domingo, 14 de dezembro de 2008

Patrimônio Imaterial da Humanidade

Na véspera da minha partida para Portugal, deixo-vos com um vídeo de menos de 6 minutos, que demonstra bem o prazer e o bem que faz, adotarmos uma dieta tipo mediterrânea. A reportagem completa, realizada pela Ilze Scamparini e apresentada no Globo Repórter, tem imagens lindas e depoimentos apaixonados de quem sabe viver bem.

Aos meus leitores, para quem 6 minutos é muito tempo, deixo alguns tópicos que deveriam levar aqueles que ainda não o fazem, a incorporarem novos hábitos alimentares ao seu Estilo de Vida, a partir do início de 2009.

(...) as civilizações da Antigüidade deixaram hábitos de uma notável coerência: a dieta mais famosa do planeta, feita de poderosos antioxidantes – como o azeite extraído das oliveiras, o vinho e o peixee vegetais exuberantes, ricos em polifenóis, um antídoto contra os males do envelhecimento.

Inventores da medicina dietética, os povos antigos perceberam, em um passado remoto, o que a ciência só hoje anuncia: mais de 30% dos casos de câncer estão ligados à comida.

No centro do Mediterrâneo, a Itália reina como a nação que cultivou a arte de fazer grandes pratos com os ingredientes mais simples e onde a vida dura mais tempo.

A Dieta Mediterrânea, em breve, será declarada pela Unesco Patrimônio Imaterial da Humanidade,(...). Esse modelo de alimentação, que se tornou uma referência em várias partes do mundo, é também um estilo de vida que pode ajudar a prevenir muitas doenças. Cinqüenta anos depois de ter sido batizada como Dieta Mediterrânea, novas pesquisas confirmam aquilo que nos anos 50 foi uma intuição genial: esses produtos, bem combinados, podem favorecer uma vida muito longa e saudável.

(...) Pioppi, no Cilento, é uma cidade balneário com um mar incontaminado. Na região viveu o cientista que deu nome à comida cotidiana dos italianos do pós-guerra e reconheceu os seus efeitos muito benéficos para a saúde: o americano Ancel Keys, especialista em fisiologia.(...).

Nos relatos do professor Ancel Keys, a carne vermelha não aparece. A Dieta Mediterrânea era a alimentação dos pobres.

"De fato, a carne era prevista em pouquíssimas ocasiões. Era o prato da festa. E aquilo que parecia uma privação revelou-se uma grande riqueza para essas populações", diz a responsável pelo Museu da Dieta, Tânia Batipedde.

Nos anos 50, de cada dez americanos, cinco morriam fulminados por infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Foi então que o cientista Ancel Keys começou um grande projeto internacional de pesquisa que nunca tinha sido feito antes no mundo: o estudo dos hábitos de 12 mil pessoas de três continentes, entre 40 e 60 anos. Vinte anos depois, só os mediterrâneos continuavam muito bem de saúde (...)

Ancel Keys (...) morreu aos 101 anos de idade, seguindo rigorosamente a Dieta Mediterrânea.

Nós fomos procurar a mulher que durante 40 anos foi a sua cozinheira. Delia Maria Morinelli ensinou ao médico americano o regime alimentar que pratica até hoje.

"Comemos os nossos produtos. Agora, berinjelas, pimentões, tomates. Também feijões frescos – que são deliciosos – e feijões que fazemos secos, como grão-de-bico, lentilhas, ervilhas. Batatas, brócolis e repolhos. Carne de vaca a cada 15 dias, muito peixe, frango, coelho e frutas", explica a dona de casa.

(...)

Um estudo de 30 instituições européias concluiu que o consumo de 120 gramas de tomate três vezes por semana ajuda a prevenir o câncer de estômago, do esôfago, das vias respiratórias, da boca e da faringe."

(...)

Abraços saudáveis,

Um comentário:

Ana Raposo disse...

A dieta mediterrânica é realmente um património que deveríamos reavivar - pela nossa saúde.

A alimentação actual, baseada em produtos processados, e por isso mesmo com ingredientes de baixa qualidade e com excesso de aditivos (sal açúcar, conservantes, estabilizadores, corantes, e outros "venenos"), bem como excesso de proteínas (carnes vermelhas e lacticínios) deveria ser repensada. As prioridades da maioria da população não são saudáveis!