domingo, 15 de junho de 2008

Depressão - acreditem que somos mais fortes que ela e que o homem da casa tem uma papel fundamental na sua "cura"


Algumas leitoras me pediram para escrever sobre Depressão. Como estamos falando de algo que tem um impacto enorme na Qualidade de Vida de toda uma família, para além de custos crescentes no mundo corporativo e afetar um percentual maior de mulheres do que homens, vou discorrer alguns comentários práticos, com base na evolução vivenciada por algumas pessoas que seguem o nosso programa e em literatura que tenho lido ao longo do tempo, onde destaco (mais uma vez!) o livro “Nutrição Cerebral” do Dr. Helion Póvoa, Dr.Juarez Callegaro e Dra. Luciana Ayer.

É importante começar por dizer que os passos que vou mencionar, tanto ajudam na cura de alguém com depressão, como atuam fortemente a nível de prevenção para quem ainda não apresente os sintomas desta doença.

Vou evitar fazer divagações genéricas como “é importante evitar o estresse no trabalho”, porque parte da solução para tal está fora do nosso controlo e por isso vou focar no que cada um pode fazer a partir de amanhã.

1-O homem da casa (hoje estamos a focar nas mulheres!) tem que entender que tem duas mulheres em casa – uma que age de forma normal e outra que vai atacar tudo e todos (inclusivé ele) quando está no meio de uma das crises. Por isso exercitar a capacidade de “encaixe” de forma a ficar calado ou pelo menos não responder no mesmo tom de agressividade, vai contribuir de forma decisiva para a manutenção da relação do casal e para o não agravamento da situação, já complicada per si.
2-Ambos têm de conseguir que a mulher não se torne sedentária. Devem criar uma rotina onde ela possa caminhar, andar de bicicleta, praticar alguma atividade física. “Atividades físicas proporcionam bem-estar, especialmente porque o organismo produz endorfina e serotonina - neurotransmissores que amenizam a dor e trazem prazer. Quando estas substâncias circulam pelo corpo, melhoram a memória e a disposição física e mental, deixam o sistema imunológico mais forte contra doenças oportunistas e tendem a amenizar a sensação de tristeza e desânimo.” (publicado pela Equipe do site Bem Estar).

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3- Ambos têm de conseguir criar uma rotina saudável no que respeita à alimentação, nomeadamente garantido a assimilação pelas células, diária e continuamente, dos nutrientes essenciais. “Em Nutrição Cerebral, os autores mostram de que forma a falta de nutrientes no cérebro pode determinar o declínio da inteligência e, consequentemente, provocar depressão, doenças neurodegenerativas e até mesmo desvios de personalidade. Para eles, os maiores especialistas brasileiros no assunto, o equilíbrio nutricional do cérebro é a chave do nosso bem-estar. (...) Infelizmente, a pratica medicamentosa tem prevalecido sobre a abordagem nutricional da depressão, o que se está configurando como um dos mais preocupantes problemas de saúde do mundo atual. De acordo com estatísticas recentes, divulgadas nos Estados Unidos, o país já conta com cerca de um milhão de crianças tomando regularmente medicamentos para depressão”. (trechos retirados do livro mencionado no inicio deste artigo).

4-Ambos têm que procurar uma solução para a mulher manter o cérebro ativo, seja através do trabalho profissional, da leitura, de atividades extras profissionais, etc. “(...) a informação é um nutriente. A informação é um fator tão importante para o cérebro que, na fase final da vida, é o mais decisivo de todos. Quem considera o saudável hábito da leitura e procura constantemente aprender e se informar tem menos riscos de apresentar alguma forma de demência senil.” (retirado do mesmo livro)

5-O homem tem que tentar, uma vez que de uma forma geral, não fomos ensinados a expressar sentimentos e a mulher por outro lado interpreta o nosso silêncio como a ausência deles, nomeadamente no campo do amor, carinho, camaradagem, colocar para fora palavras como “te amo”, “vamos ultrapassar esta fase juntos”, etc. A mulher por sua vez tem que, entender melhor, esta diferença de gêneros.

6- Ambos têm que tentar manter um nível de atividade social compatível com aquilo que gostam evitando o isolamento durante a fase de depressão da mulher. A vida continua e não apenas quando a mulher estiver boa porque exatamente parte da solução está em ela se manter ocupada.

Reafirmo que as etapas apresentadas não resolvem todos os casos de depressão e que nalguns estágios mais agudos, mesmo um médico mais aberto a conceitos mais modernos e muito menos agressivos de tratamento, poderá prescrever algum tipo de remédios, mas experimentem colocar aquelas em pratica de uma forma sustentada e verão como a Qualidade de Vida da vossa família (mesmo que não tenha nenhum caso de depressão) vai melhorar de forma inequívoca.

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