terça-feira, 22 de setembro de 2009

Como colocar uma criança de castigo?


Qualidade de Vida também é saber educar os nossos filhos, nomeadamente no que respeita à forma como os colocamos de castigo.

Recentemente, ouvi o pediatra Dr. Paulo Oom explicar como devemos proceder nesta questão com as nossas crianças. Aqui ficam os seus conselhos que achei muito sensatos (não são fáceis de seguir, mas vale a pena educarmo-nos a nós próprios enquanto pais!):

- a criança tem que sentir que o castigo não é negociável, a partir do momento em que é avisada pelos pais

- o lugar do castigo, não deve ser o quarto, onde ela tem tudo para brincar. Também não a coloque em lugares perigosos (casa de banho, cozinha), ou lugares escuros, frios, etc. Procure um lugar “simpático”, mas onde ela seja privada daquilo que sinta vontade de fazer

- é importante explicitarmos a duração do castigo (deixou a sugestão de 1 minuto por ano de vida – ex: 2 anos - 2 minutos)

- no final do tempo estipulado, ir ter com a criança e avisá-la que o castigo acabou (mesmo que ela queira continuar onde está)

- se a criança oferecer resistência em ir para o local do castigo, tranquilamente, sem sermões e sem o uso da força (usar apenas a “força” da paciência que deve ser treinada!), segurar-lhe numa mão e encaminhá-la até lá

- se a criança sair antes do tempo do local do castigo, seguindo as mesmas regras do ponto anterior, voltara levá-la para lá, o número de vezes que for necessário

Pesquisando um pouco na internet, encontrei um link (clique aqui) que acrescenta o seguinte:

Com efeito, e segundo o Dr Paulo Oom, “A diversão em conjunto é um aspecto fundamental da educação de qualquer criança” sendo que, “Uma criança que é posta de castigo, por exemplo, aceita esse castigo de forma diferente se reconhecer que o pai e a mãe, que a puseram de castigo, gostam dela, brincam com ela e riem com ela com frequência. É diferente do pai ou da mãe que a colocam de castigo e que, para aquela criança, é a única coisa que sabem fazer, pois nunca passam momentos agradáveis com ela”.

(...)

No final do seu artigo, o Dr Paulo Oom deixa-nos entregue a um breve texto, de autor desconhecido, que ele teve a oportunidade de ler à entrada do Museu da Criança, em Nova Orleães:

Eu tentei educar o meu filho com livros,
mas ele olhou para mim desconfiado.
Tentei ensiná-lo com palavras,
que muitas vezes não foram ouvidas.
Desesperado, gritei para quem pudesse ouvir:
“Como devo educar o meu filho?”
Na minha mão ele mesmo colocou a resposta:
“Vem – disse ele – brinca comigo”.”

Gostei!

Abraços saudáveis


3 comentários:

Anônimo disse...

Gostei particularmente deste artigo. Miguel

Lurdes disse...

Artigo em tempo e muito útil, relembrando a importância de estarmos REALMENTE PRESENTES com os nosos filhos!
Lurdes

elaine disse...

Na verdade criacão è uma coisa muito complicada!!! tenho um um filho de 6 anos que està me dando muito trabalho na escola e as vezes não sei como castiga-lo.Hoje pensei em bater mas me controlei.