sexta-feira, 15 de maio de 2009

"(...) uma mutação que os inibia de efectuar a dança ritual prévia ao acto sexual para seduzir a galinha"

No livro "VIAGEM À FELICIDADE - as novas chaves científicas" de Eduardo Punset, encontrei (mais) uma forma diferente de explicar que aquilo que comemos hoje está muito longe daquilo que comíamos no tempo dos nossos avós:

"(...)fruto dos excessos da industrialização da produção avícola nos Estados Unidos. Na sua condição de consultora, Temple foi requerida em várias quintas onde os galos, inexplicavelmente, despedaçavam as galinhas no decorrer do acasalamento. Precisou de poucos dias para descobrir a chave do facto. A manipulação genética orientada para a produção de galos cada vez maiores e musculosos provocara, nalguns deles, uma mutação que os inibia de efectuar a dança ritual prévia ao acto sexual para seduzir a galinha. Ora bem, a genética própria da galinha impõe-lhe que não adopte uma postura de entrega e submissão ao sedutor sem o aviso prévio da dança ritual. O trágico resultado do desencontro consistia em converter a submissa galinha numa rebelde que preferia a morte a claudicar, e o belo galã um assassino.(...)"

Como consumidores finais temos que, cada vez mais, saber escolher e tão ou mais importante, não tolerar que práticas não saudáveis (para ser simpático!) sejam premiadas com as nossas compras no supermercado.

Abraços saudáveis,

Um comentário:

TARCÍSIO SANTOS DE SALLES: disse...

Os proprietários de concernentes aviários, naturalmente, deverão acabar revendo suas metodologias de reprodução do plantel! A bem do sucesso de seus negócios, caso estes fatos ocorram em índices economicamente danosos! Se não encontrarem alguma solução tecnico-científica para proporcionar às suas matrizes o aceite da cobertura dos seus reprodutores sem as "memoriais danças nupciais"...!