quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Como algumas pessoas, em pleno século XXI, ainda podem pensar assim?

A revista Plástica e Beleza, através do site Terra, colocou recentemente a seguinte questão aos internautas:

"Você mudaria os hábitos hoje se tivesse certeza de que iria viver mais? Deixe a sua opinião"

Ao ler as respostas abaixo (tinha outras mais parecidas com aquilo que acredito), dois tipos de sentimento me passaram pela cabeça:

- primeiro, como algumas pessoas, em pleno século XXI, ainda podem pensar assim?

- mas depois, ver no meu dia a dia, uma resistência tão grande à mudança de hábitos alimentares e de sedentarismo, leva-me a questionar, infelizmente, se no fundo, muitas outras pessoas, mesmo que publicamente não o reconheçam, acabem por pensar da mesma forma?

Vida sem graça

Data: 10 Nov 2008 18:15:32 -0200
De: "Leonardo"

Para que viver tanto e não comer coisas gostosas, não tomar uma cerveja, não
dar umas tragadas?? Que graça tem? Eu não quero ficar velho, prefiro aproveitar
a vida fazendo coisas gostosas e morrer logo, do que viver 110 anos sem graça...
rsrsrsrsrsrs.

TIVE CÂNCER

Data: 10 Nov 2008 17:37:19 -0200
De: "Alexandra"

Aos 16 anos de idade era uma adolescente com hábitos muito saudáveis: comia
corretamente, andava de bicicleta e caminhava todos os dias, não bebia e
tive câncer, passei muita fome, pois não conseguia comer pelos sintomas da
doença. Fiquei entre a vida e a morte e consegui me curar. Hoje com 27 anos
como de tudo, não faço exercícios e não sei até que idade vou chegar, mas
tenho uma certeza: seja o tempo que for quero viver bem e feliz, nem que
seja apenas até os 50 anos! Adoro beber e curtir a vida festando ao lado
do meu marido.

viva a morte, que venha logo

Data: 13 Oct 2008 21:31:50 -0300
De: "pedro corsi"

Não mudaria meus hábitos, para conseguir alguns segundos na eternidade, e
continuar sofrendo.

Espero sinceramente que pelo menos os meus leitores mais assíduos, tenham a perfeita noção de que é possível comermos bem, com prazer, sem passarmos fome, a preços acessíveis, respeitando o nosso corpo e com isso conseguirmos viver mais anos com uma melhor Qualidade de Vida (principalmente quando falamos dos nossos filhos!).

À Alexandra, a quem pretendo responder diretamente, dir-lhe-ei que o exemplo que ela deu (que bom que conseguir vencer a batalha que travou contra um câncer, ainda muito jovem) tem a mesma lógica que afirmar que conduzir um carro a 150 km hora em contramão numa estrada movimentada é menos perigoso do que dirigir a 50km hora, no sentido certo, porque alguém que já experimentou ambas as situações, escapou (milagrosamente!) da primeira situação e acabou chocando com um carro que estava parado num semáforo no segundo exemplo.

Gostaria de vir a constatar que estamos falando “apenas” de uma minoria, não representativa de grande parte da população brasileira.

Abraços saudáveis,

Nenhum comentário: