sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"As cheias de 1967 provocaram mais de 700 mortos e cerca de 1100 desalojados. Choveu das 19h00 até à meia-noite nas zonas baixas dos quatro concelhos da Grande Lisboa, mas só na manhã seguinte é que os portugueses se depararam com a verdadeira dimensão da tragédia. Lisboa, estava irreconhecível. 45 anos depois, investigadores das universidades de Lisboa, do Porto e de Coimbra passaram a pente fino 145.344 exemplares de 16 jornais portugueses, e construíram uma base de dados ..."


No dia 24 de Novembro de 2012, publicámos no Facebook, no mural do Projeto Memória :

Cheias de 1967
“Na noite de 25 de Novembro de 1967, cinco horas de chuvas torrenciais mergulharam a Grande Lisboa numa das suas maiores tragédias.
As cheias de 1967 provocaram mais de 700 mortos e cerca de 1100 desalojados. Choveu das 19h00 até à meia-noite nas zonas baixas dos quatro concelhos da Grande Lisboa, mas só na manhã seguinte é que os portugueses se depararam com a verdadeira dimensão da tragédia. Lisboa, estava irreconhecível.
O regime salazarista tentou minimizar os impactos das chuvas, mas as suas repercussões atravessaram fronteiras e desencadearam um movimento de solidariedade internacional. Chegaram donativos dos governos britânico e italiano, do Principado do Mónaco e do chefe do Estado francês, o general De Gaulle, que contribuiu com uma "dádiva pessoal" de 30 mil francos. O apoio em meios sanitários veio de França, Suíça e sobretudo de Espanha, que ofereceu mil doses de vacina contra a febre tifóide.
45 anos depois, investigadores das universidades de Lisboa, do Porto e de Coimbra passaram a pente fino 145.344 exemplares de 16 jornais portugueses, e construíram uma base de dados com todos os episódios de inundações e deslizamentos de terras que causaram vítimas mortais em Portugal Continental no último século e meio, com os perfis de risco para cada um dos concelhos do País. 
Este será um instrumento importante para prevenir futuras tragédias deste tipo no país. O projeto denominado Disaster envolve 25 investigadores e vai durar mais alguns anos.”


Abraços saudáveis

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