recursos Humanos, chamo a especial atenção do impacto desta revista para o tão desejado "EQUILÍBRIO PESSOAL, PROFISSIONAL E AMBIENTAL" que com certeza proporcionará um retorno interessante aos próprios accionistas.
Abraços saudáveis
sábado, 8 de agosto de 2009
"Agradecimento à dor"
"Tenho a sorte de poder fazer relatos fidedignos dessa experiência de busca pelo bem-estar e qualidade de vida, pois eu mesma passei por profundas transformaações - em corpo e mente - nos últimos anos. Especialmente nos últimos quatro meses vivi uma fase ainda mais intensa de toda essa mudança ao experimentar a dieta Feldman.
Pode parecer estranho, mas faço questão de prestar uma homenagem à nossa grande e fiel aliada: a dor. Alarme primordial do organismo humano, essa ferramenta tão bem intencionada sempre foi injustiçada e vista com maus olhos. O fato é que ela tem um papel fundamental na vida de todos nós, pois é quem sinaliza quando algo não vai bem. A ciência em busca de confortos desenvolveu drogas extremamente potentes que lhe sugam todo o poder de aviso e precaução. Nos entorpecemos, nos escravizamos a remédios, nos desligamos do nosso corpo. Deixamos de ouvi-lo e, por fim, perdemos todo o contato. Missão cumprida: a grande interlocutora dessa comunicação foi, enfim, eliminada.
Não se trata de uma apologia à dor. De agradável, ela nada tem. O fato é que essa manifestação não ocorre por acaso, apenas para nos importunar e tirar o sossego. Por praticidade, algumas pessoas escolhem ignorá-la. Mas a mãe Natureza, sábia como ela só, dá um jeito de sobrepujar as parafernálias químicas inventadas pelos grandes laboratórios e, num grito desesperado, consegue dar o seu recado. não é possível mais ignorar que o atual estilo de vida adoece com suas eternas corridas contra o relógio, com seus pratos cheios de alimentos equivocados, com suas noites mal-dormidas e com sua saúde relegada ao sedentarismo.
Portanto, aprenda a ouvir o sábio alarme que foi projetado - minuciosamente - durante anos e anos de evolução humana. Quando a amiga dor aparece, algo precisa ser revisto, repensado, refeito. Nos cabe apenas ter respeito e coragem para saber ouvi-la e entendê-la."
Abraços saudáveis
sexta-feira, 31 de julho de 2009
"Os médicos, hoje em dia, submetidos a pressões intensas pelo sistema de Saúde (que podemos chamar de SISTEMA DE DOENÇAS)..."
Reparem bem que estamos a falar da opinião de um médico com a coragem de dizer verdades que por vezes incomodam os responsáveis pelo sistema de gestão de doença instalado no mundo ocidental.
“Eu me sinto um trapo! Estou me sentindo cansado o tempo todo.” Quantas vezes já ouvimos isso e quantas vezes você já foi ao medico com este tipo de queixa?
De acordo com recentes estudos, a EXAUSTÃO tem sido queixa freqüente e crescente nos consultórios médicos e parece cada vez mais difícil de ser resolvida. Cerca de um terço das pessoas queixam-se de cansaço crônico e, ate, de exaustão.
O mais impressionante disso tudo é o fato do medico muitas vezes não saber o que fazer a respeito. Os médicos foram treinados para reconhecerem e tratarem de doenças e, sempre que alguém se apresenta no consultório com queixas desse tipo, o profissional tende a procurar encaixar os sintomas em doenças conhecidas, solicitando incontáveis exames laboratoriais para poder chegar a um diagnostico mais preciso e, por conseqüência, tratar o mal. Infelizmente, o que se vê é que, mesmo após todos os exames, a situação raramente se contorna ou desaparece e as queixas continuam a se apresentar e, muitas vezes, obriga o paciente a peregrinar por vários consultórios de varias especialidades medicas, procurando curas em comprimidos encontrados nas farmácias.Apos pesquisar e não encontrar correlações com doenças, os indivíduos fatigados são aconselhados pelos médicos especialistas a continuarem a busca por soluções com profissionais de outras especialidades. Por que então não se considerar uma condição cada vez mais comum no nosso dia a dia? Por que os médicos não procuram compreender que muitas vezes a sensação de cansaço crônico e exaustão, descartadas as doenças mais conhecidas, são oriundas de profunda INSATISFAÇÃO e DESMOTIVAÇÃO? O principal motivo de se deixar passar a possibilidade de se chegar a estas conclusões está no fato de não se ter mais tempo para escutar as queixas dos pacientes. Os médicos, hoje em dia, submetidos a pressões intensas pelo sistema de Saúde (que podemos chamar de SISTEMA DE DOENÇAS), veem-se “comprimidos” pelo tempo e sem condições de manter adequadamente a relação médico/paciente em nível satisfatorio para poderem, conforme se fazia nos tempos dos saudosos MEDICOS DE FAMILIA, ajudar seus clientes a se saírem bem de situações como essas.
É mais fácil receitar um antidepressivo e um calmante leve e pedir ao infeliz do individuo para não interromper o “tratamento”.
(julho de 2.009)
Caro leitor, se andar cansado, exausto, irritado, etc, converse com a sua família e com o seu médico, sobre aquilo que podem ser as verdadeiras causas dos sintomas apresentados e opte por soluções que reduzam/eliminem aquelas e não as mais fáceis que consistem em eliminar apenas os últimos (sintomas).
