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domingo, 19 de outubro de 2008

Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 4

Hoje retomo o tema da coerência cardíaca com uma sugestão prática de como começar a incorporá-la no seu dia a dia:

"A prática da coerência cardíaca traz para si muito da sabedoria milenar, das técnicas tradicionais usadas em ioga: atenção, meditação e relaxamento. O primeiro estágio consiste em voltar sua atenção para o interior. Antes de tudo, você deve pôr de lado suas preocupações, por alguns minutos. Você tem de estar disposto a se manter à margem dessas preocupações para poder dar ao seu coração e ao seu cérebro um tempo para que possam recuperar o equilíbrio e a intimidade.
A melhor maneira de fazer isso é começar inspirando, profundamente, duas vezes. Isso irá estimular imediatamente o sistema parassimpático e começar a aplicar, de leve, o "breque" fisiológico. Para maximizar o efeito , sua atenção deve permanecer focalizada na respiração até que tenha terminado de exalar, e, então, você deve ficar sem respirar alguns segundos antes de inspirar novamente. A questão é deixar sua mente se mover com a expiração até que ela se torne leve e suave dentro do peito. (...)
Enquanto continua respirando lenta e profundamente (mas sem esforço), visualize - e realmente sinta - cada inspiração e cada expiração (...). Imagine que cada tomada de oxigênio nutre seu corpo e cada expiração o livra de resíduos de que ele não mais precisa. Imagine o movimento lento e dócil da inspiração e da expiração, que banham o corpo com esse ar purificador e calmante. Imagine que elas estão ajudando seu corpo a usufruir da dávida da atenção e da pausa que ele está recebendo de você."

O médico David Servan-Schreiber, diz-nos que seria ótimo, fazermos estes exercícios, durante 5 minutos quando acordássemos, na hora do almoço e antes de nos deitarmos.

Respeite o seu corpo e a sua saúde, reservando uns minutos do dia para si!

Abraços saudáveis

domingo, 12 de outubro de 2008

Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 3

"(...) emoções negativas, tais como a raiva, ansiedade, tristeza e até preocupações comuns, reduzem muito a variabilidade cardíaca e semeiam o caos em nossa fisiologia. Por outro lado, emoções positivas, como alegria, gratidão e sobretudo amor, parecem promover a maior coerência. Em poucos segundos, essas emoções induzem uma onda de coerência imediatamente visível no registro da freqüência cardíaca. (...) os períodos caóticos em nossa fisiologia diária produzem uma verdadeira perda de energia vital. Em um estudo envolvendo milhares de executivos, mais de 70% se descreveram como "cansados", seja "a maior parte do tempo" ou o "tempo todo". E 50% deles disseram que estavam "exaustos". (...) As agressões diárias ao equilíbrio emocional, quando sustentadas a longo prazo, sugam a energia, e os levam a sonhar com um emprego diferente ou, em suas vidas privadas, com outra família, com outra vida.(...)
A coerência da variabilidade pode economizar energia (...) seis meses após uma sessão de treinamento em coerência cardíaca, 80% dos executivos (...) não se declaravam mais exaustos (...). Reduzir a inútil perda de energia talvez seja tudo que é necessário para restaurar a vitalidade natural (...)
Em experiências de laboratório, a coerência permite que o cérebro trabalhe com mais rapidez e acuidade.
(...) em um estado de coerência temos melhor domínio do mundo exterior. (...)
Em vez de tentar produzir continuamente circunstâncias externas ideais, temos de começar a controlar o que está dentro - nossa fisiologia. Ao reduzir o caos fisiológico, e ao maximizar a coerência, automaticamente passamos a nos sentir melhor. Melhoramos nossos relacionamentos com os outros, nossa concentração, nossa performance e nosso lucro. Pouco a pouco, as circunstâncias ideais que buscamos o tempo todo começam a surgir por si sós, mas esse fenômeno é como um subproduto, um benefício secundário da coerência. Uma vez que tenhamos dominado nosso próprio ser interior, o que acontece no mundo exterior tem menos poder sobre nós. E passamos a ter, inclusive, maior controle sobre o mundo."

Caros leitores, alguns de vocês se revê atualmente no exemplo acima apresentado?

No próximo artigo sobre este tema (acredito que na segunda feira), abordaremos a questão dos exercícios simples que podem melhorar e muito, a vossa Qualidade de Vida (saúde, segurança, etc)

Abraços saudáveis,



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Coerência Cardiaca é fundamental para a nossa saúde - parte 1


Depois do meu comentário de ontem, volto então a escrever um pouco sobre "coerência cardíaca", socorrendo-me do médico David Servan-Schreiber no seu livro CURAR.

"(...) o stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo. Também descobriram que um episódio de depressão seis meses antes de um infarto do miocárdio é um indicador mais acurado de risco de morte do que a maioria de outros exames cardiológicos.
Quando o cérebro emocional não está funcionando bem, o coração sofre e se desgasta. Mas a mais espantosa descoberta de todas é que essa relação funciona em mão dupla. O funcionamento correto do nosso coração acaba por influenciar nosso cérebro também.(...)
Um método simples e eficaz disponível para todos nós parece criar as condições essenciais para que haja harmonia entre o coração e o cérebro. (...) Para compreender como ele funciona, primeiro precisamos examinar, como o sistema cérebro-coração funciona. (...)
O sistema nervoso autônomo é constituido de dois ramos, começando no cérebro emocional e se espalhando pelo corpo. O ramo "simpático" libera adrenalina e noradrenalina regulando as reações de "luta ou fuga". Sua atividade acelera o coração. O outro ramo, chamado parassimpático, libera um neuro transmissor diferente, que promove estados de relaxamento e calma. Ele faz o coração bater mais devagar.
Nos mamíferos, esses dois sistemas - o acelerador e o breque - estão constantemente em equilíbrio.(...)
Para negociar as guinadas imprevisíveis da existência,precisamos tanto do breque como de um acelerador. Eles precisam estar funcionando muito bem, e têm de ser igualmente fortes para se contrabalançar caso a necessidade ocorra.
De acordo com o pesquisador norte americano Stephen Porges, PhD., da Universidade de Maryland, o equilíbrio delicado entre os dois ramos do sistema nervoso autônomo possibilitou aos mamíferos desenvolver relações sociais cada vez mais complexas no curso da evolução. As mais complexas entre elas parecem ser os relacionamentos amorosos, sobretudo a fase particularmente delicada do namoro. Quando um homem ou uma mulher, por quem estamos interessados, olha para nós e o nosso coração começa a bater loucamente, ou ruborizamos, é porque nosso sistema simpático pisou no acelerador, talvez demais. Se inspirarmos profundamente para recuperar nosso equilíbrio e continuar a conversa, acabamos de pisar ligeiramente no breque parassimpático. Sem estes ajustes constantes, o namoro seria caótico. Esse é o caso com adolescentes que têm dificuldade em dominar o equilíbrio de seu sistema nervoso central."

continua....

Abraços saudáveis,