terça-feira, 9 de novembro de 2010

Portugal tem solução com pessoas como o sr. Rui Nabeiro e o Ségio Figueiredo (Fundação EDP)!


Palavras do Sérgio Figueiredo (presidente da Fundação EDP), no vídeo (1a parte ) do programa Prós e Contras de ontem (clique aqui para assistir ao vídeo):

"(...)
As condições de sustentabilidade de uma sociedade não existem, não se constroem sem a geração de riqueza. Por tanto, o ponto de partida é que o país perdeu capacidade de gerar riqueza (...).

Mas há aqui uma falsa dicotomia que eu gostava de ajudar a esclarecer, (...) que é como é que um empresário ou um gestor, cuida da competitividade da sua empresa e ao mesmo tempo, faz solidariedade?

Se alguma o Sr. Rui Nabeiro representa e representa muito, é que ele ao fazer o que faz, está a tornar a sua empresa muito competitiva e a prova disso é a longevidade do projecto empresarial que ele tem. Nunca comprometeu as bases, de racionalidade, de gestão eficiente mas envolvendo as pessoas no negócio, não olhando para o cliente como alguém que está no fim da linha, que é tratado apenas pelo preço e pela qualidade do produto (...).

O que ele conseguiu, foi estar à frente no seu tempo, e gerar relações de confiança, um sentimento de pertença que é escasso em Portugal, não é só em relação às empresas que a sociedade gerou, às instituições em geral.

Há uma crise de confiança, os portugueses deixaram de acreditar nos reguladores, nos políticos, em várias instituições incluindo as suas empresas.

Perdeu-se também a confiança na capacidade de fiscalização daquilo que é exatamente, necessário apoiar (...) Um Estado que não fiscaliza, não cumpre um dos seus deveres fundamentais, que é cuidar da parte do dinheiro que vai buscar à sociedade para fazer a redistribuição.

O que também é falso, uma falsa ideia pensar que a empresa é criada para redistribuir rendimento. A empresa gere riqueza. A empresa paga impostos, cria emprego, mas, e isto o Sr. Rui Nabeiro mostrou à sociedade portuguesa, não se pode limitar a conformar e a dizer, pronto agora o Estado que pegue o meu dinheiro e faça a redistribuição como entender.

Uma empresa que distribui electricidade, um Banco que concede crédito, está a lidar com pessoas. Essas pessoas quando decidem que estão no Montepio ou num concorrente do Montepio, assentam a relação com essa instituição na base da confiança. Todo o trabalho que nós fazemos no sector empresarial, que traga as pessoas para dentro da empresa, e é uma rua com dois caminhos; as próprias pessoas que trabalham nas empresas, vivem os problemas do seu país e está-se a mudar a cultura empresarial, o sentimento de pertença dos próprios colaboradores e uma relação longínqua com os clientes daqui a 20 anos, por tanto os que nós estamos é de tornar a sociedade mais próspera, porque não há empresas em Portugal, ou em qualquer parte do mundo que prosperem, em sociedades que se degradam.

Isto é uma visão nem que seja defensiva, mas é verdade. O salto que temos que dar e é esse o repto que está lançado ao sector empresarial, é que coloque os recursos que tem, e não são recursos da dimensão de um orçamento de Estado, portanto não é expectável que o sector privado preencha aquilo que o Estado hoje não conseque alcançar, é que coloque os recursos, a capacidade de inovação, (...), essa relação, digamos, de proximidade com os seus clientes de forma a que seja um actor da sociedade.

Nós todos temos a noção e eu quando estive 20 anos no jornalismo, não foram suficientes para quebrar um pouco o preconceito que as empresas que fazem mecenato, estão a fazê-lo por uma questão de imagem, ou de marketing e que a sua finalidade não é propriamente fazer bem à sociedade. Quero-lhe dizer Fátima, que hoje, estando à frente de uma fundação corporativa, constato que grande parte dessa ideia feita, é muito responsabilidade das empresas que têm uma lógica muito do leva o logotipo, leva o cheque e agora dá-me reputação e dá-me uma boa imagem.

Isto está, felizmente, a mudar. Porque estamos a perceber que isso, primeiro, não é sentido, mesmo pelos parceiros que apoiamos, portanto, que têm uma relação conosco de mero financiador, e a construção da sociedade nova, a sociedade nova que estamos aqui hoje a discutir e que não é uma sociedade alternativa ao capitalismo, porque, como dizia alguém, este é o pior dos sistemas, excepto todos os outros, (,,,) temos que ter um capitalismo mais participado.

O é que o Sr. Rui Nabeiro conseguiu? Conquistou o direito social a operar. Ele pode dizer, o meu café é melhor que todos os outros, mas não é só isso que o distingue dos seus clientes. A sociedade portuguesa, revê-se no exemplo. Isso não fideliza? Claro que fideliza.

No dia em que ele, perder essa capacidade de gerar essa riqueza, gerar esses lucros, ele não tem como distribuir, portanto não há qualquer antagonismo entre a competitividade empresarial. Há aqui uma visão que se impõe que os gestores portugueses tenham, que façam que os processos de inovação social, sejam integrados no próprio modelo de negócio. Inovar não é só criar uma tecnologia diferenciadora e um produto que faz também a diferença. (...)."

Já era um fã incondicional do sr. Rui Nabeiro. Não conhecia o histórico profissional e humano do Sérgio Figueiredo, mas fiquei muito bem impressionado com o que ouvi.

Portugal tem solução!

Abraços saudáveis

3 comentários:

Camponês disse...

Gostei.

siripipi alentejano disse...

Nada me supreende no trabalho desenvolvido pelo Comendador Rui Nabeiro, o que poderei adiantar...
"Que bom seria se todos Concelhos do Alentejo tivessem um Rui Nabeiro", a nossa Região tornar-se-ia mais rica e próspera, o desemprego diminuiria para bem de todos.
siripipi-alentejano

Isabel Moreira Rego disse...

Passei por aqui e gostei do que li.
jinhos
Isabel