quarta-feira, 12 de maio de 2010

"(...) uma profissão de futuro será a de agricultor vertical."


O jornal metro publicou um artigo muito interessante no passado dia 22 de abril sobre quintas verticais, o qual poderá ler na íntegra, clicando aqui.

Deixo aqui alguns dos trechos do respectivo artigo para verem como quando o Homem quer, encontra soluções "saudáveis" para tudo.

"O Mundo está à beira de uma revolução agrícola. As produções tradicionais não respondem às necessidades. Em breve serão substituídas, nas grandes cidades, por quintas em altura. Os alimentos serão cultivados em antigos armazéns, fábricas desactivadas, lotes vazios e arranha céus.
(...)
Em breve, 90% dos ocidentais vão viver em cidades. A maior parte da sua comida, vem de outras cidades e países, o que é insustentável.
(...)
Sabe como se produz numa quinta vertical ?

As sementes são plantadas em vasos colocados em tabuleiros cheios de água tratada com produtos específicos. Os tabuleiros estão empilhados (3,4 metros de altura) (...) . Nas cidades em que seja preciso criar mais empregos, as plantas podem ser regadas manualmente.

As quintas em altura podem ser arranha-céus. Dickinson Despommier, professor de Saúde Ambiental na Universidade de Columbia (EUA) criou uma quinta de 30 andares, capaz de alimentar 30.000 pessoas.

Cada piso tem um sistema de verificação de água e nutrientes, e cada planta tem um chip que controla os nutrientes absorvidos.

"À medida que os países se desenvolvem, as pessoas querem mais e melhor comida", explica Rohit Talwar, CEO da empresa de previsões Fast Future. "Há também uma preocupação com a distância que a comida tem de percorrer para chegar ao consumidor.
(...)
[Os alimentos] Também fazem bem à saúde...

O produtos frescos cultivados nas quintas em altura encorajariam hábitos de alimentação mais saudáveis. Cientistas acreditam que os principais problemas alimentares iriam diminuir.

... e à saúde de muita gente!

Com o aumento populacional, o Mundo precisará de mais mil milhões de hectares aráveis em 2050 - mais ou menos a área do Brasil e muito mais do que aquela que estará disponível.
(...)
20 prédios destes [de 30 andares] dariam para alimentar Lisboa e o Porto com vitaminas e proteínas."

Abraços saudáveis

2 comentários:

Alexandra disse...

Li o artigo e deu para perceber que a técnica de cultivo mais utilizada é a hidroponia, isto é agricultura sem terra.

Do que tenho lido, a qualidade dos alimentos depende da saúde do solo, logo a nossa saúde depende da saúde do solo, assim nunca a hidroponia poderá produzir alimentos com a mesma qualidade que a prática convencial (!) em solo, na terra, e em especial em solo de boa qualidade.

Ainda não se conhece em profundidade o funcionamento do solo que é um ecossistema complexo e não apenas uma amalgama de componentes minerais.

Outra questão que critico é o facto do modelo persistir na concentração da produção e sobretudo da alta dependência de mais e mais tecnologia, ou seja muitos in-put.

Se vivesse numa cidade tentaria sempre que possível abastecer-me em mercados de produtores biológicos e deste modo favorecer o desenvolvimento rural na área envolvente da cidade e na própria cidade, e redistribuia assim por muitas pessoas o meu dinheiro!

Saudações sustentáveis

Alexandra Azevedo

João Marques disse...

Olá Alexandra,

Concordo com as suas palavras e, pessoalmente, também prefiro comprar produtos da terra, perto de mim, sem agrotóxicos, .....

No entanto, acredito que face à realidade de grande parte das cidades de hoje e principalmente, daqui a umas dezenas de anos, precisamos de fazer algo que, no mínimo, nos dê de comer algo que seja o mais parecido com os produtos acima mencionados.

Claro que acredito que mesmo assim, muitos de nós, ainda possamos nessa altura, continuar a consumir produtos vindos da terra.

Termino comentando que talvez pudesse ter escrito "quando o Homem quer, encontra soluções RELATIVAMENTE "saudáveis" para tudo.

Obrigado pelo seu comentário.

Abraços saudáveis