Abraços saudáveis
sábado, 25 de julho de 2009
"A arte de viver mais e melhor"
Abraços saudáveis
sábado, 18 de julho de 2009
"Peixe e fruta para crianças inteligentes" (1a parte)
"Ter filhos saudáveis, mas também inteligentes e com bom desempenho escolar, é o sonho de todos os pais. A solução pode estar nos alimentos.
(...) o que é preciso para que o cérebro funcione bem? A resposta passa por uma alimentação correcta, capaz de potenciar as capacidades da criança ou adolescente. É (...) convicção de vários nutricionistas, entre os quais o britâtino Patrick Holford, autor de "Alimentação Ideal para Crianças Inteligentes", (...).
(...) salienta [Holford, a propósito do cérebro] que o que lhe é fornecido como alimento, em conjunto com o que aprende, contribui para o seu desenvolvimento. E é neste capítulo que o autor defende que a nutrição ideal depende de cinco alimentos. Em primeiro lugar, o equilíbrio de açúcar no sangue, o "supercombustível do cérebro". Deve evitar-se a ingestão de hidratos de carbono refinados, ou de absorção rápida (como bebidas gasosas, bolachas ou até pão branco com compota), já que fazem disparar os níveis de açúcar no sangue, daí resultando , mais tarde, uma grande quebra de energia.
Os bons substitutos são, segundo o especialista, os hidratos de carbono complexos, ou de absorção lenta, como os cereais integrais , os vegetais e os feijões. O pequeno almoço é uma refeição essencial. Como diz a nutricionista Paula Veloso, "sabe-se há muito tempo que a omissão do pequeno-almoço origina uma falta de atenção e concentração que se reflecte não só no rendimento escolar e na produtividade como no estado de cansaço e no humor". Acrescenta ainda que a glicose no sangue de uma criança que não faça esta refeição origina irritabilidade, o que pode "criar um mau clima na saula de aula".
Também os ácidos gordos essenciais (...) são fundamentais para o cérebro e Holford atribui-lhes grande importância quando o que se pretende é tirar todo o partido das capacidades cognitivas. Segundo o nutricionista, os ómega 3 e ómega 6 [sobre o ómega 6, principalmente para quem come carne regularmente, eu acredito que até consuma demais!] promovem a saúde mental, já que a carência pode resultar em depressão, dislexia, hiperactividade com défice de atenção, fadiga, problemas de memória e mesmo autismo. O autor lamenta a actual "fobia às gorduras", que classifica de boas e más, e garante que as primeiras, ou seja os ómega [eu diria mais o ómega 3!] devem ser consumidas sem receio. "
continua na terça feira (amanhã já tenho previsto escrever um artigo sobre a felicidade)
Abraços saudáveis
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Escolha 1 ou 2 itens e pratique
Escolha 1 ou 2 itens e pratique-os de uma forma sustentada. Vai ver que se vai sentir melhor e com vontade de, gradualmente e com prazer, incluir outros dos 12 tópicos ao seu novo Estilo de Vida.
Acredito que, para quem (ainda) tem hábitos menos saudáveis, se "assuste" com tantas mudanças simultâneas e acabe por não fazer nenhuma, mas agarrar em uma ou duas numa primeira fase, é perfeitamente possível e não deve encontrar desculpas para nada fazer.
Boas decisões e,
Abraços saudáveis
quarta-feira, 8 de julho de 2009
"MEDO"
Ao longo do tempo, irei de vez em quando publicar alguns trechos do livro "a cura Emocional - Soluções e alternativas para uma vida sem stress" de Jan de Vries, cujo conteúdo nos orienta de uma forma clara e relativamente "simples" a conseguir alcançar um outro Qualidade de Vida.
"MEDO
A melhor forma de lidar com o medodo desconhecido é concentrar a nossa mente em pensamentos positivos. Se só olharmos para dentro, podemos ficar perturbados e receosos sobre várias coisas, como a saúde, o trabalho , as relações, etc. Em vez disso, precisamos de olhar à nossa volta, olhar para o futuro com esperança, e decidir o que poderemos fazer para melhorar a nossa vida. Podemos perder muito tempo devido a estes sentimentos de medo, mas a nossa vida pode ser transformada, substituindo esse negativismo por um pensamento mais positivo e racional.(...)
Quando fazemos um esforço para estimular a nossa felicidade, ao limpar a nossa mente de pensamentos negativos e substitui-los por pensamentos positivos, com a dose certa de amor por nós e pelos outros, a vida passa a ser maravilhosa.(...)
Há muitas coisas que podemos fazer para nos ajudarmos quando sentimos medo, mas a mais importante é desenvolver uma atitude positiva. Se conseguirmos encarar o futuro com um olhar mais positivo, então não sentiremos medo. O medo pode ser ultrapassado e quando o substítuimos pelo amor, vai acompanhar-nos ao longo da vida."
Parecem palavras tão simplórias e merecedoras de pouca atenção da nossa parte, mas para quem as vivencia, podem ter a certeza, exemplificam de uma forma muito pratica e real aquilo que podemos fazer sustentadamente, pela nossa Qualidade de Vida e a daqueles que nos rodeiam!
Abraços saudáveis
domingo, 5 de julho de 2009
"What is that?"
.... e a minha sugestão é que não espere por amanhã para fazê-lo!
Com exemplos destes, com certeza conseguimos melhorar a nossa Qualidade de Vida e a daqueles de quem mais gostamos.
Clique abaixo para assistir ao vídeo "What is that"
